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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Engenheiro que deu o laudo para o parque funcionar disse que não andaria e nem deixaria seus familiares andar em nenhum brinquedo.

Momento Verdadeiro – Muita emoção e revolta tomou conta do enterro da jovem Alessandra Aguilar, 17 anos, em Vargem Grande, Rio de Janeiro, na tarde desta segunda-feira (15).  De acordo com informações divulgadas pela imprensa - o engenheiro que teria a responsabilidade de vistoriar o parque de diversão onde lamentavelmente um dos brinquedos soltou-se atingindo fatalmente Alessandra disse em depoimento à polícia que não permitiria que seus familiares andassem nos brinquedos e nem ele mesmo andaria. O preço cobrado pelo laudo é de R$450.

Na delegacia o engenheiro que já responde a um procedimento por outro acidente fatal - revelou que o laudo geralmente chega ao local da vistoria pronto, e apenas em um dia é feita a vistoria de todos os brinquedos de um parque.

O Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Rio de Janeiro (Crea-RJ), enviou um engenheiro mecânico ao local e o mesmo constatou que o brinquedo Tufão, que causou a morte de Alessandra, era o que estava mais mal conservado.

Além do Tufão o engenheiro mecânico constatou uma série de irregularidades no parque de diversão, entre elas um dos brinquedos destinado a crianças. “Esse local onde as crianças sentam está fixado de forma precária e improvisada no que seria os chassis do veículo. Então, a qualquer momento, pode se soltar e as crianças podem cair, dependendo da velocidade, do peso e da aceleração do brinquedo. E todos os carrinhos estão nas mesmas condições, funcionando de forma precária”.

O  Crea-RJ vai ouvir as explicações do engenheiro que deu a autorização, lembrando que o parque ainda possuía uma autorização do Corpo de Bombeiros. O engenheiro pode ser indiciado, mas a família da jovem perdeu uma jóia valiosa.

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