A Beira Mar

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quarta-feira, 11 de março de 2015

Flagrado com marca de batom, Neymar pode ter ficado com três meninas na festa da irmã

Neymar chamou atenção por ter deixado a festa de aniversário da irmã, Rafaella Santos, realizada em São Paulo na noite da última terça-feira (9), com marcas de batom.
Em meio a rumores de que o jogador de futebol teria beijado uma menina durante a celebração, uma fonte garantiu que ele ficou, na verdade, com três moças diferentes.
Uma delas, inclusive, seria Thayse Stanieck, uma das melhores amigas da aniversariante, figura marcada em outras festas da família. "O caso dos dois é antigo e discreto. Mas não é nada sério", disse o informante ao "Ego".
Durante a balada, que contou com a presença de outros famosos e shows com artistas convidados, o craque teria sido filmado dando um beijo no canto da boca de uma loira.
"As fotos e vídeos que saíram [nas redes sociais] foram publicáveis, mas só quem estava lá viu como a festa foi insana", confessou outra pessoa próxima ao atleta.
<p>Neymar chamou atenção por ter deixado a festa de aniversário da irmã, Rafaella Santos, realizada em São Paulo na noite da última terça-feira (9), com marcas de batom.</p><p>Em meio a rumores de que o jogador de futebol teria beijado uma menina durante a celebração, uma fonte garantiu que ele ficou, na verdade, com três moças diferentes.</p><p>Uma delas, inclusive, seria Thayse Stanieck, uma das melhores amigas da aniversariante, figura marcada em outras festas da família. "O caso dos dois é antigo e discreto. Mas não é nada sério", disse o informante ao "Ego".</p><p>Durante a balada, que contou com a presença de outros famosos e shows com artistas convidados, o craque teria sido filmado dando um beijo no canto da boca de uma loira.</p><p>"As fotos e vídeos que saíram [nas redes sociais] foram publicáveis, mas só quem estava lá viu como a festa foi insana", confessou outra pessoa próxima ao atleta.</p>

Empregada doméstica de Monique Evans pede demissão após 'titia' assumir namoro com Cacá Werneck

<p>A empregada doméstica de Monique Evans pediu demissão depois de saber que a ex-modelo assumiu oficialmente seu romance com Cacá Werneck.</p><p>Nesta quarta-feira (11), a mãe de Bárbara Evans contou o episódio em seu perfil no Twitter e se disse indignada com a postura da ex-funcionária.</p><p>"Acreditam que minha empregada se demitiu porque não me aceitava com a Cacá? Preconceito! Foi horrível", escreveu.</p><p>Ao “Ego”, a 'titia' afirmou que a mulher estava trabalhando em sua casa há sete meses.</p><p>"Ela implicou com o meu relacionamento, não deu motivo, mas preconceito total. Ela implicou com a Cacá desde o começo. A Cacá perguntou para ela: 'E se eu fosse um homem e pedisse tal comida, você ia achar ruim?'. E ela respondeu: 'Com a Monique eu me entendo, mas eu não gosto de você'”, detalhou.</p><p>A veterana ainda destacou acreditar que a religião da ex-funcionária pode ter influenciado em seu comportamento com a DJ.</p><p>“Ela ficava escutando rádio evangélica o dia inteiro, acho que teve alguma coisa a ver com isso", deduziu.</p>

A empregada doméstica de Monique Evans pediu demissão depois de saber que a ex-modelo assumiu oficialmente seu romance com Cacá Werneck.
Nesta quarta-feira (11), a mãe de Bárbara Evans contou o episódio em seu perfil no Twitter e se disse indignada com a postura da ex-funcionária.
"Acreditam que minha empregada se demitiu porque não me aceitava com a Cacá? Preconceito! Foi horrível", escreveu.
Ao “Ego”, a 'titia' afirmou que a mulher estava trabalhando em sua casa há sete meses.
"Ela implicou com o meu relacionamento, não deu motivo, mas preconceito total. Ela implicou com a Cacá desde o começo. A Cacá perguntou para ela: 'E se eu fosse um homem e pedisse tal comida, você ia achar ruim?'. E ela respondeu: 'Com a Monique eu me entendo, mas eu não gosto de você'”, detalhou.
A veterana ainda destacou acreditar que a religião da ex-funcionária pode ter influenciado em seu comportamento com a DJ.
“Ela ficava escutando rádio evangélica o dia inteiro, acho que teve alguma coisa a ver com isso", deduziu.

Senado aprova fim de coligações em eleições para deputados e vereadores

Na prática, a PEC estabelece que os partidos só poderão se coligar nas eleições para cargos do Executivo – federal, estadual e municipal – e para o Senado.

O Senado aprovou nesta terça-feira (10), em primeiro turno, a Proposta de emenda à Constituição (PEC) 40, que acaba com as coligações eleitorais em eleições proporcionais. Elas valerão apenas para as eleições majoritárias. A PEC 40 é uma das que fazem parte da reforma política. 
Na prática, a PEC estabelece que os partidos só poderão se coligar nas eleições para cargos do Executivo – federal, estadual e municipal – e para o Senado. Dessa forma, ficam proibidas as coligações para as disputas à Câmara dos Deputados, assembleias legislativas, Câmara Legislativa do Distrito Federal e câmaras de vereadores municipais.
Pela proposta, não será mais possível, por exemplo, que dois partidos que não alcançaram o número necessário de votos para atingir o coeficiente eleitoral se unam para eleger um candidato. Também não haverá mais substituição de parlamentar eleito por um suplente de outro partido.
A PEC foi aprovada em primeiro turno, mas somente o texto base, sem a análise das emendas apresentadas. Um calendário especial para a conclusão da votação de primeiro turno e para o segundo turno também foi aprovado pelos senadores. A expectativa é que a votação final aconteça na próxima semana, quebrando os interstícios das três sessões de discussão necessárias para sua votação.

Auditoria vê falha em contratos da Prefeitura de R$ 30 milhões

A Prefeitura de São Paulo pagou cerca de R$ 30 milhões para empresas de consultoria, entre janeiro e dezembro de 2014, mesmo sem a comprovação da realização dos serviços. A atividade era de acompanhamento de projetos da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb). As empresas deveriam ter fornecido engenheiros à Prefeitura, mas auditores da Controladoria-Geral do Município (CGM) encontraram de assistentes sociais a veterinários nas funções. 
As informações constam de um relatório do órgão municipal, que aponta oito irregularidades no contrato. O documento foi publicado pela CGM em janeiro deste ano, mas retirado da internet a pedido da Siurb.
Entre os problemas, os auditores verificaram não haver nenhum gestor da Prefeitura responsável pelos acordos e que o número de horas de serviço pago excedia em 317% o total previsto nos contratos, assinados em 2012 e renovados em julho do ano passado. 
Os contratados, além disso, usavam carros e computadores da Prefeitura para realizar os serviços, no lugar de equipamentos próprios. O procedimento, segundo a CGM, onerou os cofres públicos em um valor estimado em cerca de 20% dos contratos.
O secretário Roberto Garibe, da Siurb, defendeu os trâmites e atacou a CGM, órgão criado pela gestão Fernando Haddad (PT) para fiscalizar o serviço público. “Esses contratos são a espinha dorsal da Siurb”, afirmou. Para justificar a retirada do relatório da internet, ele disse que as considerações da secretaria deveriam constar do material. O prazo para que as respostas sejam enviadas vence nesta sexta-feira. 
Ações
Segundo Garibe, as empresas contratadas - são dois consórcios, com seis empresas - deveriam acompanhar a elaboração de projetos executivos, ajudar nos processos de obtenção de licenças e fazer o gerenciamento de contratos - incluindo a medição dos serviços. 
O que a CGM apontou, entretanto, era que nenhum funcionário da Prefeitura acompanhava o trabalho justamente dos contratados. “Verificou-se que foram juntadas relações contendo nomes dos profissionais (das empresas) com atribuições de horas trabalhadas, bem como relatórios mensais com informações genéricas sobre as atividades dos consórcios no período. Parte dessas informações é de cópias das atribuições da contratada, prevista no Termo de Referência do Edital”, afirmou o relatório.
Uma das empresas que compunham o consórcio era a LBR Engenharia, com sede na Bela Vista, região central da capital. Em sua página, ela informa ter como clientes, além da Siurb, as Secretarias de Serviços e de Transportes - embora não haja contratos em vigor. 
A empresa foi citada em uma investigação, de 2007, que apurou irregularidades na Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU), mas nada foi comprovado. A LBR foi procurada ontem, mas nenhum dirigente foi encontrado.
A reportagem também tentou contato com as empresas Hagaplan e Geosonda. Na Hagaplan, a assessoria não foi localizada. A Geosonda não atendeu os telefonemas. 
'Controladoria é um atraso'
Procurado, o secretário municipal de Infraestrutura Urbana e Obras, Roberto Garibe, disse discordar das premissas adotadas pela Controladoria-Geral do Município (CGM) durante auditoria dos contratos de gestão de obras. Ele informou, porém, que adotou as medidas recomendadas, o que incluiu a demissão de 40 funcionários terceirizados. E fez duras críticas à CGM, as mais pesadas já feitas pelo primeiro escalão da gestão Fernando Haddad (PT). 
Garibe disse que, detectados os problemas nos contratos, a CGM deveria sugerir mudanças às secretarias, e não fazer um relatório “policialesco”, como chamou. “A Controladoria é um atraso”, disse. 
Ao exemplificar o atraso, citou as medidas que já adotou: além de demitir terceirizados que não eram engenheiros, preparou uma nova licitação para empresas e solicitou concurso público para chamar mais servidores para o trabalho. Também cancelou pagamentos, referentes a períodos anteriores.
Com as medidas, os gastos com os consórcios, que eram cerca de R$ 2 milhões por mês, caíram para R$ 1,5 milhão. “Mas isso não é economia. São serviços que deixaram de ser feitos por falta de profissionais.” Segundo ele, o termo “engenheiro” foi usado para compor os pagamentos das pessoas, mas as atividades eram diferentes. Biólogos trabalhavam em licenciamento ambiental. “Temos três licitações liberadas pela Caixa (Econômica Federal), mas tenho de cuidar de uma por vez, agora, no lugar de atacar as três ao mesmo tempo”, disse.




Justiça manda empresa reintegrar funcionário com HIV

O Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região, em Goiás, determinou que a Ética Construtora reintegre à empresa um funcionário portador de HIV. Segundo a Justiça, a reintegração deverá ser em atribuição compatível com a função e as condições de saúde atuais do empregado.
"Determina-se, também, que a reclamada (a construtora) reative o plano de saúde para o reclamante, sob pena de arcar com todas as despesas médicas que vierem ser necessárias", diz a decisão da juíza Cleuza Gonçalves Lopes, titular da 9ª Vara do Trabalho de Goiânia.
Segundo o funcionário, ele precisa trabalhar na sede da empresa em Goiânia ou em local próximo à cidade, pois depende de tratamentos periódicos na capital. Ele afirma que poderia ser alocado para obras nas cidades de Padre Bernardo e Pinenópolis, no Estado.No processo, a empresa afirma que o funcionário poderia trabalhar nas cidades de Piripiri (PI) e Itacajá (TO). Segundo a construtora, as cidades apresentadas por ele estão com as obras em fase de finalização e o tratamento a que ele se submete pode ser feito em qualquer localidade do território nacional, uma vez que atendido pelo Sistema Único de Saúde.
"E, para finalizar, quando de sua contratação, o consignado tinha conhecimento de que poderia prestar serviço em qualquer localidade do país", argumenta a empresa.O despacho da juíza é uma antecipação de tutela, um pedido para antecipar os efeitos da decisão, antes do julgamento. A primeira audiência de instrução do processo está marcada para o início de abril.
Para Chyntia Barcellos, que defende o funcionário, é inadmissível que o portador seja demitido por ser considerado uma 'ameaça' aos demais. "Vale lembrar que ninguém pode ser submetido aos testes de Aids compulsoriamente. Estes deverão ser usados exclusivamente para fins de diagnósticos, para controle de transfusões e transplantes, e estudos epidemiológicos, nunca para qualquer tipo de controle de pessoas ou populações", alerta.
A advogada cita ainda a Lei 12.984, em vigor no Brasil desde junho de 2014, que tipifica a discriminação do portador do vírus HIV e o doente de aids, punindo tais práticas com a pena de reclusão de um a quatro anos e multa. Pela legislação, negar emprego ou trabalho, exonerar ou demitir de seu cargo em razão da sua condição de portador ou de doente também serão caracterizados como crime.
"O combate eficaz à discriminação no trabalho exige o envolvimento de diferentes atores sociais, como sindicatos, advogados, médicos do trabalho, profissionais de saúde e outros. São passos iniciais para garantir um ambiente de trabalho com reais condições de liberdade, segurança e dignidade humana", finaliza Chyntia.
COM A PALAVRA, A ÉTICA CONSTRUTORA.
"Não podemos nos pronunciar porque o processo encontra-se em segredo de Justiça."



Toffoli nega que tenha discutido Lava-Jato em encontro com Dilma

A presidente Dilma Rousseff recebeu o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), na manhã desta quarta-feira no Palácio do Planalto. Depois de um encontro de uma hora e meia com a presidente, o ministro disse que não conversou sobre as investigações de políticos suspeitos de envolvimento no escândalo da Petrobras desvendado pela operação Lava-Jato. Além de Toffoli, os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e José Eduardo Cardozo (Justiça) participaram da reunião.
Na breve entrevista que concedeu no térreo do Planalto, Toffoli disse que o encontro foi marcado para discutir a proposta do ministro de criar o Registro Civil Nacional, no qual desde o nascimento o cidadão já é cadastrado na Justiça Eleitoral e ganha um número que será seu título de eleitor. Toffoli se negou a responder a maior parte das perguntas.
Já de saída, de dentro do elevador, Toffoli foi monossilábico ao responder se a Lava-Jato foi tema da reunião:
— Não.
Este foi o primeiro compromisso do dia de Dilma e não estava previsto até a noite de terça-feira, quando foi divulgada a agenda da presidente. Sobre o fato de a agenda presidencial ter sido alterada apenas algumas horas depois de ele ter se candidatado para integrar a turma que julgará políticos da Lava-Jato, o ministro disse se tratar de coincidência.
— Essa agenda já estava marcada há muito tempo, esse projeto tem muito tempo. Foi apenas uma questão de circunstância e coincidência, essa agenda já estava marcada — explicou.
Toffoli, que foi assessor da Casa Civil e Advogado-Geral da União no governo de Luiz Inácio Lula da Silva e, antes disso, advogado do PT, presidirá a segunda turma do STF, que julgará os casos de políticos investigados no âmbito da Lava-Jato. Toffoli pertence à primeira turma do tribunal, mas se candidatou para integrar a segunda turma na noite de ontem para evitar que os julgamentos resultem em empate, já que o colegiado está sem um membro desde a saída de Joaquim Barbosa. A sugestão da ida de algum membro da primeira para a segunda turma partiu do ministro Gilmar Mendes. Como o mais antigo da Primeira Turma, Marco Aurelio Mello, declarou que não queria mudar de colegiado, a cadeira vazia ficou com Toffoli.
O ministro Dias Toffoli se dispôs a trocar e, com isso, vai presidir, a partir de maio, a análise da maioria dos inquéritos que apuram as fraudes na Petrobras. Até lá, a presidência da Segunda Turma permanecerá com Teori Zavascki, cujo mandato de um ano chega ao fim. Como o decano da corte, Celso de Mello, não manifestou interesse em presidir a turma, ficando assim com Toffoli por ser o segundo mais antigo.
Depois do encontro com Toffoli, Dilma recebe o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Em seguida ela parte para Rio Branco (AC), onde entregará 967 unidades do programa Minha Casa Minha Vida.

Joaquim Barbosa se diz 'chocado' com depoimento de Barusco..

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa usou seu perfil no Twitter na madrugada desta quarta-feira, 11, para chamar de "chocante" a programação da TV Câmara, que nessa terça, 10, transmitiu a sessão da CPI da Petrobrás. Os deputados ouviram o ex-gerente executivo da estatal Pedro Barusco sobre o esquema de propinas e o suposto financiamento de partidos políticos.
Barbosa citou momentos de queda de regimes ao longo da história e disse que é um erro ver "o que se passou ontem na Câmara dos Depurados sob ótica puramente partidária". "Partidos são meros instrumentos. Nossa nação não se construiu e tampouco se define à luz de momentâneos interesses partidários", escreveu o magistrado.
Antes de comentar a sessão no Parlamento, Barbosa falou sobre a Revolução Francesa, a queda do regime czarista na Rússia e a proclamação da República no Brasil. "Em 15/11/1889, nem mesmo o general Deodoro da Fonseca tinha em mente derrubar o regime imperial sob o qual o Brasil vivia. Aconteceu", escreveu Barbosa, antes de explicar. "Por que fiz esses 3 últimos posts sobre História? Porque no Brasil pouca gente pensa nas ''voltas'' e nas ''peças'' que a História dá e aplica", afirmou o ministro.





Lésbicas, casadas e pastoras de uma igreja evangélica

Lanna Holder (à esq.) e Rosania Rocha.


Na porta do endereço da Avenida São João, número 1.600, bem no centro de São Paulo, a transexual Vitória tentava entender um aviso fixado em uma porta de vidro. Analfabeta, pediu ajuda para ler que “no próximo domingo não haverá distribuição de cestas básicas”.
O anúncio estava colado na porta da igreja evangélicaCidade de Refúgio, um lugar onde transexuais, como Vitória, além de gays e lésbicas são bem recebidos. Inaugurado em 2011, o templo é comandado pelo casal de pastoras Lanna Holder e Rosania Rocha, 40 e 41 anos, respectivamente.
Em junho deste ano, a Cidade de Refúgio completará quatro anos, quando deve inaugurar um novo templo, com capacidade para até 2.000 pessoas, no endereço ao lado. Isso ocorre em um momento em que pautas como o Estatuto da Família – que, entre outras coisas, define como núcleo familiar apenas a união entre homem e mulher, excluindo a união homoafetiva, aprovada em 2011 pelo Supremo Tribunal Federal - volta e meia entram em votação na Câmara dos Deputados, cada vez mais conservadora. Assim como outros projetos de lei como a cura gay – que altera resoluções do Conselho Federal de Psicologia que proíbem que profissionais participem de terapias para alterar a identidade sexual do paciente.
Era justamente a "cura gay" que Lanna Holder pregava quando conheceu Rosania, em 2002. Na época, ambas tinham marido e filhos. Rosania era casada com um pastor e cantava nos cultos de igrejas evangélicas brasileiras nos Estados Unidos. Evangélica desde os 19 anos, Lanna era missionária da Assembleia de Deus, uma das maiores entre as pentecostais, com milhares de membros. “Eu tinha alcançado um ápice ministerial por conta do meu testemunho”, conta Lanna. “Eu falava sobre a minha mudança de orientação sexual. Eu era uma ex-lésbica”. Ela passou seis anos viajando pelo Brasil e pelo mundo pregando sua cura.
Em uma das viagens aos Estados Unidos, Lanna e Rosania se conheceram. Demorou quase um ano para que elas percebessem que havia uma atração entre elas, maior do que a amizade. “Um dia, liguei para ela para dizer que eu amava ela”, conta Lanna. Um mês depois, Lanna foi para os Estados Unidos, para pregar, e ficou na casa de Rosania. “Quando ela foi me buscar no aeroporto e eu a vi, pensei: Jesus, tenha misericórdia”, conta Lanna, rindo. A situação foi difícil para elas. Quando perceberam que estavam apaixonadas, relutaram com os recursos que conheciam. “Oramos muito, chorávamos, jejuávamos”, diz Rosania. O jejum era uma forma de troca. “Pensávamos: Olha Jesus, eu vou jejuar e você tira isso de mim”.
Mas o sentimento que tinham uma pela outra não tinha mais volta. “E percebemos que estávamos perdendo a nossa legalidade diante de Deus”, diz Lanna. Procuraram os respectivos maridos e contaram a história para eles. Na sequência, procuraram pelo pastor da igreja nos EUA para pedir ajuda. E para que a história não viesse à tona. Na verdade, queriam ser curadas: “Na época, tudo o que você pode imaginar que a igreja dizia que nos curaria, nós tentamos. Desligamento de alma, cura interior, fizemos tudo”, diz Lanna. No dia seguinte à procura pelo pastor, a comunidade evangélica no Brasil e nos Estados Unidos estava sabendo da relação das duas. “Perdemos contratos para os shows da Rosania e para a minha pregação”, conta Lanna. “Eu não tinha nem como entrar na igreja. As pessoas mudavam de calçada, me hostilizavam no supermercado”, diz Rosania. Ela foi expulsa de casa e voltou a trabalhar, fazendo faxina nos Estados Unidos. E parou de cantar.
Desligadas, Lanna acabou indo morar nos Estados Unidos também. “Entreguei pizza, trabalhei na construção civil, fiz tudo para sobreviver ali”, conta. Mas sofreu um acidente e ficou em coma por três dias. E foi isso que as uniu novamente. Um pastor “muito conhecido aqui no Brasil” as orientou. “Ele dizia: Deus quer que vocês sejam felizes. O que está errado é o fato de que vocês estão casadas. E não de estarem apaixonadas”. Elas não revelam a identidade do pastor.
    Rosania não podia se divorciar porque estava esperando para receber o green card. “Estava esperando há 17 anos. Se eu saísse dos EUA, não poderia voltar para ver meu filho”, conta. Ficaram dois anos sem se ver. “E eu dizia, 'senhor, agora é o momento, o senhor vai me transformar em uma hetero”, diz Rosania, aos risos.
    Lanna já estava de volta ao Brasil e, como estava separada de Rosania, voltou a pregar na Assembleia de Deus. “Na mentalidade da igreja, aquilo tudo já tinha passado”, diz Lanna. Ela nunca mais pregou seu testemunho de ex-lésbica. Mas, mesmo afastadas, a relação perdurou. E elas acabaram por ficar juntas. Da reunião com amigos na casa delas para cantar e orar, surgiu a ideia de fundar uma igreja que as acolhesse e não as expulsasse como ocorrera no passado. Em 2011, quando a Cidade Refúgio surgiu, já existiam cerca de sete igrejas inclusivas no Brasil, como são chamadas as igrejas que acolhem a comunidade LGBT. Hoje, segundo Lanna, o número chega perto de 20.
    O culto na Cidade de Refúgio é um espetáculo, como toda pregação pentecostal. A pastora prega, lê a Bíblia, há alguns shows, passa-se as máquinas de cartões para o pagamento dos dízimos, as pessoas oram, choram, se emocionam. A igreja se mantém com dízimo e ofertas. “Como qualquer igreja”, diz Lanna. O público é formado por homossexuais, mas há casais heterossexuais e crianças também, em menor número. “Estamos aqui para aceitar a todos, e não para excluir os heteros. Não somos uma igreja só para gay. Como as duas pastoras são casadas, temos uma tendência a atender a esse público homoafetivo”, diz Lanna. No culto de domingo, o maior da semana, chegam a passar pela ali até 500 pessoas para assistir à pregação de Lanna. No total, são três horas de cerimônia.
    Quando era missionária da Assembleia de Deus, Lanna conta que certa vez teve de ser "disciplinada". "Eu levei um grupo de jovens para visitar uma cachoeira em Bezerros, lá em Pernambuco", contou ela durante o culto. "Fui de vestido longo, pois não podia usar maiô, fiz tudo certo. Só que o nome da cachoeira era Banho de Cerveja", diz. O público cai na risada. Lanna contou essa história para dizer que "nunca deu muito trabalho" na igreja. "Mas quando dei, foi de uma vez só, assim como a Rosania, né?", diz, olhando para a esposa, que está no púlpito também. Todos riem. Do começo ao fim, elas se referem como esposas. Não há o que esconder. Mas tampouco há um discurso dirigido para homossexuais ou transexuais.
    Além dos cultos – são três por semana, além de outros eventos e conferências - a igreja tem uma ONG que dá atendimento psicológico para o público que frequenta o templo e atende a cerca de 100 famílias todos os meses com a distribuição de cestas básicas. “Chega gente aqui com uma carga emocional muito pesada”, conta Lanna. No ano passado, as pastoras realizaram mais de 40 casamentos entre pessoas do mesmo sexo.
    Como evangélicas, Lanna e Rosania são categoricamente contra o sexo antes do casamento. “O sexo só é abençoado por Deus quando ele é debaixo de uma aliança”, diz Lanna. Elas se casaram em 2013.
    Sobre o Estatuto da Família, a opinião de Lanna é uma crítica a deputados que têm a mesma origem que ela, a Assembleia de Deus. “Essa lei evidencia que eles (os deputados evangélicos) lidam com essa parte da sociedade (homossexuais e transexuais) como se ela não fosse digna de viver uma vida de santidade, como se todo o homossexual fosse promíscuo”, diz. “No dia que pesar no bolso deles, que eles descobrirem que 40% das pessoas que estão dentro da igreja deles são homossexuais, são gays, eles vão mudar de ideia”.
    Segundo Lanna, as igrejas evangélicas já não têm um discurso tão contundente contra os homossexuais, por saberem que uma parcela importante do seu público é feita deles. “Eles já não pregam mais contra o homossexual. Fingem que não estão vendo. Mas isso só vai mudar quando mexer no bolso deles”, diz.
    A história de Lanna e Rosania rendeu um livro, que será publicado no final deste ano. Hoje,moram em São Paulo com os dois filhos do primeiro casamento de cada uma delas, um de 13 anos e um de 18. Pensaram em fazer inseminação artificial para gerar mais um filho, mas o projeto, por enquanto está suspenso, por falta de tempo.
    Depois de muitos anos, o casal diz viver em paz. “O meu testemunho terminava com aquele final hollywoodiano. Eu dizia: Olhem para mim, e vinha meu marido com o meu filho. E eu dizia: Hoje sou ex-lésbica, ex-drogada, estou curada”, conta. “Aquilo era uma propaganda de margarina, não era real”.

    Esta é a situação...

    Eu quero deixar registrado mais uma vez o que esta acontecendo na rua Siqueira Campos,  bairro Sumaré em Caraguatatuba e mostrar através das fotos feitas na tarde de ontem por uma moradora para o senhor prefeito senhor Antonio Carlos da Silva, vice-prefeito Antonio Carlos da Silva Junior, secretário municipal de serviços públicos senhor Sergio Arnaldo Brás e sua adjunta senhora Denise de Oliveira, secretaria municipal de saúde senhora Marina de Fátima Oliveira junta e sua adjunta senhora Luciana Fadel Locatelli os motivos de Caraguatatuba estar batendo todos os recordes da DENGUE a nível nacional...