ABI - Associação Brasileira de Imprensa

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Liberdade de Expressão e Ética

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Bancos já oferecem novo fundo que é alternativa à poupança

O investidor que não quer correr riscos e busca rendimentos maiores do que o oferecido pela poupança já tem uma nova alternativa para aplicar seu dinheiro: os fundos de investimento simples. A nova categoria de fundos foi criada por meio da resolução nº 555, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que entrou em vigor no dia 1º de outubro. De acordo com pesquisa feita por EXAME.com com os maiores bancos do mercado, dois já oferecem o investimento: o Banco do Brasil e a Caixa.
Os fundos simples buscam oferecer uma rentabilidade de acordo com a variação da taxa DI, que tem comportamento semelhante ao da taxa básica de juros (Selic). Esses produtos devem investir, no mínimo, 95% do seu patrimônio em títulos públicos vendidos pelo Tesouro Direto ou em títulos de renda fixa privados, que possuam risco equivalente ao dos títulos do governo, como é o caso dos CDBs de grandes bancos, mas desde que o investimento nesses títulos bancários não passe de 50% do patrimônio do fundo.
Tanto no Banco do Brasil, como na Caixa, a aplicação mínima para investir nesses fundos é de 50 reais. No BB, o investidor tem a possibilidade de agendar as aplicações e os resgates de recursos.
A diferença entre os dois produtos é que, enquanto o fundo do BB é de curto prazo, o da Caixa é de longo prazo. Isso significa que a menor alíquota de Imposto de Renda incidente no resgate de recursos do fundo do BB será de 20%, caso o período da aplicação varie entre 181 dias a 360 dias. No fundo da Caixa, a incidência de imposto sobre o resgate do investimento pode ser ainda menor e chegar a 15%, já que o tempo de aplicação pode ser maior do que 720 dias.
Isso acontece porque os fundos são tributados pela tabela regressiva do IR, segundo a qual são aplicadas alíquotas de: 22,5% para aplicações feitas em até 180 dias; 20%, para investimentos de 181 dias a 360 dias; 17,5% para prazos de 361 a 720 dias; e 15% para aplicações feitas em prazos superiores a 721 dias.
Menos custos
Para aplicar nos fundos simples, não é necessário assinar um termo de adesão ou preencher uma análise de perfil de investidor, como ocorre com outros fundos de investimento do mercado. Também não podem ser cobradas taxas de saída, que são pagas quando o investidor saca seus recursos, ou de performance, que são aplicadas quando o gestor do fundo consegue superar o rendimento do seu benchmark, ou seja, do índice de desempenho ao qual está referenciado, como o Ibovespa, ou a taxa DI, por exemplo.
Essas características ajudam a reduzir custos, mas, ainda assim, os fundos simples cobram taxas de administração, que são pagas pela prestação de serviços de gestão e administração do fundo.
Enquanto o BB cobra uma taxa de 1,95% ao ano no seu fundo simples, na Caixa a taxa é um pouco menor, de 1,5% ao ano. 
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A aplicação compensa?

Para o consultor financeiro André Massaro, ainda que os fundos simples ofereçam rendimentos maiores do que a poupança e sejam muito práticos, já que o investidor pode fazer as aplicações no mesmo banco no qual mantém sua conta corrente, existem hoje opções igualmente conservadoras que também pagam rendimentos em linha com a taxa Selic, que está aos 14,25% ao ano.
Um dos exemplos é o título público Tesouro Selic, que paga ao investidor a variação diária da taxa Selic. Como algumas instituições oferecem a possibilidade de investir em títulos públicos sem a cobrança de taxas de administração, o investidor pode aplicar em um Tesouro Selic pagando apenas a taxa de custódia, de 0,3% ao ano, que é paga à BM&FBovespa pelo serviço de custódia dos títulos.
Como a taxa DI e a taxa Selic apresentam comportamento muito semelhante, considerando que um fundo simples consiga atingir a rentabilidade de 100% da taxa DI – o que pode não ocorrer, se a gestão do fundo não for satisfatória - e que o Tesouro Selic sempre paga 100% da taxa Selic, o que diferencia a rentabilidade de ambas as aplicações essencialmente são as taxas de administração cobradas.
Assim sendo, se os fundos do BB e da Caixa cobram taxas de 1,95% e 1,5% ao ano, respectivamente, caso o investidor compre um Tesouro Selic com corretoras que não cobram taxa de administração, facilmente ele conseguirá superar a rentabilidade dos fundos simples, já que seu único custo com o investimento no título público será a taxa de custódia de 0,3% ao ano.
Portanto, para que os fundos simples ofereçam rendimentos superiores aos do Tesouro Selic, eles precisariam preencher dois requisitos: atingir o rendimento de 100% da taxa DI; e cobrar taxas inferiores a 0,3% ao ano.
Caixa e Banco do Brasil já oferecem fundos simples, investimento criado em 1º de outubro para se tornar uma opção à poupança
Os fundos simples também poderiam bater o Tesouro Selic se o seu rendimento fosse superior a 100% da taxa DI, mas, nesse caso, o retorno adicional teria de ser suficiente para cobrir a diferença entre as taxas de administração de uma aplicação e de outra, já que os fundos têm taxas que passam do 1,5% ao ano – como no caso da Caixa e do BB - e o Tesouro Selic pode ter apenas a cobrança dos 0,3% ao ano de taxa de custódia,
Simulação feita por EXAME.com aponta que, mesmo no caso de fundos que cobram taxas de apenas 1% ano e conseguem obter rendimentos de 100% da taxa DI, o Tesouro Selic ainda é mais vantajoso em qualquer prazo se a aplicação for feita por meio de instituições que não cobram taxa de administração.
Quem investir, por exemplo, mil reais por 24 meses em fundos DI com taxa de administração de 1% ao ano - e atingem o rendimento de 100% da taxa DI - terá, ao final desse período, 1.235,22 reais. Caso a preferência seja por investir o valor no Tesouro Selic, com corretoras que não cobram a taxa de administração-, o valor sobe a 1.245,51 reais.
Massaro aconselha que o investidor busque sair da zona de conforto antes de optar por investir em fundos de renda fixa de baixo risco. “As taxas oferecidas por esses fundos de investimento ainda são altas em comparação ao retorno que oferecem. Para ganhar mais dinheiro, basta que o investidor gerencie seus investimentos conservadores. Esse processo não é um bicho de sete cabeças” (veja o passo a passo para investir no Tesouro Direto). 

Americana de 11 anos ganha dinheiro ao vender senhas seguras por US$ 2

A nova-iorquina Mira Modi, de apenas 11 anos, encontrou uma maneira simples e fácil de lucrar com as fragilidades da segurança digital, ao começar a vender senhas "ultraseguras", mas fáceis de memorizar.
A garota não criou nenhum método inovador e apenas seguiu o conceito desenvolvido por Arnold Roinhold, chamado de Diceware, que utiliza dados, conceitos matemáticos e uma tabela com palavras preestabelecidas para a formulação de frases-chave praticamente invioláveis.
Uma senha está sendo vendida por apenas US$ 2 (cerca de R$ 7).
A americana resolveu criar um site próprio, onde o cliente solicita o serviço. Os códigos, com seis palavras cada, são escritos à mão e encaminhados aos clientes pelo correio. 
Para garantir o segredo da senha, a garota recomenda que os clientes façam algumas mudanças no código recebido, seja colocando algumas letras em maiúsculas ou adicionando símbolos como exclamações.

Criança de um ano mata cobra com mordida no RS

Nesta domingo (1º), uma criança de um ano e cinco meses matou um filhote de cobra com uma mordida neste domingo em Mostardas, litoral do Rio Grande do Sul.
De acordo com o 'Zero Hora', a mãe do menino Lorenzo, Jaine Ferreira, relatou em entrevista à uma rádio local que o filho brincava no pátio quando o fato ocorreu, mas que não é comum o aparecimento de cobras na região urbana de Mostardas, onde eles vivem. Ela disse que o menino estava muito silencioso e que, quando foi verificar se algo havia acontecido, levou um susto ao encontrá-lo segurando a cobra, "faceiro".
"Eu estava dentro de casa. Ele entrou na sala com a cobra na mão e na boca, mordendo. Eu gritei para o meu marido. Lorenzo tinha sangue na boca e nas mãos. Eu acredito que ele pensou que era um brinquedo, pois ele estava faceiro com ela na boca", disse Jaine.
Ainda segundo a mãe, ela e o marido levaram rapidamente a criança até o hospital. O médico Gilmar Carteri, que atendeu o garoto, acredita que o menino não foi picado pois mordeu a cobra próximo da cabeça, o que impediu que o animal atacasse.
"Foi o menino que matou a cobra. Eu percebi que a criança não apresentava sinal de picada. A gente fez exames, todos deram negativo. A criança foi liberada para casa sob observação", disse.
O médico encaminhou fotos do animal morto, que possivelmente era um filhote de jararaca, para o Centro de Informações Toxicológicas do Estado.

Morre piloto de avião que caiu no mar em Salvador, diz assessoria da FAB

Morreu o piloto da aeronave que caiu no mar durante apresentação de esquadrilha em comemoração ao dia do Aviador e mês da Asa, na tarde deste sábado (31), em Salvador, segundo informações da assessoria da Força Aérea Brasileira. O acidente aconteceu perto do Farol da Barra. O piloto da “Esquadrilha Textor Show” participava de uma apresentação organizada pela Força Aérea Brasileira. Ele foi identificado como André Textor. As informações traz imagens do resgate e vídeo do momento do acidente.
Duas equipes do Grupamento Aéreo da Polícia Militar (Graer), embarcações da Marinha e mergulhadores participaram das buscas.
O Major Celino, da assessoria da Aeronáutica, informou que o avião colidiu com o mar após uma série de acrobacias. A aeronave afundou logo após a queda e a apresentação estava no fim quando o acidente aconteceu.
Ainda segundo Major, a aeronave não é da Força Aérea Brasileira e o piloto também não era militar.
A “Esquadrilha Textor Show” é formada por três aeronaves e cada uma delas é pilotada por um familiar, pai e dois filhos. O piloto da aeronave que caiu é um dos filhos. A esquadrilha é sediada em Rio Verde, interior de Goiás, e os três tripulantes são gaúchos, segundo informações do major.

FHC diz que técnicos do TCU eram 'muito petistas' em sua gestão

A contraposição entre o Palácio do Planalto e o Tribunal de Contas da União (TCU), uma das marcas de 2015 por conta das "pedaladas fiscais" do governo Dilma Rousseff, ocorreu também, em nível menos dramático, há quase 20 anos, como revelam os diários do então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Em 14 de agosto de 1996, FHC registrou dificuldades colocadas pelo TCU para liberar as propostas de privatizações do governo tucano. No depoimento, revelado agora no livro "Diários da Presidência - 1995-1996" (Companhia das Letras), FHC caracteriza os técnicos do TCU como "muito petistas" naquele momento.
"Voltei ao Palácio da Alvorada e recebi muita gente. Primeiro tive uma conversa com o Sérgio Mota (então ministro das Comunicações) e o presidente do TCU, o Marcos Vilaça. O TCU está pondo dificuldades óbvias e corretas na aprovação de concessões na telefonia e na área de energia. O Vilaça disse com clareza que há três conselheiros (no TCU) muito antiquados, uns são estatistas, outros são exibicionistas, o que dificulta muito. Sugeriu que eu tivesse um jantar com todos na casa dele, explicar qual é o nosso propósito: evitar que o TCU, que está muito influenciado por sua tecnocracia, muito petista, e também por uma mentalidade burocrática antiquada, atrapalhe o avanço da privatização e das concessões", relata FHC.
Fernando Henrique Cardoso foi presidente do Brasil entre 1995 e 2002
Ao final, o modelo tucano de privatizações ganharia o sinal verde. Em 1997, o governo privatizaria a Vale e, no ano seguinte, a Telebras.Agora, quase 20 anos depois, o conflito entre o governo e o TCU envolve o PT e ganhou contornos mais dramáticos. Por conta de manobras fiscais, como as pedaladas, a Corte de Contas rejeitou, de forma unânime, o Balanço Geral da União de 2014. Foi a primeira vez em 78 anos que o TCU reprovou as contas federais. A oposição, que hoje é liderada pelo PSDB, aposta justamente nas "pedaladas fiscais" e no parecer pela rejeição do TCU para embasar um pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Postura infantil. O debate sobre o uso do dinheiro da privatização da Vale para a meta fiscal do governo fez FHC chamar de "um pouco infantil" a postura de economistas de sua gestão. O desabafo foi registrado em 8 de julho de 1996.
FHC narra que, em jantar com Clóvis Carvalho e os irmãos Luiz Carlos Mendonça de Barros e José Roberto Mendonça de Barros (então secretário de Política Econômica) no Palácio do Alvorada, os quatro trataram da crise envolvendo o banco Bamerindus, que sofreria intervenção do Banco Central no ano seguinte no âmbito do Proer. Depois, FHC ouviu queixas sobre as críticas feitas por Gustavo Franco, que era diretor do BC e principal fiador da política baseada no câmbio fixo entre o real e o dólar, base do Plano Real.
"Queixas também porque o Gustavo Franco voltou a atacar a questão do gasto, por causa da negociação da Vale do Rio Doce. Ele não sabe o que o Mendonça está fazendo. Mendonça não pode abrir o jogo e deu a impressão, porque não abriu o jogo, de que iremos utilizar os recursos da Vale para fazer obra, para os Estados pagarem as dívidas. Já o Gustavo Franco estrilou, parece que o (Edmar) Bacha também. Quer dizer, um pouco essa disputa da PUC do Rio: para mostrar que é ortodoxa, quer segurar o câmbio e o déficit, e diz que os outros são gastadores. A coisa é um pouco infantil", relata FHC.
Déficit fiscal. Dias depois, FHC relata o debate sobre o déficit fiscal do governo, que aumentava em 1996. "Tive uma longa reunião com a área econômica sobre um artigo que o André Lara Resende escreveu - eu não li -, parece que colocando em dúvida a possibilidade de controlarmos o déficit fiscal. Foi o grande tema de hoje. O debate na equipe econômica sempre toma uma conotação muito dramática. Mas na verdade, quando se olham os dados, [a situação] não é tão preocupante assim, embora tenhamos que cortar mais no físico, ou seja, dispensar gente, fechar órgãos, diminuir gastos, porque parece que do ponto de vista de aumento de receita chegamos ao limite, pelo menos é o que dizem nossos técnicos. Não dá para fazer o ajuste em cima só do orçamento".
A crise fiscal, no entanto, pioraria ao longo de 96 e durante todo o ano de 1997. Em 1998, ano em que FHC buscou a inédita reeleição, o governo foi forçado a buscar recursos junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para fechar as contas, além de promover reformas na gestão da política econômica. 

'Cidade fantasma' de US$ 1 bi é criada para não ter nenhum habitante

Cite City começará, literalmente, do zero. Em meio ao deserto do Estado americano do Novo México, a cidade com capacidade para 35 mil pessoas será construída ao custo de R$ 3,8 bilhões.
No entanto, não terá um único habitante. Essa "cidade fantasma" de 40 quilômetros quadrados, um pouco menos que o município pernambucano de Olinda, tem um único objetivo: servir como um imenso laboratório de testes para novas tecnologias urbanas.
Algo expressado em seu próprio nome: 'Cite' é a sigla em inglês para Centro para Inovação, Teste e Avaliação.
Infraestrutura: Sistemas de transporte inteligente, fontes alternativas de energia e telecomunicações são algumas áreas que poderão ter Cite City como campo de provas.
O projeto está sendo desenvolvido pela empresa Pegasus Global Holdings, que busca captar o equivalente a mais de R$ 2 bilhões como investimento inicial. Toda a verba virá da iniciativa privada, segundo contou à BBC Mundo Robert Brumley, diretor-executivo da Pegasus.
No coração do projeto está City Lab, uma cidade em escala real construída à semelhança de um município de médio porte americano.
Pegasus Holdings: Especialistas estão céticos em relação ao sucesso da empreitada
Terá áreas urbanas, suburbanas e rurais, incluindo parques, shopping centers e igrejas.
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Mas uma parte essencial da cidade não estará à vista: um centro subterrâneo de operações e manutenção, conectado à toda infraestrutura da cidade.
Brumley espera que o trabalho de construção tenha início ainda em 2015. As obras devem durar cerca de três ou quatro anos.
Cite City foi idealizada em 2011, mas a construção foi postergada diversas vezes por causa de uma série de contratempos, incluindo uma decisão do presidente Barack Obama de tombar os terrenos inicialmente escolhidos para a construção.
De acordo com a Pegasus, Cite City gerará 350 empregos diretos e 3.500 indiretos no Novo México. Cite City estará a aberta para que empresas testem em suas ruas e prédios tecnologias e produtos sem as restrições oferecidas por uma cidade "real". Incluindo testes em larga escala.
Porém, alguns especialistas mostram ceticismo. Richard E. Hanley, professor do New York City College of Technology, é um deles.
"Eles (os idealizadores de Cite City) dizem ter um bom lugar, por exemplo, para testar carros com piloto automático, pois se houver uma falha não teríamos os mesmos riscos de um ambiente urbano. Mas até que isso seja testado em uma cidade real nós não poderemos saber o quão segura tal tecnologia é", afirma Hanley.
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O especialista afirma que um dos problemas com novas tecnologias é o fator humano. "Sem pessoas, um teste pode funcionar bem, mas o que acontecerá, por exemplo, quando uma tecnologia estiver ao alcance de adolescentes, por exemplo, buscando novos usos?".
Hanley até defende Cite City como campo de provas útil para estudos de infraestrutura, mas duvida que possa servir como um verdadeiro "simulador urbano". Mas Brumley argumenta que a cidade será um importante passo intermediário.
"Ao final de seu ciclo de testes, novas tecnologias precisam de qualquer maneira serem testadas em áreas habitadas antes de ser aprovadas pelas autoridades. Somos um passo intermediário que não oferece riscos de segurança", afirma.

Ficar um mês de 'férias' do álcool faz bem para a saúde, diz estudo


Um estudo que deve ser apresentado este mês na reunião anual da Associação Americana para o Estudo de Doenças do Fígado descobriu que parar de ingerir bebidas alcoólicas durante quatro semanas é capaz de trazer benefícios mensuráveis para a saúde pessoal.
A pesquisa verificou o impacto da abstinência de álcool temporária em 102 pessoas. O jornal "The Guardian" conta que as conclusões identificaram uma redução da fibrose do fígado, situação que pode levar à cirrose.
Segundo o G1, os pesquisadores acreditam que as "férias" do álcool podem ajudar o fígado a se recuperar, pelo menos parcialmente, dos danos provocado pelas bebidas.
A publicação refere que este não é o primeiro estudo a avaliar o impacto de um período de abstinência alcoólica na saúde de pessoas que costumam beber socialmente. Em 2013, um projeto da equipe da revista "New Scientist" em parceria com pesquisadores do Instituto do Fígado e da Saúde Digestiva na Escola de Medicina da University College London (UCLMS) estudou os efeitos da abstinência em 10 membros da equipe da revista, em comparação a 4 membros que continuaram bebendo socialmente.
As pessoas passaram por testes antes e depois da experiência e os resultados apontam que, em média, a parcela de gordura no fígado caiu 15% nos que evitaram o álcool durante o período. Além disso, diminuiu o nível de glicose no sangue, em média 16% entre os abstinentes. Os participantes que deram férias para o fígado também relataram ter um sono de melhor qualidade, além de maior nível de concentração depois da experiência.
Conta a publicação que no Reino Unido, algumas campanhas sugerem a abstinência alcoólica temporária. A "Dry January", por exemplo, estimula que as pessoas não bebam durante os 31 dias de janeiro, além de arrecadar recursos para a organização Alcohol Concern. Já a "Go Sober for October", organizada pela instituição Macmillan Cancer Support, propõe a abstinência no mês de outubro e a arrecadação de fundos para o combate do câncer.

Uso do nome social no Enem por transexuais cresce 172%


Aumentou em 172% o número de candidatas e candidatos transexuais e travestis que utilizarão o nome social no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em apenas um ano, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
O número de inscrições subiu de 102, na edição de 2014, para 278 na edição deste ano. O Sudeste concentra mais da metade das inscrições deste tipo em 2015. São Paulo é o estado com maior número e tem 89 candidatas e candidatos travestis e transexuais que farão a prova com o nome social.
Para a coordenadora-geral de Promoção dos Direitos LGBT do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Symmy Larrat, o uso do nome social garante a cidadania das pessoas trans durante a prova ao reconhecê-las por sua identidade de gênero, e cria um ambiente acolhedor para a população T, como são chamados os transexuais e travestis.
“As pessoas trans chegam agora mais confortáveis para fazer a prova. O Exame já uma situação estressante, é ali que você pode decidir o seu futuro. Imagina escutar piada e risadas antes do teste? É vexatório e o emocional fica abalado. Alguém assim já começa com desvantagens”, afirma.
Outro ponto importante lembrado por Symmy é quantificação dessas pessoas no Enem. Com a inscrição, será possível traçar dados sobre a população transexual e travesti de forma mais exata. Na avaliação da coordenadora, “a população trans, no geral, está fora da escola”.
“Saber quantas estão chegando a fazer o Exame ajuda o governo a trazer dados e pensar novas políticas de inclusão.”

Violência contra a mulher é tema da redação do Enem 2015

O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”, conforme divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), no perfil da instituição no Twitter. Hoje (25) é o segundo dia de prova do exame e também o mais temido por muitos candidatos, justamente pela elaboração da redação.
Os portões para entrar nos locais de prova fecharam às 13h, no horário de Brasília, e as provas terão duração de cinco horas e 30 minutos. Os candidatos precisarão responder a 45 questões de linguagens e códigos, 45 de matemática e produzir uma redação.
Alguns cuidados devem ser tomados pelo estudante hoje à tarde. As redações com sete linhas ou menos receberão nota zero. Também terão a nota da redação zerada os candidatos que deixarem a folha em branco, fugirem do tema proposto ou fizerem qualquer brincadeira ou deboche. A estrutura deve ser dissertativo-argumentativa, ou seja, os candidatos devem expor argumentos relacionados ao tema da redação, elaborando-os de forma consistente e coerente.
A proposta de redação do Enem sempre vem acompanhada de textos que podem servir de motivação para que os candidatos elaborem seus próprios textos. No entanto, o estudante não deve se restringir às ideias ali apresentadas, copiar trechos ou torná-los parte de sua argumentação. Tais procedimentos podem fazer com que o candidato perca pontos na avaliação de competências.
Como nos anos anteriores, para obter a nota máxima (1.000), o texto deve cumprir bem cinco competências exigidas pelo Ministério da Educação (MEC). O título não é obrigatório. Cada competência tem cinco faixas que vão de 0 a 200 pontos: domínio da norma-padrão da língua escrita, compreensão da proposta da redação e aplicação de conceitos de diversas áreas do conhecimento para desenvolver o tema; capacidade de selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações para defender um ponto de vista; conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação e elaboração de proposta de intervenção ao problema abordado, respeitando os direitos humanos.
O primeiro dia de prova foi considerado "tranquilo" pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, durante balanço. Segundo o Ministério da Educação (MEC), 364 candidatos foram eliminados do exame. Destes, 330 portavam equipamentos inadequados na sala de aula e 34 foram identificados com objetos proibidos pelos detectores de metal. A abstenção ficou em 25,31%, número menor comparado a 2014.
Caiu no Enem
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) transmite ao vivo, a partir das 20h30, o programaCaiu no Enem, com comentários de professores e especialistas sobre as provas aplicadas no fim de semana.
O candidato pode acompanhar o programa pelo Portal EBC e pelas rádios MEC AM Rio de JaneiroNacional FM BrasíliaNacional da Amazônia e Nacional do Alto Solimões, hoje às 20h30.
Os estudantes poderão participar hoje e enviar perguntas aos professores usando ahashtag #EnemDia2. Também é possível enviar comentários diretamente nos perfis da EBC nas redes sociais, pelo Facebook ou pelo Twitter.

Defesa de Dirceu abre mão de habeas corpus que não pediu

Criminalista Roberto Podval, que coordena defesa de ex-ministro da Casa Civil (Governo Lula), alerta Corte Superior que advogados 'mal ou bem intencionados' têm ingressado com pedido em casos de repercussão
O ex-ministro José Dirceu, preso preventivamente pela Lava Jato. Foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo
O ex-ministro José Dirceu, preso preventivamente pela Lava Jato. 
O criminalista Roberto Podval, que coordena o núcleo de defesa de José Dirceu, pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que homologue a desistência de um habeas corpus em favor do ex-ministro-chefe da Casa Civil (Governo Lula) que não é de sua autoria. Podval foi surpreendido, na semana passada, com pedido formulado por outro advogado, Joaquim José dos Santos, que não faz parte de sua equipe e nem tem procuração do ex-ministro, mas mesmo assim requereu a revogação do decreto de prisão imposto pelo juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato.
Dirceu foi preso em 3 de agosto na Operação Pixuleco, desdobramento da Lava Jato, sob acusação de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Roberto Podval. Foto: Reprodução
Roberto Podval. 
O pedido do advogado estranho ao escritório de Podval foi rejeitado liminarmente pelo ministro Ribeiro Dantas, do STJ. Segundo o ministro, o processo não foi instruído com cópia da decisão de Sérgio Moro nem do decreto de prisão de Dirceu, ‘o que impede a análise do pedido’.
Ribeiro Dantas assinalou que o habeas não foi impetrado pelos advogados de Dirceu, mas por terceiro, ’em clara ofensa ao princípio da voluntariedade recursal’.
O ministro observou, ainda, que embora o artigo 654 do Código de Processo Penal estabeleça que o habeas corpus possa ser impetrado por qualquer pessoa, no caso não se trata de ‘parte indefesa, mas sim de réu devidamente assistido’.
Ribeiro Dantas advertiu para o fato de que a impetração do habeas sem a prévia autorização de Dirceu poderia, inclusive, ‘comprometer a estratégia traçada por seus defensores, de modo a turbar o trâmite dos feitos já em curso no Superior Tribunal de Justiça’.
Tão logo foi informado da decisão do ministro do STJ, o criminalista Roberto Podval entregou petição na Corte por meio da qual pede a homolocação da desistência do habeas que não pediu, independentemente do julgamento de mérito. A petição é subscrita também pelo advogado Daniel Romeiro, do escritório de Podval.
Recentemente, situação semelhante ocorreu no âmbito do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4) onde foi protocolado habeas corpus preventivo em favor do ex-presidente Lula – também neste caso, o advogado autor do habeas não faz parte da equipe de defesa do petista.
“Lamentavelmente, tem sido comum, em casos de repercussão, a impetração de habeas corpus por causídicos mal ou bem intencionados, em favor de figuras públicas”, ponderam Roberto Podval e Daniel Romeiro. “Tanto é assim que alguns tribunais passaram a recomendar a apresentação de procuração do paciente, muito embora tal requisito não esteja normativamente estabelecido. Foi o que aconteceu no presente caso. José Dirceu não conferiu poderes tampouco autorizou o manejo de qualquer ação constitucional por qualquer defensor outro que não os subscritores e demais membros desta banca de advocacia.”
Podval informa o ministro Ribeiro Dantas, ‘por absoluta honestidade processual’, que José Dirceu constituiu exclusivamente seu escritório para cuidar da defesa nos autos do processo em curso na 13.ª Vara Federal Criminal de Curitiba, sob tutela do juiz Sérgio Moro.
O criminalista afirma que detém poderes específicos para pleitear a soltura de Dirceu ‘por meio das ações constitucionais e recursos que, a seu critério técnico, estão sendo manejados oportunamente’.
Podval e Romeiro requereram a homologação da desistência do habeas corpus impetrado pelo outro advogado, independentemente do julgamento de mérito.

Zelada se cala diante do juiz da Lava Jato

Sucessor de Nestor Cerveró na área Internacional da Petrobrás é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas; sexta, 30, ele se manteve em silêncio na audiência presidida por Sérgio Moro.
Jorge Zelada está preso desde julho deste ano. Foto: Reprodução
O ex-diretor da área Internacional da Petrobrás Jorge Zelada escolheu ficar em silêncio durante audiência na Justiça Federal do Paraná, na sexta-feira, 30. O executivo está preso desde o início de julho durante a 15ª fase da Operação Lava Jato. Jorge Zelada é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
“Quanto a juntada de mídias na data de ontem (29), não acesso à defesa, e, por isso, a orientação da defesa que, por ora, ele não responda as indagações do juízo nem das partes”, argumentou o advogado do ex-diretor da estatal.
https://www.youtube.com/watch?v=ZaLnmYvaeKI
Jorge Zelada substituiu Nestor Cerveró – condenado em duas ações penais na Lava Jato – na direção da área Internacional em 2008. Indicado por lideranças do PMDB, ele permaneceu no setor até julho de 2012.
Denúncia da Procuradoria da República acusa Jorge Zelada de recebimento de propina envolvendo o contrato do navio sonda Titanium Explorer, da Petrobrás. A força-tarefa da Lava Jato descobriu quase 12 milhões de euros em uma conta secreta de Zelada no Principado de Mônaco.
Um e-mail interceptado pela Polícia Federal, revelado na semana passada, indica que Jorge Zelada solicitou a transferência do dinheiro, em 25 de julho de 2014, de um banco na Suíça para outro em Mônaco, menos de quatro meses após a deflagração da Lava Jato. Relatório de análise da PF sustenta que a mensagem é ‘prova material’ de lavagem de dinheiro do ex-diretor da estatal.
Na semana passada, a Polícia Federal indiciou em mais um inquérito da Lava Jato Jorge Zelada e o operador de propinas do PMDB João Augusto Henriques. Eles são acusados por corrupção em contrato com a multinacional Subsea 7, antiga Acergy, na construção de um gasoduto da estatal, em 2007, no campo de petróleo Mexilhão, na bacia de Santos (SP).
Foram indiciados ainda o ex-diretor de Serviços da Petrobrás, Renato Duque, e seu ex-braço-direito Pedro Barusco – ambos cota do PT no esquema de corrupção na estatal – , e o ex-sócio de Henriques, Miloud Alain Hussene Daouadji.

Brasil não reconhece foro privilegiado a filhos de ex-presidentes

No dia 24 passado, terça-feira, às 23h, a Polícia Federal em São Paulo intimou Luis Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no escritório de quem foi feita uma busca e apreensão na segunda-feira, para prestar depoimento em inquérito policial. A intimação do suspeito deu-se logo após a saída da residência do pai, que na ocasião comemorava 70 anos de idade.
Segundo consta, trata-se da terceira fase da operação zelotes, que investiga suposta compra de medidas provisórias editadas com o fim específico de favorecer montadoras de veículos. Conforme notícia, “a empresa LFT Marketing Esportivo, do filho caçula de Lula, recebeu R$ 2,4 milhões de Marcondes & Mautoni, suspeita de intermediar a venda de uma medida provisória aprovada durante o governo do petista que isentou montadoras de veículos”[1].
O fato gerou enorme revolta no ex-chefe do Poder Executivo, que atribuiu a intimação a uma campanha de ódio e criminalização que dirigem contra a sua pessoa. De sobra, atribuiu ao ministro José Eduardo Cardoso, cuja saída do Ministério da Justiça defende[2], ser culpado porque não tem o controle da Polícia Federal.
O inconformismo do ex-presidente da República merece algumas considerações, via de regra não tratadas na doutrina. Vejamos.
A primeira delas é sobre o horário de a polícia intimar alguém. O Código de Processo Penal (artigos 370 a 372) e o Código de Processo Civil (artigos 234 a 242), tratando de ações penais e civis, nada dispõem a respeito. Se não é vedada a citação em horário noturno, fora do domicílio, com maior razão não poderá ser proibida a intimação policial.
Da polícia não só se espera como se exige agilidade. Intimações e citações não são recebidas com alegria, e é comum que oficiais de Justiça, agentes ou investigadores policiais tenham grande dificuldade em encontrar as pessoas. É mais fácil ter acesso a um juiz do que a um CEO de uma grande corporação. Portanto, o uso de estratégias para cumprir os atos faz parte da ação policial e não constitui abuso de autoridade.
A segunda é a revolta do ex-presidente contra a investigação dos atos de seus filhos. Do ponto de vista familiar, a reação é absolutamente justificável. Pais sofrem com o sofrimento dos filhos. Nesse foco, há que ser dado o desconto, a revolta é compreensível. No entanto, do ponto de vista de quem é o investigado — filho de um ex-magistrado supremo da República —, a reação não tem qualquer justificativa.
No regime democrático, todos são iguais perante a lei. Todos se submetem a ela e por ela têm garantido o direito de defesa, no momento e local próprios. Os tempos são outros, empresários de elevado nível social e econômico, políticos, juízes encontram-se presos, provisória ou definitivamente. Todos sob a garantia do devido processo legal e não como sucedia no regime militar, por força de uma prisão de até 60 dias, decretada pela autoridade que presidia o inquérito policial militar (artigo 59 do Decreto-Lei 898/69).
A terceira observação diz respeito à cobrança do ministro da Justiça, que não teria o controle da Polícia Federal. Essa se reveste de gravidade, porque pressupõe interferência no andamento de investigações. A Polícia Federal, prevista no artigo 144, inciso I, da Constituição, tem o dever de apurar eventuais crimes praticados contra a União. Por força do esforço e do valor de seus membros, muito mais do que por sua estrutura que é deficitária, vem prestando relevantes serviços ao país. E é a respeitabilidade por ela conquistada que lhe dá ampla independência para apurar delitos contra pessoas de elevado nível social, político e econômico.
Supor que um ministro da Justiça venha a interceder a favor de suspeitos é acreditar no tráfico de influências como forma de ditar o rumo das investigações. Tal tipo de atitude certamente submeteria o titular da pasta da Justiça a uma ação de improbidade administrativa (Lei 8.429/92, artigo 11, incisos I e II), sem prejuízo de outros reflexos na área penal (v.g., artigo 319 do Código Penal).
Ademais, o ministro José Eduardo Cardozo é um professor de Direito (PUC-SP), um acadêmico que faz doutorado na Universidade de Salamanca, Espanha. Em tempos de radicalização e ódio, é preciso isenção para observar que o ministro tem se conduzido com correção nas suas complexas e relevantes funções.
Em entrevista, ele foi claro ao dizer: “Jamais um ministro da Justiça, num Estado de Direito, deve orientar investigações, dizendo que os inimigos devem ser atingidos e os amigos poupados”[3]. O fato de ele ter pedido informações à Policia Federal não altera o quadro, foi mero dever protocolar.
A quarta observação é que o interesse do ex-presidente deveria ser a total apuração dos fatos. Com efeito, o sucesso financeiro de seu filho deve ser-lhe motivo de grande satisfação e orgulho, visto que a maioria dos jovens está lutando por um emprego de R$ 2 mil. Uma investigação como a que se realiza pode ser a oportunidade de mostrar a todos que o sucesso foi alcançado legitimamente. Um atestado oficial de idoneidade.
Finalmente, há que se registrar que o combate aos crimes econômicos está mudando, no Brasil e no mundo. O Fórum Global sobre Transparência e Troca de Informações para Fins Tributários, em reunião em Barbados, com 128 países, promete fechar o cerco. Avalia-se que “a coleta de dados financeiros começará em 1º de janeiro de 2016 em cerca de 50 jurisdições. Para isso, os governos estão mudando as legislações nacionais para cada banco reportar as contas de todos os clientes não residentes e, de forma automática, enviar as informações a partir de 2017 aos países de origem desses clientes”[4].
Fácil é ver que no Brasil os órgãos públicos (DPF, MP, Judiciário, Receita Federal, Bacen, TCU, CGU e outros) se profissionalizam e adquirem conhecimentos profundos sobre a matéria. Na mudança de paradigma, também a advocacia irá se adaptar aos novos tempos, a prevenção será a tônica, sendo a orientação especializada o melhor caminho. Nessa linha, as alegações de nulidade não terão o sucesso do passado. Por sua vez, a sociedade se mobilizará cada vez mais, inclusive criando observatórios na internet para acompanhar os recursos nos tribunais, apontando nomes dos relatores, datas, tempo da demora e resultados dos julgamentos.
Em suma, as instituições estão mudando, funcionando, ninguém está fora do alcance da lei. Assim, pretender que alguém não seja investigado por conta de seu parentesco é inadmissível no atual estágio democrático que atravessa o Brasil.

OAB quer maior rigor na apuração e punição de casos de racismo

'Este é um crime que reflete o pensamento autoritário que ainda povoa certos setores da sociedade brasileira', afirmou Marcus Vinicius Furtado Coêlho.

Marcus Vinicius Coêlho. Foto: Divulgação

Michel Bastos

OAB quer maior rigor na apuração e punição de casos de racismo

POR JULIA AFFONSO
02/11/2015, 12h09
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'Este é um crime que reflete o pensamento autoritário que ainda povoa certos setores da sociedade brasileira', afirmou Marcus Vinicius Furtado Coêlho
Marcus Vinicius Coêlho. Foto: Divulgação
Marcus Vinicius Coêlho. Foto: Divulgação
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado Coêlho, pediu neste domingo, 1, maior rigor na apuração de casos de racismo. Coelho quer também identificação e punições alternativas ao simples encarceramento, que possa educar a população. Ele afirmou que o racismo não deve ser tolerado em nossa sociedade.
“Este é um crime que reflete o pensamento autoritário que ainda povoa certos setores da sociedade brasileira, incapazes de aceitar e compreender o outro em sua integralidade e de respeitar a diversidade do ser humano”, destacou Marcus Vinicius.
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Na noite de sábado, 31, a atriz Taís Araújo, de 36 anos, foi alvo de ataques racistas na internet. Usuários de uma rede social postaram comentários sobre o cabelo crespo e a cor da pele da atriz. Em resposta, Taís afirmou que não vai “se intimidar”. A Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), da Polícia Civil do Rio, onde vivem a atriz e seu marido, o ator Lázaro Ramos, informou que vai investigar as ofensas.
Michel Bastos anotou o terceiro gol do São Paulo na vitória por 3 a 0 sobre o Sport. Foto: Gabriela Bilo/Estadão
Michel Bastos anotou o terceiro gol do São Paulo na vitória por 3 a 0 sobre o Sport. Foto: Gabriela Bilo/Estadão
No domingo, 1, o jogador Michel Bastos, do São Paulo, também foi vítima de racismo nas redes sociais. Uma pessoa com o perfil “nanda_cominni” disse em uma das mensagens do atleta: “Macaco negro safado, respeita a torcida. Otário vagabundo, faz por merecer o dinheiro que recebe”. Um dia antes, Michel Bastos havia pedido silêncio para a torcida ao colocar o dedo na boca, após marcar o terceiro gol do São Paulo na vitória sobre o Sport. Ele afirmou que vai processar a autora dos comentários.
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Marcus Vinicius Coelho defende que se crie uma cultura nacional ‘para afastar esta chaga que ainda mancha a sociedade’.
“Devemos combater o racismo para que possamos edificar uma nação livre, plural, democrática e verdadeiramente igualitária. Este crime deve causar indignação sempre, não apenas quando grandes ícones fossem alvos, mas também quando as vítimas forem as pessoas simples de todo o país”, sustentou o presidente.

Fábrica fica pronta, mas Honda desiste de inaugurar por causa da crise

Preocupada com a crise, a Honda desistiu de inaugurar sua segunda fábrica no País, em Itirapina, interior de São Paulo, prevista para o primeiro semestre de 2016. A fabricante japonesa é uma das poucas que registram crescimento de vendas, num mercado que cai mais de 20%. Ainda assim, o grupo informou ontem que só definirá uma nova data “de acordo com a evolução do mercado”.As obras da fábrica estão prontas desde abril. Nos últimos meses, todos os equipamentos foram instalados e a empresa realiza testes das máquinas de solda, estamparia e linha de montagem. Cerca de 120 funcionários foram contratados e, segundo a Honda, serão mantidos para continuar com os testes.
“Nos últimos meses, o cenário econômico se deteriorou muito, com forte desvalorização cambial, inflação, alta dos juros e recessão, que refletem a situação político-econômica do Brasil e da América do Sul e impactam significativamente o mercado de automóveis”, informou a empresa, em nota. “Com isso, nossa expectativa é manter o mesmo nível de vendas deste ano, o que poderá ser suprido pela fábrica de Sumaré (SP)”. A unidade atualmente opera com 2,30 horas extras diárias.A filial de Itirapina, cujo investimento soma R$ 1 bilhão, dobra a capacidade produtiva do grupo, de 120 mil veículos ao ano na fábrica de Sumaré (SP). O primeiro modelo a ser feito no local seria o Fit, para dar espaço em Sumaré à ampliação da produção do utilitário-esportivo HR-V, do Civic e do City.
Linha de montagem da Honda em Sumaré (SP)
Honda: Linha de montagem da Honda em Sumaré (SP)
De janeiro a setembro, as vendas da Honda cresceram 17,4%, para 112,6 mil unidades. O mercado geral de automóveis caiu 20,5%, para 1,6 milhão de unidades. A montadora credita o desempenho à renovação de sua linha de produtos e ao lançamento, em março, do HR-V, que tem fila de espera de dois meses e já é o modelo mais vendido da marca.
Inicialmente, a fábrica de Itirapina ia entrar em operação no fim deste ano, mas a data já havia sido adiada para até junho de 2016. A Honda informou que os investimentos no projeto estão mantidos. “A unidade estará pronta para iniciar a produção em massa assim que houver melhor previsibilidade do mercado.”
Mais duas montadoras estão previstas para iniciar operações no primeiro trimestre de 2016: a Mercedes-Benz, em Iracemápolis (SP), e a Jaguar Land Rover, em Itatiaia (RJ). Ambas produzirão veículos premium.
Frustração. O anúncio do adiamento da fábrica da Honda foi recebido com tristeza e frustração em Itirapina. “A expectativa era muito grande, pois a cidade não tem emprego”, afirmou Mário Mroczinski, presidente da Associação Comercial.
“Os grandes empregadores aqui são dois presídios e a prefeitura”, disse. Ele esperava que a instalação da Honda mexeria com a economia da cidade. “Com ela, também chegariam empresas terceirizadas para atender a montadora.”

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