A Beira Mar

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domingo, 18 de março de 2012

Oito deslizes que podem levar um imóvel de família a leilão

A lei brasileira impede que a casa da família seja usada para pagamento de dívidas, mas há exceções. 
 
 
Se você tem uma dívida alta e está com dificuldade de pagar, já deve ter se preocupado com a perda do imóvel da família. Em muitos casos, além do nome negativado, o maior incômodo pode ser ter a casa ou bens penhorados por causa da dívida.
 
A lei brasileira (8.009, de 1990) impede que a casa onde a pessoa, o casal ou os filhos moram possa ser usada para o pagamento de dívidas civis, previdenciárias ou trabalhistas, mas há oito situações em que a Justiça fez uma interpretação da lei que deu ganho de causa aos credores. Quem explica melhor é o advogado Marcos Andrade, sócio do escritório Sevilha, Andrade, Arruda Advogados:
 
1- O imóvel pode ser penhorado para pagar prestações em atraso do financiamento imobiliário que permitiu a compra ou a construção da residência. O banco que financiou a aquisição da propriedade pode, portanto, retomá-la se houver inadimplência. Desde meados da década passada, o mesmo direito também é garantido aos bancos pela chamada “alienação fiduciária”. Por meio desse instrumento, a pessoa só terá direito à propriedade quando terminar de pagar as prestações do financiamento. Até lá, o imóvel fica em nome do banco, e o morador só tem direito à posse.
 
2- Para pagar dívidas trabalhistas com os empregados domésticos do próprio imóvel é permitida a penhora. Se o proprietário da residência não pagar os salários e benefícios da faxineira ou do jardineiro, por exemplo, o imóvel poderá ser retomado para a quitação dos débitos.
 
3- Outra exceção que pode levar à penhora de um bem de família é quando uma pessoa deixa de pagar a pensão alimentícia aos filhos. Deixar de pagar a pensão dos filhos também é crime inafiançável. O devedor pode ser preso e ficará detido até que regularize a situação.
 
4- Um imóvel pode ser penhorado para o pagamento de dívidas tributárias relativas ao próprio imóvel. Se o proprietário deixar de pagar o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU), pode perder o bem de família. 
 
5- Quando o imóvel é oferecido como garantia de uma dívida, o devedor também pode perdê-lo se não pagá-la em dia. O imóvel de família que serve como garantia de hipoteca está sujeito à penhora.
 
6- Quando o imóvel foi comprado com dinheiro sujo ou gerado por conduta criminosa, fica sujeito à penhora mesmo que abrigue a família do criminoso.
 
7- Quando alguém é fiador em um contrato de aluguel e se compromete a garantir os pagamentos do inquilino, também fica sujeito a ter o imóvel penhorado caso haja inadimplência.
 
8- A questão mais polêmica em relação à penhora de imóveis de família é quando a pessoa mora em uma propriedade de luxo. A lei 8.009/90 não prevê explicitamente essa possibilidade, mas muitos juízes de primeira e segunda instâncias permitem que a propriedade seja vendida para arcar com a dívida inadimplente. O devedor, nesses casos, não ficaria desamparado porque pode pegar o dinheiro restante e comprar outra residência menor.

Mayara se casa em SP com Renata e Rafa como convidados


FAMOSIDADES
"Big Brother Brasil" chegando ao fim e é hora dos participantes tentarem buscar seu lugar ao sol da fama. Aproveitando o que resta de popularidade, Mayara Medeiros se casou na noite de sábado (17), em, São Paulo. Vestida com um longo de paetê preto, ela uniu as escovas de dente com Ruy Rufião, um dos donos da produtora de filmes eróticos onde ela trabalha. E aproveitando os flashes no casamento da ex-companheira, Renata e Rafa apareceram para dar seu alô
Francisco Cepeda/AgNews

O casamento teve um "Q" a mais: foi "fetichista". Os convidados tiveram direito a uma coleira entre os acessórios inusitados que foram distribuídos na festa
Francisco Cepeda/AgNews

Aproveitando seus 15 minutos de fama, Renata e Rafa posaram juntos para os fotógrafos
Francisco Cepeda/AgNews

O carioca até tentou galantear a ex-ficante, mas a loira nem deu bola

Só 2% das prefeituras têm gestão 'excelente' no país

Municípios brasileiros estão longe de ter boa administração de suas finanças e padecem com problemas como baixo nível de investimentos, pequena arrecadação própria, dívidas roladas de um ano para o outro e elevados gastos com funcionários.

Somados, esses entraves fazem com que apenas 2% das cidades (95, em número absoluto) tenham uma gestão fiscal de "excelência" e outros 11,4% sejam consideradas com "boa" nota.

Na outra ponta, 64% dos municípios receberam uma classificação "difícil" ou "crítica", segundo o Índice Firjan de Gestão Fiscal 2010, divulgado pela primeira vez.
Bairro Jardim Colorado, com problemas de infraestrutura, em Cuiabá, pior capital avaliada

O índice também pouco avançou: subiu 1,9% de 2006 a 2010 -segundo ano de cada administração municipal.

Um dado que chama a atenção, ressalta a Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), é o aumento do inchaço da máquina pública. O subíndice que mede a contratação de pessoal piorou em 15,2%. Ou seja, as cidades passaram a gastar mais com o pagamento de funcionários.

Para Guilherme Mercês, economista da Firjan, tal fato sugere que a Lei de Responsabilidade Fiscal foi "desvirtuada" e o teto estabelecido de 60% da receita para despesas com funcionários virou "uma meta a ser alcançada". Pelos dados, 7,5% comprometem receitas acima do que determina a LRF.

Mas outros indicadores usados para qualificar a gestão fiscal melhoraram. Diante do crescimento robusto do PIB em 2010 (7,5%), houve avanço de 6,9% de 2006 a 2010 no subíndice que mede a receita própria gerada por meio de impostos municipais -como IPTU. As cidades também ampliaram investimentos -alta de 9,5%.

Mas, segundo Mercês, isso não inverte o quadro de "altíssima dependência das cidades de transferências de Estados e União".

Apesar da melhora da arrecadação, 83% dos municípios não geram nem 20% de receita própria.

Outro problema detectado são os chamados restos a pagar, ou seja, despesas "roladas" de um ano para o outro: 19% das cidades deixaram menos dinheiro em caixa do que as obrigações postergadas para o ano seguinte.

A LRF só prevê punição ao prefeito que fizer isso no último ano de mandato.

Pelos dados da Firjan, a melhor gestão fiscal foi a de Santa Isabel (GO), município criado em 1982, com 3,7 mil habitantes (censo 2010).

Das dez mais bem avaliadas, seis estão em SP: Poá, Barueri, Piracicaba, Caraguatatuba, Birigui e Paraibuna.

75 - Pastores maçons, você ainda duvida.mp4

Assunto: Convite para evento social

De: Mr. Guilherme Araújo
Assunto: Convite para evento social

Prezado (a) Senhores (a),

É com satisfação que o consultor de negócios e políticas Mr. Guilherme AAraújo tem a honra de convidá-lo (a) para entrega do Prêmio Mulher 2011  “DESTAQUE & PERSONALIDADE” oferecido pelo Blog do Guilherme Araújo.
Neste evento serão homenageadas 40 (quarenta) mulheres nas seguintes categorias “DESTAQUES” & “PERSONALIDADE”.

O evento será realizado na Câmara Municipal de Caraguatatuba localizada na Avenida: Frei Pacífico Wagner, 830 - Centro - Caraguatatuba/SP, no dia: 03/05/2012 as 19h00minhs.
Favor confirmar sua presença pelo telefone (12) 97989179 - Mr. Guilherme Araújo.

Cordialmente,
Mr. Guilherme Araújo
 

Conheça o vereador Vereador Paulo Henrique Ribeiro Santana - PH (PDT)




Paulo Henrique Ribeiro Santana - PH (PDT), Nascido em São Paulo / SP, em 16/11/1977, estado civil: Casado, Grau de instrução: Superior Completo/ Direito, Ocupação principal declarada: Servidor Público Municipal

Tel: Gabinete (12) 3891- 0029/ cel. 7811- 2633   -  e-mail:ph.saosebastiao@hotmail.com
Perfil: Paulo Henrique Ribeiro Santana, conhecimento como PH, casado com Célia Silveira Santana, é o primeiro de três filhos de Agenor Ribeiro Santana e da senhora Maria Ramos Santana.
Ele nasceu no bairro de Pinheiros, na região oeste da Capital, no dia 16/11/1977.
Fez todo o ciclo do ensino médio e fundamental no Colégio Walkir Vergani e começou cedo a participar de movimentos estudantis e de jovens.
PH integrou diretórios acadêmicos e de mobilização estudantil. Sua prioridade na adolescência e juventude foi pela formação acadêmica, o que levou PH a cursar faculdade de Ciências Jurídicas na UBC (Universidade Braz Cubas). Entre 1997 e 2001 estudou e concluiu o curso de Direito. Em 2002, passou no exame da OAB, tornando-se advogado. É servidor público municipal efetivo.
Foi eleito vereador para a gestão 2009/ 2012, pelo PDT, com 832 votos.
O vereador PH é considerado como uma das principais lideranças políticas no município de São Sebastião. Discreto, integrante de uma geração de políticos que valorizam o conhecimento, o profissionalismo e as ações técnicas na administração pública, conquistou espaço por ser bom articulador e rápido na tomada de decisões.
Membro do PDT paulista é um dos responsáveis no partido pelo desenvolvimento dos projetos voltados para juventude. Foi o segundo vice- prefeito mais jovem do Brasil e também o Secretário da Educação mais novo do País. No período de janeiro a junho de 2009 exerceu o cargo de Secretário de Governo de São Sebastião.
A sua proposta como vereador é fiscalizar os atos do Poder Executivo e apresentar Projetos de Leis que representem os anseios da população, entre eles, pretende atuar para a elaboração do Plano de Cargos e Carreira  do Servidor Público e a revisão do Estatuto, principalmente o capítulo sobre o Magistério.

Buraco na calçada rende 13 multas/dia Nova lei prevê punição mínima de R$ 300 mas, apesar do risco, maioria não pensa em reformas

Desde que começou a ser aplicada na capital, em janeiro, a nova lei das calçadas já rendeu 940 multas. A média é de 13 autuações por dia. Segundo a Prefeitura, a fiscalização tem priorizado ruas comerciais, onde há grande fluxo de pedestres. Aprovada no ano passado, a legislação atual amplia o valor mínimo da penalidade, que passa a ser de R$ 300 por metro linear.
Mas, apesar do risco de pagar caro pelo descumprimento das regras, pesquisa realizada pelo Instituto Informa entre 27 e 30 de janeiro, a pedido do Estado, mostra que mais da metade dos 1.000 entrevistados não está preocupada em reformar suas calçadas. O mesmo levantamento, no entanto, aponta que 61,8% dos entrevistados aprovam a lei.
Na prática, buracos ou degraus na calçada já rendiam multa. A diferença é que agora o cálculo da penalidade é feito pelo tamanho do passeio, não do estrago. E o valor mínimo passou de R$ 96,33 para R$ 300.
Outra mudança importante é que atualmente a infração é entregue para quem ocupa o imóvel, independentemente de se tratar do inquilino, no caso de aluguel. Já se o fiscal flagrar irregularidades em calçada de prédio, a multa será dada à administradora do condomínio. Por isso, muitas empresas já se adiantaram à fiscalização e iniciaram reformas (leia mais ao lado).
Segundo o Informa, as campanhas de divulgação realizadas pela Prefeitura surtiram efeito. A maioria da população conhece a lei, especialmente os mais velhos. A pesquisa aponta que 70,9% das pessoas com mais de 50 anos conhecem as regras.
Sobre a multa, os entrevistados se dividem. Para 44,8%, é "justa". Para 32,9%, é "pesada demais" e para 16,6%, "leve demais". Na análise qualitativa, é possível perceber que os mais pobres (com renda de até três salários mínimos, ou R$ 1,8 mil) são os que defendem valores maiores.
O diretor-presidente do instituto, Fabio Gomes, ressalta que a satisfação das pessoas em relação à nova lei está diretamente ligada à disposição demonstrada por elas para se adequar às regras. "Os que reprovam a lei são os que consideram as multas pesadas demais", afirma.
Segundo Gomes, no entanto, a tendência é que até os insatisfeitos se adaptem à lei, uma vez comprovada a eficácia de sua fiscalização e consequente punição. "A dor no bolso superará as resistências observadas."
Recurso. Em caso de multa, o prazo para conserto ou limpeza da calçada considerada irregular é de 3o dias. Nesse período, o responsável pelo imóvel terá de efetuar o conserto indicado e informar à Prefeitura sobre o término da obra. Caso contrário, outra multa será emitida no mês seguinte, e assim sucessivamente.

Ele ensina os machões a serem 'bons maridos' Sergio Barbosa é coordenador do primeiro grupo de SP feito para mudar o comportamento de homens agressores

Todas as segundas-feiras, um grupo de aproximadamente dez homens se reúne em um sobrado de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. Com profissões e escolaridade distintas, eles têm em comum um histórico de agressões físicas e psicológicas contra mulheres.
Barbosa trabalha há duas décadas pela igualdade de gêneros - JF Diorio/AE

Barbosa trabalha há duas décadas pela igualdade de gêneros
Na coordenação desse grupo está o brasiliense Sergio Barbosa, de 45 anos, professor de Sociologia e Filosofia, que depois de muitas andanças pelo Brasil, se estabeleceu em São Paulo. Filho de militar baiano com uma dona de casa capixaba, trabalha há duas décadas pela igualdade de gêneros. Desde 2006, é voluntário do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde, organização não governamental que pegou um caminho alternativo para tentar cortar o ciclo da violência contra a mulher: o de reeducar os homens.
Caminho no qual a Justiça também acredita. Desde 2010, a Vara Central da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de São Paulo, na Barra Funda, zona oeste, direciona os homens agressores para a ONG. "Eles chegam bravos, odiando a ideia de estar em um grupo de homens organizado em um coletivo feminista", diz Barbosa.
"Sou amasiado e estou aqui por brigas antigas. A juíza me condenou a participar", diz um motorista de 35 anos, integrante do grupo. "No início, eles se sentem injustiçados. Acham que não fizeram nada de mais", explica Barbosa, que com o resto da equipe faz uma série de atividades para desconstruir a figura do machão controlador.
"Tentamos mostrar que para ser homem não é necessário bancar o durão violento. Ajudar na educação dos filhos e mesmo nas tarefas do lar não afeta a masculinidade", diz Leandro Feitosa Andrade, de 52 anos, professor de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), outro voluntário do Coletivo que trabalha com Barbosa na reeducação dos homens.
Todos os orientadores são homens. No caso de Barbosa, ele parece ter sido escolhido a dedo. Antes de se formar em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, trabalhou no garimpo em Xambioá, município do estado do Tocantins. Homem de traços rústicos, provoca empatia imediata nos integrantes do grupo, conhece a realidade desse público, e não se choca à toa.
"Meu pai queria que fizesse ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica). Eu até passei no exame, mas ansiava por outra vida. Fui ganhar dinheiro no garimpo." Aos 20 anos veio para São Paulo, entrou na PUC, e engatou numa ação comunitária com prostitutas, garotos de programas e travestis na zona leste da cidade. Daí para o trabalho pela igualdade de gênero foi um pulo.
Ao todo, são 16 encontros semanais. No início, os homens se apresentam e contam suas histórias. Os motivos para a violência são quase sempre os mesmos: sentimento de posse, ciúmes, educação dos filhos e machismo. "Acham que só eles podem fazer determinadas coisas, como trabalhar e não cuidar das tarefas domésticas ou sair com os amigos para uma noitada. Quando são desafiados, partem para agressão", diz Barbosa, que entende bem sobre negociações em família. Casado com uma médica infectologista, é pai de três filhos - Juliana, de 15 anos, Lucas, de 14 anos, e Sarah, de 4 anos.
Escolaridade. Nenhum agressor aceita ser colocado em xeque, independentemente do grau de escolaridade. "No grupo, muitos frequentadores têm curso superior e acreditam que são representantes da honra e do poder." Um comportamento que, segundo ele, se repete em outros ambientes como nas universidades. "Há muitos casos de mulheres que foram drogadas porque os parceiros queriam sexo e elas, não. O estupro não é denunciado." Barbosa dá aula de Filosofia e Sociologia nas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), na Liberdade, centro de São Paulo.
Para mudar tantos preconceitos, vale tudo: psicodrama, palestras e atividades paralelas. "Dizer que a cada 15 segundos uma mulher é agredida não sensibiliza o homem. É preciso chamá-lo para a responsabilidade." No grupo, o depoimento de agressores com passagem pela prisão tem efeito moral sobre os demais. "Fiquei 115 dias preso. Lá dentro é cruel, principalmente para a gente, que não é bandido, que é trabalhador. Se puder evitar...", diz um jovem do grupo, de 19 anos.
Noções de direitos humanos e da Lei Maria da Penha também fazem parte do programa. A ideia é acabar com o sentimento de impunidade. Questões de saúde sexual, como a importância do uso da camisinha, também são abordadas. "Tem homem que acha que mulher que carrega camisinha na bolsa é vagabunda", afirma Barbosa.
Academia de Polícia. Alguns alunos frequentam também o curso da Academia de Polícia de São Paulo, batizado de Projeto de Reeducação Familiar, constituído de seis encontros mensais com palestras. "O projeto é fruto de um Termo de Cooperação entre a Secretaria da Segurança Pública, a Polícia Civil, a Academia de Polícia, a Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania e o Ministério Público Estadual", explica a juíza Elaine Cristina Monteiro Cavalcante, da Vara Central da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de São Paulo.
Trata-se de um curso mais recente do que o do Coletivo, porém com uma infraestrutura maior, com profissionais contratados - na ONG, o trabalho é voluntário. "O critério de encaminhamento aos dois projetos é, basicamente, a conveniência de dias e horários. A frequência não pode atrapalhar o emprego de cada agressor", explica Elaine.
"De cada cem agressores que passam pelo Coletivo", segundo Barbosa, "apenas dois reincidiram." A Justiça quer aumentar o número de cursos, porque a demanda de "alunos" deve crescer. Em dezembro de 2010, foram criadas na cidade mais seis varas especializadas na Lei Maria da Penha. Só em abril, 60 homens são esperados para uma mega-audiência na Barra Funda.

Preferência nacional, Jéssica Amaral elege o bumbum de Nicole Bahls como o mais bonito e diz adorar sexo oral; veja novas fotos da ‘Playboy’

Jéssica na “Playboy” de fevereiro 
Jéssica Amaral, eleita pela “Playboy” como a preferência nacional e capa da publicação deste mês, elege o bumbum de Nicole Bahls como o mais bonito. “Acho a bunda da Nicole perfeita. É linda”, disse, em entrevista à revista.
Nas novas fotos divulgadas pela revista, a gaúcha mostra porque, com o seus 84 cm de bumbum, desbancou a atual BBB Laisa e revela como deve ser uma boa preliminar: “Com sexo oral”, diz.
Confira novas imagens da bela

 

 

 

 

Sorriso Maroto celebra 15 anos de carreira e lembra do sufoco do início: ‘Duvidavam do nosso lado musical por causa da nossa aparência’

Naiara Andrade
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Feijoada, que nada. O samba deles nasceu enquanto sapecavam uma carninha num quintal do Grajaú, bairro da Zona Norte do Rio. E lá se vão 15 anos - saca só na foto a beca dos rapazes para celebrar o debute! - que Bruno Cardoso, de 30, Cris Oliveira, de 38, Sérgio Jr., de 33, Vinícius Augusto, de 29, e Fred Araújo, de 29, resolveram que seriam oficialmente um grupo. E que deixariam de lado as carreiras profissionais de fisioterapia, direito e informática para apostar todas as suas fichas no sonho de viver de música.
- Bem no iniciozinho, éramos dez amigos, numa grande brincadeira. Quando a coisa foi ficando séria, só a metade segurou o tranco e levou adiante. Lembro que o primeiro lugar em que tocamos foi o Torre de Pizza, no Grajaú. A gente fazia um grande baile, com axé, pagode, MPB... Uma mistura louca para dar quatro horas de apresentação - recorda o percussionista Cris.
Já que tudo começou com churrasco, por que não batizar a banda de "Sal Grosso"? E que tal "Cara de Gato"? As primeiras sugestões logo viraram carvão.
- Não dava, né? Sorriso Maroto, a terceira opção, era a menos pior... E acabou pegando. Sugere alegria, malandragem, descontração. Tudo o que a gente tem no palco e fora dele - explica o violonista Sérgio.

O grupo Sorriso Maroto brinda os 15 anos de carreira. Produção: Rosângela Alvarenga/ Agradecimento: Só a Rigor
O grupo Sorriso Maroto brinda os 15 anos de carreira.
Até se firmarem no universo do samba, os então garotos enfrentaram adversidades, no mínimo, curiosas. Eles contam que características como pele e olhos claros, tatuagens e cabelo liso e penteadinho para o lado motivaram a desconfiança de muita gente.
- A verdade é que duvidavam do nosso lado musical por causa da nossa aparência. Era um preconceito invertido, entende? - avalia o tecladista Vinícius, complementando: - Aqui não tem ninguém nascido na favela, nem criado dentro de quadra de escola de samba. Somos classe média, o que não é vergonha. Só porque moro em prédio e sou branco não posso fazer samba? Sou brasileiro, meu sangue é negro!
"Fazer samba" é uma expressão que o quinteto gosta de enfatizar.
- Somos taxados de pagodeiros, e as pessoas falam isso de forma pejorativa, como que nos menosprezando. Para esses, pagodeiro nada mais é do que uma subclasse do samba. O que muita gente não sabe é que pagode nunca foi gênero. Pagode é uma reunião ou um lugar em que se toca e canta samba, só isso! - ensina o vocalista Bruno.

Viúva negra: três décadas de impunidade

Pouco depois de completar 62 anos, comemorados na última terça-feira, a advogada gaúcha Heloísa Borba Gonçalves, conhecida como Viúva Negra por ter enterrado três maridos e dois namorados entre 1971 e 1992, comemora mais de três décadas de impunidade bem longe do alcance da Justiça brasileira.
Ela foi condenada a 18 anos de prisão em agosto do ano passado, pelo 1º Tribunal do Júri do Rio, por ter mandado matar o ex-marido, o coronel Jorge Ribeiro, assassinado a marretadas no seu escritório em Copacabana, em julho de 1992. O seu paradeiro foi localizado pela Polícia Federal. Ela mora no estado da Flórida, nos Estados Unidos, perto de dois filhos e dos netos.
Mas prender uma mulher que ergueu um patrimônio avaliado em cerca de R$ 40 milhões, entre casamentos, funerais e golpes, não é tão simples assim.
Casada com o peruano Vicente Lopes Huaman, ela possui cidadania norte-americana, o que dificulta o processo de extradição. Agora, prender a Viúva Negra se tornou assunto diplomático. O caso está sendo tratado pelo Ministério da Justiça.
O Disque-Denúncia (2253-1177) oferece R$ 11 mil por informações sobre o paradeiro dela — o valor mais alto pago por um criminoso no Rio. Ela também aparece no site da Interpol como Heloísa Duque Soares Ribeiro, um dos diversos nomes que adquiriu depois de quatro casamentos, entre 13 de maio de 1983 e 8 de maio de 1990.
Heloísa também foi condenada a 4 anos e seis meses pela 19ª Vara Criminal do Rio, por bigamia e falsidade ideológica. Ela possui uma extensa ficha criminal, que começou a ser escrita na década de 70, quando foi presa por aplicar golpes no antigo INPS em pelo menos quatro estados.
Intimada para audiência de conciliação
Um fato inusitado envolvendo a advogada gaúcha Heloísa Borba Gonçalves e a Justiça do Rio surgiu nos últimos dias. Em fevereiro deste ano, ela foi chamada para comparecer numa audiência de conciliação num processo contra uma agência bancária. É que a advogada entrou com uma ação contra o banco para pedir indenização por causa do fechamento de uma conta, no ano passado. A juíza Erica Batista de Castro, da 6ª Vara Cível, marcou audiência para 24 de julho deste ano.
Ela também está sendo investigada pela 12ª DP (Copacabana) por sequestro, cárcere privado e estelionato por ter retirado a idosa Linda Saad de uma casa de repouso na Zona Sul do Rio sem a autorização da família em janeiro de 2005. Em novembro daquele ano, a idosa faleceu, deixando os seus bens para uma filha de Heloísa.
Linda era irmã de um dos seus ex-maridos mais ricos, o comerciante libanês Nicolau Saad. Ela o conheceu em 1987, se apresentando como juíza aposentada. No fim de 1989, disse a Nicolau que tinha engravidado. O caçula dos seis filhos da Viúva Negra teve duas datas de nascimento. A criança foi registrada com o sobrenome Saad no dia 25 de julho de 1990. Três dias depois, Heloísa fez outro registro, colocando o coronel Jorge Ribeiro, morto em 1992, como pai.
Maridos mortos em série
O primeiro marido de Heloísa que foi assassinado foi o securitário Irineu Duque Soares, morto a tiros em 1983, no meio da rua, em Magé. Depois, ela se casou com Roberto de Souza Lopes, com quem ficou de 1985 a 1990. Nesse meio tempo, também subiu ao altar com o coronel Jorge Ribeiro, em 15 de julho de 1989, tornando-se bígama. O militar foi assassinado a marretadas, em Copacabana, em 1992. Em 1993, a suspeita mantinha um relacionamento com Hagih Muradi, de 84 anos. Ele foi vítima de um atentado em que foi morto.

Treinamento básico do Bope dura até 20 semanas

Quando três policiais passam, de carro, pelo portão do Bope, gritam alto: “caveira!”. É o cumprimento entre os integrantes da tropa de elite da PM que vestem farda preta. Os colegas, de plantão na guarita do quartel, retribuem, erguendo os fuzis acima da altura dos ombros.
Para entrar na elite da PM, é preciso ter o Curso de Operações Especiais (CAT), com seis semanas de duração, ou o Curso de Ações Táticas (Coesp), que só é concluído depois de 20 semanas. Há também outras especializações, como cursos de negociação, tiro de pre$ão e uso de explosivos.
— Nem a gente sabe o que está acontecendo. De repente, até o meu nome pode aparecer no próximo boletim — disse um policial do Bope, que preferiu não se identificar.
Essa sensação de instabilidade motivou o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP) $reunir material para entrar com uma representação, no Ministério Público Militar, pedindo que as transferências dos policiais do Bope sejam fiscalizadas. O pedido deve ser protocolado ainda hoje.
— É preciso investigar a legalidade dessas transferências — disse o deputado.

Bope: depois da greve, um ano de transferências em um só dia

Policiais do Bope comemoram a apreensão de fuzis na Rocinha, após a ocupação da favela
Policiais do Bope comemoram a apreensão de fuzis na Rocinha, após a ocupação da favela 
Em um único dia de transferências de policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) para outras unidades, a Polícia Militar atingiu a mesma quantidade de remanejamentos feitos durante todo o ano de 2011.
As saídas em massa ocorreram em 6 de março, quando foram publicados no boletim interno da PM os nomes de 32 caveiras — 22 deles transferidos para batalhões no interior, a até 300 quilômetros da capital.
O aumento sistemático de transferências ocorreu entre 14 de fevereiro e a última quinta-feira. Nesse intervalo, 69 policiais com cursos em ações de combate, tiro de precisão e resgate de reféns deixaram a tropa de elite para trabalhar em batalhões comuns.
As saídas se intensificaram cinco dias após a manifestação na Cinelândia, no Centro do Rio, que deu início à greve das polícias. Na ocasião, a equipe Bravo foi chamada pelo comando-geral da PM para reprimir a manifestação. Mas os caveiras se negaram a cumprir a ordem. De lá para cá, os policiais que estavam de plantão começaram a deixar o Bope.
Mudanças para longe
A equipe Bravo começou a ser dizimada. E os seus integrantes, mandados para batalhões distantes. É a chamada "punição geográfica", feita com transferências distantes como forma de penalizar servidores que participam de movimentos favoráveis a greves.
Em 2011, todos os policiais que deixaram o Bope se dividiram entre batalhões na região metropolitana e unidades administrativas. Apenas dois foram para a Baixada.
Este ano, do total de transferidos após a greve, 38 foram obrigados a deixar o Rio. Dezesseis foram para batalhões na Baixada e dois foram para o 35º BPM (Itaboraí). No boletim de 6 de março, 22 policiais foram remanejados para batalhões distantes, como o 8º BPM (Campos dos Goytacazes) e o 32º BPM (Macaé).
Sem a gratificação de R$ 1,5 mil paga a PMs do Bope, alguns transferidos foram obrigados a dividir os gastos com gasolina, para economizar em passagens de ônibus.
— Se não fizermos isso, vamos trabalhar apenas para pagar passagem — disse um policial, que não se identificou.
PM diz que saídas são normais
Apesar do aumento significativo de saída de policiais do Bope, o comando da PM continua afirmando que as transferências são apenas "medidas administrativas". Procurado, o coronel René Alonso, comandante do Bope, disse que não iria comentar o assunto. Mas os números mostram que há um aumento significativo numa comparação entre 2011 e este ano, após a greve.
Com 69 transferências em apenas 30 dias, registradas até a última quinta-feira, foram mais de dois policiais do Bope remanejados por dia no período. Por dia, a média é mais de 25 vezes maior frente ao ano passado.
As transferências repentinas deixaram um buraco na tropa, composta por cerca de 400 homens, de acordo com o site da PM. Com as transferências, o Bope perdeu 17,25% do efetivo.
O aumento de transferências na tropa de elite motivou o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP) a entrar com uma representação junto ao Ministério Público, pedindo que o caso seja investigado.
— Vou pedir para que se veja a legalidade dessas transferências — disse.
A relação de entrada e saída de caveiras se inverteu do ano passado para cá. Em 2011, 32 saíram e 210 chegaram ao Bope. Nos últimos 30 dias, apenas um tenente-coronel chegou ao batalhão, de acordo com o boletim interno publicado em 15 de fevereiro.

Filho de Eike Batista atropela homem na Rio-Petrópolis

Thor Batista (direita) atropelou um homem, na Rio-Petrópolis, segundo a polícia
Thor Batista (direita) atropelou um homem, na Rio-Petrópolis, segundo a polícia 
Um dos filhos do empresário Eike Batista com a modelo Luma de Oliveira, Thor Batista, de 20 anos, se envolveu em um acidente que deixou um homem morto, na noite deste sábado, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. De acordo com agentes da 61ª DP (Xerém), onde o caso foi registrado, Thor dirigia uma Mercedes Benz no km 102 da rodovia Rio-Petrópolis, no sentido Rio, quando atropelou um ciclista que passava pela via, por volta de 19h. A vítima, identificada como Wanderson Pereira dos Santos, de 30 anos, morreu na hora. O corpo foi levado para o IML do município.
Ainda segundo os policiais, Thor foi submetido ao teste do bafômetro, que constatou que o jovem não havia consumido bebida alcoólica. Ele estava com um amigo e, depois do acidente, passou mal e precisou de atendimento médico. O caso foi registrado como homicídio culposo - sem a intenção de matar. O carro de Thor foi retirado do local pelo advogado da família, que garantiu mantê-lo como estava para o caso de haver novas perícias no veículo.

Blitz, namoro escondido, problemas na Justiça e divórcio: a vida de Michel Teló não anda fácil

"Ai se eu te pego" diz a música. E a onda de inveja parece ter pego de mau jeito o intérprete de um dos maiores hits dos últimos anos, Michel Teló. Depois de estampar as páginas dos principais jornais e revistas do Brasil e do mundo, Teló agora tem aparecido em notícias bem menos glamourosas.
As explicações para a maré são muitas, mas a conclusão dos esotéricos é a mesma: "olho gordo". Teló estaria enfrentando todos estes problemas pelo excesso de energia ruim que está absorvendo.
— A pessoa, quando está em evidência, principalmente como ele, atrai inveja, olho grande — garante o pai de santo Paulo de Oxalá. E acrescenta:
— O que vai acontecer em seguida é uma série de coisas que acabarão comprometendo a saúde dele.
Para completar a má fase de Teló, o numerólogo Alexandre Oliveira ainda explica que o cantor passa por um ano ruim. Alexandre não descarta energias negativas captadas com a inveja, mas garante que o astro é regido por "altos e baixos" e se atrapalhou com o sucesso.
— Ele tem o número 4 como regente deste ano, o que representa muitos altos e baixos. As coisas só começam a melhorar a partir de outubro, até lá ele deve passar por outros problemas — revela.
Pelo que os astros indicam, Teló ainda vai precisar se proteger muito para se livrar da maré ruim.
Na última quinta-feira, o cantor foi flagrado no banco do carona do carro da atriz Thais Fersoza, que foi parada — e multada— em uma blitz da Lei Seca, na Barra. O cantor bem que tentou se esconder das câmeras, mas não conseguiu se safar. Dois dias antes, ele precisou apresentar um balanço do faturamento com a distribuição de "Ai se eu te pego". O motivo: três estudantes reivindicam a coautoria da canção. Se a decisão for favorável às jovens da Paraíba , o ídolo ainda pode ser proibido de cantar sua principal música e perder milhões.
E os problemas do cantor não são de agora. No final do ano passado, ele se divorciou da cirurgiã-dentista Ana Carolina Lago, após três anos de casamento e quatro de namoro. Em fevereiro deste ano, a ex-mulher resolveu entrar com uma ação, junto a um grande banco, para que houvesse um levantamento de toda a movimentação do cantor e de suas empresas no ano de 2011, quando o ex-marido, efetivamente, estourou na mídia.
Pudica ensina simpatias para proteção do cantor
Famosa por receitar simpatias infalíveis para tudo no mundo, a radialista Aldenora dos Santos, a Pudica, também mandou um recado para o sertanejo mais invejado do momento:
— O olho grande é muito forte, e ele está fragilizado. Quando a pessoa está fragilizada tudo pega. Michel ainda é um menino, não tem estrutura emocional. É muita gente querendo ser como ele e toda essa carga negativa o atinge. É preciso pedir ao público que o admira que o ajude e ore por ele — resume Pudica, que dá outras dicas poderosas para a proteção do cantor. Sal grosso, alho e arruda são imbatíveis:
— Tomar um banho de sal grosso com muitas ervas, do pescoço para baixo, para afastar olho grande. Também é bom andar com um galho de arruda junto ao corpo, atrás da orelha, ou guardado no bolso, pois afasta inimigos. Levar sete dentes de alho roxo também no bolso. Ao acordar, pisar com o pé direito e rezar a oração do anjo da guarda — afirma.
Banho com ervas e pensamento positivo
Michel Teló precisa se preocupar com a má fase que está enfrentando, mas, de acordo com o mago Ubirajara Pinheiro, tudo tem solução, até má sorte. Ele garante que os problemas do cantor podem desaparecer se ele seguir, à risca, uma simpatia.
— É simples de fazer: é só pegar uma pedra de anil e colocar em seis litros de água. Sacode a pedra até ela soltar tinta. A água vai ficar azul e será usada assim, depois do banho. É só jogar da cabeça aos pés — afirma o mago.
E os banhos parecem ser o grande segredo para se livrar da energia negativa. O pai de santo Paulo de Oxalá indica outra receita milagrosa que pode ajudar o cantor.
— Sugiro um banho de manjericão, macassá e elevante. As ervas devem ser fervidas em água, o líquido coado e jogado sobre o corpo depois do banho normal — disse.
Além disso, Pai Paulo recomenda que Teló tenha sempre o pensamento positivo:
— Você é aquilo que você pensa. O pensamento é o que você tem de mais forte. Então, quando acordar, ele deve pensar em coisas boas, num dia positivo e agradecer muito pelo que já conquistou.
Já o numerólogo Alexandre Oliveira passa outro segredo para o aquariano.
— A solução é ser menos impulsivo, há muita inveja nele, ele precisa ser menos precipitado para lidar com tudo isso — sugere.

Thor Batista se envolve em acidente com morte na Washington Luís

Filho de Thor Batista é suspeito de atropelar e matar um ciclista na Rio-Petrópolis, na altura de Xerém
Filho de Thor Batista é suspeito de atropelar e matar um ciclista na Rio-Petrópolis, na altura de Xerém 
RIO - O empresário Thor Batista, filho mais velho de Eike Batista, é acusado de atropelar e matar o ajudante de caminhoneiro Wanderson Pereira dos Santos, que estava em uma bicicleta na pista sentido Rio da Rodovia Washington Luís, altura de Xerém, em Caxias. De acordo com a polícia, Thor estava na direção de um superesportivo Mercedes SLR MacLaren prata acompanhado de um amigo no momento do acidente, por volta das 19h de sábado. O caso foi registrado como homicídio culposo pela Polícia Civil na 61ª DP (Xerém), e o herdeiro do controlador da EBX responde ao crime em liberdade.
A família de Wanderson aguarda a liberação do corpo no Instituto Médico Legal (IML) de Duque de Caxias. Entre os parentes da vítima, o clima é de consternação. A tia e mãe de criação, Maria Vicentina Pereira, de 48 anos, afirmou que aquele era o caminho que o rapaz fazia diariamente para casa, e que Wanderson estaria no acostamento quando foi atropelado. Maria Vicentina disse ainda que, na delegacia, representantes de Thor, afirmaram que arcariam com o enterro da vítima, e que os parentes de Wanderson entrariam em contato com o empresário. Ela lamentou o estado em que ficou o corpo do sobrinho criado como filho.
- Não sei dizer se o carro que o atropelou estava em alta velocidade, mas Wanderson teve o braço e a perna arrancados e, o peito, aberto.
De acordo com inspetores que fizeram o registro de ocorrência, Thor foi representado na delegacia por um advogado. Os policiais contaram também que, no momento em que agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) chegaram ao local do atropelamento, no km 101 da rodovia, Thor havia abandonado o carro. Mas o jovem de 20 anos teria retornado em seguida para fazer o teste do bafômetro, que não atestou consumo de álcool nele nem no carona. Na delegacia de Xerém foram conferidas também as habilitações de Thor e do amigo, que estavam em dia assim como a documentação do MacLaren, placa EIK-0063.
Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, da Polícia Civil, examinaram o local. Na versão do inspetor que fez o registro do atropelamento, Thor passou mal quando viu o corpo de Wanderson, 30 anos, desfigurado pelo choque contra o carro esportivo. O MacLaren — que acelera de 0 a 100 km/h em 3,8 segundos e tem velocidade máxima de 334 km/h, de acordo com o site do fabricante — chegou a ser recolhido para um pátio da PRF, mas foi levado pelo advogado do jovem, sob condição de deixar o veículo sem modificações à disposição da polícia.
Ainda segundo inspetores da 61ª DP, o local do atropelamento, poucos metros depois de um retorno que leva ao interior do distrito de Caxias, é cenário recorrente de acidentes de trânsito. O corpo de Wanderson só foi levado para o Instituto Médico Legal do município no início da madrugada deste domingo. Thor deverá ser chamado para prestar depoimento à Polícia Civil esta semana.

Capitão da Marinha que virou mulher diz: “Nasci no corpo errado”

Pedro Teixeira
Pedro Teixeira Foto: Bianca diz que Marinha não a tratou bem
No dia 7 de abril de 2010, um voo da TAM vindo da Tailândia, com escala em Londres, pousava após 25 horas de viagem no aeroporto do Galeão. Da aeronave, Bianca sai, apressadamente, em direção ao setor de bagagens. A experiência dos tempos de oficial da Marinha, em que viajava em missões pelo mundo, dizia-lhe que os extravios de malas eram comuns. Só que em vez de fardas, ela trazia, dessa vez, três bonecas Barbies compradas no país asiático, onde fora fazer uma complicada operação de troca de sexo. Naquele momento, começava a mudança mais radical na vida de Bianca.
Como surgiu o seu conflito?
Desde que eu me entendo por gente. Eu pensava de uma forma, mas me via, no espelho, de outra. Eu via isso como errado (ser mulher).
Por que você casou, teve filho, entrou para as Forças Armadas?
Durante toda a minha vida, tentei fugir do que realmente era. Primeiro, tentei ser o que o meu irmão mais velho era. Meu pai era militar, e a gente vivia em vilas militares, mas entrar para a Marinha não foi somente uma influência dele. Era também uma forma de fugir desse conflito. Casei, e minha última tentativa de fugir foi ter um filho.
Quando a sua família descobriu?
Ainda jovem, meus pais descobriram, no meu quarto, algumas coisinhas minhas. Chamaram uma psicóloga. Eu aceitei e disse que iria me curar. Mas a psicóloga procurou meus pais e falou: “Talvez o que vocês querem eu não consiga; talvez seu filho seja um transexual”. Eu ouvi tudo da cozinha. Fui a uma biblioteca para entender o que isso significava. Foi quando vi a Roberta Close. Aí eu pensei: “Poxa, se eu for isso mesmo, quero ser como a Roberta Close”.
Por que você passou a comprar Barbies depois que fez a operação?
Eu tenho 15 Barbies. Não coleciono, não. Comprei três na Tailândia porque eu sempre tive vontade de ter Barbie, de brincar de boneca.
Você está feliz com a mudança?
Inteiramente. Eu sempre fui mulher, mas estava fugindo disso. Nunca fui homem, só fui por fora. Eu tentei fazer o papel que a sociedade esperava de mim: ser um homem. Mas eu nasci no corpo errado. Eu antes tinha amigos, família, trabalho... Eu perdi tudo isso, mas ganhei minha identidade.
E a sua relação com a Marinha?
Fiquei muito frustrada com o tratamento que recebi. Eu fui descartada pela Marinha, que poderia ter me oferecido um tratamento mais digno, como acompanhamento psicológico.
E o seu filho?
No começo, ele ficava me perguntando: “Por que você usa peruca?”. Eu o encontrava com um tipo unissex, nem uma coisa em outra. Até que chegou um momento que eu disse: “Papai é diferente, papai não estava feliz como menininho”. As coisas sempre foram construídas com verdade.
Você chegou a ser ameaçada?
Não sei por quem, mas depois que eu contei na Marinha, que o fato se tornou público em jornais, recebi ligações telefônicas: “Seu veado, vai morrer”, diziam. Percebi pessoas estranhas rondando minha casa. No shopping, havia pessoas me seguindo. Com certeza, o serviço de inteligência da Marinha ficou na minha cola.

Capitão de corveta da Marinha largou tudo para ser mulher

Bianca saindo do prédio na Justiça Federal
Bianca saindo do prédio na Justiça Federal 
O desejo que se expandia no coração do oficial da Marinha não tinha uma forma definida. Apesar disso, quando criança, ele se olhava no espelho e via, no rosto masculinizado, um conjunto de ângulos retos como os cantos da moldura. Entrou para as Forças Armadas, fez polo aquático, casou, teve um filho, mas, no meio do caminho, já adulto, a vontade de ser mulher foi preenchendo-o lentamente, como num exercício de caligrafia. Dos hormônios e das operações (inclusive a de mudança de sexo em 2010), surgiu Bianca, de curvas acentuadas pelo corpo.
Faz três semanas, Bianca aguardava a chegada de seus ex-comandantes da Marinha, para uma audiência no corredor do 8andar de um prédio da Justiça Federal. Era um dia de calor intenso, e ela estava com óculos escuros, uma saia preta e uma blusa aberta nas costas e nos ombros.
No lugar de medalhas, ostentava “heroicamente” 300 mililitros de silicone em cada peito; tinha próteses nas panturrilhas; o nariz estava menos abatatado; o lábio superior fora levemente repuxado; e os cabelos lisos, caprichosamente esculpidos numa longa sessão de cabeleireiro no dia anterior. O aroma adocicado do seu Florata in Gold em nada lembrava o cheiro do marinheiro desbravando os mares.
Quando saiu do elevador devidamente fardado e avistou o ex-subordinado, o diretor de Saúde na Marinha, o vice-almirante Edson Baltar, não conseguiu disfarçar a surpresa, como se dissesse: “É você?”
A audiência foi a primeira do processo que a capitão, de 40 anos, move contra a Força à qual serviu desde os 15 anos. Em 2008, ao procurar seus comandantes e avisar que estava tomando hormônios femininos havia um ano, Bianca foi pivô de um escândalo de deixar o Almirante Tamandaré remexendo-se no túmulo. Em dois meses, foi reformada com vencimentos reduzidos. Às pressas. A Marinha a considerou capaz para trabalhar, mas incapaz para continuar em suas funções na Escola Naval. Nos tribunais, Bianca busca indenização e soldos integrais.
— A incapacidade de voltar à carreira militar é da Marinha em me receber e não minha de retornar — diz ela.
Olhares desconfiadosNa véspera da audiência, a ex-oficial entra num bar da Praia de São Francisco, em Niterói, senta-se numa das mesas em que o repórter a aguardava e pede um refrigerante light. O sol de fim de tarde ainda é forte e, ao rebater nas folhas das palmeiras, projeta no rosto de Bianca diferentes formas geométricas. Embora disfarcem, os garçons a observam desconfiados, a ponto de ela se incomodar. Quase vai tirar satisfações. Em vez disso, diz, num tom profético, como se desvendasse a mandala de luz em sua face:
—Tenho uma previsão: ainda vou ser muito feliz.
Até 2006, o conceito de felicidade era ser um bom marido, um pai atencioso e um comandante responsável pela formação de 500 aspirantes na Escola Naval. Mas, naquele ano, Bianca decidiu tornar público para os familiares uma situação que vinha se arrastando na clandestinidade. Algumas vezes acompanhada pela ex-mulher, o oficial já participava de concursos num badalado clube GLS. Foi Miss Gay 2006. A família ficou horrorizada. A mãe passou a tratá-la como uma “aberração”. Pressionada pelos parentes, a companheira — ciente há anos da situação — pediu a separação. Os militares só saberiam dois anos depois.
A ex-mulher de Bianca tentou, então, impedir que ela visse o filho, de 7 anos. Alegou que o garoto poderia virar homossexual. Mas Bianca procurou a Justiça, e o juiz garantiu-lhe todos os diretos de “pai”. Em público, o menino a chama de mãe. Parece não jugá-la. E isso dá a certeza a Bianca de que, seja qual for a forma que ela tiver, o coração ainda continuará sendo o vértice de tudo.