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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Book rosa no futebol tem viagens e agrados no lugar de cachês

A novela Verdades Secretas chega a sua última semana e termina consagrando o termo "book rosa". Tido muitas vezes como um boato, a prática, que lista de garotas escolhidas por agências de modelos para fazer programas com clientes após eventos, também tem sua passagem pelo futebol. A prática conta com viagens de luxo para as modelos e em algumas oportunidades o cachê delas são trocados por "agrados".
Em conversa com algumas modelos, que preferem não se identificar para não perder o "patrocínio" que ganham dos atletas, admitem ser adeptas da prática e com isso ganham viagens luxuosas e alguns presentinhos.
"Meu cachê varia entre R$ 5 mil e R$ 8 mil. O maior que ganhei foi em uma festinha de dois dias na ilha de Ibiza com jogadores brasileiros que estão na Europa. Era feito um rodízio de meninas a cada quatro horas. Eu ganhei um relógio de ouro e R$ 80 mil", disse a modelo que prefere se identificar como Luiza Gimenez.
Algumas até admitem que topam fazer um programa de graça com jogadores em troca de viagens e presentes. Mas esse não é o caso de Camila Ferrari, que assume fazer book rosa com boleiros e não tem medo de esconder seu nome.
"Então eu não sou do tipo que sai com um homem por ele ser jogador, empresário, o que for. Eu não preciso disto, pois status não paga minhas contas. Me considero uma empresária do sexo e eu tenho objetivos. Não me agrega nada desfilar com um homem por ele ter um carro de R$ 900 mil ou se ele é famoso e está em um camarote de uma festa", afirmou.
"Há pouco tempo, estive fora do país com um jogador brasileiro. Ele reservou uma suíte em um hotel maravilhoso para passar a noite comigo, foi somente uma noite e ele me pagou 3 mil euros (R$ 13,5 mil). Foi uma noite maravilhosa, tenho que admitir", completou Camila
Há um consenso entre todas as modelos procuradas. Elas nunca são procuradas diretamente pelos jogadores. Essa função geralmente fica para pessoas próximas, como explica Luiza.
"Sou cadastrada em uma agência de modelos, que pratica o book rosa. Eles me ligam para feiras e eventos. Assino contrato como se fosse para participar de um desfile ou uma feira. Mas na realidade é para sair em encontros com empresários e famosos no meio artístico. Recebo sempre metade antes da agência e na chegada do hotel ou local, a outra metade. A agência fica com 30% de meu faturamento. Seus assessores ou empresários procuram e fecham o valor. Às vezes, eu levo amigas, geralmente festinhas com mais de 6 modelos, com o valor sempre acordado pela agência", afirma Luiza, que lucra ainda mais ao fazer amizade com os atletas, cortando o intermediário da negociação.
Uma regra é sempre seguida por todas elas. Antes de todo e qualquer evento, o celular delas são confiscados para evitar fotos ou imagens que possam prejudicar a imagem dos jogadores. Camila ainda relata que seus clientes geralmente têm entre 19 e 27 anos e sempre possuem coleções de tênis, relógios e bonés.
E para quem tem dúvida do motivo que leva os jogadores a procurarem esse tipo de serviço e não sair com marias-chuteiras que estão sempre em seus pés, a modelo responde.
"As marias-chuteiras em nenhum momento vão passar discrição. O objetivo delas é aparecer nas custas deles. Meu objetivo é outro, é financeiro, atender da melhor forma possível com carinho e atenção, pois eles alugam o meu tempo e o meu silêncio. E para isso cobro muito bem", finaliza.

Del Nero falta a mais uma reunião no exterior e Fifa estuda expulsá-lo

Del Nero não aparece a eventos da Fifa desde o fim de maio. FBI investiga o dirigente

A Fifa realizará nesta semana reunião do Comitê Executivo, na Suíça, e Marco Polo Del Nero não comparecerá. As seguidas ausências do presidente da CBF a compromissos oficiais da entidade deverão ser repreendidas internamente.
Surgiu a informação que grupo dentro da entidade se mobiliza para pedir a exclusão do dirigente brasileiro do quadro da Fifa.    
Del Nero tem cargo no Comitê Executivo da Fifa. O dirigente se ausentou de todos eventos da entidade após o episódio que resultou na prisão de sete dirigentes, entre eles José Maria Marin, em 27 de maio.
A ala na Fifa contrária à permanência de Del Nero é formada por europeus e sustenta que o dirigente não pode manter esse comportamento. Não há regras específicas para expulsar uma pessoa do Comitê. O grupo quer acelerar processos que comprovariam descompromisso Del Nero com a entidade máxima do futebol.
Um eventual desligamento de Del Nero do Comitê Executivo da Fifa não representaria a saída do dirigente do comando da CBF. Del Nero reiterou que não renunciará ao cargo.
Investigado pelo FBI
A procuradora-geral de Nova York, Loretta Lynch, informou que novos dirigentes deverão ser detidos e indiciados sob a acusação de corrupção no futebol. As sete detenções feitas em foram coordenadas pela Justiça norte-americana, que contou com o apoio da polícia suíça.

De acordo com a publicação, o FBI reúne transações e contas bancárias feitas por Del Nero nos Estados Unidos que o ligariam a recebimentos de propinas para comercialização de torneios de futebol.

A investigação do FBI começou após suspeitas de irregularidades em contratos televisivos da Copa América de 2016, que será nos EUA.   

EUA pedem R$ 40 milhões para liberar prisão domiciliar a Marin

A Justiça dos Estados Unidos pretende cobrar quase R$ 40 milhões para que José Maria Marin troque o regime fechado pela prisão domiciliar. O ex-presidente da CBF está preso na Suíça, mas deve ser extraditado nesta semana para a América do Norte.
A multa dos EUA para Marin está sendo negociada por R$ 28 milhões em dinheiro, mais o confisco de um apartamento de Marin nos EUA, avaliado em R$ 10 milhões. As polícias norte-americana e suíça mantêm acordo diplomático, facilitando extradições de pessoas detidas. Marin possui moradia em Nova York. 
Caso confirmada a extradição aos EUA, Marin terá direito a recorrer. Mas os advogados do dirigente estudam aceitar prontamente a ordem judicial, pois o direito a recorrer implicaria em mais tempo preso em Zurique; aos 83 anos. 
Responsável pela investigação que resultou na prisão de sete dirigentes Fifa, o FBI quer que Marin tenha função semelhante a de José Hawilla (empresário proprietário da Traffic), que aceitou delação premiada, além de aceitar pagar multa de US$ 151 milhões. Em troca, Hawilla evitou de ser preso nos EUA e ganhou liberdade assistida.
Com bases em depoimentos de Hawilla, a Justiça norte-americana investigou esquemas ilegais em contratos televisivos de torneios nas Américas, que envolviam Marin, Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero. Dos três, Marin foi o único detido.
A expectativa da defesa é que Marin fique no máximo semanas em regime fechado para depois ser encaminhado para prisão domiciliar enquanto dura o processo, o que já acontece com o empresário J.Hawilla. 

É preciso 'dar tempo ao tempo' para PMDB chegar a acordo sobre reforma, diz Temer

O vice-presidente Michel Temer admitiu nesta terça-feira, 22, que ainda não há acordo para a reforma ministerial. No comando do PMDB, Temer prefere que o partido não faça indicações e deixe a presidente Dilma Rousseff à vontade para compor a equipe, mas a bancada do PMDB na Câmara quer o Ministério da Saúde, controlado pelo PT.
"É preciso esperar um pouco mais. Vamos dar tempo ao tempo", disse Temer ao jornal O Estado de S.Paulo, ao voltar de um almoço, no Palácio do Jaburu, com amigos do PMDB, entre os quais o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, o ex-ministro da Aviação Moreira Franco e o ex-deputado Geddel Vieira Lima. "Com o tempo, as bancadas se entendem", amenizou o vice.
O líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), deseja que a bancada controle dois ministérios, sendo um deles a Saúde. O governo aceita entregar a Saúde, dependendo do nome indicado, desde que o PMDB lhe dê sustentação no Congresso para apoiar o pacote fiscal e barrar eventual processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Quando Dilma foi eleita pela primeira vez, em 2010, o então governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), chegou a anunciar que Sérgio Côrtes, então secretário estadual, seria ministro da Saúde. Dois dias depois, teve de recuar e Dilma nomeou Alexandre Padilha (PT).

Reação

No ano passado, Padilha deixou o ministério para concorrer ao governo de São Paulo. A cadeira foi ocupada, então, por Arthur Chioro (PT), indicado pelo prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho. Chioro tem o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e rumores sobre sua saída já provocaram forte reação do PT.
Em conversas reservadas, dirigentes do PT dizem que o partido não aceita entregar nem Saúde nem Educação e o recado já foi enviado ao Palácio do Planalto. Emissários do Planalto avisaram os petistas, porém, que precisam do PMDB para manter a governabilidade.
Diante das reações negativas no partido sobre a fusão dos ministérios do Turismo com Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Dilma não deve mais unir essas pastas. Com isso, tudo indica que Henrique Eduardo Alves - homem da confiança de Temer e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) - continuará no Turismo.
Apesar dos apelos de Temer para que o PMDB não faça qualquer indicação, uma ala do partido no Senado quer desalojar Gilberto Kassab (PSD) do Ministério das Cidades e Gilberto Occhi (PP) de Integração Nacional, ampliando não apenas o seu espaço na Esplanada como a influência das pastas comandadas pela legenda.

PMDB na Câmara entrega a Dilma 7 nomes para ocupar ministérios

O líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), encontrou a presidente Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada na manhã desta quarta-feira (23) para entregar os nomes escolhidos pela bancada do partido para ocupar as pastas da Saúde e da Infraestrutura (fusão entre Portos e Aviação Civil) na reforma ministerial em curso no governo. A presidente deve anunciar seu escolhido nesta quinta-feira (24).
Os sete nomes foram escolhidos na terça-feira (22) em uma longa reunião da bancada, que decidiu fazer indicações por 42 votos a nove. Para Infraestrutura, os peemedebistas da Câmara indicaram José Priante (PA), Mauro Lopes (MG), Celso Pansera (RJ) e Newton Cardoso Júnior (MG). Para Saúde, foram indicados Saraiva Felipe (MG) - já vetado por Dilma -, Manoel Júnior (PB) e Marcelo Castro (PI).
Segundo um dos participantes da reunião, a petista recebeu a lista de nomes sem fazer comentários e ficou de dar uma resposta até esta quinta-feira. Ela não abordou no encontro a vontade que externou a interlocutores de manter no governo o atual ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, colocando-o na pasta de Infraestrutura. A bancada da Câmara é contra.
Picciani também defendeu a permanência do ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) no governo. Ele hoje ocupa o Ministério do Turismo. O líder do PMDB na Câmara informou o líder do partido no Senado, Eunício Oliveira (CE), sua intenção de manter Alves. Oliveira não tomou posição.
O Senado tem direito a duas indicações e deve manter Kátia Abreu (Agricultura) e Eduardo Braga (Minas e Energia). A intenção de Picciani é que Henrique Alves seja apresentado como o nome de consenso entre Câmara e Senado para ocupar o quinto ministério oferecido ao partido.
A oferta de ministérios ao PMDB garantiu ontem apoio do partido à manutenção dos vetos presidenciais na sessão do Congresso que foi interrompida nesta madrugada por falta de quórum. Segundo relatos, a presidente agradeceu a Picciani a "ajuda" da bancada.

Dilma desiste da Infraestrutura, e PMDB deve ficar com seis ministérios

Em troca de garantir um maior apoio do PMDB, a presidente Dilma Rousseff deve desistir da criação do Ministério da Infraestrutura, que reuniria Aviação Civil e Portos, e deixar as duas pastas nas mãos do partido, garantindo à legenda seis vagas no primeiro escalão do governo.
Depois de diversas reuniões ao longo da quarta-feira (23), o vice-presidente Michel Temer confirmou que "provavelmente" o PMDB ficaria com seis ministérios, um a mais do que o planejado inicialmente por Dilma e apenas um a menos do que o atual desenho do ministério.
O xadrez da composição política da reforma ministerial ainda não está fechado e, ao contrário do previsto inicialmente, a presidente deve embarcar para Nova York nesta quinta-feira (24) sem anunciar o formato e os nomes do novo ministério, segundo Temer. "Existe a possibilidade da reforma ficar, sim, para depois da volta da presidente", disse o vice-presidente.
Fontes do Palácio do Planalto informaram à "Reuters" que a decisão de anunciar a reforma ainda dependia de conversas que Dilma estaria tocando pessoalmente, mas os ministros do PMDB foram informados que dificilmente o anúncio será feito antes da viagem da presidente.
A reorganização do espaço do PMDB e também do PT ocupou a maior parte do dia da presidente na quarta-feira. A intenção do governo é reorganizar o ministério para trazer o PMDB novamente para dentro da coalizão política, de acordo com um ministro palaciano.
Alijado de algumas das decisões mais importantes, como a recriação da CPMF, o partido ensaiava abandonar o governo. Prestes a enfrentar mais uma rodada de votações duras no Congresso, com as novas medidas de ajuste fiscal, a presidente reconheceu a necessidade de tentar unir a maior parte do PMDB com o governo.
Logo pela manhã, Dilma recebeu o líder do partido na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), que foi entregar os nomes de indicados pela bancada para duas vagas: o Ministério da Saúde, que Dilma já havia oferecido ao partido, e a nova pasta de Infraestrutura, que reuniria Aviação Civil, hoje nas mãos de Eliseu Padilha, e Portos, com o também peemedebista Edinho Araújo.
Dilma, que ofereceu as duas pastas ao PMDB da Câmara em uma tentativa de aproximação com Picciani, informou ao deputado que planejava manter Padilha no comando da nova pasta, mas ouviu que os deputados do partido não se consideravam representados pelo ministro gaúcho, indicado inicialmente por Temer.
Ao consultar seu vice-presidente, Dilma ouviu que ele não faria objeção e nem interferiria nos desejos da bancada na Câmara, mas a presidente reafirmou o desejo de manter Padilha, considerado essencial para a articulação política do governo.
De acordo com fontes próximas a Temer, o vice-presidente preferiu chamar a atenção de Dilma para outro problema que seria criado com a reforma. O ministro da Pesca, Helder Barbalho, perderia o cargo na reforma e seu pai, o senador Jader Barbalho (PMDB-PA), estava bastante irritado com a situação. Jader cobrava o apoio dado ao governo quando o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) ensaiou um afastamento do Palácio do Planalto.
Até o final da noite de quarta-feira, a solução encontrada pelo Planalto foi desistir da criação da pasta de Infraestrutura, mantendo assim Padilha na Aviação Civil e deslocando Helder Barbalho para Portos.
Para a Saúde, Dilma deve indicar Marcelo Castro (PMDB-PI) ou Manoel Junior (PMDB-PB), nomes levados a ela pela bancada peemedebista na Câmara, que deverá manter ainda Henrique Eduardo Alves no Ministério do Turismo. O partido ficaria ainda com os senadores Eduardo Braga em Minas e Energia e Kátia Abreu na Agricultura.
Temer reuniu em seu gabinete à noite Padilha, Jader Barbalho, Helder Barbalho e Henrique Eduardo Alves. Os peemebistas saíram visivelmente satisfeitos do encontro, mas ainda aguardavam a decisão final da presidente. Dilma embarca nesta quinta-feira para Nova York, onde participa da 70ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, e só deve retornar ao Brasil na próxima terça-feira.