ABI - Associação Brasileira de Imprensa

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Liberdade de Expressão e Ética

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Gilberto Carvalho diz que caso de aeroporto que envolve Aécio é apenas a ponta do iceberg - Ministro disse que tucano terá dificuldade para explicar esse episódio e outros.


O ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, fez duras críticas ao candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, em entrevista Carvalho afirmou que as explicações de Aécio sobre o caso envolvendo a construção de um aeroporto em Cláudio (MG), num terreno que pertenceu a seus familiares, não está explicado e que o tucano ainda terá problemas para explicar “outras coisas”.

Acho que absolutamente não está explicado (o caso do aeroporto). E vai ser muito difícil explicar essas e outras coisas que aconteceram em Minas Gerais nos últimos tempos. Aquilo que conheço da minha relação com companheiros de Minas Gerais, o governador (Aécio) vai ter dificuldade de explicar muitas coisas... O aeroporto é apenas a ponta do iceberg de um tipo de prática que marcou aquele governo - disse Gilberto Carvalho, que concedeu entrevista no sítio do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), em Luziânia (GO), onde foi participar de um encontro com movimentos sociais.

O ministro afirmou que quem conhece de perto a gestão de Aécio Neves em Minas sabe que não é um exemplo a ser seguido. Ele afirmou ainda que, em Minas, foi criada uma barreira de proteção a Aécio, que contou com a ajuda da imprensa local.

Longe de ser aquilo que se propalava, de ser um governo modelo e exemplo de responsabilidade fiscal, quem conhece um pouco mais de perto sabe que não é. Acho que é papel da imprensa, e de qualquer cidadão nessa hora, trazer à tona questões desse tipo (do aeroporto), e de todos os candidatos, inclusive do governo federal. Isso para que a população conheça quem de fato são os candidatos e sua prática efetiva. É muito fácil agora sair vendendo promessas que tentam ganha o voto. Outra coisa é comprovar, na prática, o modo de governar. É fazer uma comparação. A profundidade entre o que foi o governo de Minas Gerais. Não a versão da imprensa local lá, mas a versão real, e não na versão dos governantes. A comparação com o governo Dilma vai ser pedagogicamente importante para o país - afirmou o ministro.

A barreira de proteção ao governo (Aécio Neves) foi tão grande que a população do país não conhece o que se passou em Minas Gerais efetivamente.

Carvalho também criticou o comunicado do banco Santander, endereçado a correntistas com maior poder aquisitivo, na qual a instituição criticava o governo Dilma Rousseff e não aconselhava o voto na petista. O ministro considerou o fato lamentável e que o Santander pensou apenas em seus clientes e não no país.

O banco já se apressou em fazer uma reparação, mas é lamentável essa prática de alguns agentes econômicos se acharem donos da realidade e pretendem dirigir a política de acordo com seus interesses. Penso que, felizmente, é uma minoria dos agentes econômicos que tem esse tipo de descuido. E, definitivamente, está na hora dessa gente entender que os interesses comuns são mais importantes que o próprios e os de seus acionistas. Que a irresponsabilidade de quem fez isso não se repita - disse Carvalho, que comparou o procedimento do Santander com a relação do governo com os movimentos sociais.

Quando um movimento social faz uma pressão contra o governo, ele é criminalizado imediatamente. Prova disso foi nosso encontro com o MTST, que foi um acordo importante para garantir a paz na abertura Copa. Quando é da parte de grandes conglomerados que se faz essa pressão, não se faz o mesmo juízo. Esse exemplo do Santander é um não exemplo a ser seguido por ninguém. Demonstra uma arrogância e uma intenção de tirar proveito da realidade apenas para si e para seus acionistas, o que é lamentável - disse.

PSDB: CRÍTICAS DE CARVALHO A AÉCIO SÃO ATO DE IMPROBIDADE

O coordenador jurídico da campanha de Aécio Neves, o deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP), afirmou na tarde desta segunda-feira que o partido irá acionar juridicamente Gilberto Carvalho. Para os tucanos, ao criticar Aécio Neves em pleno horário de expediente, e fazer campanha para Dilma Rousseff, Carvalho cometeu um ato de improbidade.
É nefasto que um ministro, em horário de expediente, use esse esse tempo para fazer campanha eleitoral para a presidente Dilmar Rousseff. É um evidente ato de improbidade e fere os princípios da administração e da moralidade. Vamos acioná-lo - disse Sampaio.
Carvalho afirmou que a o caso associando Aécio ao aeroporto em Cláudio (MG) é apenas a "ponta do iceberg" da gestão do ex-governador mineiro.Gilberto Carvalho tem um iceberg inteiro à mostra e contra si, que é a morte de Celso Daniel (ex-prefeito de Santo André e que era do PT) - disse Sampaio.
- E o assunto aeroporto já foi devidamente esclarecido e explicado - afirmou o coordenador do PSDB.

Começam a aparecer as mentiras do Aecinho. Além de construir, enquanto governador, um aeroporto nas terras da família com dinheiro público, as chaves ficam com a família. Mentiu, ainda usou a pista de pouso diversas vezes, mesmo sem estar liberada pela ANAC. Mentiroso, não respeita regras, usa dinheiro público nas suas fazendas. É isso que querem como presidente?

Começam a aparecer as mentiras do Aecinho. Além de construir, enquanto governador, um aeroporto nas terras da família com dinheiro público, as chaves ficam com a família. Mentiu, ainda usou a pista de pouso diversas vezes, mesmo sem estar liberada pela ANAC. Mentiroso, não respeita regras, usa dinheiro público nas suas fazendas. É isso que querem como presidente?

O candidato do PSDB à Presidência Aécio Neves admitiu na noite desta quarta-feira que usou várias vezes o aeroporto de Cláudio, construído durante sua gestão no governo de Minas Gerais, em terras desapropriadas de um parente e a seis quilômetros de uma fazenda da família. De acordo com o tucano, ele ainda não havia comentado sobre a utilização da pista por considerar a informação “irrelevante”.

Não tenho absolutamente nada a esconder (sobre o uso da pista). Esse aeródromo eu já usei várias vezes. Antes dessa pista ser asfaltada, nos últimos 30 anos, desde a minha juventude, que ele era usado por empresários, fazendeiros, pessoas da região. E depois da conclusão da obra, quando eu já não era mais governador do estado, pousei ali algumas poucas vezes em avião da minha família, para ser mais específico do Gilberto Faria, que era casado com a minha mãe. Se algum equívoco houve, certamente eu posso reconhecer e não ter me preocupado em examinar em que estágio o processo de homologação está. Este é um equívoco e eu quero reconhecer — declarou.

Aécio também defendeu a obra, e disse que a pista é “100% legal”, mas avaliou que cometeu um “equívoco” por não ter observado a questão da não homologação da pista pela Agência Nacional de Aviação (Anac). O tucano se justificou afirmando que, ao analisar a construção do aeroporto, não considerou que a homologação seria um problema, e que observou somente a “demanda da comunidade local”.

— Meu erro foi ter feito isso com o olhar da comunidade local, não com olhar de beneficiar parentes. Pode ter sido um equívoco? Pode. Mas não fiz nada para beneficiar minha família. A fazenda que temos lá perto tem 30 alqueires com alguns pés de café que vai ser dividida entre três irmãos. Nunca houve essa visão de valorizar nada — defendeu-se e complementou: — Deveria ter buscado mais informações sobre isso (referindo-se a homologação). O que quero reafirmar é que a questão fulcral é: a obra faz parte de um projeto de desenvolvimento do estado.

Aécio também criticou o fato de parentes seus terem a chave do aeroporto, como descrito na matéria publicada pelo jornal “Folha de S.Paulo”. O tucano reforçou que a responsabilidade pela pista é da prefeitura de Cláudio.

— Isso é um erro absurdo! Eu soube depois que o prefeito dá a chave do aeroporto para umas cinco ou seis pessoas que usam o aeroporto. Se fez isso foi um erro, ainda mais para um parente meu!

AÉCIO TAMBÉM COMENTA PISTA EM MONTEZUMA

O presidenciável também comentou sobre a pista construída pelo ex-governador Francelino Pereira em Montezuma, perto de uma fazenda do seu pai, Aécio Cunha. Segundo Aécio, a demanda foi por conta da existência na região de um polo de águas termais na região.

— Desci lá uma vez há cerca de 10 anos — disse. — Outra alternativa seria ignorar a demanda da comunidade, ou ter feito em outra área mais montanhosa. Talvez se não tivesse próximo a terras de parentes não teria essa celeuma toda.

O tucano lembra que construiu durante seu governo no estado seis mil quilômetros de rodovias e ligou 225 cidades, mas deixou de fora um estrada que ligada Montezuma a fronteira da Bahia justamente para não ser acusado de beneficiar a família.

Ao concluir o assunto, o tucano disse que não acredita que a polêmica possa prejudicar sua imagem na campanha.


— Não posso acreditar em algo avassalador. Incomoda? Incomoda porque não estava explicado. Se houve uma coisa de forma inadvertida, foi não ter observado a questão da homologação da pista pela Anac. Ao longo da minha vida sempre tive um cuidado extremado em separar o público e o privado — disse Aécio, reafirmando entender que um homem público tem que dar explicações, mas também o direito de ver essas explicações chegarem a população.



http://oglobo.globo.com/brasil/aecio-admite-uso-do-aeroporto-de-claudio-reconhece-que-houve-equivoco-13437181

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