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terça-feira, 11 de agosto de 2015

Anistia Internacional decide defender descriminalização da prostituição

Prostituta em Bancoc, na Tailândia (Foto: Richard Sowersby/BBC)

Após ser alvo de críticas por veículos de imprensa e até atrizes de Hollywood, a ONG de direitos humanos Anistia Internacional aprovou nesta terça-feira (11) uma resolução permitindo a criação de uma campanha para proteger profissionais do sexo, que inclui a defesa da total descriminalização da atividade.
“Profissionais do sexo são um dos grupos mais marginalizados no mundo e são alvo de constante discriminação, violência e abuso na maioria das instâncias”, afirmou Salil Shetty, secretário-geral da Anistia Internacional, em texto divulgado pela entidade.
A decisão foi tomada pelo conselho internacional da Anistia durante encontro em Dublin, na Irlanda, após atrizes como Meryl Streep, Kate Winslet e Anne Hathaway e outras pessoas e organizações assinarem uma carta rechaçando a resolução.
Na carta, o grupo disse se preocupar com a possibilidade de a entidade adotar uma “política que levaria à descriminalização dos cafetões, dos donos dos bordéis e dos consumidores do sexo”, base de uma indústria que “move US$ 99 bilhões”.
O grupo diz ainda que a Anistia tardou em “entender que os direitos das mulheres são direitos humanos e incorporar esse conceito em sua missão”, mas é uma organização vista como “modelo para a mobilização do público” para garantir a implementação da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
“O documento prejudica essa reputação histórica”, completa.
A organização Coalizão contra o Tráfico de Mulheres (CATW, na sigla em inglês), que também assinou a carta, é favorável a descriminalizar as atividades dos trabalhadores do sexo, mas diz que liberar o comércio transforma “cafetões em homens de negócio”.
A atriz Kate Winslet (Foto: Photo: Pascal Le Segretain/Getty Images)

Respostas

Em um vídeo divulgado após a aprovação da resolução, Gauri van Gulick, vice-diretora da Anistia para a Europa, rebate as críticas.
“Nós ficamos bem surpresos com essa carta”, afirmou. “Ela realmente descaracteriza a política que defendemos. Estamos focados em como manter os profissionais do sexo a salvo, empoderá-los a ter acesso a seus direitos, assegurar que tenham direito a cuidados médicos”, afirmou.
No vídeo, a entidade responde a críticas de veículos de imprensa, como o jornal britânico The Guardian.
Após ser exibido o título de uma reportagem do diário – “Anistia Internacional diz que prostituição é um direito humano – mas isso é errado” –, a representante responde: “Prostituição não é um direito humano, mas profissionais do sexo têm direitos humanos”.
“Acreditamos que não devemos punir aqueles que escolheram se tornar profissionais do sexo com a criminalização, tirando suas escolhas”, continuou.

Mais críticas

A entidade ainda respondeu a outras críticas, como a do jornal norte-americanoThe New York Times, sobre seu apoio à descriminalização de clientes e cafetões.
Segundo Van Gulick, criminalizá-los tem o mesmo efeito de manter a ilegalidade da profissão. Ela disse que, nos países que adotam essa medida, há relatos de que isso acaba, na prática, também mantendo as profissionais na clandestinidade e em situações de risco.
“É claro que somos contra a exploração”, diz a representante. “Mas precisamos encontrar medidas que protejam, na prática, os profissionais do sexo.”
Ela afirmou ainda que não há evidências de que o tráfico de pessoas aumenta quando a indústria do sexo é descriminalizada. E que, ao não estarem na clandestinidade, as profissionais passariam a pedir ajuda à polícia, em vez de temê-la.
A Anistia Internacional diz que a resolução foi produzida após consultas a grupos de profissionais do sexo, feministas, entidades que combatem o tráfico humano e a Aids, entre outros.
No Brasil a prostituição ou a contratação de profissionais do sexo não são considerados crimes. Já a exploração ou indução da prostituição (atividade exercida por cafetões, por exemplo) é considerado um delito passível de pena de prisão.

Em carta ao papa, prefeitos brasileiros pedem dinheiro para soluções climáticas

No Vaticano para participar de audiência com o papa Francisco, uma comitiva de prefeitos brasileiros vai entregar uma carta ao pontífice na qual pede que países desenvolvidos transfiram recursos e tecnologias diretamente às administrações municipais, "em especial aos mais pobres", para soluções climáticas.
Liderada pelo prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), presidente da Frente Nacional de Prefeitos, a comitiva se encontrará com o papa durante um workshop sobre ações das cidades relacionadas a problemas como condições de trabalho análogas à escravidão e mudanças climáticas.
Os políticos brasileiros, entre eles os prefeitos de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), fazem parte de um grupo de 60 representantes de cidades de todo o mundo, como Berlim, Bogotá e Paris, além de ambientalistas e especialistas em questões urbanas.
O encontro será nesta terça, a partir das 11h de Roma (16h no Brasil). Na quarta, os prefeitos participarão de um simpósio sobre desenvolvimento sustentável.
Os eventos dão continuidade à encíclica Laudato Si', lançada por Francisco no mês passado. Nela, o pontífice defendeu medidas relacionadas ao ambiente e a uma "nova definição de progresso".
Financiamento
Na carta, a comitiva brasileira diz que há prefeitos brasileiros adotando medidas para diminuir os danos do desenvolvimento das cidades ao meio ambiente. E pede dinheiro.
"Propomos a transferência de recursos e tecnologias dos países desenvolvidos aos países em desenvolvimento, em especial aos mais pobres, e diretamente às cidades", afirma o documento.
Ag. Brasil: O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), é um dos integrantes da comitiva que se reune com o papa Francisco no Vaticano
As medidas do ajuste fiscal do governo Dilma Rousseff afetaram também as gestões estaduais e municipais.
No ano passado, o Congresso Nacional aprovou projeto, sancionado pela presidente, permitindo que as administrações renegociassem suas dívidas com a União com condições melhores. O governo federal, porém, quer que as mudanças só sejam adotadas em 2016.
Prefeitos como Paes e Haddad, que é do mesmo partido da presidente, entraram na Justiça pedindo que a regra fosse adotada já neste ano.
No documento que será apresentado ao papa, os políticos reivindicam ainda que a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheça os governos municipais "como atores fundamentais na promoção da sustentabilidade global e do desenvolvimento humano".

Em 4 anos, lei dos aterros tem impacto nulo


A Política Nacional de Resíduos Sólidos, criada em 2010 com prazo de implementação em 2014, praticamente não fez diferença para acabar com os lixões do Brasil. No País de cinco anos atrás, 42,4% dos resíduos coletados iam para lixões ou aterros controlados (que não são sanitários). No ano passado, 41,6% tinham esse fim. Uma melhora de apenas 0,8 ponto porcentual. Pela lei, no entanto, o País não deveria ter mais nenhum lixão desde 2 de agosto de 2014. A destinação incorreta deveria ser zero.
Os dados fazem parte de um levantamento anual feito pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), que foi obtido com exclusividade pelo jornal O Estado de S.Paulo. A análise, referente a 2014, aponta que mais de 78 milhões de brasileiros - o equivalente a 38,5% da população do País - não têm acesso a serviços de tratamento e destinação correta de resíduos. Estavam nessa situação, que configura crime ambiental, 3.334 municípios - entre eles, a capital, Brasília.
Outras capitais, como Belém (PA) e São Luís (MA), também não apresentavam uma destinação inadequada em 2014, data do estudo, mas fecharam seus lixões e inauguraram aterros sanitários nos últimos meses.
"A verdade é que a lei não foi capaz de estimular uma mudança de hábitos. Houve alguns avanços, a lei trouxe o assunto para discussão, mas de maneira uniforme, no País, não produziu os efeitos desejados", afirma Carlos Silva Filho, diretor executivo da Abrelpe.
A pesquisa mostra que o atraso em oferecer uma destinação adequada dos resíduos vai na contramão da produção de resíduos, que cresce ano após ano. Segundo o levantamento, entre 2010 e 2014, a geração de lixo aumentou 29%, enquanto o crescimento populacional no período foi de 6%.
"E se aumenta a geração, tem de aumentar também a solução. Ou ela vai ficando cada vez mais cara", diz Silva Filho.
Custos
Um estudo anterior da Abrelpe, publicado no mês passado, estimou que seriam necessários investimentos de R$ 11,6 bilhões até 2031 em infraestrutura para levar a destinação final adequada dos resíduos sólidos para todo o País.
Isso resolvido, pelo menos outros R$ 15,59 bilhões por ano, calcula a entidade, seriam necessários para custear a operação e a manutenção de uma estrutura que envolva aterros, coleta seletiva, reciclagem e reaproveitamento do biogás.
Todos esses custos podem ser uma explicação para a demora no cumprimento da lei. No começo deste mês, um projeto de lei foi aprovado no Senado prorrogando o prazo para cumprimento da lei até 2021. O projeto segue para a Câmara.
Silva Filho afirma que a etapa inicial de criação da infraestrutura deveria ser bancada por um fundo nacional, com participação dos Estados, mas que a verba de manutenção deveria vir dos próprios municípios. Algo como uma "taxa do lixo", a ser paga pelos cidadãos.
"Se dividirmos esses R$ 15,59 bilhões pela população economicamente ativa do País, daria R$ 6,50 por pessoa por mês. É um custo pequeno. Mas, para isso, é preciso vontade política."
Procurado pela reportagem, o Ministério do Meio Ambiente, órgão que coordena o comitê interministerial para acompanhamento da política, disse que houve "resultados significativos". Citando dados do IBGE, e fazendo uma comparação de 2008 a 2013, o órgão alega que o número de cidades com aterros sanitários dobrou no período, passando de 1.092 para 2.200.
O número, porém, traz um cenário até menos animador que o da Abrelpe, uma vez que coloca apenas 40% dos municípios em adequação, contra 58,4% no estudo da empresa. Em relação ao projeto de lei que prorroga os prazos, o ministério disse que tem se posicionado contra a simples prorrogação, mas que entende "que há muitas questões para serem resolvidas que precisam ser repactuadas para o cumprimento da lei". 

Ferrovia patrocinada pelos chineses ameaça ‘terra intocada’ do Acre

Rota provável do último trecho brasileiro da ferrovia Bioceânica.
Um avião com cinco engenheiros chineses do setor ferroviário e três representantes do Governo brasileiro sobrevoava no dia 15 de julho o Parque Nacional da Serra do Divisor, no oeste do Acre. Visitavam as áreas por onde deve passar a futura ferrovia Bioceânica, que ligará os produtores de matéria-prima brasileiros aos consumidores asiáticos por meio do Peru. Sem saberem, ali embaixo, indígenas da etnia Nawa mantinham quatro funcionários públicos federais reféns, em um novo capítulo de uma batalha que já dura mais de dez anos.
O sobrevoo era o final de uma longa viagem iniciada dez dias antes, em Brasília. Enviados pela China Railway Eryuan Engineering Group, e acompanhados por representantes de duas estatais vinculadas ao Ministério dos Transportes, a EPL e a Valec, os chineses percorreram os 3.500 quilômetros que separam Campinorte (em Goiás) de Boqueirão da Esperança, povoado de Cruzeiro do Sul, último ponto do território brasileiro que os trilhos devem tocar.

Em banho-maria desde 2008, o projeto da ferrovia retomou o fôlego em maio deste ano, durante a visita do primeiro-ministro da China, Li Keqiang, quando Brasil, Peru e China assinaram um acordo prévio. Com a garantia do dinheiro chinês para o investimento, Dilma Rousseff (PT) a incluiu no pacote de concessões de 200 bilhões de reais anunciado no mês passado (40 bilhões deles para a Bioceânica). Dos quatro trechos previstos para a obra, o único que não saiu da estaca zero foi o do Acre, bastante complexo especialmente perto de Boqueirão da Esperança, provavelmente o trecho mais virgem dos que atravessará o futuro trem.

Nessa área rural, o projeto prevê que os trilhos passem dentro de uma unidade de preservação ambiental com formações rochosas impactantes e perto de pelo menos três terras indígenas já demarcadas e outra em disputa. A obra passará também por áreas vizinhas a um subsolo rico em petróleo e alvo de um inquérito do Ministério Público Federal (MPF) e por uma vasta região praticamente abandonada pela fiscalização governamental onde atuam grupos criminosos. “São frequentes os relatos de invasões [às áreas indígenas e de conservação] por grupos envolvidos com a extração ilegal de madeira, com o tráfico de drogas e com a caça predatória”, relata o procurador Thiago Pinheiro Corrêa, do Ministério Público Federal (MPF) no Estado.
Os Nawa fazem parte da terra indígena em disputa. Ao prenderem os funcionários da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e do ICMbio (órgão responsável pelas unidades de conservação brasileiras), pediam pressa na demarcação de suas quatro aldeias. O processo se arrasta na Justiça há mais de dez anos porque a área é sobreposta ao Parque Nacional sobrevoado pelos chineses, uma unidade de conservação com quase 850.000 hectares. FUNAI e ICMbio não conseguem chegar a um acordo sobre o tamanho da terra que cabe aos indígenas. O projeto da Bioceânica, no entanto, prevê que o trem passe dentro do parque, ainda que na outra ponta da área reivindicada pelos Nawa.
“O ICMbio é contra a demarcação porque é uma área de preservação ambiental. Eles querem que a gente saia. Não podemos nem plantar porque somos multados”, conta uma das lideranças da etnia, Lucila da Costa Moreira. Os funcionários que eram mantidos como reféns acabaram liberados no dia 21, depois da promessa de que haverá uma reunião com o Governo federal para tratar do assunto.

Raio-X da ferrovia

A obra de 3.500 quilômetros será dividida em diversos trechos. Veja a situação de cada um deles, antes do acordo com os chineses, que agora são os responsáveis pelo estudo de viabilidade técnica:
Trecho 1 -Campinorte (GO) a Lucas do Rio Verde (MT)
Extensão: 901 quilômetros
Situação atual: Estudo de Viabilidade Técnica Econômica e Ambiental e projeto básico concluídos desde 2012
Trecho 2:Lucas do Rio Verde (MT) a Vilhena (RO)
Extensão: 646 quilômetros
Situação atual: Estudo de Viabilidade Técnica Econômica e Ambiental concluído no ano passado e já tem o licenciamento ambiental
Trecho 3: Vilhena (RO) a Porto Velho (RO)
Extensão: 770 quilômetros
Situação atual: Realizada a licitação para a escolha da empresa que fará o estudo de viabilidade e o projeto base. Aguarda a autorização para fazer o contrato
Trecho 4: Porto Velho (RO) a Boqueirão da Esperança (Acre)
Extensão: 1.183 quilômetros
Situação atual: Nem a licitação foi feita
Ninguém na aldeia fazia ideia da visita dos chineses, mas escutam falar da ferrovia há anos, como um fantasma que ronda a região. “Nos preocupamos com os impactos no meio ambiente e nas comunidades indígenas. Benefício não vamos ter, porque não exportamos soja”, diz Ninawá Huni Kui, vice-coordenador da Organização dos Povos Indígenas do Acre, Noroeste de Rondônia e Sul do Amazonas (Opiara). Mesmo sem passar dentro das aldeias, a obra preocupa porque qualquer modificação ambiental pode impactar os índios indiretamente, já que eles dependem da caça e da pesca para se alimentar.
Para o Ministério dos Transportes, os possíveis impactos da ferrovia só poderão ser avaliados depois que os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental, que incluem as avaliações sobre os traçados, forem concluídos. Isso está previsto para acontecer em maio de 2016. Bento Lima, diretor de operações da Valec, a estatal que conduzirá a obra pelo lado brasileiro, explica que só será possível afirmar com segurança qual o trajeto da Bioceânica quando os estudos chineses terminarem. Mas, para ele, os desafios não tornam a obra inviável. Ele ressalta que em outros Estados, onde ela também passava por áreas preservadas e perto de aldeias, foi possível obter licenciamento ambiental prévio.
O traçado por Boqueirão da Esperança já existe e consta na Lei 11.772, de 2008, que criou o Plano Nacional de Viação. O governador do Acre, Tião Viana (PT), também não esconde sua preferência por esse trajeto. “Ele liga o Brasil ao porto de Chimbote [no Peru], que é o que melhor acomoda grandes cargas. Também passa pela parte mais baixa da Cordilheira dos Andes”, afirma. “Os impactos dentro do parque nacional vão ser mínimos com uma ferrovia. E até Cruzeiro do Sul ela vai seguir o trajeto da BR 364, que já passa no meio de várias áreas indígenas. Antes da estrada, os Katukina, por exemplo, viviam numa situação muito difícil e hoje 49 índios de lá já têm formação universitária”, ressalta ele.
No mês passado, a Sociedade para a Antropologia das Terras Baixas da América do Sul (SALSA) enviou a Rousseff uma carta em que expressou preocupação com a rota, especialmente pelos efeitos que ela pode ter entre os grupos indígenas que vivem de forma isolada na floresta. “Se construída, a ferrovia proposta vai requerer a construção de uma variedade de estradas de apoio e manutenção, o que, junto à própria rodovia, trará um aumento da pressão de colonização e do fluxo de madeireiros e traficantes. Isso terá um sério impacto negativo nos índios isolados e nas populações indígenas consolidadas”, afirma a associação.
Para Viana, no entanto, a ferrovia "poderá revolucionar o futuro econômico, ambiental e social do Acre" com danos muito menores do que os que seriam causados por uma estrada. Ele afirma que os governadores dos Estados por onde a obra deverá passar já se colocaram à disposição dos chineses para ajudar com as “barreiras burocráticas e mediar os entendimentos” entre as partes em conflito.

Caminho alternativo

Outra possibilidade de trajeto levantada, e que agrada menos ao Governo do Acre, é o que segue a rodovia Interoceânica, uma obra de quase três bilhões de dólares (10 bilhões de reais na cotação atual), entregue em 2011com o mesmo objetivo: integrar o Brasil ao Pacífico, pelo Peru. Depois de pronta, ela mostrou-se inviável para o transporte de grãos por causa das curvas sinuosas da Cordilheira dos Andes, que acabam por inviabilizar o trânsito de grandes caminhões.
A estrada que sai de Assis Brasil (Acre), município na fronteira entre Brasil, Peru e Bolívia e mais próximo de Rio Branco, tornou-se trajeto turístico, mas trouxe impactos danosos para as comunidades locais e facilitou a expansão das rotas de mineração ilegal, extração ilegal de madeira e tráfico de drogas, afirma Marc Dourojeanni, professor emérito da Universidade Nacional Agrária de Lima e ex-chefe da Divisão Ambiental do Banco Interamericano de Desenvolvimento. “As estradas são o pior para a Amazônia, em termos ambientais”. A ferrovia, diz ele, tem menos impactos, mas é desnecessária. “A melhor conexão entre o Brasil e o Peru é a hidrovia”.

Gigantes de gelo derretem em ritmo recorde, diz estudo

Não é apenas o Ártico que está em apuros. Ao redor do mundo, os gigantes glaciares perdem gelo em um ritmo sem precedentes e que está acelerando. A constatação é de um estudo publicado no periódico científico Journal of Glaciology.
O Serviço de Monitoramento Mundial de Glaciares, coordenado pela Universidade de Zurique, compilou dados mundiais sobre as mudanças na cobertura das geleiras ao longo de mais de 120 anos.
Na pesquisa, as observações da primeira década do século 21 (2001-2010) foram comparadas com todos os dados anteriores, disponíveis a partir de observações de campo e registros transmitidos por satélites.
"As geleiras observadas atualmente perdem entre meio metro e um metro de sua espessura de gelo a cada ano - isto é duas a três vezes mais do que a média correspondente do século 20", explica Michael Zemp, diretor do Serviço de Monitoramento Mundial de Glaciares e líder do estudo.
Os pesquisadores têm testemunhado o recuo crescente das geleiras na Groenlândia, Antártica Ocidental, montanhas costeiras do Canadá e Alasca, assim como na Europa e no Himalaia.
Glaciar do Ródano, na Suíça, em dois momentos: junho de 2007 (imagem superior) e junho de 2014 (inferior)
"Medidas exatas desta perda de gelo são relatadas a partir de apenas algumas centenas de geleiras. No entanto, estes resultados se confirmam por observações de campo e por satélite para dezenas de milhares de geleiras em todo o mundo", pondera Zemp.
E o futuro não parece promissor. "As geleiras em muitas regiões, muito provavelmente sofrerão mais perdas de gelo", disse Zemp. "Mesmo que o clima permaneça estável", conclui o estudo.

Papa estabelece dia anual de cuidado com o meio ambiente para Igreja Católica

Papa Francisco durante discurso no Vaticano

O papa Francisco, na esteira da reação em grande medida positiva à sua encíclica sobre ecologia, estabeleceu, nesta segunda-feira, um “Dia Mundial de Prece pelo Cuidado com a Criação” para os católicos, cujo objetivo é atrair atenção para os riscos enfrentados pelo planeta.
O dia, a ser comemorado pelos 1,2 bilhão de católicos romanos no dia 1º de setembro, é o passo mais recente de Francisco para colocar em destaque as preocupação ambientais antes de uma importante reunião de cúpula da ONU sobre as mudanças climáticas, marcada para dezembro em Paris.
“Como cristãos, desejamos contribuir para resolver a crise ecológica pela qual passa a humanidade atualmente”, disse Francisco em uma carta a dois cardeais do Vaticano cujos departamentos estão envolvidos em questões de justiça, paz e união cristã.
O dia 1º de setembro também marca o dia de proteção do meio ambiente para os cristãos ortodoxos, o que dá ao gesto um simbolismo adicional nas relações entre as ramificações ocidental e oriental do cristianismo.
Francisco disse que o dia, a ser marcado por eventos em todas as dioceses católicas do mundo, ofereceria aos católicos “uma oportunidade adequada para reafirmar sua vocação pessoal para serem condutores da criação.”
Francisco disse que seria também uma oportunidade para “agradecer a Deus pelo maravilhoso trabalho que ele confiou aos nossos cuidados, e para implorar a ajuda dele na proteção da criação, assim como seu perdão pelos pecados cometidos contra o mundo em que vivemos.”
Em junho, o papa emitiu uma encíclica sobre as mudanças climáticas, a primeira da história a ser dedicada ao meio ambiente. O chamado a seus súditos religiosos tem o potencial de estimular os católicos de todo mundo a pressionarem as autoridades sobre questões ecológicas.
O pontífice tem dito que quer que a encíclica e outras iniciativas da Igreja exerçam influência sobre a cúpula da ONU em Paris, em dezembro, que tem a meta de atingir um acordo de combate às mudanças climáticas depois de alguns fracassos passados.

TCE culpa governo de São Paulo por crise hídrica

ctv-p0s-atibainha-represa-nilton-fukuda: Cantareira: Comitê não divulgou o plano de contingência
Relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de São Paulo afirma que a crise hídrica “é resultado da falta de planejamento das ações da Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos” e que os alertas foram dados desde 2004. De lá para cá, o Estado foi governado pelos tucanos Geraldo Alckmin, José Serra, Alberto Goldman e por Claudio Lembo (DEM). A pasta nega.
Segundo o relatório, elaborado pela diretoria que analisou as contas de Alckmin em 2014, aprovadas com ressalvas pelo TCE, “outras medidas poderiam ter sido tomadas anteriormente para que a crise não chegasse ao ponto em que se encontra atualmente, ou pelo menos para que seus efeitos fossem minimizados”.
O TCE cita como exemplos a despoluição dos Rios Tietê e Pinheiros, a recuperação da Billings, o combate “mais efetivo” às perdas de água, a exigência de medição individualizada nos prédios, maior proteção aos mananciais, exigência de reúso da água na indústria, comércio e condomínios, financiamento de cisternas, anulação dos contratos nos quais a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) dá tarifas vantajosas a grandes consumidores, além da construção de novos reservatórios. 
O tribunal lista ainda diversos relatórios e planos elaborados pelo governo ou pelos comitês de bacias hidrográficas nos 11 anos, que traçam cenários críticos na oferta de água para a região, para afirmar que “não é de hoje que alguns atores envolvidos com a questão dos recursos hídricos alertam sobre o problema da escassez”.
O relatório do TCE afirma que o governo Alckmin “deveria ter tomado também medidas efetivas para prevenção e defesa contra eventos hidrológicos extremos”, como estiagens severas, e cobra “a estruturação de um plano de contingências específico para eventuais riscos de escassez hídrica”.
Criado por Alckmin há seis meses, o Comitê de Crise Hídrica ainda não divulgou o plano de contingência, prometido pelo secretário de Recursos Hídricos, Benedito Braga, para abril. Agora, segundo a pasta, o plano está pronto e será divulgado na próxima reunião do grupo, ainda sem data para ocorrer. Em julho, Alckmin chamou o plano de “papelório inútil” porque ele não será usado.
Em nota, a secretaria afirma que “não se pode afirmar que houve falta de planejamento” porque “o próprio relatório cita o Plano da Macrometrópole, documento elaborado antes desta seca, que aponta soluções para garantir o abastecimento dos grandes centros urbanos paulistas até 2035”.
Medidas. Segundo a pasta, “nenhum instituto ou especialista previu a severidade da seca que atingiu a Região Sudeste do País em 2014” e o governo “tomou uma série de medidas para minimizar os impactos desta seca histórica à população”, como programa de bônus, obras emergenciais, uso do volume morto, interligação de sistemas, redução da pressão e fiscalização de captações irregulares. Ainda segundo a pasta, a Sabesp fez investimentos bilionários para reduzir as perdas de água e a mancha de poluição do Rio Tietê recuou 160 quilômetros após investimento do governo.

Auditores do TCU apontam falha sobre FGTS em defesa de petista

Ministério Público de Contas sugere ao TCU que reprove contas de Dilma: Ministério Público de Contas sugeriu ao TCU a reprovação das contas do governo
O governo Dilma Rousseff alegou, em sua defesa ao Tribunal de Contas da União, não poder seguir um ponto cobrado pelo TCU que ele, na prática, já segue. No meio do fogo cruzado estão o Banco Central e as "pedaladas fiscais". Esse buraco na defesa do governo já ligou o sinal de alerta dos ministros do TCU, que estão prestes a retomar o julgamento das contas federais de 2014.
O TCU produz um parecer, mas a decisão final é dos parlamentares, que na semana passada aceleraram as votações de contas de ex-presidentes para ficarem prontos a votar as contas de 2014.
No processo de análise das contas de Dilma, os auditores do TCU apontaram, em junho, que a dívida do governo com o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que antecipou recursos para o programa Minha Casa Minha Vida, deveria ser registrada pelo Banco Central na dívida líquida do setor público. Ao todo, o TCU apontou que foram deixadas fora da dívida pública um total de R$ 18,3 bilhões do governo com o FGTS no ano passado.
Em sua defesa, entregue ao TCU há duas semanas, o governo alega que a não inclusão nas estatísticas do BC da relação entre a União e o FGTS "está em consonância com o padrão metodológico adotado". Em seguida, o governo apresenta a seguinte frase, grifada: "sem qualquer variação observada nesse aspecto desde 1991". Finalmente, o governo afirma que o FGTS não é uma instituição financeira, "fugindo, fácil ver, aos escopos de análise do BC".
Entretanto, quando a estatal Empresa Gestora de Ativos (Emgea) foi criada, em junho de 2001, ela nasceu com uma dívida de R$ 25,9 bilhões do FGTS, que deveria ser paga ao fundo dos trabalhadores. Essa dívida foi imediatamente registrada pelo BC na dívida líquida pública, sendo inserida na rubrica "Outros débitos de empresas estatais federais".
De lá para cá, o passivo da Emgea com o FGTS foi caindo, conforme foi desempenhado o trabalho de recuperação de "operações podres" para o qual a Emgea foi constituída pelo governo Fernando Henrique Cardoso. Ao Estado, a Emgea informou que a dívida com o FGTS estava em R$ 5,1 bilhões em junho deste ano.
O próprio BC, em seu Manual de Finanças Públicas, aponta que "o endividamento público com o FGTS" também deve ser incluído nas estatísticas federais.
Do lado do governo, o entendimento técnico é de que a dívida da Emgea com o FGTS foi fruto de "reestruturação" feita pelo governo na Caixa Econômica Federal em 2001, tirando da Caixa ativos e passivos de difícil resgate.

Sandy comenta diástase após gravidez: 'Lutando para barriga voltar para o lugar'

Sandy foi entrevistada por Fernanda Gentil e relembrou gravidez no quadro 'Mamãe Gentil', do 'Esporte Espetacular', neste domingo, 9 de agosto de 2015

Cantora foi entrevistada por Fernanda Gentil no quadro 'Mamãe Gentil' deste domingo (9)
Fã assumida da cantora Sandy, com quem se emocionou ao posar para uma selfie, Fernanda Gentil entrevistou a cantora para o último episódio do quadro "Mamãe Gentil", exibido neste domingo (9) no "Esporte Espetacular", da TV Globo. Na conversa, a cantora, que deu à luz Theo há pouco mais de um ano, contou que teve diástase após o parto, um descolamento dos músculos abdominais.
"Eu tive diástase, que é quando abre o músculo. Estou até agora lutando no abdominal para ver se a barriga volta totalmente ao lugar, porque ficou um espacinho entre o músculo aqui", afirmou Sandy. "Não sei se é porque eu sou muito pequena e ele é grandão...", continuou a cantora, revelando sua rotina de exercícios físicos para voltar à boa forma apósengordar 7,5kg na gravidez. Ela luta boxe e treina na mesma academia que o marido, Lucas Lima, praticante de jiu-jítsu. "O que eu mais ouço é 'você é tão delicadinha, combina mais com balé'", divertiu-se a artista, que também mantém uma dieta regrada, à base de alimentos integrais.
Durante o quadro, Sandy ainda relembrou a importância da ginástica pré-natal, um dos temas abordados pela apresentadora, que mostrou alguns movimentos na prática. "Os exercícios me ajudaram a aguentar o peso da barriga, eu não tinha tanta dor nas costas, fazia show de salto", contou Sandy. Por fim, a cantora aproveitou o Dia dos Pais, comemorado neste domingo no Brasil, para elogiar o marido. "Lucas é meu parceiro no último grau, me ajuda muito. Troca fralda, faz o Theo dormir", derreteu-se sobre o músico, que levou Sandy às lágrimas ao compôr uma música para o filho do casal.
Sandy descarta volta de dupla com o irmão, Júnior
Aproveitando a entrevista, Fernanda tietou Sandy e publicou uma foto com a cantora em seu Instagram. Ela também divulgou um vídeo na rede social, na qual aparece perguntando sobre uma possível volta da parceria com o irmão Júnior, com quem formou uma dupla musical de sucesso por 17 anos.
"Não, a gente não tem esses planos. Está rolando essa comoção porque a gente está fazendo 25 anos de carreira", respondeu Sandy, para decepção da fã Fernanda, que cantou uma música da dupla no programa "SuperStar", do qual a cantora foi jurada na última temporada.

Leonardo comenta a gravidez da filha com Sandro Pedroso: 'vai ter que fazer DNA'

Leonardo não reconhece a Sandro Pedro, ex de Susana Vieira, como pai de sua filha de 21 anos, Jéssica Costa: 'vai ter que fazer DNA', contou ao 'TV Fama', exibido nesta segunda, dia 10 de agosto
Jéssica Costa, filha de 20 anos do sertanejo, estaria grávida de Sandro Pedroso, ex de Susana Vieira
Leonardo não está nada feliz com a gravidez de sua filha, Jéssica Costa. O pai do bebê que a jovem de 21 anos seria Sandro Pedroso, ex-marido da atriz Susana Vieira. Em entrevista ao programa "TV Fama", ele conta que não tem ciúmes da filha e revelou que só reconhecerá o mágico de 31 anos como o pai da criança após um exame. "Não está aprovado, a gente vai ter que fazer o DNA, né", respondeu à repórter Íris Stefanelli.
O sertanejo foi além e, diferente do que sua esposa afirmou, parece não gostar nada do romance da filha com o ex de Susana Vieira . "Eu não sei. Não posso falar que é filho desse sujeito que você falou aí, que eu não conheço, nem sei quem é, nem quero saber também", disparou o cantor ao programa.
"O importante é que a criança nasça com saúde, que nós vamos tratar com amor e carinho. O avô é o segundo pai. Esse daqui vai ser o padrinho", acrescentou Leonardo, que estava ao lado do sertanejo Eduardo Costa.
Jéssica Costa e Sandro Pedroso se conheceram em Goiânia, em maio
A filha de Leonardo e o ex de Susana Vieira se conheceram em uma festa, em Goiânia, no mês de maio, e chegaram a ser flagrados em clima de romance, voltando a se encontrar. Na época, o romance não seguiu em frente. Sandro voltou a ficar comprometido ao reatar o relacionamento com Susana Vieira.
O mágico ensaiou uma volta com Susana, mas o romance não foi para frente e a própria atriz confirmou o fim do relacionamento um mês depois. O reencontro com Jéssica rolou em um show do cantor Gusttavo Lima, que aconteceu em Goiânia, segundo o colunista Leo Dias, do jornal "O Dia", do dia 22 de julho. Sandro e Jéssica ficaram no evento e decidiram começar o namoro.
Durante a viagem, o ex-namorado de Susana Vieira permaneceu na cidade por quatro dias. Jéssica, que é de Anápolis, já teria ido a São Paulo para conhecer a família do mágico e teria se hospedado na casa de Sandro.

NEPOTISMO

O Consultor de negócios e políticas e jornalista Guilherme Araújo, MTB 0079157 pergunta ao Presidente da Câmara Municipal de Caraguatatuba senhor OSWALDO PIMENTA DE MELO NETO - (CHINA) até quando o nobre Edil vai pactuar com o NEPOTISMO na SUA ADMINISTRAÇÃO A FRENTE DO LEGISLATIVO?
O verdadeiro caráter de um homem irá se manifestar apenas quando lhe for delegado poderes, pois quando tiveres o destino de outros à sua mercê, é chegada à hora de avaliar que tipo de animal habita o teu ser.
A liberdade de expressão é garantida na constituição federal assim como é de conhecimento de todos nós brasileiros e mesmo assim ainda tem pessoas que querem ignorar este direito.