A Beira Mar

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domingo, 7 de fevereiro de 2016

'Tenho que voltar para o futebol', diz Mourinho em primeira entrevista pós-demissão

Em sua primeira entrevista após ser demitido do Chelsea em dezembro de 2015, Mourinho disse à revista britânica GQ que não está feliz com as "férias forçadas".
Jose Mourinho Chelsea Leicester Campeonato Ingles 14/12/2015
"Não, não estou aproveitando. Eu posso ter tudo que eu amo ao mesmo tempo. Minha família, amigos, minha vida tranquila e posso ter também meu futebol. Eu acho que posso ter tudo junto e não preciso desistir de uma delas. Para ser inteiramente feliz, eu preciso de tudo, então tenho que voltar para o futebol", afirmou o técnico.
Mou se disse fã da cidade de Londres e que continuará lá enquanto não estiver trabalhando.
"Três anos atrás, nós tomamos a decisão de voltar para Londres e eu organizei minha vida profissional em torno disso. É um lugar incrível para viver e para meus filhos estudarem. [...] Nesse momento eu não tenho um trabalho e não sei onde o futebol pode me levar. Mas com certeza, para a família, nossa casa continuará sendo Londres.".
O português se disse motivado pela competição, buscando sempre os melhores campeonatos do mundo. "Eu experimentei Inglaterra, Itália e Espanha, três dos maiores polos de futebol do mundo. Na Espanha eu tinha um time incrível, mas tínhamos apenas quatro jogos por ano, contra o Barcelona. [...] Era fácil ganhar partidas, mas difícil ser campeão. Eu fui campeão espanhol com 100 pontos e perdi a liga com 91. Na Inglaterra você é campeão com 75, até menos. Eu preciso de mais competição", declarou The Special One. 
Cotado no Manchester United, Mourinho ainda disse não ser completo. "Eu sempre tenho algo a aprender. Até no futebol, que é uma área que eu me sinto bem especialista. Eu nunca sou perfeito. As vezes no meu trabalho e na minha vida pessoal, as pessoas acham que não sou humilde, mas eu sou. Sempre estou pronto para aprender daqueles que sabem mais do que eu", completou o português.

Gracyanne Barbosa revela detalhes de sua fantasia para o Carnaval: " Cheia de penas de faisão"

Gracyanne Barbosa

Gracyanne Barbosa fará sua estreia na Portela, como Rainha de Bateria, no dia 8 de fevereiro, segundo dia de desfiles do Rio de Janeiro. Dona de um corpo escultural, a esposa de Belo revelou que, além de destaque na Avenida, também faz sucesso fora dela. 
Veja fotos de Gracyanne Barbosa no ensaio técnico da Portela
Inclusive, a modelo contou que sempre pedem para apalpar seu bumbum avantajado de 106cm. "Perguntam como o meu bumbum pode ficar assim tão para cima e confessam que tinham dúvida se era falso [risos]. Meu bumbum não tem silicone, gente! É de verdade", assegurou à revista “Quem”.
Gracyanne Barbosa sambou muito na Sapucaí no ensaio técnico
Para manter a boa forma, a morena segue uma dieta rigorosa à base de batata doce, clara de ovo, peito de frango, peixe e salada: “Eu gosto de malhar, mas costumo dizer que a prioridade é a alimentação. Não adianta você ir à academia e se matar e não cuidar do que come”.
Gracyanne Barbosa sambou muito na Sapucaí no ensaio técnico
Sobre o desfile, Gracyanne diantou que sua fantasia será bem cara, mas não revelou o valor. “Vou estar de biquíni, mas não vou mostrar muito porque o costeiro é grande. Mas nem por isso o figurino será menos luxuoso. É cheio de penas de faisão", adiantou.
Gracyanne Barbosa sambou muito na Sapucaí no ensaio técnico

Integrante da Vai-Vai é acusado de agredir técnico de som no Anhembi

Vai-vAI

Um integrante da Vai-Vai (cujo nome não foi divulgado) teria agredido um técnico do Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, na madrugada deste domingo (7), logo no início do desfile da escola de samba do Bixiga.
Depois de tocar uma sirene, os integrantes deram o tradicional grito de guerra. Logo em seguida ocorreu um problema com o som. Descontrolado, o rapaz teria subido na torre e batido no responsável por cuidar do equipamento sonoro.
Se for confirmada a agressão, a direção da Liga das Escolas de Samba de São Paulo poderá punir a Vai-Vai com a perda de três pontos. De acordo com a TV Globo, a Liga anunciará a decisão somente na próxima terça-feira (9), após uma reunião com todos os presidentes de escolas.

Irmã de Neymar chama atenção com sobrancelha marcada e seguidores não perdoam: "Que exagero"

Rafaella Santos

Rafaella Santos, irmã do jogador Neymar, curtiu a folia no desfile das escolas de samba do Grupo A do Rio de Janeiro, na madrugada deste domingo (7). Porém um pequeno detalhe nas fotos da gata chamou atenção de seus seguidores. Suas sobrancelhas marcadas.
Nas redes sociais, então, seus admiradores não aguentaram e passaram a comentar suas imagens fazendo algumas críticas ao estilo. “E essa sobrancelha? Que exagero! 100% natural: só que não!”, comentou um seguidor. “Não tem espelho em casa, flor?”, indagou outro.
Ainda assim, claro, havia quem não estava ali apenas para criticar e também elogiou a irmã do craque do Barcelona, da Espanha. “Deusa”, elogiou um admirador. “Maravilhosa”, disse outro.

Geisy acusa Marchiori de dar o golpe da barriga e socialite ataca: “Nem manobrista te quer”

<p>Geisy Arruda e Val Marchiori ‘lavaram a roupa suja’ na transmissão do Carnaval pela RedeTV!, na madrugada deste domingo (7). A repórter acusou a socialite de ter dado o golpe da barriga e foi detonada pela loira.</p><p>Tudo começou quando a apresentadora da atração, Flávia Noronha, atiçou a curiosidade do público ao contar, ao vivo, que as beldades haviam se desentendido no programa da última sexta-feira (5).</p><p>“Muita gente falou no meu Instagram que você [Geisy] e a Val Marchiori não estavam em um bom clima ontem [dia 5] à noite. Falaram que a Val foi rude com você [Geisy] em alguns momentos. E que você deu algumas alfinetadas nela. O que aconteceu? Vamos lavar a roupa suja!”, provocou a jornalista.</p><p>Geisy não deu detalhes de como o desentendimento começou, contudo, fez comparações entre ela e Val.</p><p>“É porque a nossa querida Val é muita ostentação, eu sou mais classe C, mais humilde. Ela é uma perua, não é, gente? E eu sou mais pé no chão. Por isso não bateu”, explicou.</p><p>Marchiori, então, defendeu-se: “Há controvérsias. Primeiro que eu não sou perua. Eu nasci em uma família muito ‘pobrinha’. Ser elegante é uma coisa, ser perua é outra...”. </p><p>Nelson Rubens, que acompanhava a troca de farpas do estúdio, quis saber de Geisy se ela também não era uma perua quando usou o polêmico vestido rosa, que lhe trouxe fama.</p><p>Sem papas na língua, Geisy atacou: “Olha, eu acho que entre usar um vestido rosa e dar o golpe da barriga, eu acho melhor usar o vestido cor-de-rosa. Digamos que a Val é conhecida por seus casamentos...”.</p><p>Val não gostou nada das insinuações e atacou Geisy: “Eu nunca tive casamentos. Tive um só e já era muito rica. Você não tem ‘know how’ [conhecimento, habilidade] nem para isso. Porque ninguém te quer. Nem segurança, nem manobrista te quer, porque você é muito ruim, querida”.</p><p>Com o clima exaltado, Flávia decidiu encerrar o assunto e prosseguiu com a cobertura do Carnaval.</p><p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Pvte21T0r0E&feature=youtu.be">Assista aqui</a></p>
Geisy Arruda e Val Marchiori ‘lavaram a roupa suja’ na transmissão do Carnaval pela RedeTV!, na madrugada deste domingo (7). A repórter acusou a socialite de ter dado o golpe da barriga e foi detonada pela loira.
Tudo começou quando a apresentadora da atração, Flávia Noronha, atiçou a curiosidade do público ao contar, ao vivo, que as beldades haviam se desentendido no programa da última sexta-feira (5).
“Muita gente falou no meu Instagram que você [Geisy] e a Val Marchiori não estavam em um bom clima ontem [dia 5] à noite. Falaram que a Val foi rude com você [Geisy] em alguns momentos. E que você deu algumas alfinetadas nela. O que aconteceu? Vamos lavar a roupa suja!”, provocou a jornalista.
Geisy não deu detalhes de como o desentendimento começou, contudo, fez comparações entre ela e Val.
“É porque a nossa querida Val é muita ostentação, eu sou mais classe C, mais humilde. Ela é uma perua, não é, gente? E eu sou mais pé no chão. Por isso não bateu”, explicou.
Marchiori, então, defendeu-se: “Há controvérsias. Primeiro que eu não sou perua. Eu nasci em uma família muito ‘pobrinha’. Ser elegante é uma coisa, ser perua é outra...”.
Nelson Rubens, que acompanhava a troca de farpas do estúdio, quis saber de Geisy se ela também não era uma perua quando usou o polêmico vestido rosa, que lhe trouxe fama.
Sem papas na língua, Geisy atacou: “Olha, eu acho que entre usar um vestido rosa e dar o golpe da barriga, eu acho melhor usar o vestido cor-de-rosa. Digamos que a Val é conhecida por seus casamentos...”.
Val não gostou nada das insinuações e atacou Geisy: “Eu nunca tive casamentos. Tive um só e já era muito rica. Você não tem ‘know how’ [conhecimento, habilidade] nem para isso. Porque ninguém te quer. Nem segurança, nem manobrista te quer, porque você é muito ruim, querida”.
Com o clima exaltado, Flávia decidiu encerrar o assunto e prosseguiu com a cobertura do Carnaval.
https://www.youtube.com/watch?v=Pvte21T0r0E&feature=youtu.be

PF suspeita que Renan recebeu propina em forma de doação

A Polícia Federal (PF) aponta indícios de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em pedidos de doação de campanha em 2014 feitos pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, e Romero Jucá (PMDB-RR), segundo vice-presidente da Casa. Doações de R$ 3 milhões solicitadas aos filhos dos senadores podem se configurar propina, de um pacote de R$ 30 milhões acertado entre o senador Edison Lobão (PMDB-MA), ex-ministro de Minas e Energia, e o dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa, conforme a suspeita da PF em relatório ao qual O GLOBO teve acesso.
A PF sustenta que a propina teria sido acertada a partir de contrato obtido pela UTC nas obras da usina nuclear Angra 3, em Angra dos Reis (RJ). A suspeita da PF é que os "elementos amealhados" no caso da Petrobras, com propina travestida de doação oficial de campanha, "autorizam a suspeitar que a mesma sistemática tenha sido utilizada no âmbito da Eletronuclear".
Diante desses indícios, o delegado da PF Thiago Machado Delabary encaminhou ofício ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki pedindo a ampliação de inquérito que já investiga Lobão, com a inclusão de Renan e Jucá no rol de investigados. Teori é o relator dos processos da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), inclusive desse inquérito. O procedimento teve tramitação oculta no tribunal e todos os documentos eram mantidos sob sigilo.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, considerou "essencial a extensão das investigações do inquérito para alcançar o recebimento de vantagens indevidas por membros do Congresso Nacional vinculados ao PMDB como decorrência da contratação de consórcio para obras em Angra 3, particularmente os senadores Renan Calheiros e Romero Jucá". Em 8 de setembro de 2015, Teori determinou a ampliação das investigações e a inclusão de Renan e Jucá no rol de investigados.
O pedido da PF ao STF apontou ainda a necessidade de investigar as doações feitas pela UTC à campanha de Renan Filho (PMDB), o filho do presidente do Senado eleito governador de Alagoas em 2014, e de Rodrigo Jucá (PMDB), filho de Romero Jucá derrotado nas últimas eleições em Roraima – ele foi candidato a vice-governador na chapa de Chico Rodrigues (PSB). Na decisão de Teori, a ampliação do escopo do inquérito não incluiu os filhos dos senadores.
Registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que a direção do PMDB em Alagoas recebeu doações de R$ 1 milhão da UTC. Já a direção do partido em Roraima foi financiada em R$ 1,5 milhão pela empreiteira.
O inquérito autorizado pelo STF já investigava um suposto pedido de propina de Lobão no valor de R$ 30 milhões, dinheiro que deveria ser destinado a campanhas eleitorais do PMDB em 2014. Desse total, R$ 1 milhão teria sido entregue em espécie a André Serwy, filho de um ex-sócio de Lobão, conforme delação premiada de Ricardo Pessoa. O delator afirmou que o acerto foi feito pessoalmente com Lobão e que seria uma contrapartida a contrato obtido pelo consórcio UNA 3 – integrado por UTC, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Odebrecht – para executar montagem eletromecânica de Angra 3, no valor de R$ 1,75 bilhão.
Renan e Jucá procuraram Pessoa depois desse suposto acerto e pediram doações aos filhos, de R$ 1,5 milhão cada, em jantares em hotéis de luxo em São Paulo. Ao fim da conversa, Renan teria citado o contrato da UTC em Angra 3. A PF suspeita que os pedidos foram "em razão da contratação do consórcio" para obras da usina nuclear.
"Contribuições financeiras solicitadas a Ricardo Pessoa pelos senadores da República Renan Calheiros e Romero Jucá para as campanhas políticas de seus respectivos filhos, em 2014, poderiam configurar, em tese, os delitos de corrupção e lavagem de dinheiro", cita o pedido da PF encaminhado ao STF. "Há indicativos de que tais contribuições tratam-se, em verdade, de vantagens indevidas solicitadas por integrantes da alta cúpula de partidos políticos em razão do mero fechamento de contrato com diretoria cujo cargo é ocupado por pessoa supostamente indicada pelo referido partido. Tanto é que Ricardo Pessoa afirmou que faria o desconto dos valores disponibilizados aos filhos dos senadores do montante que havia se comprometido de pagar a título de propina (R$ 30 milhões)".
Ainda conforme a PF, a Lava-Jato já demonstrou ser "lugar-comum" o pagamento de contribuições a campanhas eleitorais em função de contratos de empreiteiras com a Petrobras. Cinco elementos foram listados no ofício do delegado Delabary para justificar a inclusão de Renan e Jucá no rol de investigados, juntos com Lobão. Um deles é o fato de o então presidente da Eletronuclear, Othon Luis Pinheiro, ter sido indicado ao cargo pelo PMDB. Othon foi preso numa das fases da Lava-Jato e é réu na Justiça Federal em Curitiba por conta de suposto recebimento de propina de empreiteiras contratadas em Angra 3.
O ofício ao STF cita trecho do depoimento de Pessoa em que ele disse ter ouvido de Othon: "Vocês estão muito bem qualificados, vão ganhar, então vocês vão precisar contribuir para o PMDB". Um terceiro elemento, conforme a PF, foi a orientação do então presidente da Eletronuclear para que o empreiteiro procurasse Lobão, "que teria pressa em agilizar a contratação antes das eleições de 2014".
O dono da UTC afirmou que foi nesse encontro que acertaram os R$ 30 milhões. Pessoa disse ter entendido que "qualquer contribuição oficial para as campanhas políticas nas eleições de 2014, em relação ao Senado, destinadas ao PMDB, seriam uma contrapartida pelo contrato de Angra 3".
"Há fundados indícios de que é indevida a solicitação e o recebimento de uma vantagem econômica decorrente da mera formalização de um contrato com órgão público. Também há fundados indícios de que tais pagamentos só foram solicitados em razão da função pública exercida pelos mesmos, de senadores da República, inclusive pertencentes à alta cúpula de um partido político que indicou o presidente da Eletronuclear", escreveu a PF no ofício ao STF. Os mesmos fatos imputados a Lobão podem implicar Renan e Jucá, conforme o delegado, "ainda que praticados em momentos distintos".
A partir da autorização do STF de ampliação do inquérito, a PF vem executando uma série de diligências relacionadas aos dois senadores. Jucá prestou depoimento à polícia em 11 de novembro, na condição de investigado. No mesmo dia também compareceu à PF Rodrigo Jucá.
O senador afirmou não ter mantido relações pessoais com Pessoa e disse ter estado uma única vez com o empreiteiro, no Hotel Fasano em São Paulo. Foi em 21 de agosto de 2014, quando pediu doação ao PMDB de Roraima. O parlamentar "credita essa doação ao respeito e importância de política (sic), pelo trabalho que desempenha como senador, sendo esse o modelo atual de doações", registra o depoimento. Jucá negou ter feito menção a Angra 3 quando conversou com Pessoa.
O filho do senador atribuiu ao pai, "presidente do partido em Roraima", a captação de doações para campanhas eleitorais. Ele disse não saber quem foi o principal doador de sua campanha a vice-governador e afirmou que não conhece "pessoalmente" o dono da UTC.
A PF também já fez a identificação de três assessores de Renan, apontados como responsáveis pela marcação de jantares do senador com o empreiteiro e também por acertos de doações de campanha. São eles: Everaldo França Ferro, assessor legislativo no gabinete do senador; Marcus Antônio Amorim dos Santos, ajudante parlamentar intermediário do gabinete; e Bruno Mendes, ex-assessor de Renan. A PF apontou em relatório produzido sobre os assessores que Bruno é sócio de um escritório de advocacia e de uma empresa de consultoria. Também relatou indiciamentos em inquéritos policiais, sem detalhar sobre o que se trata.
A polícia expediu ofício ao Hotel Unique, em São Paulo, para saber se Pessoa, Renan e Jucá se hospedaram no hotel. O dono da UTC delatou que costumava jantar com Renan nos hotéis Unique e Emiliano e que "normalmente pagava a conta dos jantares". O Unique informou à PF que Pessoa não se hospedou no hotel entre 2011 e 2014. Renan ficou hospedado entre 13 e 18 de abril de 2011. Jucá, entre 6 e 8 de abril de 2011.

Casos de doença neurológica associada ao zika aumentam no Rio

<p>Hospital em Niteroi atendeu 16 pacientes só este ano, sendo que a média anual histórica é de cinco.</p>

O Hospital Universitáro Antônio Pedro, da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ), já atendeu esse ano, em pouco mais de um mês, 16 casos de pessoas com a síndrome de Guillain-Barré, doença neurológica que tem sua infecção associada ao zika - a média histórica é de cerca de cinco por ano.
De acordo com o jornal O Globo, seis pessoas pessoas estão internadas com o problema no momento. Todas contraíram o zika no Estado do Rio de Janeiro e, alguns dias depois, passaram a apresentar síntomas da síndrome. Houve quem ficasse totalmente paralisado.
O pesquisador Osvalo Nascimento, coordenador e pesquisa e pós-graduação em Neurologia da UFF, disse ao jornal O Globo que os casos de Guillain-Barré associados ao zika parecem ser mais severos do que os "clássicos" da síndrome. "O número de doentes que chegam a nós aumentou muito. Só em janeiro foram seis casos graves e outros dez com sintomas menos severos, que não necessitaram de internação", disse.

Bebês com microcefalia são abandonados em Madureira, no Rio


Três bebês com microcefalia foram abandonados em Madureira, bairro da Zona Norte do Rio. Mas, segundo o jornal O Globo, uma juíza da Vara de Infância e Juventude conseguiu convencer as mães a aceitarem seus bebês de volta.
O caso, segundo a publicação, motivou o secretário municipal de Desenvolvimento Social, Adilson Pires, a marcar, para depois do carnaval, uma reunião com quatro juízes de Infância e Juventude.

Laércio causa revolta nas redes sociais ao se autointitular efebófilo

Confinado na casa do "Big Brother Brasil 16", Laércio segue causando polêmica do lado de fora do reality show. Internautas descobriram que o designer de tatuagem curte páginas de armas e que falam de supremacia racial e nazismo no Facebook.
O curitibano, que foi chamado de pedófilo por Ana Paula, também chamou atenção ao dar like na fanpage de uma participante do "MasterChef Júnior", de 12 anos de idade, que sofreu com comentários de cunho sexual na web, em 2015.
Além disso, o brother causou revolta ao publicar, em 2013, um post com foto de uma jovem de cabelo azul intitulada "Peito, bunda e conteúdo".
Ao ser chamado de pedófilo por um internauta, Laércio respondeu: "Efebófilo [risos]".
Efebófilo, para quem não sabe, significa "adulto que tem uma atração sexual primária por adolescentes pubescentes ou pós-pubescentes (geralmente entre 12 a 17 anos)".
<p>Discreto no confinamento, Laércio abriu o coração durante conversa com Ronan, na última terça-feira (26). O curitibano contou que não gostava de estudar e que foi expulso de casa pelo pai duas vezes.</p><p>"Eu só tirava nota baixa. Quando tinha 14 anos meu pai me expulsou de casa. Ele falou que eu não era filho dele", relembrou.</p><p>O designer de tatuagem revelou ainda que ficou alguns dias na rua até uma tia o acolher: "Ela era um anjo". </p><p>Com os olhos marejados, o brother disse que seu pai o chamou de volta para casa. No entanto, após se aposentar como militar, começou a beber muito e expulsou o brother pela segunda vez: "Falei que ele só vivia bêbado".</p><p>Vítima de bullying na infância, Laércio afirmou que sua participação no "BBB16" tem um motivo.</p><p>"Tudo o que está acontecendo é por algum motivo. Bati muito a cabeça, sofri bastante desde criança com bullying, tomei decisões erradas, mas, agora, eu já estou em um nível de maturidade que, isso que está acontecendo, eu vejo como uma espécie de recompensa. Aquela coisa do Karma", completou.</p>

Diagnosticada com câncer, Jéssica Lopes, a Peladona de Congonhas, é internada às pressas: "Tenho fé que vou sair dessa"

Jéssica Lopes, a Peladona de Congonhas

Conhecida como a Peladona de Congonhas, Jéssica Lopes passou mal na tarde do último sábado (6) e foi internada às pressas em São Paulo. A Miss Bumbum Inglaterra está em tratamento contra um câncer de colo de útero. Por isso, inclusive, ficou de fora do Carnaval paulista, onde representaria a Império de Casa Verde.
“Tenho fé que vou sair dessa, estou com medo. Estou sendo medicada e entrei no oxigênio por estar com muita falta de ar”, disse a bela.
A gata revelou que há dois anos fez um exame preventivo e foi diagnosticada com uma ferida no colo do útero. Com sangramentos, precisou passar por uma cauterização.
“Tive outras feridas depois e outras cauterizações no útero. O médico disse que essas feridas são sinais de pré-cânceres. É preciso fazer um acompanhamento constante e eu me descuidei. Não fiz o último preventivo na data que tinha que ser feito e quando descobri, já estava com o câncer no colo. Tive que fazer uma biopsia”, detalhou.

André Marques aproveita Carnaval de Salvador com loira no trio elétrico.

André Marques curte Carnaval de Salvador ao lado de loira nesta sexta-feira, 05 de fevereiro de 2016

André Marques desembarcou em Salvador nesta sexta-feira (5) para curtir o Carnaval na capital baiana e já virou assunto: depois de beijar uma participante anônima do "Amor e Sexo", o apresentador foi clicado ao lado de uma loira em cima do trio da banda Psirico, que agita o circuito Barra Ondina nesta noite.
Criticado por sua postura diante da participação do ex-BBB Laércio no "Mais Você", André preferiu um look descontraído para aproveitar a folia: regata cavada preta, exibindo sua boa forma - sempre elogiada nas redes sociais - e chapéu. O papo entre os dois parecia muito animado, com direito a risadas e expressões de surpresa.
André dançou música que promete ser hit do Carnaval: André, que chegou a ser apontado como affair de Aline Riscado e negou o romance, aproveitou o período em que substituiu Ana Maria Braga no matinal da Globo para se preparar para o Carnaval. Durante uma participação de Tays Reis, autora da música no programa, André brincou: "Como vou dar um pulinho em Salvador no Carnaval, eu fui treinar. Mas tem um negócio do contratempo quando bate o pé e vira que é meio complicado para mim". No entanto, ele acabou se rendendo ao "Trá-trá-trá".


Você passou a vida inteira cantando esses axés de forma errada

Na hora da folia, a gente se empolga tanto que acaba nem cantando direito a letra de algumas músicas. Por isso, resolvemos revelar o que dizem alguns hits e que a gente nunca percebeu. Confira:
Me Abraça - Banda Eva
A primeira frase é fácil, mas a segunda...
"Quando você passa eu sinto o seu cheiro
Aguça meu faro e disparo em sua caça Iaiá
O tempo inteiro a te admirar
Perco o tino paro de pensar
Seguindo os seus passos aonde quer que vá"
É melhor abraçar e beijar mesmo.
Levada Louca - Banda Eva
Tem festa onde? Batuque onde? O que eu vou levar?
"Tem festa no Candeal
Batuque no Canjerê
Eu vou levar meu timbal
Tocar samba pra você
Não fico quieto quando vejo num boteco
Tamborim com reco-reco, xequerê a chacoalhar "
Canto da Cidade - Daniela Mercury
Hino do axé music, e a gente passa a vida toda cantando errado... Ou você sabia é mesmo que era "O guetoa ruaa fé"? Até "Tatuapé" eu já achei que fosse!
"A cor dessa cidade sou eu
O canto dessa cidade é meu
A cor dessa cidade sou eu
O canto dessa cidade é meu
O gueto, a rua, a fé
Lista: Você passou a vida inteira cantando esses axés de forma errada
© SBT Lista: Você passou a vida inteira cantando esses axés de forma errada
Eu vou andando a pé
Pela cidade bonita
O toque do afoxé"
Rapunzel - Daniela Mercury
Outra música de Daniela Mercury que todos cantavam errado era Rapunzel. Até que o site da TV Aratu, afiliada do SBT em Salvador, mostrou que não tinha nada de tranças de mel!
"Love as suas transas de mel
Rapunzel, rapunzel
Lá no corredor do Borel
Rapunzel, rapunzel"

Dilma exonera assessor pessoal que estava com ela há 10 anos



Tratado como filho pela presidente Dilma Rousseff, o assessor especial da presidência da República Anderson Braga Dorneles foi exonerado do cargo a pedido nesta segunda-feira, 1. O ato foi publicado no Diário Oficial da União. Ele será substituído por Bruno Gomes Monteiro. Oficialmente, a explicação no governo é que ele irá se casar e, por isso, quer voltar a morar em Porto Alegre (RS), sua cidade natal.
Em setembro de 2015, e-mails interceptados pela força-tarefa da Polícia Federal na Operação Lava Jato mostraram que o empresário Marcelo Odebrechet, preso acusado de pagar propina em troca de contratos da Odebrechet com a Petrobras, teria entrado em contato com Dorneles e Giles Azevedo, que também é assessor da petista, na véspera de Dilma se encontrar com o presidente dominicano eleito Danilo Medina, em 9 de julho de 2012.
Nas trocas de correspondência, o empresário queria que Dilma fizesse lobby do grupo na República Dominicana. Em 5 de julho daquele ano, Odebrecht escreveu para os dois assessores: "Caros Giles e Anderson, peço o favor de entregar à presidente Dilma a nota em anexo referente ao encontro dela com o presidente da República Dominicana, que segundo fui informado, será esta segunda, 9 de julho, pela manhã. Fico à disposição para qualquer informação adicional. Obrigado e forte abraço. Marcelo." Não há informações sobre se Dorneles respondeu a mensagem. Ele também não consta como investigado na Operação.
Chamado de "bebê" e "menino" pela presidente, Dorneles, hoje com 36 anos, tinha 13 quando conheceu Dilma. Ele era office-boy e ela, presidente da Fundação de Economia e Estatística, do Rio Grande do Sul.
Em Brasília, o fiel assessor trabalha com Dilma desde quando ela era ministra de Minas e Energia, no primeiro governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003.
No Palácio do Planalto, estão juntos desde o início do primeiro mandato, em 2011. Entre as suas funções, estava a de portar e manusear, especialmente nos fins de semana, o concorrido iPhone presidencial. Nos bastidores, era visto como a "voz" de Dilma e chegava até mesmo a dar conselhos à presidente.
Auxiliares da presidente negam que a saída de Dorneles tenha a ver com a Operação Lava Jato. Oficialmente, a Secretaria de Comunicação de Governo não quis comentar o assunto. Procurado pelo Estado na última semana, Dorneles disse que não comentaria o assunto. 

Roedores de unhas, atenção: até mesmo seus dentes estão sofrendo



Antes de voltar a roer as unhas, pense que todos os germes que se acumularam sob elas irão parar na sua boca: uma análise das unhas de funcionárias de hospitais revelou que os mais frequentes são o Staphylococcus e a Candida, e ambos podem produzir infecções. Para além do problema estético, a onicofagia (como se denomina na medicina esse hábito roedor da estrutura dos dedos) produz danos colaterais em outras partes do organismo, como a boca e o intestino. De fato, um estudo realizado na Universidade de Medicina de Breslávia (Polônia), com 339 estudantes, detectou pior qualidade de vida entre quem mordiscava as unhas. Segundo explica a doutora Rosa Ortega del Olmo, dermatologista e professora na universidade de Medicina de Granada, essa parte do corpo não é tóxica em si mesma, “o que realmente é danoso são os germes ou substâncias tóxicas que tenham sido tocados e que podem acumular-se nessa zona”.
O problema mais frequente da onicofagia, segundo afirma, é a alteração que produz na anatomia da unha (costuma ficar mais larga e mais curta), além de originar feridas ao redor dela, que, em ocasiões, chegam a ficar infectadas. A deformação pode até mesmo ser confundida com problemas mais sérios, como a artrite psoriásica, o que dificulta o trabalho de diagnóstico dos médicos, como se observa neste caso prático publicado na revistaReumatología Clínica. Mas, além disso, o hábito de roer as unhas é o responsável por outras alterações que nem passam pela cabeça das pessoas.

1. Feridas em dedos

As pessoas que roem as unhas de forma constante chegam a lesionar o leito ungueal (tecido sobre o qual elas se assentam) e, conforme explica Anna Medvedeva, médica de família e membro do Grupo de Trabalho de Dermatologia da Sociedade Espanhola de Médicos de Atendimento Básico (SEMERGEN), “aqueles que possuem o hábito mais agressivo podem provocar hemorragias subunguenais que levam à perda de toda a unha”, embora também pondere que, de modo geral, ela volta a crescer. Essa mania costuma produzir feridas nos dedos, que algumas vezes infeccionam. Em função do aspecto, observa a doutora Ortega del Olmo, sabe-se que tipo de germe causou o surto: “Em geral, se for por bactérias, aparecerá pus (líquido amarelado) e, se for por vírus, se formará uma verruga (elevação da pele); também pode haver contágio com herpes, e nesse caso aparecerá uma ferida redonda e vermelha, ou até por fungos (Cândida), que produzem inflamação e secreção embranquecida”. Ela alerta que todos esses germes podem passar para os lábios e a mucosa labial.

Não repreenda as crianças

A onicofagia é considerada um transtorno nervoso que pode ser tratado pelo psicólogo ou psiquiatra. “O recomendável é realizar um tratamento multidisciplinar, com odontologista e psicólogo, para obter melhores resultados”, diz a doutora Anna Medvedeva, que insiste ser essencial que a pessoa esteja disposta a abandonar o mordiscar para ter sucesso. Também aconselha que, em momentos de estresse ou ansiedade que levem a roer as unhas, sejam utilizados substitutos, como mascar chicletes sem açúcar ou manter as mãos ocupadas com qualquer objeto. Outra sugestão dessa especialista é dar atenção ao cuidado com as mãos e as unhas (manicure) e carregar sempre uma lixa de vidro, à venda nas farmácias, para eliminar pequenas fissuras nelas e não cair na tentação de roê-las. Além disso, existem produtos que são aplicados nas unhas várias vezes ao dia e cujo sabor amargo pode ajudar a eliminar o hábito. A dermatologista Rosa Ortega del Olmo também insiste em um ponto: “Não repreender as crianças porque, por ser um problema de origem psicológica, pode haver um efeito contrário, ou seja, ao lhes provocar angústia, podem roê-las mais ainda. O ideal é utilizar reforços positivos, premiar a criança quando não as roer”.

2. Infecções intestinais

A onicofagia favorece o contágio por parasitas intestinais, sobretudo nas crianças, população na qual são muito frequentes. Segundo a Associação Espanhola de Pediatria, existem até onze tipos de parasitas. Um dos mais conhecidos é o oxiúro, popularmente conhecido como lombriga, um verme branco e muito fino que vive em nosso corpo: “Seus ovos, que não são visiteis ao olho humano, podem estar sob as unhas; ao roê-las, passam ao aparelho digestivo e o colonizam. O principal sintoma é a comichão que produz na zona anal. Se a criança se coça, volta a infectar-se e contagia outras pessoas”, explica a doutora Anna Medvedeva. É preciso levar em conta que, segundo os dados dos especialistas, o hábito de roer as unhas é maior entre a população infantil: “Afeta 45% das crianças e 10% dos adultos, costuma começar aos 4-6 anos e aumenta até os 11 anos, momento em que inicia o descenso”, esclarece a dermatologista Ortega del Olmo.

3. Desgaste de dentes

Outra consequência de roer as unhas é o desgaste dos dentes, mais especificamente os incisivos superiores e inferiores: “Provoca microtraumatismos que desprendem partículas de esmalte, o que faz com que os dentes fiquem recortados. Em casos severos, pode haver microfraturas no bordo incisal (ponta dos incisivos)”, afirma Samia Recio Conde, odontologista e especialista em ortodontia na Clínica Valrestón, em Madri. A especialista também menciona outros problemas: o apinhamento dos dentes, originado pela pressão que se exerce sobre eles ao se roer as unhas de forma contínua, e cuja solução passa pela colocação de um aparelho de ortodontia para que voltem a seu lugar; e o desprendimento dos amálgamas: “Se existem obturações nos incisivos superiores e inferiores, podem romper-se pela pressão dos dedos e pelo mordiscar contínuo, que faz com que os dentes se choquem entre si”, diz.

4. Alteração na mandíbula

Um estudo realizado na Índia com 240 adolescentes encontrou associação entre o hábito de roer as unhas e transtornos na mandíbula que costumam produzir dor e problemas ao mastigar. Isso também é confirmado pela odontologista Samia Recio: “É um problema que, de fato, vemos na consulta: a posição forçada da mandíbula na roeção das unhas pode provocar alterações na articulação temporomandibular, ocasionando ruídos ao roer e dor”. Segundo explica a especialista, existem talas transparentes que cobrem todos os dentes para evitar que o paciente os roa.

5. Lesão nas gengivas

Ao mordiscar a unha podem ficar cravados pequenos pedaços delas entre a gengiva e os dentes, produzindo lesões que, nos casos mais graves, dão lugar a gengivites (inflamação das gengivas) e doença periodontal (inflamação e sangramento da gengiva e mau hálito). “Nesses casos, é necessário aplicar antibióticos e realizar raspagens na zona, além de limpeza”, indica a odontologista

Transmissão de zika por beijo não está comprovada, diz infectologista

As recentes descobertas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), sobre a presença do zika vírus em estado ativo em saliva e urina, deixa ainda grandes dúvidas, mas atestam a importância da prevenção, diz o infectologista Edmilson Migowski, da UFRJ.
Na sexta-feira, a Fiocruz levantou, com sua descoberta, a possibilidade de transmissão via oral do vírus, mas ressaltou que ainda são necessárias mais pesquisas para saber se há de fato possibilidade de infecção.
A BBC Brasil conversou com Migowski a respeito dessas novas descobertas e do que elas significam na prática:
BBC Brasil - O que significa exatamente “atestar a presença de vírus zika na saliva e na urina”, que é o que comunicou a Fiocruz?
Edmilson Migowski - A Fiocruz nos deu uma certeza e uma dúvida enorme. A certeza é que o vírus está presente na saliva e na urina. Mas daí a afirmar que este vírus pode transmitir a doença é complicado. E essa é a enorme dúvida que fica.
BBC Brasil - Por quê?
Migowski - Porque a transmissão de um vírus não é uma coisa matemática, depende de vários fatores. Por exemplo, o tubo digestivo tem um Ph muito diferente, muito mais ácido, e é repleto de enzimas que podem destruir o vírus.
O vírus só infecta se entrar na célula. E ele não entra em qualquer célula, só naquelas que têm receptores para ele. O vírus da caxumba, por exemplo, infecta as glândulas. O da hepatite B, o fígado. O fato de ter um vírus na saliva não quer dizer, necessariamente, que ele vai aderir a uma célula da mucosa da boca, como acontece com o vírus do herpes.
BBC Brasil - Mas diante da dúvida, é importante se prevenir, não?
Migowski - Sim, diante da dúvida e tendo em vista que é uma doença grave para gestantes, eu diria que as grávidas devem ter um cuidado redobrado para não se expor ao vírus, não manipular objetos de pessoas infectadas, por exemplo, não beijá-las na boca. Neste momento é o mais prudente.
BBC Brasil - A dengue tipo 4 levou cinco anos para sair de Manaus e chegar ao Rio. Já o vírus zika se espalhou rapidamente pelo país todo e também para outros países. Isso é um indicativo de que ele é transmitido de outras maneiras e não só por meio do Aedes?
Migowski - Não necessariamente. O zika se disseminou mais rapidamente do que a dengue porque pegou uma população 100% vulnerável a ele, que nunca tinha tido contato com esse vírus. A situação é diferente, não dá para comparar com a dengue. Qualquer vírus novo que entra causa um estrago muito maior.
BBC Brasil - Se ficar comprovado que a transmissão é possível pela saliva e pela urina, o que pode acontecer do ponto de vista epidemiológico?
Migowski - O zika é transmitido pelo mosquito e também por via sexual (segundo os estudos científicos mais recentes). Se ficar comprovado que pode ser transmitido também pela saliva e pela urina, ele tem um potencial muito maior de disseminação e o controle também fica mais difícil. Qualquer doença infecciosa com várias formas de transmissão tem potencial de disseminação muito maior.
BBC Brasil - Entre a saliva e a urina, qual o maior risco?
Migowski - O risco é muito maior pelo beijo, bem menos que pela urina (não é comum termos contato com a urina dos outros). Se for comprovado que é transmitido pela saliva será mais um infectante por via oral. Então teremos mais uma doença transmitida pelo beijo, como a mononucleose, a herpes
BBC Brasil - Já se pode considerar comprovada também a ligação do zika com o aumento de casos da síndrome de Guillain-Barré (uma doença rara que provoca fraqueza muscular e que, se não for tratada precocemente, pode levar à paralisia)?
Migowski - Houve aumento de casos no local onde o vírus circulou. Um estudo feito no Sudeste Asiático cita a ocorrência em 1% dos infectados, o que é um percentual alto. Se isso ficar comprovado no Brasil, serão muitos casos e vamos ter um caos nos centros de terapia intensiva.
BBC Brasil - As consequências para a saúde do indivíduo são graves?
Migowski - O quadro é reversível diante de uma abordagem precoce e não deixa sequelas. E ele é causado não só pelo vírus zika, mas também por outros, como dengue, mononucleose.
Mas, de qualquer forma, era uma doença que, inicialmente, parecia boba, inofensiva, e que está se revelando muito pior...
Costumo brincar dizendo que se eu fosse julgar e condenar todos os vírus transmitidos pelo aedes nove meses atrás, o zika pegaria a menor pena. E hoje, num novo julgamento, ele desbancaria os demais e ficaria com a maior pena.
Porque a dengue pode matar o paciente, sim, mas se o médico for habilidoso, ele não morre. E hoje eu não disponho de nenhuma ferramenta para impedir que uma mulher tenha um bebê com microcefalia, tenho que deixar ao acaso.
BBC Brasil - E o remédio que está sendo desenvolvido na UFRJ?
Migowski - Eu e o Davis Ferreira, do Instituto de Microbiologia, estamos em fase avançada de teste com um produto derivado de uma planta que pode ser uma boa ferramenta a curto prazo para reduzir a carga viral e até como prevenção.
É um extrato de planta, um suplemento alimentar, não um remédio. Não é tóxico e se revelou 100% eficaz contra dengue, febre amarela e Mayara (um primo-irmão do chikungunya). Agora vamos testar contra o chikungunya e contra o zika. Eu estou muito otimista.

tenção secretario de meio Ambiente esta na hora do senhor se levantar dessa cadeira de chefe ver o que esta acontecendo no município.

É assim que esta o canal da Avenida Jundiaí - Sumaré/ Caraguatatuba... O mal cheiro aumentou neste fim de semana... Atenção secretario de meio Ambiente esta na hora do senhor se levantar dessa cadeira de chefe ver o que esta acontecendo no município.










Caraguatatuba cade o secretario de transito que ainda não viu esta situação.


Observe neste nesta vaga que esta sendo explorado pela ZONA AZUL o perigo que os proprietários de veículos que deixam os seus carros estacionados. Esta vaga esta descumprindo o código de transito em que prevê uma metragem nas curvas para estacionar.
Caraguatatuba cade o secretario de transito que ainda não viu esta situação.



Encontrou documentos perdidos no Carnaval? Entregue nos Correios



Durante o carnaval, maior festa popular do País e que reúne multidões em diversos eventos, muitas pessoas perdem documentos pessoais, enquanto outras encontram documentos perdidos. Para os que se encontram nas duas situações, os Correios oferecem o serviço de “Achados e Perdidos”.
Quem encontrar a documentação de alguém pode depositar em caixas de coleta ou entregar na agência dos Correios mais próxima. Para quem perder algum documento, antes de tirar segunda via, é recomendado buscar no site da empresa ou ligar para a Central de Atendimento: 3003 0100 (capitais e região metropolitanas) e 0800 725 7282 (demais localidades).
Os documentos ficam à disposição para serem resgatados pelo período de 60 dias, podendo ser enviados para a agência mais próxima da moradia ou local de trabalho do proprietário, caso este se encontre fora de seu domicílio. Após esse prazo, os documentos são encaminhados ao órgão emissor de origem.
Serviço
O Portal Brasil informa que as agências dos Correios fecham a partir de sábado (6) e voltam ao funcionamento normal na quarta-feira (10), ao meio-dia.

Falsas denúncias de abuso sexual devem ser preocupação do operador de Direito

Giselle Câmara Groeninga é psicanalista, doutora em Direito Civil pela USP, diretora da Comissão de Relações Interdisciplinares do IBDFAM, vice-presidente da Sociedade Internacional de Direito de Família, professora da Escola Paulista de Direito.
O tema toca a mais extrema e sombria realidade da alienação parental — as falsas denúncias de abuso sexual. E, como tenho feito neste espaço da ConJur, o objetivo é o de buscar algum esclarecimento, com os aportes da psicanálise, da (in)compreensão dos processos familiares levados ao Judiciário. São intrincadas, no limiar entre objetividade e subjetividade, as questões que envolvem o Direito de Família e seus operadores, sobretudo nestes casos.
As denúncias de abuso sexual têm um efeito bombástico que precisa ser compreendido por parte daqueles que devem interpretá-las e tomar medidas de proteção e de reequilíbrio do sistema familiar. Sejam aquelas falsas ou verdadeiras, a realidade é uma só: a de violência nas relações familiares. E a esta não se pode fazer eco.
O foco aqui é o das denúncias falsas de abuso sexual mas, por chocante que o seja, elas sempre guardam um tanto de verdade em relação a desejos e fantasias infantis que, de alguma forma, povoam a mente inconsciente de todos nós. E disto decorre, em parte, a grande dificuldade em sua abordagem.
A psicanálise enfrentou em sua origem o tabu da sexualidade com a candente questão em, justamente, diferenciar o que seria o trauma devido à sedução sexual por familiares, uma questão da realidade objetiva, do que seriam fantasias inconscientes. Estas foram descobertas por Freud por meio do método psicanalítico. Verificou ele que, a despeito dos relatos, não necessariamente teria havido um abuso sexual, uma sedução, e sim que tais fantasias emergiriam como sintomas, levando a confundir a realidade subjetiva com a ocorrência de acontecimentos objetivos.
A questão é atual: teria ocorrido um abuso, que fere a lei fundamental de constituição da família — o tabu do incesto — ou a crença em sua ocorrência seria produto de um sintoma de um transtorno mental, de tentativa de alienação e mesmo de um erro de avaliação? O resultado de tais indagações foi, à época, o descortinar da epistemologia psicanalítica sem, obviamente, desconsiderar a realidade objetiva. E é neste terreno pantanoso, da realidade e da fantasia, da objetividade e da subjetividade que caminha a investigação psicanalítica.
Na situação em pauta é de todo evidente a necessidade em compreender as denúncias com o instrumental epistemológico aportado pela psicanálise. Neste sentido é que trago aqui estas breves considerações.
Os impasses levados ao Judiciário são vistos pela psicanálise como sintomas de relações disfuncionais, i.e., os integrantes da família não estão podendo exercer suas funções, ocupar seus lugares — um desequilíbrio quanto ao exercício do Poder Familiar. Os vínculos familiares são formados por afetos que têm qualidades de agregar, no caso dos sentimentos de amor, e qualidades de desagregar, no caso dos sentimentos de agressividade. Os sentimentos de amor promovem o conhecimento de si e do outro, e a empatia. Já os sentimentos de agressividade e ódio desagregam e promovem o desconhecimento do outro e de si próprio.
Certo é que amor e ódio não existem puros, mas sempre em combinação, dosados em diferentes proporções. Mas, quando muito desbalanceados para o lado da agressividade, não só são afetos que desagregam, e que promovem o desconhecimento, como são afetos que pervertem as relações familiares. Relações que devem pautar-se pelo cuidado sobretudo com os mais vulneráveis, inclusive quanto à expressão da sexualidade adulta.
A lei fundamental de constituição da família, o que define o que é proibido e o que é permitido, é o tabu do incesto. Ela marca a diferença entre gerações e as possibilidades e impossibilidades quanto à expressão dos afetos e manifestações da sexualidade. Uma lei que define o estado — de pai, de mãe, de filho — e que delimita as condições para o livre desenvolvimento da personalidade e para o exercício dos direitos da personalidade — as funções materna, paterna, parental, filial, fraterna. Uma diferença objetiva quanto ao exercício das funções e essencial para a constituição da personalidade.
No entanto, antes de se chegar ao estágio adulto de clareza e objetividade quanto à diferença entre gerações, e entre o que é permitido e o que é proibido, há a infância e sua alta dose de subjetividade. A mente infantil é povoada de legítimas fantasias,  ternamente românticas em formar um par com a mãe e/ou com o pai, e surpreendentemente agressivas em ao outro excluir. Fantasias que são reprimidas já muito cedo, no processo de formação da mente, mas que habitam de forma latente o inconsciente de todos nós. Fantasias que podem estar em camadas mais ou menos profundas do psiquismo, mas que são susceptíveis de emergir em crises quando, então, pode se perder a diferença entre o que é fantasia e o que é realidade, entre o que é subjetivo e o que é objetivo, entre o adulto e a criança.
E a questão é ainda mais complexa pois as situações de separação e crise familiar podem ser particularmente férteis à confusão entre a realidade e as fantasias mais próprias à infância. Isso porque, neste contexto, em que os lugares e funções dos adultos devem ser redefinidos, é até certo ponto natural que emerjam nestes fragilidades mais próprias à infância, somadas a sentimentos de exclusão e mágoa. Os lugares de adultos e crianças, até então relativamente claros, podem ser confundidos. Não raro os adultos deslocam afetos para os filhos que, transitoriamente, ocupam amorosamente o lugar do par perdido ou o lugar de rival para aquele que se sente excluído.
Neste contexto, podem ter lugar as mais diversas fantasias. Muitas vezes, se aqueles afetos deslocados para a relação com os filhos estiverem acompanhados de fantasias relativas à sexualidade adulta, o que podia ser apenas ciúmes, ressentimento e exclusão, para citar alguns sentimentos, pode ser confundido com manifestações reais, e não em fantasia, da sexualidade adulta.
Assim, por exemplo, meros cuidados com a higiene são transformados em denúncias de aproximação de cunho sexual, verbalizações das crianças, absolutamente naturais, de desejos em formar um par romântico com um dos genitores podem ser tomadas como relatos de fatos acontecidos, ecoando no que seria a porção inconsciente infantil que habita a mente dos adultos.
Lamentavelmente, não raro tais fantasias fazem eco nas fantasias inconscientes dos profissionais. Nessa situação, pode se perder a questão central em diferenciar a realidade objetiva da subjetividade e da fantasia, e a denúncia pode ser tomada de pronto como verdadeira. 
As denúncias de abuso sexual causam comoção, fazem eco àquelas fantasias latentes em todos nós causando horror e, muitas vezes, reações descontroladas e violentas. O primeiro impulso deve ser o de proteção, mas que, no mais das vezes, fere a presunção de inocência com as medidas de afastamento daquele que foi identificado como abusador o que, de alguma forma, legitima a denúncia.
A necessária parcimônia demanda que, instalada a questão, cabe apurar se há confusão entre objetividade e subjetividade, entre realidade e fantasia, por difícil que isto possa ser. Como dito, as denúncias de abuso sexual, sejam falsas ou verdadeiras, denotam vínculos pautados pela violência. E a estes os operadores do direito não podem fazer eco, cabendo-lhes, pelo contrário, com a colaboração dos operadores da saúde, resgatar o conhecimento do contexto e das relações para, então, buscar meios de restabelecer o exercício das funções.
Aqueles que, erroneamente, interpretam a situação, colocando-se rapidamente em defesa da criança e da infância, sem questionar e ter consciência das dificuldades e possibilidades de erros de avaliação, e mesmo da violência e da agressividade neles contida, em muito contribuem para a alienação não só do adulto alvo da falsa denúncia.
Nos casos em questão não há atalhos dados pela mera objetividade. A eleição de tais caminhos pode levar à desagregação, ao desconhecimento e a temíveis curto-circuitos, alienando-se a própria subjetividade — justamente o que nos faz humanos.