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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

HIV está se tornando menos mortal e infeccioso, diz estudo

O vírus HIV está se tornando menos mortal e menos infeccioso, de acordo com uma pesquisa coordenada pela Universidade de Oxford.
Os pesquisadores mostraram que o vírus está perdendo força ao se adaptar ao nosso sistema imunológico e demorando mais para causar a Aids (a síndrome da imunodeficiência adquirida, que ocorre à medida que as barreiras imunológicas do corpo começam a ser corroídas).
Alguns virologistas sugerem que a evolução do vírus pode torná-lo, algum dia, "quase inofensivo". Para os pesquisadores de Oxford, as mudanças no vírus podem ajudar nos esforços para conter a pandemia.
Hoje, o HIV infecta mais de 37 milhões de pessoas no mundo - em seus corpos, ocorre uma batalha entre o sistema imunológico e o vírus. Tal qual um mestre do disfarce, o vírus sabe rapidamente e com pouco esforço passar por mutações para se adaptar ao sistema imunológico.
No entanto, às vezes o HIV infecta uma pessoa com um sistema imunológico particularmente eficaz.
"[Nestes casos] o vírus fica entre a cruz e a espada", explica o professor Philip Goulder, da Universidade de Oxford. "Ele pode perder a eficácia ou se transformar para sobreviver e, se tiver que mudar, isso terá um custo."
O "custo" é uma diminuição na capacidade de se replicar, o que faz com que o vírus se torne menos infeccioso e leve mais tempo para causar Aids.

Lentidão

À medida que este vírus enfraquecido é passado para outras pessoas, tem início um lento ciclo de enfraquecimento.
A equipe mostrou esse processo acontecendo na África, comparando Botswana, onde os problemas com o HIV existem há um longo tempo, e África do Sul, onde o vírus chegou uma década depois.
"É bastante surpreendente. É possível ver que a capacidade de se replicar é 10% menor em Botswana do que na África do Sul e isso é muito emocionante", disse Goulder à BBC.
"Estamos observando a evolução acontecer na nossa frente e é surpreendente a rapidez com que o processo está acontecendo. O vírus está perdendo sua capacidade de causar doença e isso vai contribuir para sua eliminação."
As descobertas foram publicadas na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

Ataque dos antirretrovirais

O estudo também sugere que as drogas antirretrovirais estão forçando o HIV a evoluir para formas mais leves. Os medicamentos teriam como alvo principalmente as versões mais agressivas do HIV, permitindo a reprodução das formas menos violentas.
"Vinte anos atrás, a Aids se manifestava em dez anos. Mas, nos últimos dez anos, em Botswana, isso pode ter aumentado para 12,5 anos - um aumento pequeno, mas que no contexto geral é uma mudança rápida", disse Goulder.
"É possível imaginar que isso se estenda cada vez mais e que, no futuro, as pessoas possam permanecer assintomáticas durante décadas."
"Se a tendência continuar, em seguida, podemos ver uma mudança de cenário global: uma doença longa sendo menos transmissível", disse à BBC Jonathan Ball, virologista da Universidade de Nottingham.
"Em teoria, se deixássemos o HIV seguir o seu curso, veríamos o surgimento de uma população humana mais resistente ao vírus do que somos hoje coletivamente. A infecção por HIV acabaria se tornando quase inofensiva. Isso provavelmente já aconteceu ao longo da história, mas estamos falando de escalas de tempo muito grandes."
Porém, o grupo alertou que mesmo uma versão enfraquecida do HIV ainda é perigosa e pode causar Aids.
Andrew Freedman, especialista em doenças infecciosas da Universidade de Cardiff, qualificou o estudo de "intrigante".
"Os pesquisadores foram capazes de demonstrar como o vírus se enfraqueceu ao longo do tempo. O uso generalizado de terapia antirretroviral pode ter um efeito semelhante e, em conjunto, estes efeitos podem contribuir para o controle final da epidemia de HIV", disse.
Mas ele advertiu que o HIV ainda tem "um caminho muito longo" até se tornar inofensivo e que "outros acontecimentos podem substituir isso, incluindo um acesso mais amplo ao tratamento e, eventualmente, o desenvolvimento de uma cura".

Cristiana Oliveira sofre preconceito por mudanças no corpo: 'Anoréxica'

Cristiana Oliveira comenta que já sofreu magrofobia e gordofobia 'Anoréxica e baleia', comenta ela durante o programa 'Encontro com Fátima Bernardes', desta terça-feira, 2 de dezembro de 2014

No Instagram, Cristiana Oliveira sofreu magrofobia ao postar essa imagem na rede social

Para a novela 'Insensato Coração', Cristiana Oliveira engordou para dar vida a uma presidiária


Superflex: uma mistura de dança e ginática que vai te deixar em forma!

Superflex: uma mistura de dança e ginática que vai te deixar em forma!

Se você quer emagrecer, definir o seu corpo e de quebra ganhar mais resistência e flexibilidade, uma ótima dica é o Superflex. Esta é uma aula que possibilita trabalhar o corpo inteiro e remodelar todas as curvas através de movimentos da ginástica localizada e da dança.  

"Em uma hora e meia, todas as cadeias musculares são solicitadas. Começamos com um aquecimento e, em seguida, vamos intensificando as sequências, trabalhando mais a parte aeróbica. Até que chegamos à coreografia, montada a partir de movimentos criados na própria sala, explorando a sensibilidade e coordenação motora de todos", explica a professora de Superflex, Soraya Fracho.

As mulheres são maioria nessa aula. Também, pudera! Exercícios de glúteos, abdominais, flexões de braços e abertura são ingredientes que compõem a novidade! "É, com certeza, uma aula mais procurada pelo sexo feminino, com faixa etária entre 19 e 60 anos", destaca a professora.

Outra vantagem do Superflex é a queima de calorias. "Isso vai depender do programa de aula elaborado para aquele determinado dia. Porém, em média, uma aluna pode perder de 500 a 700 calorias. Outro ponto que também influenciará esta questão é o metabolismo de cada pessoa. Por isso, melhorar os nossos hábitos alimentares é essencial", diz Soraya.

Segundo ela, o principal objetivo desta atividade é a saúde e o bem estar de seus praticantes: "Preocupo-me muito com a qualidade de vida das minhas alunas. Durante as aulas, trabalhamos muito a concentração e a coordenação motora de cada uma delas. É uma maneira de deixar corpo e mente em constante conexão".

Por isso, esta é, também, uma excelente dica para quem vive estressado. "O Superflex permite que a aluna relaxe, trabalhe a respiração e restaure a sua energia vital. Com os seus movimentos, é possível acabar com algumas dores, desconfortos e tensão mental", completa a professora.

Contudo, vale ressaltar que existem algumas restrições. "Esta prática não é indicada para quem tem problemas de sobrepeso, porque pode prejudicar a articulação dos joelhos e tornozelos, por exemplo. Já outros distúrbios como a diabete, hérnia de disco e, até mesmo grávidas que ainda não se exercitavam, podem fazer as nossas aulas, desde que tenham um acompanhamento médico", conclui Soraya.

Outra vantagem dos olhos azuis

Paul Newman e Elizabeth Taylor. Quem não gostaria de ter aqueles olhos? Mesmo que os olhares escuros nos gerem mais confiança, como afirmou uma publicação do site PLOS One depois de um estudo da Charles University, de Praga, a sedução continua associada às íris mais claras. E essa não é a única vantagem de se ter os olhos claros.
A capacidade dos olhos de revelarem dados sobre a saúde das pessoas começa a ser conhecida. Na verdade, há anos os cientistas rastreiam os vínculos entre suas características e certas doenças. A última pista vem de Inna Belfer, do Centro de Pesquisa da Dor da Universidade de Pittsburgh, nos EUA. A médica apresentou um estudo preliminar na 33a Reunião Anual da Academia Americana da Dor que revela que as mulheres caucasianas de olhos claros (azuis ou verdes) parecem tolerar a dor e a angústia melhor do que as que têm os olhos castanhos. Também sofrem menos de ansiedade depois do parto e têm índices menores de depressão.
O trabalho foi realizado com 58 futuras mães que deram à luz no Hospital de Mulheres Magee da UPMC. Todas receberam uma avaliação da dor, estado de espírito, sono e conduta de enfrentamento antes e depois do parto. As participantes foram divididas em dois grupos em função da cor de seus olhos: 24 com olhos escuros (castanhos de todos os tons) e 34, claros (azul ou verde). Os dados mostraram que as primeiras experimentaram mais dor, mais ansiedade e um nível maior de transtornos do sono. As mulheres de olhos claros enfrentaram o processo com mais felicidade.
A principal pesquisadora reconheceu que “devido ao pequeno tamanho da amostra, não pudemos obter provas conclusivas, mas observamos que nosso estudo revelou padrões que exigem mais estudos. Vamos ver se existe um vínculo entre a cor dos olhos e a dor clínica na segunda fase desse ensaio, tanto em homens como em mulheres, e em diferentes modelos de dor que não sejam só a do parto”. A especialista insiste: “Pode haver certos fenótipos que predizem ou indicam a resposta de uma pessoa a estímulos de dor ou ao tratamento com analgésicos. A dor humana se correlaciona com múltiplos fatores, como o gênero, a idade e a cor do cabelo. Realmente, os pesquisadores descobriram que o cabelo ruivo está associado a uma resistência maior aos anestésicos e também a um aumento da ansiedade”.
O doutor Gregory Terman, do Departamento de Anestesiologia e Medicina da Dor da Universidade de Washington (EUA), admite que, mais uma vez, estudos como esse destacam que cada paciente é um indivíduo e que sua dose de medicação deve ser feita de forma personalizada. “Estatisticamente, percebemos que há muito mais variabilidade diante das experiências de dor segundo as características particulares de cada um, como cor do cabelo, dos olhos, idade, peso, sexo... É um fato que também aparece nas respostas aos medicamentos para pressão arterial”, afirma.
Assim, a cor do cabelo também pode determinar como se enfrentam as aflições. Na verdade, as pessoas ruivas, além de terem uma pele mais branca e mais sensível, sentem mais dor física do que as loiras ou morenas. É o que demonstra um estudo publicado noJournal of American Dental Association, conduzido por cientistas do Instituto de Anestesiologia de Kentucky, que determina que esses indivíduos precisam de 19% mais analgésico para suportar os incômodos do que os de cabelo escuro.

As estradas da dor

Concepción Pérez, chefe da Unidade de Dor do Hospital Universitário da Princesa e porta-voz da Sociedade Espanhola de Dor, destaca: “Ainda que estudos como o dos olhos claros sejam preliminares, tanto esta nova pesquisa como as realizadas nas pessoas ruivas nos indicam que provavelmente haja causas genéticas relacionadas com a percepção da dor. Aprofundar esse assunto poderia ser muito útil no futuro, porque nos ajudaria a predizer que pessoas vão precisar de mais analgésicos”.
A doutora Pérez continua: “Hoje sabemos, por exemplo, que a genética tem um papel preponderante para definir como um indivíduo vai responder aos diferentes fármacos analgésicos. Se terá mais ou menos eficácia ou se vai apresentar efeitos colaterais. Trata-se de um campo que atualmente tem um desenvolvimento importante: a farmacogenética”. No entanto, sabe-se que o cérebro desempenha um papel fundamental na sensibilidade à dor. Por exemplo, a dor crônica altera os circuitos cerebrais. Seu início é um sinal de alerta que nos protege dos perigos. Se tocássemos em óleo fervente e não sentíssemos dor, acabaríamos sofrendo grandes queimaduras. O problema acontece quando a dor se torna crônica. É então que começa o círculo vicioso, no qual as ruas da dor se transformam emestradas”, acrescenta.
Enrique Santos Bueso, da Unidade de Neuro-oftalmologia do Hospital Universitário Clínico San Carlos, de Madri, aponta: “Os olhos também podem falar muito de nossa saúde. Às vezes, atendemos pacientes que chegam à consulta porque acreditam ter um problema ocular e descobrimos que são sinais de outras doenças”. Dissecamos cada caso segundo as estranhas características que seus elementos oculares apresentam. Porque nem todos temos a sorte de exibir belos (e indolores) olhos claros...

A festa vai começar....

Noiva de Neném rebate preconceito e diz que Deus permitiu sua gravidez

Cantora Neném com a noiva, Thais Baptista

Grávida de 17 dias, Thais Baptista, noiva da cantora Neném, está controlando a ansiedade pela saída da peoa de "A Fazenda 7" para poder contar a novidade. A jovem de 20 anos, que já havia tentado três vezes engravidar por inseminação artificial, submeteu-se a um procedimento de fertilização in vitro.
"Estou muito feliz e tenho certeza que ela [Neném] vai ficar ainda mais", comemorou a paulista, que torce para estar grávida de gêmeos - um menino e uma menina. Em entrevista, Thaís falou da sensação de não poder contar a notícia para a cantora: "É bom e ao mesmo tempo ruim, mas logo, logo ela vai estar comigo, só falta uma semana".
"Acho que vai ser uma surpresa, ela não esperava que eu fosse fazer o tratamento. Ela vai gritar, pular, querer me beijar", disse. Ela explicou que pôde realizar a fertilização in vitro porque não teve que arcar financeiramente com o procedimento: "Eu recebi esse presente da clínica. Já estavam falando por aí que eu estava traindo a Neném. Deus me livre!".
Arquivo Pessoal
Neném e Thaís começaram a namorar logo depois que ficaram pela primeira vez
Thaís contou que desde a confirmação da gravidez, há três dias, tornou-se alvo de preconceito na internet pela decisão de ter um filho com outra mulher. "Vejo esses comentários e fico meio chateada pela falta de amor no ser humano, mas da minha parte fico tranquila. Se não fosse de Deus, Ele não teria permitido isso acontecer na minha vida", afirmou.
A gravidez, que é de risco, requer uma série de cuidados, como ficar de repouso na maior parte do dia e evitar passar por situações de estresse. Apesar do nervosismo que pode passar ao ver Neném em "A Fazenda 7", ela garante que, ainda assim, é melhor assistir ao reality: "Eu queria parar de ver, mas fico preocupada e acabo ficando mais nervosa se não assisto. Eu só não vejo a transmissão online".
Neném e Thais se conheceram pela internet após um show da dupla Pepê e Neném em Araçatuba, onde a jovem fazia faculdade de engenharia. Depois de se conhecerem pessoalmente e darem o primeiro beijo, o namoro engrenou rápido até virar noivado. O pedido de casamento aconteceu durante um jantar romântico. Com a gravidez confirmada, o casal deve oficializar a união em 2015. "Ainda vamos decidir, mas estávamos planejando algo ao ar livre. O resto é surpresa", disse Thais.

Maroni termina casamento e avisa: "Estou à procura de uma mulher jovem"

Oscar Maroni entre a secretária, Dani Toledo, a ex-mulher Maíra Juchem

Chegou ao fim o relacionamento de Oscar Maroni e Maíra Juchem. Em entrevista, o empresário disse que o ciúmes foi o principal motivo para o fim do casamento e que a sua participação em "A Fazenda 7" teve uma influência menor na separação.
"Eu terminei a minha relação com a Maíra há uns 15 dias. Estou solteiríssimo. Tenho o maior carinho e respeito por ela, mas eu não acredito em amor eterno. A não ser que os dois alimentem isso", afirmou. "Trinta por cento foi por causa da Fazenda e os outros 70% foi pelo tempo que tivemos juntos, pelo lado emocional dela. Ela é extremamente ciumenta em relação ao meu trabalho, ficou comigo no período que o Bahamas estava fechado", disse Maroni, proprietário do Bahamas Night Club, em São Paulo. 
O ex-peão, primeiro eliminado desta edição do reality da Record, falou que está à procura de uma nova mulher para preencher o seu coração. Ele ainda especificou qual deve ser o tipo físico da pessoa que queira conquistá-lo e para ser, inclusive, a sua companheira de viagens. "Mais do que as mulheres, eu amo mais a minha liberdade. Se for para me algemar, prefiro ficar sozinho", declarou. 
"Estou à procura de uma mulher jovem, abaixo dos 25 anos. Gosto de mulher tipo europeia, loira com peito grande, bunda grande, alta e magra, mas que tenha conteúdo. Minha próxima viagem será para o Rio de Janeiro, onde vou ficar no Copacabana Palace. Depois, vou com a minha companheira para a Disney, Polo Sul e em seguida França. Essa é a minha programação para o primeiro semestre de 2015. Essa mulher vai morar comigo em uma cobertura de 370 m²", disse.
Sobre seu comportamento, se definiu como um homem liberal. "Gosto de ir para baladas e de mulheres que gostem de se exibir. Sexo é bom, mas acredito mais no amor.  Amor é dar espaço para o outro crescer", avisou.


HIV está se tornando menos mortal e infeccioso, diz estudo

O vírus HIV está se tornando menos mortal e menos infeccioso, de acordo com uma pesquisa coordenada pela Universidade de Oxford.
Os pesquisadores mostraram que o vírus está perdendo força ao se adaptar ao nosso sistema imunológico e demorando mais para causar a Aids (a síndrome da imunodeficiência adquirida, que ocorre à medida que as barreiras imunológicas do corpo começam a ser corroídas).
Alguns virologistas sugerem que a evolução do vírus pode torná-lo, algum dia, "quase inofensivo". Para os pesquisadores de Oxford, as mudanças no vírus podem ajudar nos esforços para conter a pandemia.
Hoje, o HIV infecta mais de 37 milhões de pessoas no mundo - em seus corpos, ocorre uma batalha entre o sistema imunológico e o vírus. Tal qual um mestre do disfarce, o vírus sabe rapidamente e com pouco esforço passar por mutações para se adaptar ao sistema imunológico.
No entanto, às vezes o HIV infecta uma pessoa com um sistema imunológico particularmente eficaz.
"[Nestes casos] o vírus fica entre a cruz e a espada", explica o professor Philip Goulder, da Universidade de Oxford. "Ele pode perder a eficácia ou se transformar para sobreviver e, se tiver que mudar, isso terá um custo."
O "custo" é uma diminuição na capacidade de se replicar, o que faz com que o vírus se torne menos infeccioso e leve mais tempo para causar Aids.

Lentidão

À medida que este vírus enfraquecido é passado para outras pessoas, tem início um lento ciclo de enfraquecimento.
A equipe mostrou esse processo acontecendo na África, comparando Botswana, onde os problemas com o HIV existem há um longo tempo, e África do Sul, onde o vírus chegou uma década depois.
"É bastante surpreendente. É possível ver que a capacidade de se replicar é 10% menor em Botswana do que na África do Sul e isso é muito emocionante", disse Goulder à BBC.
"Estamos observando a evolução acontecer na nossa frente e é surpreendente a rapidez com que o processo está acontecendo. O vírus está perdendo sua capacidade de causar doença e isso vai contribuir para sua eliminação."
As descobertas foram publicadas na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

Ataque dos antirretrovirais

O estudo também sugere que as drogas antirretrovirais estão forçando o HIV a evoluir para formas mais leves. Os medicamentos teriam como alvo principalmente as versões mais agressivas do HIV, permitindo a reprodução das formas menos violentas.
"Vinte anos atrás, a Aids se manifestava em dez anos. Mas, nos últimos dez anos, em Botswana, isso pode ter aumentado para 12,5 anos - um aumento pequeno, mas que no contexto geral é uma mudança rápida", disse Goulder.
"É possível imaginar que isso se estenda cada vez mais e que, no futuro, as pessoas possam permanecer assintomáticas durante décadas."
"Se a tendência continuar, em seguida, podemos ver uma mudança de cenário global: uma doença longa sendo menos transmissível", disse à BBC Jonathan Ball, virologista da Universidade de Nottingham.
"Em teoria, se deixássemos o HIV seguir o seu curso, veríamos o surgimento de uma população humana mais resistente ao vírus do que somos hoje coletivamente. A infecção por HIV acabaria se tornando quase inofensiva. Isso provavelmente já aconteceu ao longo da história, mas estamos falando de escalas de tempo muito grandes."
Porém, o grupo alertou que mesmo uma versão enfraquecida do HIV ainda é perigosa e pode causar Aids.
Andrew Freedman, especialista em doenças infecciosas da Universidade de Cardiff, qualificou o estudo de "intrigante".
"Os pesquisadores foram capazes de demonstrar como o vírus se enfraqueceu ao longo do tempo. O uso generalizado de terapia antirretroviral pode ter um efeito semelhante e, em conjunto, estes efeitos podem contribuir para o controle final da epidemia de HIV", disse.
Mas ele advertiu que o HIV ainda tem "um caminho muito longo" até se tornar inofensivo e que "outros acontecimentos podem substituir isso, incluindo um acesso mais amplo ao tratamento e, eventualmente, o desenvolvimento de uma cura".

Ficar em forma para o verão exige cuidados

Ficar em forma para o verão exige cuidados

Mar, praia, piscina, sol e muito calor. Na onda das altas temperaturas, cresce a busca pela boa forma. Com a proximidade do verão, muitos não medem esforços e partem para as dietas malucas e a prática de exercícios físicos sem nenhuma orientação na tentativa de conquistar um corpo bonito. 

Mas, para o "projeto verão" ser bem sucedido e não colocar a saúde em risco, especialistas recomendam um check-up completo. "Essa bateria de exames é uma segurança para quem vai começar a praticar esportes ou se submeter a qualquer tipo de dieta. O ideal é consultar um clínico geral. É ele quem irá prescrever a série de exames necessários para avaliar as condições de saúde", explica Marcos Kozlowski, bioquímico e responsável técnico do LANAC - Laboratório e Análises Clínicas.

Os exames realizados em um check-up traçam o perfil do metabolismo de cada indivíduo, mostrando os níveis de colesterol, glicose e pressão arterial, que podem indicar ou não a existência de diabetes, além de apontar os níveis de gordura do organismo. Segundo o bioquímico, a alimentação do dia anterior deve ser normal, exatamente a mesma da rotina do paciente. "Uma taça de vinho no dia anterior pode alterar resultados. Porém, se o paciente toma uma taça de vinho todos os dias, ele deve continuar sua rotina", explica ele. 

Sensação nos consultórios, o "Food Detective" é um exame que revela quais alimentos fazem mal à saúde e devem ser eliminados do cardápio. Para quem pretende entrar em uma dieta, os resultados do exame permitem que o nutricionista desenvolva um plano alimentar individualizado. Realizado por meio de análises de sangue do paciente, o Food Detective é capaz de detectar intolerância alimentar a até 109 tipos de alimentos. 

"Quando ingerimos um determinado tipo de alimento, nosso organismo pode desenvolver uma sensibilidade a ele, e o equipamento consegue identificar a proteína que aponta esse alimento como um corpo estranho", afirma Kozlowski. O especialista esclarece, ainda, que a intolerância é diferente da alergia alimentar. Enquanto a alergia se caracteriza por uma reação momentânea e aguda, com sintomas que aparecem quando o organismo entra em contato com o alimento agressor, a intolerância é mais ampla. 

"Quando o organismo é sensível a certos alimentos, o corpo reage com dores de cabeça, depressão, fadiga, diarreias e até mesmo a obesidade. Por isso, saber quais são os alimentos problemáticos e eliminá-los da dieta diária, além de contribuir pra o emagrecimento, pode ajudar na redução ou mesmo na eliminação desses sintomas". Os procedimentos só são realizados por indicação médica ou de nutricionistas.

Parto em casa pode ser a 'melhor opção'

O parto domiciliar e aqueles feitos em centros médicos assistidos por enfermeiras obstetras são melhores para mães e, muitas vezes, mais seguros para os bebês, disse um órgão do governo britânico, em um anúncio que poderá fazer com que centenas de milhares de crianças nasçam fora de hospitais.
Cerca de 700 mil bebês nascem a cada ano na Inglaterra e no País de Gales, nove em cada 10 em unidades obstetras chefiadas por médicos em hospitais.
O Instituto Nacional para Saúde e Excelência em Atendimento, órgão consultivo do sistema de saúde público britânico, disse que 45% das mulheres estão em risco muito baixo de complicações e poderiam dar à luz em outros locais.
O órgão disse ser importante oferecer mais opções às mulheres, como parto domiciliar ou em centros com enfermeiras obstetras na própria comunidade ou perto de um hospital.
Independente do local, a entidade afirmou que deve haver uma parteira para cada mulher em trabalho de parto.
Para as 'mães de primeira viagem', o número de partos sem intervenções médicas foi maior naqueles realizados em casa e em centros de parteiras do que em hospitais.
Mas há um risco maior de problemas médicos graves para o bebê, incluindo morte natimortos, para partos domiciliares.
Em mulheres que já tiveram pelo menos um filho, a taxa de intervenções médicas também foi maior em partos realizados fora de hospitais.
Não está totalmente claro por que há altas taxas de intervenções médicas durante partos em hospitais, mas acredita-se ser uma combinação de mulheres que se sentem mais confortáveis em um ambiente familiar e com parteiras conhecidas.
Há também a preocupação de alguns médicos que podem estar muito interessados em usar intervenções clínicas.
"Os trabalhos liderados por parteiras têm melhores resultados para as mães do que as unidades obstétricas e salas de parto tradicionais", disse Susan Bewley, professora de obstetrícia complexa da Universidade King's College, de Londres, e parte da equipe que desenvolveu as novas diretrizes do órgão de saúde britânico.
"(Esses tipos de partos) podem ser particularmente adequados para todas as mulheres porque as taxas de intervenção são mais baixas".
A ênfase, segundo ela, é na escolha de cada mãe diante de diferentes necessidades. As orientações aplicam-se apenas a mulheres com baixo risco de complicações.
Fatores que aumentam o risco incluem a mulher estar acima de 35 anos, pressão alta, doenças cardíacas ou anemia.
Cathy Warwick, da Universidade Real de Enfermaria Obstétrica, disse que "a evidência mostra que se mulheres não têm nenhuma complicação na gravidez, elas terão melhores resultados se puderem fazer estas opções".
Ela disse, no entanto, ser necessário mudanças no sistema de saúde público britânico e mais unidades com enfermeiras obstetras.

90% das pessoas que bebem demais não são alcoólatras



Todos os anos, cerca de 88 mil pessoas morrem nos Estados Unidos por que beberam demais. O custo disso (223,5 bilhões de dólares em 2006) levou o governo a estudar o comportamento dos bebedores e encontrou um resultado que desafia o senso comum: 90% das pessoas que bebem demais não são alcoólatras.
O estudo foi conduzido pelo CDC (Centros para Controle e Prevenções de Doenças, em inglês), um órgão do governo. Foram analisadas as respostas que 138 mil pessoas deram em pesquisas nacionais sobre uso de drogas nos anos de 2009, 2010 e 2011. Resultado: 29% das pessoas bebiam demais, mas apenas 10% delas se encaixavam na definição de alcoolismo.
"A maioria das pessoas tende a ligar o excesso de bebida ao alcoolismo”, diz Robert Dewer, do CDC, ao New York Times. “Precisamos de estratágias para chegar a essas pessoas que bebem demais e não são alcoólatras", completa.
E por que isso é uma boa notícia? A conclusão do estudo mostra que diminuir o número de bebedores exagerados pode ser mais fácil que se pensava, pois se trata de mudar o comportamento de pessoas que não estão doentes.
Critérios
As quantidades consideradas excessivas pelo CDC foram quatro drinques para mulheres e cinco para homens em uma mesma ocasião.


Cresce o número de casos de afastamento do trabalho por drogas

A cada mês, 3,5 mil pessoas são afastadas do trabalho por problemas com álcool e drogas. A estimativa é do Ministério da Previdência, que aponta que o número de afastamentos vem aumentando ano a ano. 
O número de pessoas que precisaram se afastar por invalidez provocada por problemas com álcool e drogas em todo o Brasil pulou de 47.839, em 2012, para 52096 em 2013, segundo o Instituto Nacional de Seguridade Social - INSS. Um crescimento de oito pontos percentuais. Mas o número permanece em crescimento: até julho deste ano, 23.855 trabalhadores precisaram se afastar por causa do vício. 

Cresce o número de casos de afastamento do trabalho por drogas

O que mais chama a atenção no levantamento do Ministério da Previdência é que o maior motivo de afastamento não são as chamadas "drogas pesadas", como o crack e a cocaína, mas sim o álcool. O psicólogo Dionísio Banaszewski, que trabalha há mais de 25 anos na orientação e combate ao uso de drogas, afirma que o problema do álcool cresce porque não é percebido pela sociedade. "O fato de a bebida alcoólica ser aceita socialmente, e até incentivada, só agrava a questão", comenta.

Dionísio argumenta que é na empresa que os reflexos do problema, como absenteísmo, acidentes de trabalho, abandono do emprego, entre outros, aparecem com maior nitidez. Segundo ele, os trabalhos de prevenção também devem ser intensificados nas organizações corporativas, o que tem acontecido de forma ainda tímida. "O trabalho de conscientização deve ser contínuo e feito por profissionais qualificados", alerta o psicólogo, lembrando que há muitos casos de pessoas bem intencionadas, mas pouco preparadas, fazendo palestras meramente emocionais, que não chegam a promover resultados efetivos para evitar e combater o uso e a dependência.

O médico José Carlos Vasconcelos, diretor da Quinta do Sol, clínica especializada na orientação e tratamento contra as drogas, lembra ainda que, quando o trabalho de conscientização é bem feito dentro das empresas, os resultados são realmente efetivos.

Confeiteiro búlgaro inventa a bala-desodorante

Rosas preparadas para exportação em Cusumba (Equador) em 29 de janeiro de 2008

Um pequeno fabricante de confeitos búlgaro fabricou um desodorante em forma de bala e espera conquistar o mundo inteiro com esta inovação.
Segundo Ventsislav Peychev, seu "Deo Perfume Candy" neutraliza os odores corporais, substituindo-os por um delicado perfume de rosa durante um período que pode chegar a duas horas, em função do peso do consumidor e do número de balas consumidas.
Este fabricante se inspirou nos trabalhos de cientistas japoneses, que demonstraram que o geraniol, um dos componentes do óleo essencial das rosas, não era decomposto pela digestão e era expulso pela pele.
Não se trata de uma ideia nova, mas a empresa Alpi é a única que a explora, depois de terminar a fabricação de um chiclete japonês baseado no mesmo princípio, mas que nunca obteve sucesso.
Em 2011, a pequena fábrica de Asenovgrado (sul) começou a produzir suas primeiras balas perfumadas com óleo de rosa, uma essência que a Bulgária produz em grandes quantidades.
Um jornalista da AFP comeu várias balas. O resultado foi um odor agradável, mas não foi possível determinar com certeza se emanava de sua pele ou de seu hálito.

Ansiedade e depressão não são quadros opostos

Muitas pessoas acreditam que depressão e ansiedade são quadros opostos, mas isto não é verdade. Existem muitos estudos a cerca destas doenças, e o que se pode observar é que o diagnóstico de depressão pode passar para um quadro de ansiedade em 2% dos casos e no sentido contrário, ansiedade para a depressão em 24% dos casos. Por isso é importante buscar a ajuda de um especialista para evitar que o quadro se agrave. 
Primeiro, vamos entender o que é a ansiedade. Esse é um sentimento que causa desconforto, uma apreensão desagradável que pode surgir frente a um perigo real, ou imaginário, onde prepara o indivíduo para uma situação potencialmente danosa, como punições, privações ou ameaças físicas ou morais. A ansiedade impulsiona a pessoa a resolver a situação, aumentando o grau de vigília e sua capacidade de ação, é natural do ser humano e adaptativo, necessário para a autopreservação. 
A ansiedade se torna patológica quando passa a atrapalhar o indivíduo, trazendo prejuízo ao bem estar e ao seu desempenho, impedindo-o de enfrentar as situações ameaçadoras. Seus sintomas são intensos e aparecem como medos exagerados, estados em que não se consegue relaxar, sensação de que sempre algo ruim está para acontecer, falta de controle sobre seus pensamentos, fixação em seus problemas, pavor de situações difíceis, dificuldade de concentração, fadiga, irritabilidade, problemas sexuais, dificuldades para dormir, entre outros. Esses pensamentos geralmente vêm associados a sensações físicas como mal estar, dor de estômago, aperto no tórax, palpitações, inquietação, sudorese, etc. 
Já a depressão é um distúrbio emocional caracterizado por tristeza profunda e baixa autoestima, que pode ser desencadeada por diversos fatores. Nele há uma alteração química no cérebro do paciente, onde os neurotransmissores não são produzidos de maneira satisfatória. Entre eles estão a serotonina, noradrenalina e dopamina, que são substâncias que transmitem impulsos nervosos entre as células. 

Os sintomas da depressão são: apatia, falta de motivação, medos que antes não existiam, dificuldade de concentração, perda ou aumento de apetite, pessimismo, indecisão, insônia, sensação de vazio, irritabilidade, raciocínio mais lento, esquecimento, ansiedade, angustia, entre outros. 
Podemos observar que há muitos sintomas similares entre a depressão e a ansiedade, como por exemplo, os medos, dificuldade de concentração, insegurança, irritabilidade, entre outros. O que é importante ressaltar é que ambos são doenças e devem ser diagnosticas e tratadas corretamente por profissionais especializados. 
É importante que se houver alguma dúvida quanto a sintomas ou diagnósticos, procure um especialista e faça uma avaliação, pois são doenças que podem se agravar. O quanto antes elas forem tratadas, mais rápido e eficiente será o restabelecimento da saúde mental desse paciente. 

É possível engravidar tomando pílula anticoncepcional?


pílula anticoncepcional é um dos métodos contraceptivos mais comuns. No entanto, sua eficácia não é de 100% e, por isso, qualquer mulher corre o risco de engravidar, mesmo tomando o medicamento regularmente. Além disso, alguns fatores podem contribuir para alterar a eficácia da pílula, elevando o risco de uma gestação. 
Dentre os riscos mais comuns destacam-se:
- o uso de antibióticos;
- deixar de ingerir a pílula na periodicidade correta;
- apresentar quadro de diarreia ou vomito após ter ingerido a pílula;
- trocá-la por outro método contraceptivo e não usar preservativo nas primeiras semanas. 

O uso contínuo, diário e no mesmo horário é essencial, afinal o organismo tem de receber a dose diária do hormônio de maneira correta para que sua eficácia esteja mais garantida. São essas doses hormonais que irão prevenir a gravidez, pois elas atuam inibindo aovulação e, com isso, evitando a fecundação. Caso ocorra esquecimento de mais de 12 horas, é importante atentar-se que a proteção contraceptiva estará reduzida neste ciclo. Ao se aproximar do final da cartela, o risco de falha do método contraceptivo fica cada vez maior. 
Já alguns antibióticos podem cortar o efeito da pílula anticoncepcional, por isso é importante conversar com o médico para esclarecer sobre tais reações. Antialérgicos também podem interferir na proteção contraceptiva oferecida pelas pílulas. Outra questão refere-se aos episódios de vômitos ou diarreia que também podem interromper a eficácia da pílula. Em um quadro de diarreia, o intestino deixa de absorver determinados nutrientes, incluindo, os hormônios compostos na pílula, aumentando a ineficácia do medicamento. E o mesmo ocorre se houver vômito, pois o estômago não consegue absorver as substâncias que ajudam a impedir a concepção de um bebê. Nessas duas situações, é preciso tomar a pílula novamente. 
E se eu engravidar tomando pílula?
Caso alguma ocorrência tenha sido suficiente para interferir na eficácia do medicamento e a paciente esteja grávida, o fato de estar ingerindo a pílula não é motivo para alarde. Embora a pílula provoque uma alteração hormonal necessária para que organismo interrompa a ovulação, as pílulas não contêm carga elevada de hormônios que possam prejudicar a gestação. A baixa quantidade de hormônio presente na pílula não deve fazer mal ao feto em desenvolvimento, afinal em poucos dias eles serão substituídos pelos hormônios da gravidez. 
É importante ressaltar que a pílula anticoncepcional deve ser ingerida sob a prescrição médica. Atualmente, existem opções com baixa dosagem de estrogênio que também são bem eficazes, desde que sejam administradas corretamente. A eficácia contraceptiva não depende da dose de estrogênio, e sim da progesterona contido na pílula. A pílula, não é indicada apenas para prevenir uma gravidez indesejada, mas pode ajudar a regular o ciclo menstrual, diminuir o fluxo e a ocorrência de cólicas e até proteger contra alguns tipos de cânceres como ovário e endométrio. 

Tatuagens constituem risco de saúde incalculável



Quem gostaria de injetar alguns gramas de verniz de carro sob a pele? Ou um pouco de fuligem resultante da combustão de petróleo ou alcatrão?
Provavelmente ninguém. Mas isso é o que recebem todos os que se deixam tatuar. "Os pigmentos para tatuagens contrastantes e de longa duração foram desenvolvidas para cartuchos de impressora e tintas de automóveis", revela Wolfgang Bäumler, professor do Departamento de Dermatologia da Universidade de Regensburg, em entrevista à DW.
Acima de tudo, as tintas de tatuagem não foram desenvolvidas para estar sob a pele. Grandes empresas químicas fabricam toneladas de pigmentos coloridos, principalmente para fins industriais; empresas pequenas os compram e transformam em produtos para tatuagem.
"As substâncias nunca foram testadas para aplicação subcutânea", diz à DW Peter Laux, do Instituto Federal Alemão de Avaliação de Riscos (BfR) em Berlim. "A própria grande indústria diz que, na verdade, os pigmentos não são feitos para isso."
Da pele para o organismo inteiro
Wolfgang Bäumler acrescenta que as tintas de tatuagem precisam ser "brutalmente insolúveis em água". Isso já torna a prática perigosa, pois o corpo não tem como se livrar facilmente delas. De acordo com um recente estudo americano, apenas dois terços dos produtos utilizados nas tatuagens permanece sob a pele: o restante se espalha pelo corpo.
"As substâncias vão para o sangue, para os nódulos linfáticos, os órgãos, e vão parar em algum lugar. Onde, exatamente, não se tem ideia", relata o dermatologista.
Arco-íris de produtos químicos
Os produtos químicos para as cores vermelho, laranja e amarelos são compostos azólicos – substâncias orgânicas com uma má reputação, que costumam desencadear alergias. Algumas delas, como o Pigment Red 22, podem se decompor, se a tatuagem for exposta á luz solar, diz Bäumler. Os compostos resultantes são tóxicos e cancerígenos.
Compostos chamados ftalocianinas, que resultam em azul e verde brilhante, geralmente contêm cobre e níquel. Também nos pigmentos marrons com óxidos de ferro, muitas vezes há presença de níquel. O metal provoca alergias de contato em muitas pessoas e é proibido em cosméticos. Nos produtos para tatuagens, contudo, ele continua sendo frequente.
Tatuagens pretas, por sua vez, são feitas com derivados de um material chamado Carbon Black. Ele nada mais é do que fuligem industrial, produzida quando a indústria química queima petróleo, alcatrão ou borracha.
Impurezas cancerígenas
No entanto os especialistas salientam que não só as cores são perigosas. "Além dos elementos corantes, produtos para tatuagem podem também conter outras substâncias, como solventes, espessantes, conservantes e diversas impurezas", adverte o BfR.
De acordo com Peter Laux, impurezas são a regra, não a exceção. "Os departamentos regionais de diagnóstico se queixam regularmente sobre a qualidade química das substâncias para tatuagem que eles controlam."
Entre essas impurezas, os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos são particularmente perigosos. Formados durante as combustões incompletas, também na produção de fuligem, muitos são comprovadamente cancerígenos. Nas tintas pretas para tatuagem, estão muitas vezes presentes em concentrações acima do limite recomendado.
"Consta que os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos se desprendem continuamente durante o processo de tatuagem e se espalham pelo corpo. Os níveis medidos são um risco sério à saúde e segurança dos consumidores", adverte o BfR.
Laux acrescenta que "também há no mercado substâncias para tatuagens que cumprem os requisitos". No entanto, é difícil para o consumidor definir qual substância é boa e qual não.
Regulamentação insuficiente
Na Alemanha e em muitos outros países, as substâncias para tatuagens não são consideradas nem medicamentos nem cosméticos – e aí reside o problema. Porque esses produtos precisam atender determinados requisitos antes de poder sequer entrar no mercado. No caso dos medicamentos, análises de segurança mostram o que acontece exatamente com uma substância no corpo, como ela é metabolizada, e quais outras substâncias podem se formar a partir dela. Para as tatuagens, não há tais regulamentações.
Em 2008, o Conselho Europeu expediu uma resolução determinando o controle mais rigoroso dos produtos para tatuagens, e muitos países implementaram leis e regulamentações concernentes. Mas, de acordo com Peter Laux, todas são insuficientes.
Uma portaria relativa a substâncias de tatuagem de 2009 proíbe na Alemanha o uso de certas substâncias, e uma lista especifica exatamente o que é proibido. "Todas as demais substâncias são permitidas, mesmo produtos químicos que acabam de ser desenvolvidos por um fabricante e nunca foram previamente testados."
"Precisamos criar listas positivas", reivindica Laux. Isso significa, que ao invés de substâncias proibidas, a portaria deveria conter as permitidas que tiveram a sua segurança comprovada.
Incerteza é única certeza
Até mesmo tatuadores profissionais concordam que a situação não é satisfatória. "Em nossa opinião, no momento as tintas de tatuagem não são realmente seguras", admitiu Andreas Schmidt, vice-presidente da associação Tatuadores Alemães Organizados, num simpósio em Berlim sobre a segurança dos produtos empregados.
Ele exige testes toxicológicos para os componentes, mas acrescenta: "Estamos otimistas de que há apenas alguns problemas com as tintas, caso contrário haveria mais reclamações de clientes e mais matérias em jornais e revistas".
No entanto, os especialistas lembram que o câncer muitas vezes precisa de décadas para se desenvolver, e a conexão não é tão fácil de provar.
Até agora, as substâncias para tatuagens não são testadas quanto a seus riscos. Faltam estudos em seres humanos, de curto quanto e de longo prazo. Experimentos em animais são proibidos. O dermatologista Bäumler foi judicialmente impedido de efetuar um teste de produtos de tatuagem em porcos. "A justificativa foi que as pessoas que se deixam tatuar o fazem voluntariamente", conta.
Portanto, ninguém ainda pode afirmar ainda se tatuagens são prejudiciais à saúde ou não. Talvez provoquem câncer – talvez não.
Peter Laux arremata que cada um deve decidir por si se quer fazer uma tatuagem ou não – o BfR não faz nenhuma recomendação. "Até agora só sabemos que não há qualquer garantia de que as substâncias para tatuagens sejam seguras para a saúde."

Serviços médicos que usam a internet ganham espaço no Brasil

Serviços que usam a internet para facilitar o atendimento médico estão se tornando comuns no Brasil. Aos poucos, novas iniciativas têm surgido nessa área.
Um exemplo é o Quickmed, lançado em outubro. A ideia desse app é permitir que o usuário saiba se um hospital está cheio ou não antes de sair de casa (por meio de informações enviadas por outros usuários do app).
Além disso, o aplicativo também indica quais os hospitais mais próximos de um determinado endereço - o que pode ser útil em casos de emergência.
"A ideia do app é mostrar a quem quer ir a um determinado hospital como ele está naquele momento", explicou em entrevista à EXAME.com Thiago Naves, um dos idealizadores do Quickmed.
Segundo ele, o público-alvo do serviço são pais de crianças pequenas e pessoas que cuidam de idosos. O plano de Thiago é financiar o app vendendo versões do serviço personalizadas para planos de saúde.
Ele pretende fazer isso no ano que vem, quando quer também ampliar a área com hospitais cadastrados de Belo Horizonte para o resto do país.
Até o natal, devem estar disponíveis versões gratuitas para Android e iOS do Quickmed. Por enquanto, o serviço pode ser acessado diretamente no site.
"Se uma pessoa for salva por ter usado o Quickmed, já vai ter valido à pena", afirma Thiago.
Boaconsulta.com
Alguns serviços online ligados à área médica já operam há algum tempo no Brasil. Um exemplo disso é o Boaconsulta.com, criado em março de 2012.
Adriano Fontana, do Boaconsulta.com: "A maioria dos agendamentos, profissionais e pacientes hoje estão em São Paulo"
 Adriano Fontana, do Boaconsulta.com: "A maioria dos agendamentos, profissionais e pacientes hoje estão em São Paulo"

Por meio desse site, o usuário consegue agendar consultas em médicos de mais de 100 diferentes especialidades. Além disso, é possível buscar apenas os profissionais conveniados a um determinado plano de saúde ou aqueles que estão mais próximos de um determinado endereço.
"A maioria dos agendamentos, profissionais e pacientes hoje estão em São Paulo", explicou em entrevista à EXAME.com Adriano Fontana, um dos sócios do Boaconsulta.com.
Cada médico conveniado ao site paga uma mensalidade que serve de fonte de receita do serviço. Em 2015, os sócios esperam intensificar a presença do Boaconsulta.com no Rio e lançar o app do site para Android - após o anúncio da versão para iOS na penúltima semana de novembro.
"Esperamos que só o app para iOS aumente em 40% o número de consultas agendadas já nos próximos 3 meses", revelou Fontana.