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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

STF debate redução das penas de Valério e Jefferson por crimes do mensalão


Os ministros do Supremo Tribunal Federal já começam a debater uma possível redução da pena do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza por causa de sua contribuição às investigações que resultaram na condenação dos acusados de integrar o esquema de pagamento de parlamentares durante o primeiro mandato do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Além de Valério, que entregou ao Ministério Público Federal uma lista de beneficiários dos pagamentos do mensalão, o presidente do PTB e deputado cassado Roberto Jefferson também poderá ser beneficiado com redução da pena - foi o político quem trouxe a público o esquema em 2005.
A pena imposta a Valério pelo mensalão supera 40 anos pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, evasão de divisas, corrupção ativa e peculato. Mas o tribunal ainda não mensurou os efeitos da contribuição dada pelo operador às investigações. Um integrante do tribunal admite que a Corte pode reduzir "drasticamente" a pena quando esse assunto for discutido.
A discussão sobre a concessão de benefícios a Valério iniciada agora pelos ministros do Supremo não tem relação com o mais recente depoimento do empresário à Procuradoria-Geral da República. Em setembro, Valério procurou o Ministério Público espontaneamente e, em seu relato, citou o nome de Lula, do ex-ministro Antonio Palocci e afirmou ainda que dinheiro do 'valerioduto' foi usado para pagar pessoas que estariam chantageando o PT em Santo André, após a morte do prefeito Celso Daniel em 2002.
Valério disse no depoimento de setembro que poderia fazer novas revelações, mas pretende receber em troca sua inclusão no programa de proteção a testemunhas - algo que poderia livrá-lo da cadeia, pois ele teria de mudar de nome e passar a viver em um local sigiloso. O eventual benefício poderá ser discutido no futuro, após a conclusão do julgamento em andamento no Supremo e a eventual abertura de novo inquérito.
Agora, os ministros avaliam as contribuições prestadas anteriormente. A lista fornecida por Valério com os nomes dos beneficiários do esquema foi confirmada pelo ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares - a ele cabia definir a quem o dinheiro que passava pelas agências de publicidade de Marcos Valério seria entregue.
Sem o rol de nomes, o Ministério Público Federal teria dificuldades de chegar aos deputados que trocaram por dinheiro o apoio a reformas de interesse do governo Lula no Congresso.
O mesmo valerá para Jefferson, condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O tamanho de sua pena ainda não foi calculado.
Relator do processo, o ministro Joaquim Barbosa, valeu-se das declarações de Jefferson para condenar o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu, formalmente denunciado por formação de quadrilha e corrupção ativa como mentor do mensalão.
Continuidade - As declarações de Jefferson fizeram também estancar o esquema. Depois que o presidente do PTB revelou a existência do mensalão, admitindo inclusive ter recebido dinheiro do PT, não houve mais liberação de recursos. E as investigações foram iniciadas pelo Ministério Público Federal.
Essa provável redução das penas aos dois réus independe da calibragem que os ministros já previam para o final do julgamento. Ao final do cálculo das penas, adiantam alguns ministros, especialmente Marco Aurélio Mello, o tribunal discutirá se os crimes foram cometidos em continuidade, por exemplo. Os ministros podem considerar que determinadas práticas eram parte de uma só conduta. Para casos como este, a legislação prevê que as penas não necessariamente somam. O que o tribunal fez até o momento foi apenas somar as penas. Essas circunstâncias ainda não foram consideradas pelos integrantes da Corte.
Aposentadoria - O tribunal retoma o cálculo das penas na quarta-feira. A expectativa de alguns ministros é que o julgamento se encerre em quatro sessões. Nesse caso, o presidente do tribunal, ministro Carlos Ayres Britto, participaria até o final e se aposentaria em seguida. O presidente do STF completa 70 anos no dia 18 e compulsoriamente deixará a Corte.

'Fator surpresa' pode baixar as notas da redação, afirmam especialistas


O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012 terminou ontem com incidentes pontuais e uma surpresa - no último dia, os 4,17 milhões de candidatos que participaram dos dois dias de exame tiveram de escrever uma redação sobre movimentos de imigração no Brasil no século 21. O tema foi considerado inesperado e difícil e professores consultados pelo Estado afirmaram que a complexidade pode resultar em queda média do desempenho dos alunos.
Os candidatos enfrentaram ontem, além da redação, as provas de português e matemática. No sábado, foi a vez de Ciências Humanas e da Natureza. Segundo balanço divulgado ontem pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, a taxa de abstenção, de 27,9%, foi praticamente a mesma do ano passado (27,6%). Os problemas maiores se concentraram na internet (mais informações na página A17).
Ontem, na porta da maior parte dos locais de prova, o tema da redação era o principal assunto. "Eu me preparei para temas como violência, política, Código Florestal e não esperava isso. Fiquei limitado ao que tinha na proposta", diz o estudante Marcus Santos, de 19 anos.
A proposta para a redação trazia uma coletânea com informações sobre imigrantes do Haiti, que chegam ao País pelo Acre, e da questão dos bolivianos no Brasil. Também havia menção ao movimento de migração dos séculos 19 e 20.
Para o professor Rogério Chociay, aposentado do departamento de Letras da Unesp e especialista em redação de vestibular, é possível que haja queda no desempenho dos estudantes com relação ao ano anterior - em que o tema era internet. "Há uma quebra de expectativa com relação ao ano passado. O tema está um tanto fora do eixo da maioria dos estudantes e além disso não há informações precisas se há de fato um movimento migratório", diz ele. "A proposta é perigosa pelo número de dúvidas. Ele ficou dependente dos textos de apoio e isso complica."
Nilson José Machado, professor da faculdade de Educação da USP, diz que os textos de apoio do Enem têm se mostrado limitadores e repetitivos. "Talvez fosse mais razoável se fossem colocados textos com claras referências teóricas à tolerância, por exemplo, que textos que reiteram casos particulares."
O diretor pedagógico da Oficina do Estudante, Célio Tasinafo, elogiou a escolha do tema. "É um assunto atual e relevante, que obriga o aluno a refletir sobre questões sociais e políticas", diz.
No entanto, ele reconhece que a proposta pode ter ficado distante da realidade da maioria dos vestibulandos. "Pela lógica, a nota média da redação tende a ser um pouco menor que a do ano passado. Mas outro fator que pode alterar esse quadro é o fato de que a correção neste ano será mais criteriosa."
Para Caroline Andrade, do Cursinho da Poli, a proposta trouxe um tema que surpreendeu. Ela afirma que o "fator surpresa", no entanto, pode atrapalhar o rendimento. "O inesperado pode causar insegurança e fazer com que a pessoa não consiga construir uma argumentação consistente", diz.
Simone Motta, professora de redação do Etapa, argumenta que o tema segue a proposta do exame, de trazer um assunto atual à tona. "Pode ter sido uma escolha menos trivial, mas não foge à regra." Para ela, a coletânea apresentada foi muito eficaz ao apontar os principais movimentos migratórios.
O coordenador-geral do Anglo, Luís Ricardo Arruda, diz que essa problemática é conhecida por quem se informa. Mas ele também afirma que a nota média deve cair. "O Enem vai se aproximando de um vestibular. E para isso tem de ser seletivo mesmo."
O que ainda precisa de amadurecimento, diz Tasinafo, da Oficina do Estudante, é a prova de Linguagens. "Os textos continuam muito longos. O candidato chega à metade da prova cansado".

Redução de pena de Marcos Valério é viável, diz Ayres Britto


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, considerou nesta segunda-feira, 5, ser viável a redução da pena do operador do mensalão, Marcos Valério Fernandes de Souza, condenado a 40 anos pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, evasão de divisas, corrupção ativa e peculato, dentro do processo do mensalão.
"No plano das possibilidades é viável", disse Ayres Britto, em entrevista, durante solenidade no Tribunal Regional Federal da 5. Região (TRF-5), no Recife. "É preciso conversar com os ministros, aqui e ali há um comentário, mas nada ainda definido, combinado, ajustado".
Segundo ele, uma eventual redução será com base "técnica". "Tudo é possível no ajuste final, que chamamos de dosimetria", afirmou. Ele deixou claro que uma redução da pena não tem relação com a proposta da defesa de Marcos Valério, feita em setembro, ao STF e Ministério Público Federal (MPF), de delação premiada mediante novas informações sobre o caso.
"É com base no que já se encontra nos autos", destacou. "Não tem nada a ver com o que ele falou, se falou, em setembro". O presidente do STF sequer confirmou o encontro de Valerio. "Não sei nem se ele falou em setembro".
O tribunal retoma o cálculo das penas na terça-feira, 7. Ayres Britto acredita que a dosimetria das penas dos 25 acusados no processo do mensalão será concluídas nas quatro sessões que se realizam até o dia 18, quando ele completa 70 anos e se aposenta compulsoriamente do cargo. "Prefiro acreditar que terminaremos o processo em quatro sessões", afirmou.
Ele participou de solenidade de aposição do busto do ex-ministro do STF, o paraibano Djaci Falcão (1919-2012) , na sede do TRF-5. Em seguida viajaria para Aracaju (SE), para o encontro da magistratura nacional com a presença de 91 tribunais.

Advogado defende Valério como 'réu colaborador'


O advogado Marcelo Leonardo, que defende o empresário Marcos Valério no processo do mensalão, afirmou nesta segunda-feira, 5, à Agência Estado que o Supremo Tribunal Federal (STF) deveria conceder redução para seu cliente por ele ter ajudado durante toda a investigação. Reportagem do Estado desta segunda informou que os ministros da Corte começaram a discutir a diminuição das penas do operador do mensalão, condenado a 40 anos de prisão no processo. Na manhã desta segunda, o presidente do STF, Carlos Ayres Britto, disse ser "viável" essa redução.
"Ele (Marcos Valério) efetivamente contribuiu com as investigações", afirmou o advogado do empresário, ao ressaltar que nas alegações finais do processo ele tinha feito esse pedido por entender que seu cliente foi um "réu colaborador". Marcelo Leonardo aponta como circunstâncias para a redução da pena de Valério o fato de ele ter fornecido no início do escândalo, em 2005, uma lista contendo o nome de beneficiários, valores de recursos sacados, documentos e recibos de pagamentos.
O defensor do empresário argumenta ainda que seu cliente foi a "primeira pessoa" a mencionar que a origem dos recursos que abasteceram o esquema eram empréstimos bancários, tendo apontado o nome das instituições e os valores das transações. Além disso, Marcelo Leonardo lembrou que Valério prestou "n" depoimentos sobre o caso.
Para o advogado de Valério, o Ministério Público e a Polícia Federal iniciaram as investigações a partir das informações apresentadas pelo empresário, levando até o oferecimento da denúncia criminal. "Não tem nenhum nome que não constava na lista", destacou.
Marcelo Leonardo disse que o STF ainda não concluiu a dosimetria da pena a ser cumprida pelo operador do mensalão. O ministro Marco Aurélio Mello, lembrou, ainda não apresentou seu voto em relação à pena de corrupção ativa pela compra de apoio político dos partidos da base aliada e da evasão de divisas. O advogado disse que o tribunal não avaliou se Valério seria um réu colaborador, o que poderia levar à redução da pena em até dois terços.
Por último, observou a defesa de Valério, os ministros também não definiram se vão acolher o pedido para considerar os crimes contra a administração pública praticados pelo empresário como um único delito cometido em continuidade delitiva. Dessa forma, a pena por esse único crime poderia gerar um agravante de até dois terços. Pelas contas do advogado, uma pena de 25 anos de prisão por condenações de corrupção ativa e peculato poderia cair para 8 anos.
"Não estou alegando nada de novo", afirmou Marcelo Leonardo. Questionado se o novo depoimento de Valério em setembro ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, revelado pelo Estado, poderia influenciar a disposição dos ministros de diminuir a pena do empresário, o advogado respondeu: "Sobre esse assunto, digo uma frase: não tenho nada a declarar".

Gurgel nega que Valério possa ser beneficiado


O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou nesta segunda-feira, 5, que o empresário Marcos Valério relatou ao Ministério Público (MP) que pode fazer novas revelações sobre o esquema do mensalão que colocarão sua vida em risco. Mas acrescentou que ele não será beneficiado por eventuais colaborações com a Justiça no processo do mensalão. Um benefício, como redução de penas, só se aplicaria para os processos que estão em curso na Justiça de primeira instância.
Valério prestou novo depoimento ao MP em setembro e fez referências ao ex-presidente Lula, ao ex-ministro Antonio Palocci e ao assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel.
Por enquanto, afirmou Roberto Gurgel, não haveria necessidade de medidas imediatas para proteger a vida de Valério. "A notícia que me foi transmitida foi de que não havia nada que justificasse uma providência imediata", disse Gurgel. "Agora, se ele viesse a fazer novas revelações, esse risco poderia se consubstanciar", confirmou o procurador.
Gurgel está em Aracaju (SE) para participar do Encontro Nacional do Poder Judiciário.

Ministros do STF se dividem quanto à redução de penas de Marcos Valério


Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) entrevistados pela Agência Estado estão divididos quanto à possibilidade de reduzir as penas aplicadas ao empresário Marcos Valério no processo do mensalão por ele ter ajudado durante as investigações. Reportagem do Estado desta segunda-feira, 5, informou que os ministros da Corte começaram a discutir a diminuição das penas do operador do mensalão, condenado a 40 anos de prisão no processo. Esta manhã, o presidente do STF, Carlos Ayres Britto, disse ser "viável" tal redução.
O Supremo retoma na quarta-feira, 7, a análise da aplicação da pena dos 25 réus condenados. O colegiado já aplicou as penas para Valério e está analisando as condutas criminosas de um dos ex-sócios dele, Ramon Hollerbach. Mas os ministros disseram que, antes de concluir essa etapa, podem rever a qualquer momento os critérios adotados para estipular as penas de cada um dos réus.
Um ministro afirmou, sob a condição do anonimato, que considera "difícil" o STF reconhecer Marcos Valério como réu colaborador após já ter praticamente concluído a fase da chamada dosimetria da pena em relação ao empresário. Durante a fixação das penas de Valério, lembrou esse ministro, nem o relator da ação, Joaquim Barbosa, nem outro integrante da Corte aventou essa possibilidade por ele ter, por exemplo, entregue no início das investigações a lista dos políticos beneficiários dos saques.
"Essa fase (da dosimetria da pena de Valério) já passou e não foi reconhecida a atuação dele como réu colaborador. Pelo contrário, os crimes praticados por ele foram cometidos da forma mais descarada possível", afirmou. Contudo, esse ministro, contrário a aliviar as penas impostas a Valério, admite que, "em alguns casos", a Corte poderia reconhecer a ajuda de Valério. "Enquanto não termina o julgamento, sempre essa questão da dosimetria pode mudar", disse.
Nos bastidores, o presidente do STF tem se mostrado favorável a reduzir as penas a Valério e ao delator do mensalão, Roberto Jefferson. Ayres Britto tem dito que, sem a colaboração da dupla, a apuração das denúncias seria bem mais difícil.
Já o ministro Marco Aurélio Mello afirmou que é "muito cedo" para que o colegiado faça essa discussão. "Isso não foi colocado até aqui pelo relator, então temos que aguardar", afirmou Marco Aurélio, referindo-se ao fato de Joaquim Barbosa não ter aventado tal possibilidade ao propor as penas a serem aplicadas pelo STF a Valério. O ministro disse que o tribunal ainda vai apreciar se alguns dos crimes cometidos pelo empresário foram realizados em concurso material ou continuidade delitiva. Pela primeira modalidade, as penas das condutas criminosas são somadas uma a uma. Na segunda hipótese, vários crimes do mesmo tipo penal podem ser considerados um único, com a aplicação de um aumento de pena a ele.
Defesa. O advogado Marcelo Leonardo, que defende Valério no processo, afirmou que o STF deveria diminuir a pena do seu cliente por entender que ele "efetivamente" contribuiu com as apurações. Leonardo aponta como circunstâncias para a redução da pena de Valério o fato de ele ter fornecido no início do escândalo, em 2005, uma lista contendo o nome de beneficiários, valores de recursos sacados, documentos e recibos de pagamentos.

Frases da semana; veja

Adriano ficou incomodado com o assédio dos fotógrafos. Roberto Dinamite tentou justificar a crise vivida pelo Vasco. Cuca mostrou muita indignação com a arbitragem do Campeonato Brasileiro. O ESPN.com.br selecionou frases de destaque do universo esportivo na última semana. Relembre: - 1 (© Reuters)

'Nós temos muito papo, mas poucas atualizações', Fernando Alonso, criticando a Ferrari

Adriano ficou incomodado com o assédio dos fotógrafos. Roberto Dinamite tentou justificar a crise vivida pelo Vasco. Cuca mostrou muita indignação com a arbitragem do Campeonato Brasileiro. O ESPN.com.br selecionou frases de destaque do universo esportivo na última semana. Relembre: - 1 (© Reuters)

Adriano ficou incomodado com o assédio dos fotógrafos.  'Manda as fotos para minha avó, ela vai gostar', Adriano, reclamando dos fotógrafos



Adriano vai a casa noturna após pedir liberação no Fla, sobe no palco e discursa: 'Eu sou da favela, p...'

Adriano vai a casa noturna após pedir liberação no Fla, sobe no palco e discursa: 'Eu sou da favela, p...'

Horas depois de pedir liberação do Flamengo até terça-feira alegando problemas pessoais, Adriano esteve na madrugada desta sexta-feira em uma casa noturna, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Em vídeo veiculado na internet, o atacante, aparentemente alterado, é filmado no palco do estabelecimento discursando para o público.

"Eu sei que amanhã vai sair na internet", afirmou o Imperador, fazendo, em seguida, um gesto de desdém com os ombros. "Eu sou da favela, p... Tem muito jogador que tem medo, mas eu sou homem para c... Podem me cobrar", disse.

Adriano faltou ao treino de quinta sem apresentar justificativas à diretoria. À noite, entrou em contato com o clube para pedir liberação até a próxima terça, quando prestaria os devidos esclarecimentos. Nesta sexta, o atacante mais uma vez não se apresentou.

O Flamengo ainda não se manifestou sobre o caso, mas poderá dispensar o jogador. O contrato de Adriano prevê que, no caso de três ou mais faltas, poderá ser rescindido pelo clube. Esta foi a sexta ausência do atacante desde seu retorno à Gávea, no dia 20 de agosto.

A decisão sobre a permanência de Adriano está nas mãos do diretor-executivo de futebol, Zinho. Sua posição deverá ser anunciada nos próximos dias. O Imperador também cogita encerrar a carreira.

Nas últimas semanas, o atacante vinha cumprindo com regularidade a rotina de treinamentos do clube. Há 15 dias, o jogador realizou seu primeiro jogo-treino, em que perdeu um pênalti, e ficou mais próximo de suas reestreia pelo Flamengo.

Questionado nesta sexta sobre o assunto, o técnico Dorival Júnior foi evasivo, deixando o caso sob a responsabilidade da diretoria.

"As faltas não tiram a possibilidade de ele estrear ainda esse ano. A diretoria vai decidir isso na próxima semana. É preciso um tempo para que isso seja resolvido", afirmou.

Três gols, aplausos e atuação perfeita: Neymar recebe rara nota 10 e lidera Bola de Ouro com média recorde


Três gols, aplausos e atuação perfeita: Neymar recebe rara nota 10 e lidera Bola de Ouro com média recorde

Três gols, uma assistência e aplausos da torcida adversária. A atuação exuberante de Neymar na goleada por 4 a 0 do Santos sobre o Cruzeiro, fora de casa, não rendeu apenas elogios e mais três pontos na tabela para o clube paulista. O desempenho foi considerado tão perfeito que o atacante foi agraciado com uma rara nota 10 concedido pelo júri da revista Placar. A avaliação, inclusive, deixa o atacante na liderança isolada tanto da Bola da Ouro como da Bola de Prata, prêmios concedidos em conjunto pela publicação e pelos canais ESPN

Com média de 7,04, Neymar sustenta a ponta com a mais alta média desde 1995 no prêmio, quando os critérios para as notas ficaram mais rigorosos. Antes, a média mais alta registrada, coincidentemente, também foi de um santista: o meia Giovanni, que terminou o Brasileiro de 17 anos atrás com 6,96. 

Giovanni também foi o primeiro atleta na nova fase do Prêmio Bola de Prata a receber uma nota 10. Ele conseguiu o feito depois de marcar três vezes na goleada por 5 a 2 sobre o Fluminense, na semifinal do torneio nacional. 

Depois dele, mais três atletas, além de Neymar, conseguiram o mesmo: o atacante Edmundo, em 97 (quando fez três gols na vitória do Vasco por 4 a 1 sobre o Flamengo, na semifinal do campeonato); o goleiro Dida, em 99 (depois de defender dois pênaltis de Raí no jogo entre Corinthians e São Paulo, também pela semifinal da competição); e Rogério Ceni, em 2006 (após marcar duas vezes e defender um pênalti em empate por 2 a 2 contra o Cruzeiro; ele se tornou o maior goleiro-artilheiro após aquela partida). 

O jogo perfeito contra os mineiros também determinou a primeira aparição de Neymar na Bola de Prata. Convocado constantemente pela seleção brasileira, o camisa 11 participou somente de 14 das 34 rodadas até aqui ­ ou 41% da competição, apenas um pouco acima do piso mínimo de 40% para concorrer ao prêmio. Assim, atacante precisa ainda disputar pelo menos duas das próximas quatro partidas do Santos no torneio para permanecer na luta pela Bola de Prata e pela Bola de Ouro. 

Além de Neymar, a outra grande mudança nesta semana foi a volta de Marcos Rocha, do Atlético-MG, à liderança na lateral-direita da seleção ideal da Bola de Prata. Ele desbancou o ponte-pretano Cicinho por ter disputado uma partida a mais no torneio. 

Veja as parciais do Prêmio Bola de Prata até aqui:

Bola de Ouro
1º Neymar - Santos - 7,04 - 14 jogos
2º Ronaldinho Gaúcho - Atlético-MG - 6,48 - 31
3º Juninho Pernambucano - Vasco - 6,43 - 28
4º Paulinho - Corinthians - 6,40 - 20
5º Fred - Fluminense - 6,36 - 25

Neymar, enfim, chegou ao número mínimo de jogos e à liderança da Bola de Ouro. E com uma média recorde: desde que PLACAR passou a adotar critérios mais rígidos para as notas, em 1995, ninguém pontuou como o santista. O melhor até agora foi Giovanni, naquele mesmo ano, com 6,96.

Goleiro
1º Diego Cavalieri - Fluminense - 6,33 - 32 jogos
2º Jefferson - Botafogo - 6,26 - 27
3º Felipe - Flamengo - 6,18 - 20
4º Fernando Prass - Vasco - 6,09 - 34
5º Victor - Atlético-MG - 6,08 - 31

Diego Cavalieri cada vez tem menos concorrência na posição. Sólido e regular, mantém boa distância para o segundo colocado, o botafoguense Jefferson. Felipe, do Fla, que não jogou no sábado, é o terceiro colocado. Fernando Prass fecha a quadra dos times cariocas.

Lateral-direito
1º Marcos Rocha - Atlético-MG - 5,95 - 29 jogos
2º Cicinho - Ponte Preta - 5,95 - 28
3º Bruno - Fluminense - 5,81 - 24
4º Luís Ricardo - Portuguesa - 5,76 - 29
5º Ayrton - Coritiba - 5,71 - 19

Mudança na posição. Sai Cicinho, que, suspenso, não jogou contra o Grêmio, e entra o atleticano Marcos Rocha. Os dois têm a mesma média, mas o lateral do Galo vence por ter mais partidas ­ 29 contra 28. Bruno, do Flu, vem em terceiro.

Zagueiros
1º Leonardo Silva - Atlético-MG - 6,13 - 27 jogos
2º Réver - Atlético-MG - 6,13 - 24
3º Gum - Fluminense - 6,08 - 32
4º Digão - Fluminense - 6,04 - 14
5º Gilberto Silva - Grêmio - 5,96 - 26

Gum deu aquela pisada na bola no gol de Luís Fabiano, no jogo do Flu contra o São Paulo, e parou a perseguição à dupla atleticana Leonardo Silva e Réver, os dois líderes da posição. Digão, também do Flu, vem em quarto.

Lateral-esquerdo
1º Anderson Pico - Grêmio - 5,85 - 17 jogos
2º Carlinhos - Fluminense - 5,83 - 30
3º Júnior César - Atlético-MG - 5,80 - 28
4º Márcio Azevedo - Botafogo - 5,68 - 30
5º Fábio Santos - Corinthians - 5,68 - 25

Anderson Pico perdeu a grande vantagem que tinha para os concorrentes. Carlinhos, do Flu, é quem mais o ameaça, apenas dois centésimos atrás do gremista. Júnior César, do Galo, têm chances.

Volantes
1º Paulinho - Corinthians - 6,40 - 20 jogos
2º Ralf - Corinthians - 6,17 - 26
3º Jean - Fluminense - 6,16 - 32
4º Denílson - São Paulo - 6,03 - 29
5º Pierre - Atlético-MG - 5,96 - 28

Paulinho segue na liderança isolada, assistindo à briga pela segunda vaga. Ralf, do Corinthians, tem na sua cola Jean, do Fluminense, em ascensão. Destaque para Denílson, do São Paulo, que se encaixou no esquema de Ney Franco e subiu bem na posição.

Meias
1º Ronaldinho Gaúcho - Atlético-MG - 6,48 - 31 jogos
2º Juninho Pernambucano - Vasco - 6,43 - 28
3º Seedorf - Botafogo - 6,35 - 20
4º Bernard - Atlético-MG - 6,34 - 32
5º Andrezinho - Botafogo - 6,22 - 29

Ronaldinho Gaúcho continua na liderança da posição. Mas Juninho Pernambucano, que acompanha a fase nada inspirada do Vasco. é ameaçado por Seedorf e Bernard.

Atacantes
1º Neymar - Santos - 7,04 - 14 jogos
2º Fred - Fluminense - 6,36 - 25
3º Lucas - São Paulo - 6,29 - 19
4º Barcos - Palmeiras - 6,29 - 26
5º Wellington Nem - Fluminense - 6,27 - 26

Dupla de seleção, Neymar e Fred, com reserva de seleção, Lucas, e atacante da seleção argentina na cola, Barcos. Neymar, contra o Cruzeiro, tirou a primeira nota dez de PLACAR em seis anos ­ a última havia sido de Rogério Ceni, em 2006, quando defendeu um pênalti e marcou dois gols contra o Cruzeiro. 

Tarifas e serviços


Para tornar viável a operação, manutenção e ampliação dos sistemas de água e de esgotos, a Sabesp conta com tarifas para remunerar os serviços prestados.
Na elaboração das tarifas são levados em consideração o custos dos serviços, as diferenças e peculiaridades de sua prestação, as diversidades das áreas ou regiões geográficas, bem como a caracterização dos usuários conforme sua demanda e consumo.
Os usuários classificam-se em categorias divididas em residencial, comercial, industrial e pública. Para cada uma delas existe uma tabela com os valores estabelecidos para o consumo de até 10 m³, de 11 a 20 m³, de 21 a 50 m³ e acima de 50 m³, exceto para as tarifas residencial social e residencial favelas que possuem 5 faixas de consumo, isto é, até 10 m³, de 11 a 20 m³, de 21 a 30 m³, 31 a 50 m³ e acima de 50 m³.
A primeira faixa de consumo para as categorias de uso corresponde à conta mínima mensal de 10 m³, cujo objetivo estabelece condições econômico-financeiras para a Sabesp manter a infraestrutura de atendimento, operação e a manutenção básica dos sistemas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário.
Cabe esclarecer que os consumidores residenciais com menor poder aquisitivo também possuem conta mínima equivalente a 10 m³ por mês, porém é possível sua classificação na categoria residencial social desde que observadas algumas condições fixadas pela Sabesp. O mesmo é aplicado para as entidades assistenciais sem fins lucrativos .
Com a instituição das Diretrizes Nacionais para o Saneamento Básico, Lei nº 11.445, de 05 de janeiro de 2007, a Sabesp divulga suas tarifas com 30 dias de antecedência.