A Beira Mar

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domingo, 2 de outubro de 2011

Essa eu fiquei sabendo no Rock rio que Rafinha Bastos não apresentará o ‘CQC’ nesta segunda-feira (3)

Essa é inedita confira o que vem por ai esta semana. A Band acabou de bater o martelo: Rafinha Bastos não apresentará o “CQC” nesta segunda-feira (3). A direção da emissora ainda não definiu se ele será afastado da atração em definitivo, mas achou por bem deixá-lo de fora até a repercussão negativa de sua piada infeliz envolvendo Wanessa Camargo diminuir.
Em seu lugar, o “CQC” deve receber na bancada um convidado surpresa. Há quem aposte na própria Wanessa, que receberia pedido de desculpas ao vivo de Marcelo Tas e companhia. A conferir.

'Vassouras contra a corrupção' são roubadas em Brasília Parte das vassouras foram doadas para pessoas que pediram para a organização do protesto

Ambulantes, servidores e até mesmo seguranças dos prédios da Esplanada dos Ministérios roubaram muitas das 594 vassouras nas cores verde e amarelo que desde a manhã de hoje estavam fincadas no gramado em frente ao Congresso Nacional como protesto contra a corrupção.
A organização da manifestação optou por retirar o restante das vassouras após perceber que todas acabariam sendo mesmo arrancadas, mas acabou doando outra grande parte delas às pessoas que pediram para levar para casa uma vassoura novinha em folha.



O gramado do Congresso amanheceu repeleto de vassouras verdes
O gramado em frente ao Congresso Nacional amanheceu hoje com as vassouras. A manifestação também é a favor do voto aberto e da Lei da Ficha Limpa, que torna mais rígidos os critérios para quem quer se candidatar a cargo eletivo. A organização não governamental (ONG) Rio da Paz colocou as vassouras como um simbolismo em favor de uma limpeza no Parlamento brasileiro.
“A vassoura simboliza a exigência da sociedade de que o Congresso esteja ao lado do povo no combate à corrupção no Brasil”, disse o presidente da ONG, Antônio Carlos Costa.
No Rio, a ONG fincou as vassouras na praia de Copacabana.

Esta não é a primeira vez que a ONG faz um protesto cênico em Brasília. Em 2007, cerca de 15 mil lenços brancos foram pendurados em varais na Esplanada dos Ministérios, como forma de representar o número
de brasileiros assassinados no país nos cinco primeiros meses daquele ano.
O grupo pretende, à tarde, entregar uma vassoura para cada um dos parlamentares: 513 deputados e 81 senadores. “Queremos inaugurar uma nova fase da sociedade civil com o Congresso. Dizer que a corrupção vive no pior ambiente possível, gosta de escuridão, de penumbra. E o voto aberto é luz”, comenta Antônio Carlos.
O protesto ocorre no mesmo dia em que o Conselho de Ética da Câmara vai votar o relatório preliminar do deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) no processo contra Valdemar Costa Neto (PR-SP) por quebra de decoro parlamentar.
O PSOL e o PPS pediram a abertura de processo sob a acusação de que Valdemar Costa Neto teria envolvimento em irregularidades no Ministério dos Transportes, pasta comandada pelo PR.

Frente parlamentar cobra votação de projetos de combate à corrupção

A Frente Parlamentar de Combate à Corrupção pretende pressionar o Congresso Nacional para aprovar os projetos que propõem medidas para enfrentar a corrupção. Hoje, há na Casa 160 propostas que tratam de temas como aumento do combate e tipificação dos crimes de corrupção, restrições a ocupantes de cargos públicos com informações privilegiadas e maior fiscalização na liberação de recursos públicos na contratação de obras e serviços.
Leia também:De acordo com o presidente da frente, deputado Francisco Praciano (PT-AM), a prioridade é aprovar os projetos que criam varas estaduais exclusivas para crimes de corrupção e câmaras nos tribunais de Justiça, nos tribunais superiores e no Supremo Tribunal Federal para analisar processos de corrupção. “Temos milhares de processos tramitando na Justiça e os que envolvem corrupção ficam parados nessa fila”, disse Praciano.
A frente pretende conversar com os líderes partidários para iniciar um movimento na Casa em favor da análise dos projetos. “Queremos fazer uma espécie de PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] de combate à corrupção com os Três Poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário. A impressão que temos é que estamos sempre esperando o próximo escândalo”, destacou Praciono.
Entre os projetos de combate à corrupção que tramitam na Casa, 23 estão prontos para votação em plenário. Alguns estão na fila de espera há dez anos, como o de autoria do então deputado Custódio Matos, que aumenta a pena para os crimes contra a administração pública. Na mesma situação está a proposta do então deputado Antônio do Valle, que estabelece que o prazo de prescrição da pena começa a partir do momento em que o fato se torna conhecido e não quando o crime foi cometido.

Guilherme Araújo consegue entrevista inedita, veja: Skinheads usam briga política como pano de fundo para violência

Na madrugada do dia 4 de setembro o estudante Johni Raoni Falcão Galanciak, de 25 anos, morreu esfaqueado durante um tumulto envolvendo 200 pessoas, entre punks e skinheads, na frente de uma boate de São Paulo. O caso foi tratado pela mídia e pelas autoridades como mais uma briga entre gangues de arruaceiros. Por trás dessa e de outras barbáries recentes, no entanto, há uma disputa violenta de origem político-ideológica que envolve temas polêmicos – como aborto, união homossexual e legalização de drogas – que influenciaram até no resultado das eleições presidenciais de 2010.
De um lado estão os carecas de extrema direita, cuja orientação deológica vai desde o nacionalismo até o neonazismo. Alguns deles, segundo a Polícia Civil, são responsáveis por agressões recentes a homossexuais, negros, nordestinos. Os mais conhecidos são a Resistência Nacionalista, Ultradefesa, White Power, Carecas do Brasil e Kombat RAC.


Grupo de extrema-direita Resistência Nacionalista

Do outro estão grupos também skinheads de esquerda, comunistas e anarquistas, que se uniram nos últimos meses aos punks anarquistas, para enfrentar nas ruas, com os mesmos métodos violentos, as organizações rivais sob a bandeira da Ação Antifacista. São os antifas, cujos grupos mais conhecidos são RASH (carecas vermelhos e anarquistas) e SHARP (carecas contra o preconceito racial).
“Há motivação política e ideológica na atuação de alguns destes grupos”, disse ao Blog do Guilherme Araújo a delegada Margarete Barreto, da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). Em lados opostos, estas organizações tiveram papel central em manifestações políticas como a passeata em defesa do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), a Marcha da Maconha e a Parada Gay.

Doutrina
Nas últimas semanas o Blog do Guilherme Araújo conversou com skinheads – inclusive aqueles que tumultuaram a Marcha da Maconha e a Parada Gay – sobre suas preferências políticas e suas crenças ideológicas. Embora considerem que, de maneira geral, o sistema político-partidário seja ineficaz, os jovens da extrema direita ouvidos pela reportagem disseram apoiar parlamentares que estão minimamente de acordo com o que pregam, a exemplo de Bolsonaro e dos senadores Kátia Abreu e Demóstenes Torres, ambos do DEM.


Grupo RAC em defesa de Bolsonaro
Estes jovens recebem orientação teórica. As bases são os seminários promovidos pelo Instituto Plínio Correia de Oliveira (criador da extinta TFP, que defendia a Tradição, a Família e a Propriedade) e o jornalista Olavo de Carvalho. Em um áudio publicado no blog da Resistência Nacionalista, Carvalho defende a pena de morte para comunistas, a começar pelo arquiteto Oscar Niemeyer. “Para o Niemeyer uma pena de morte só é pouco. Deveria ter umas três ou quatro”, diz Carvalho.
Já os antifas muitas vezes são filiados a partidos de raízes comunistas, como PCO, PC do B, ou organizações como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a União Nacional dos Estudantes (UNE), e tem articulações com grupos que defendem os direitos dos gays e a legalização das drogas. A reportagem entrou em contato com membros da facção, mas nenhuma liderança concordou em dar entrevista.

Polarização
A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) registra em São Paulo a existência de 25 gangues, mas segundo o Blog do Guilherme Araújo apurou, há um movimento recente de recrutamento, reagrupamento e polarização dessas gangues. Este movimento começou logo após a passeata em defesa de Bolsonaro, em abril, como uma forma de reação aos grupos de intolerância.
Organizações como RASH e SHARP passaram a arregimentar seguidores e se aliaram a punks com os quais tinham afinidade ideológica. Um destes punks é Johni Raoni. Com a nova configuração, os antifas se tornaram maioria e os extremistas de direita passaram de caçadores de gays, nordestinos e maconheiros a presas dos antifas.
“Estamos sendo caçados. Hoje não podemos mais nos reunir em uma estação de metrô”, disse Antonio Silva, o Vulto, líder da Resistência Nacionalista, grupo que participou da passeata pró-Bolsonaro, da anti-Marcha da Maconha e tinha quatro integrantes envolvidos na briga que levou à morte de Johni.
Em seu blog, os RASH-SP negam enfaticamente responsabilidade pela briga.
No entanto, comentários de integrantes do grupo na página da Resistência Nacionalista mostram a predisposição para a violência. “Na verdade é isso mesmo, fascismo não se discute, se combate com as armas que tem na mão, e espero que eu tenha algo bem pesado nas minhas”, diz um jovem que assina como Antifa Pride (orgulho antifascista).
A briga da madrugada do dia 4 foi o episódio mais visível desta guerra. Antes disso, foram registrados pelo menos quatro episódios de agressões com motivação político-ideológica entre skinheads de facções rivais. Segundo os jovens ouvidos pelo Blog do Guilherme Araújo, essa combinação de briga político-ideológica e predisposição à violência é uma bomba que pode estourar em qualquer esquina. E tudo indica que bombas cada vez maiores estão por vir.



Movimento começou com o ska
Origem proletária
Mas nem sempre foi assim. O movimento skinhead nasceu nos anos 60 entre jovens pobres da Jamaica que migraram para a Inglaterra e, lá, se uniram aos trabalhadores operários britânicos. Curtiam reagge, ska e não tinham posições racistas ou políticas, tampouco violentas. Diz-se que raspavam a cabeça para evitar piolhos. A associação entre skinheads e violência teve início nas décadas seguintes, com o envolvimento do partido nazista inglês nesse movimento.
No Brasil, os skinheads surgiram a partir da década de 80, especialmente entre operários do ABC Paulista, chamados de Carecas do ABC. Eles apoiavam políticas conservadoras, em contraposição ao movimento que se iniciava sob liderança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os skinheads brasileiros de esquerda, ou antifas, são um fenômeno mais recente, criado no início dos anos 2000 por dissidentes dos Carecas do Subúrbio, e tem como objetivo resgatar os valores originais do movimento.

Presidente ou presidenta? O iG esclarece a dúvida Linguistas explicam a correção da palavra presidenta e mesmo a oposição vê no seu uso uma evolução dos costumes

A palavra “presidenta” existe na língua portuguesa desde 1872. E desde 1925 ela consta como verbete do dicionário Caldas Aulete, revela, com exclusividade para o Blog do Guilherme Araújo, um estudo feito pelas lexicógrafas Marina Baird Ferreira e Renata de Cássia Menezes da Silva, da equipe do dicionário Aurélio. Mas quase um século depois de ser dicionarizado, o substantivo feminino de presidente ainda causa estranhamento e leva muitos leitores do Blog do Guilherme Araújo, que adota o uso do termo, a questionar sua correção ortográfica.
O principal argumento contra o uso de presidenta se baseia no fato de que na língua portuguesa existem os particípios ativos como derivativos verbais. Assim, quem ataca é “atacante” e não “atacanta”, mesmo em uma partida de futebol feminino. Dessa forma, o particípio ativo do verbo ser, que é “ente”, também não permitiria a flexão de gênero. Ela se daria apenas pelo artigo feminino que antecede a palavra.
Portanto, a forma correta, segundo essa teoria, seria sempre a presidente, como é a estudante ou a gerente. “Não existe estudanta porque ninguém reivindicou”, diz o linguista Marcos Bagno, professor da Universidade de Brasília. “Mas à presidenta, por ser um cargo único e muito importante, é mais do que justo que seja dado este direito.”
De acordo com as lexicógrafas Marina Baird Ferreira e Renata de Cássia Menezes da Silva, a origem de presidenta prende-se, é claro, ao vocábulo presidente, mas não por flexão e, sim, por derivação. “Houve a substituição da vogal temática (-e) pela desinência formadora do feminino em português (-a). Fato que se deu por analogia com inúmeras outras palavras da língua, como chefa e governanta”, escreveram elas no estudo publicado agora pelo Blog do Guilherme Araújo.
Para elas, não se trata de exceção, mas de uma possibilidade reconhecida pela história da língua. “Tal processo é possível no nosso idioma desde sempre, como se vê no substantivo feminino infanta, registrado na língua desde o século 13”, diz o parecer das lexicógrafas.
Para o professor da Universidade de Campinas Sirio Possenti a discussão é absurda. “Você tem um dicionário bom aí? Então, pronto”, responde à reportagem. Segundo ele, os termos “correção e aceitabilidade” não são universais, pois envolvem cultura ou política. “É correto? Pelos critérios das gramáticas e dos dicionários, sim. Mas é curioso que os que apelam para gramáticas para criticar “os livro” não aceitam as gramáticas quando abonam presidenta”, diz.
Possenti se refere à polêmica causada por um livro utilizado em 4.236 escolas públicas do País que considera como válida a expressão “nós pega o peixe”. Se outras palavras que ganharam o feminino por derivação, como mestra, monja, governanta e infanta não causam a mesma estranheza, qual o problema com a palavra presidenta?
A primeira resistência de muitas pessoas está na sonoridade. Como até hoje foi uma palavra pouco pronunciada, presidenta enfrenta uma barreira natural a ser superada pelo costume. Na Argentina, Cristina Kirchner prefere ser chamada de “presidenta” ou ainda “chefa de Estado”. No site da Casa Rosada, sede da Presidência argentina, ela é sempre tratada como “presidenta”.
Mas lá, talvez por já ter tido outra presidenta, a palavra não suscita o mesmo debate: praticamente todos os veículos de comunicação a adotam, mesmo os jornais de oposição, como o Clarin, chamam Cristina Kirchner de “presidenta”. “Os argumentos contrários (à palavra presidenta) podem vir da sua conotação política ou feminista”, diz o professor Possenti. “Se se tratar de problemas “de ouvido”, há duas soluções: ler mais ou ir ao otorrinolaringologista”.
De fato, menos de um ano depois do discurso da vitória de Dilma Rousseff, quando ela se anunciou publicamente como presidenta eleita, gerando a primeira onda de debates sobre o tema, a palavra começa a cair na rotina. Entre os políticos, poucos são os que não usam “a presidenta” (ou pelo menos não a usam ocasionalmente). A grande maioria o faz de forma natural, como o governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB). Mas outros dão a ela um sentido irônico, como um cacique do PMDB, descontente com Dilma, que se refere a ela como “essa presidenta”.



No mesmo PMDB, tanto o vice-presidente Michel Temer como o presidente do Senado, José Sarney, integram a lista dos que hesitam entre “presidente” e “presidenta”. Sarney já levou até bronca da senadora Marta Suplicy (PT-SP), primeira vice-presidenta do Senado. Em fevereiro, Sarney chamou Dilma de “presidente” e Marta pediu para corrigi-lo. "Pela ordem! É presidenta", disse em plenário. Já o vice-presidente Temer chama Dilma de “presidenta” quando se lembra, segundo seus assessores. Na maioria das vezes, contudo, diz “presidente”.
“Sou contra o uso, embora ache legítimo, porque tem um sentido político, não partidário com o governo, mas em relação à posição feminista”, diz o professor de linguística da Universidade Federal do Paraná Bruno Dallari. Dallari acrescenta que considera ruim quando “presidenta” é usado de forma isolada, apenas para tratar de Dilma Rousseff. “Se a flexão fosse atribuída a todas as funções com a mesma terminação, como assistenta ou gerenta, seria uma reforma maior”, afirma.
Provavelmente a língua portuguesa não sofrerá tamanha reforma. Mas a popularização da palavra presidenta e o seu significado político estão vencendo outras barreiras.
No PSDB, maior partido de oposição ao governo federal, a deputada estadual de São Paulo Maria Lúcia Amary defende o uso do gênero feminino. Presidenta da Comissão de Constituição de Justiça da Assembleia Legislativa, Maria Lúcia diz que o uso de “presidenta” é uma forma de as mulheres ocuparem mais espaço na política, com maior visibilidade.
A tucana não acredita que o tratamento “presidenta” signifique alinhamento com o governo Dilma. “Desde que a presidenta Dilma foi eleita, existe uma tendência a forçar esse tratamento. Eu gosto da expressão pela questão da luta pelo gênero feminino. A briga partidária fica em segundo lugar”, afirma. Das 15 comissões da Alesp, apenas a CCJ tem uma mulher na presidência.
“As pessoas que são contra o termo presidenta estão defendendo um machismo ou colocando partidarismo em uma questão linguística”, afirma o linguista Marcos Bagno, da Universidade de Brasília.
Pioneirismo
A chegada de mulheres ao poder nas últimas décadas resultou não apenas na adoção do gênero feminino para a descrição de cargos públicos, como também em adaptações de protocolo e cerimonial. As mudanças ocorreram, por exemplo, quando Luiza Erundina (PSB-SP) tornou-se a primeira mulher a comandar a Prefeitura de São Paulo, em 1988. O mesmo aconteceu nove anos antes no Senado. Em 1979, a amazonense Eunice Michiles foi a primeira senadora eleita no Brasil.
A senadora Lídice da Mata (PSB-BA), que atuou como deputada na Constituinte entre 1987 e 1988, lembra que na época não havia, no plenário, banheiro privativo para as parlamentares, mas apenas para os parlamentares. Em seu site, a senadora relata o preconceito que enfrentou. “Nós chegamos num Congresso que não tinha sequer banheiro feminino. O plenário só tinha banheiro de homem, um banheiro único porque a presença da mulher era tão minúscula que não se fazia necessário esse tipo de equipamento”.
O Blog do Guilherme Araújo concorda com os linguistas que entendem o português como uma língua viva, capaz de incorporar novas expressões de acordo com as transformações da sociedade. Além disso, em todas as cerimônias públicas, a ordem do cerimonial é tratar Dilma como presidenta. Adotar “a presidente” levaria o leitor a ver duas formas de tratamento quando o Blog do Guilherme Araújo transmitisse eventos oficiais ou publicasse algum discurso presidencial com referência ao termo. Por isso, as reportagens se referem a Dilma Rousseff como “presidenta”.
Mas o uso diário do termo que há 139 anos consta da língua portuguesa e há mais de oito décadas faz parte da norma culta não implica qualquer alinhamento partidário. Da mesma forma que os veículos que preferem usar “a presidente” não estão fazendo campanha contra Dilma, adotar o termo “presidenta” não significa ser oficialista.

Casa de delator do escândalo do DF é leiloada por R$ 3,5 milhões Imóvel de Durval Barbosa, construído com dinheiro desviado dos cofres públicos, seria usado para eventos sociais

A empreiteira Dharma, com sede em Minas Gerais, arrematou nesta tarde uma das mansões do delator do esquema de corrupção que ficou conhecido como mensalão do DEM, Durval Barbosa. O diretor-procurador da empresa, Carlos Evandro de Oliveira, pagou R$ 3,5 milhões pelo imóvel, situado em área nobre de Brasília e avaliado pela Justiça em R$ 4,3 milhões.
O leilão do imóvel aconteceu pela primeira vez há 10 dias. Na ocasião, nenhum lance foi feito. Nesta tarde, com preço mínimo de 60% do avaliado (R$ 2,5 milhões), os lances foram feitos e a casa foi arrematada.
O dinheiro do leilão será revertido para os cofre os públicos. A ação visa recuperar uma pequena parte dos R$ 2,7 bilhões que, segundo o Ministério Público, foram desviados pela quadrilha chefiada pelo então governador do Distrito Federal José Roberto Arruda.
A casa vendida está localizada no Lago Sul de Brasília e fica ao lado de outra mansão de Durval, onde ele residia com a ex-mulher e filhos. A construção do imóvel leiloado, que nunca foi habitado, teve início em 2008. A intenção do delator era usar o ambiente para a realização de coquetéis e eventos sociais.
Com a Operação Caixa de Pandora, Durval, que está colaborando com as investigações, revelou à Polícia e ao Ministério Público que também era proprietário da casa vizinha à sua. Disse também que a mesma foi construída com recursos públicos desviados no esquema do qual era operador. Devido a essa colaboração o imóvel pode ser leiloado sem maiores entraves judiciais.
A mansão leiloada conta com área construída de 862 metros quadrados. Tem dois pavimentos, piscina e churrasqueira. Além de cozinha planejada, lavanderia e ar-condicionado em todos os cômodos.
Comprador
De acordo com o diretor-procurador da Dharma, Carlos Evandro de Oliveira, a mansão deve ser usada para abrigar a assessoria jurídica do grupo em Brasília. Apesar disso, ele comentou que pode vender o imóvel caso alguma boa oferta seja feita.
Ele também negou qualquer receio de adquirir um imóvel que pertenceu ao operador do mensalão do DEM. “O que importa é que hoje o imóvel está todo regularizado”, disse ele logo após arrematar a casa.

Líderes do PDT divergem sobre eventual apoio a Serra Carlos Lupi discorda de apoiar tucano na corrida pela Prefeitura de São Paulo, enquanto Paulinho da Força não faz veto ao seu nome




José Serra durante palesta em Porto Alegre sobre reforma política (11/5)
A possibilidade de o tucano José Serra ser candidato à prefeitura de São Paulo no próximo ano é interpretada de maneiras distintas por alguns dos principais nomes do PDT. Para o atual ministro do Trabalho e presidente licenciado do partido, Carlos Lupi, um eventual apoio ao político do PSDB está descartado.
Por outro lado, o presidente estadual do PDT, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, não faz veto ao nome de Serra. Paulinho foi indicado nesse sábado como pré-candidato do PDT à prefeitura de São Paulo e, na sua visão, possíveis parcerias devem ser analisadas somente em um eventual segundo turno.
O líder do PDT, entretanto, já iniciou conversações com o atual prefeito paulistano Gilberto Kassab, cujo apoio a uma candidatura de Serra é declarado oficialmente. "Tenho conversado com o Kassab e há uma série de partidos que estão na base do prefeito que analisam a possibilidade de ter uma candidatura", revelou Paulinho.
A princípio, o plano do PDT é manter o nome de Paulinho como cabeça de chapa, mas até o próximo mês de junho as conversações entre os partidos devem traçar um cenário mais claro de coligações. Em meados do ano que vem serão realizadas as convenções definitivas para a indicação dos candidatos ao principal cargo da cidade de São Paulo. "A disposição do PDT é manter o candidato. E, se tivermos que apoiar alguém, caso não estejamos no segundo turno, a decisão de apoiar um ou outro será somente em outubro do próximo ano", disse Paulinho.
Lupi, entretanto, não cogita a possibilidade de apoio a José Serra. Perguntado sobre o tema, o ministro do Trabalho foi enfático: "Não há hipótese", disse. Pouco antes, Kassab, que também discursou na Convenção Estadual do PDT, afirmou que o político do PSDB seria seu primeiro nome para a corrida municipal.

CNI/Ibope: Avaliação positiva do governo Dilma sobe para 51% Avaliação positiva da presidenta também subiu. Em setembro, chegou a 71%, mostra pesquisa

A avaliação positiva do governo da presidenta Dilma Rousseff cresceu em setembro, mostrou pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta sexta-feira. De acordo com o levantamento, 51% dos entrevistados consideram o governo Dilma ótimo ou bom, contra 48% em julho.
A pesquisa mostrou ainda que 34% apontam o governo como regular, contra 36% há dois meses, e 11% o classificam como péssimo ou ruim, ante 12% em julho.

A aprovação pessoal da presidenta cresceu para 71%, contra 67% em julho. Em março, Dilma havia recebido a melhor avaliação positiva, com 73% de aprovação.
Segundo o CNI/Ibope o índice dos que desaprovam Dilma teve baixa, ficando em 21% em setembro, ante 25% em julho.

Corrupção e "faxina"
O instituto também questionou aos entrevistados quais eram os temas do noticiário sobre o governo de que mais se lembravam.

As denúncias de corrupção envolvendo ministérios ficaram à frente com 19%. Em seguida vieram a "faxina" promovida pela presidente após as acusações, com 13%, e os investimentos em obras para a Copa do Mundo de 2014 com 10%.
As manifestações contra a corrupção realizadas no último dia 7 de setembro foram lembradas por apenas 2% dos entrevistados. O Ibope ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios entre os dias 16 e 20 de setembro. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.



Lupi minimiza rumores sobre saída do Ministério do Trabalho Carlos Lupi destacou que está na política há 35 anos e que seu nome nunca esteve envolvido em irregularidades




O ministro do Trabalho Carlos Lupi (esq) se comparou a uma cana de canavial (18/2)
O ministro do Trabalho Carlos Lupi minimizou neste sábado comentários de que a "faxina" promovida pela presidenta Dilma Rousseff em ministérios de seu governo pudesse atingir a pasta. A possibilidade, cogitada por assessores do governo no momento mais turbulento envolvendo investigações no Ministério dos Transportes, seria defendida por algumas pessoas que desejam a queda de Lupi, segundo análise do próprio ministro.
 "Àqueles que desejam (a queda), falo sempre uma coisa. Eu sou cana de canavial, que é uma planta que você queima, corta, e ela brota. Sabe por quê? Porque ela tem raiz profunda. Ela busca a água", disse. "Para me cortarem e para me queimarem, muitos podem (tentar) fazer. Mas não vão conseguir", complementou.
O ministro destacou que está na política há 35 anos e que nunca teve o nome envolvido em irregularidades. "Não existe um fato que envolva Carlos Lupi com coisa errada", ressaltou.
Lupi tem sido alvo de uma série de acusações por parte da oposição. Na terça-feira passada, o líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP) entrou com duas representações, uma na Procuradoria Geral da República e outra no Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF), contra Lupi. A oposição pede que seja feito um pente-fino nos órgãos de investigação a respeito de um possível aparelhamento do Ministério do Trabalho.

Pitty leva Roberto Carlos ao Rock in Rio Cantora canta sucesso do Rei com Erasmo Carlos e ri dos gritos de 'gostosa, gostosa'

Depois de Detonautas cantarem Raul Seixas (“Metamorfose Ambulante”), Pitty subiu ao palco Mundo “acompanhada” de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. “Quero ver se vocês vão saber qual é esta música”, desafiou. A roqueira deu uma guinada roqueira à balada romântica “Se Você Pensa”. O público do Rock in Rio demorou a reconhecer a letra sob inveteradas guitarras.
O começo foi tenso. Não se ouvia direito a voz de Pitty na música “Anacrônico”, que abriu a apresentação. Ela fez sinal para os técnicos ao fundo do palco, indicando que talvez fosse problema com o microfone. Problema resolvido, segue o show.

O público ficou nitidamente dividido durante a apresentação de uma hora e quinze minutos. Formada em sua maioria por adolescentes, a fila do gargarejo vibrou com as letras “Admirável Chip Novo”, “Semana que Vem” e “Memórias”. Muitos outros – vestidos com camisas de Guns N’ Roses e System of a Down - preferiram se manter sentados na grama sintética, à espera das próximas atrações.

Os seguidores fieis de Pitty cantaram a plenos pulmões os hits “Equalize” e “Me Aa”, seus maiores sucessos na carreira. A cantora utilizou o mesmo recurso que outros brasileiros, ao deixaram o público com o refrão principal. Já se tornou quase parada obrigatória neste festival o jogo de luzes e as câmeras de voltarem à plateia no momento em que a banda se silencia para deixar que os presentes dêem conta do recado. Bons momentos têm rendido às apresentações.

“Gostosa, gostosa”, gritou a plateia para a roqueira baiana de short curto em cima do palco. “Obrigada, gente. Tenho que manter a tradição das cantoras brasileiras... então!”, disse Pitty, risonha. Ao término do show, ela se mostrou satisfeita. “Não sou uma pessoa rica no vocabulário de frases feitas, mas quero que saibam que estou muito feliz por estar aqui. Que esta noite continue linda”, disse, sendo aplaudida.

As músicas do show:

Anacrônico
Admirável mundo novo
Semana que vem
Memórias
Fracasso
Se você pensa
Comum de dois
Equalize
Na sua estante
Pulsos
Me adora
Máscara

"Não podem deixar ele solto para matar outras filhas", diz o pai de Suênia

Aluna de Direito morta por professor com quem teve relacionamento, foi enterrada na tarde deste domingo

O corpo da estudante de Direito Suênia Sousa Farias, 24 anos, foi enterrado no cemitério de Taguatinga sob pedidos da família por justiça. "Não podem deixar ele solto para matar outras filhas", disse o pai dela, Sinval Monteiro de Farias, 62 anos.



Suênia Souza Faria, 24 anos, morta pelo professor

Suênia foi morta pelo professor Rendrik Vieira Rodrigues, de 35 anos, segundo ele mesmo confessou à polícia. Ele estava transtornado com o fim do relacionamento que teve com a aluna que tinha 24 anos e a matou na sexta-feira com dois tiros na cabeça e um no tórax.
Abalado, o agricultor afirmou que o professor do Centro Universitário de Brasília (Uniceub) e da Faculdade Projeção “destruiu tudo o que ele construiu”. Sinval repetia insistentemente que nenhuma mulher poderia ter esse tipo de tratamento e pedia por justiça. “A mulher é a pedra mais preciosa que existe”, dizia.
 Uma das irmãs de Suênia, Cilene Sousa Farias, 34 anos, que manteve a calma durante boa parte do velório – que acontecia desde o fim da tarde de sábado – ficou muito abalada pouco antes do sepultamento. Nervosa, ela prometia lutar para que Rendrik fosse punido em prantos. “Fiquei sem a minha irmã, aquele maldito acabou com tudo. Se existe Justiça nesse País, nós vamos lutar. Vai com Deus”, gritou.
No enterro, além da família e amigos, estava o companheiro com quem Suênia havia reatado. Ele mantinha o semblante calmo, mas amigos do casal contaram que ele estava muito abalado com tudo. Os dois mantiveram um relacionamento por mais de três anos.
Ameaças constantes
Pouco antes do sepultamento, Cilene contou que a irmã passou a semana toda preocupada, com medo do professor. Ela diz que Rendrik aceitava o fim do relacionamento e a ameaçava de morte desde o rompimento. Os dois haviam tido um caso no período em que a jovem estava separada do marido, com quem reatou há cerca de dois meses.
O caso dos dois durou pouco. Ele era muito ciumento, possessivo, segundo depoimento da irmã. “Conheci ele em uma situação nada agradável. Ele invadiu minha casa atrás dela. Suênia nunca quis dar queixa porque achava que a raiva dele poderia aumentar e não queria se expor”, afirmou.
De acordo com a irmã da estudante de Direito, uma colega de sala teria visto Suênia receber uma mensagem de Rendrik a ameaçando de morte. “Ele disse que se ela o denunciasse, ele a mataria”, afirmou. Colegas de cursos e de trabalho – Suênia também trabalhou na Faculdade Projeção – demonstravam surpresa diante da tragédia. Eles garantiram que o professor sempre foi uma pessoa calma e centrada.
Cilene garante que a família vai procurar advogados para exigir punições ao professor. “Vamos procurar a Ordem dos Advogados do Brasil amanhã, porque eles têm especialistas no assunto. Estamos pensando em fazer uma manifestação também. Eu espero que esse monstro apodreça na cadeia. Ele não pode ficar solto”, disse.
O crime
Rendrik abordou Suênia por volta das 14h30, quando ela saía da faculdade, de acordo com a polícia. Ela estava no carro que pertencia a seu marido, um Sandero prata, acompanhada de uma amiga, a quem daria uma carona. Rendrick teria pedido que a amiga deixasse os dois a sós e saído com a moça em direção à Taguatinga.
Não se sabe em que momento Rendrick assumiu o volante do veículo. Segundo relato do marido, logo depois ele recebeu uma ligação da mulher dizendo que ia pegar suas coisas em casa e que iria viver com o professor. O marido estranhou o tom de voz da esposa, nervosa e confusa, e foi à delegacia da cidade satélite de Taguatinga prestar queixa.
Em dado momento do percurso, na estrada Estrutural, sem se entenderem, Rendrick atira três vezes contra Suênia. Depois de atirar contra a estudante, ele rodou por horas com o corpo dentro do carro até que, às 17h30 se entregou à 27ª Delegacia de Polícia no Recanto das Emas, cidade-satélite distante 26 quilômetros de Brasília, conforme relata o boletim de ocorrência.
Rendrik usou uma pistola .380 para matar a vítima. Ainda de acordo com seu relato, ele jogou a arma fora.

Liminar mantém Rosinha Garotinho na prefeitura de Campos, diz TRE Prefeita fica no cargo até o julgamento do mérito, em até 30 dias. Mais cedo, presidente da Câmara de Vereadores chegou a assumir cargo



Prefeita de Campos Rosinha Garotinho vai permanecer na prefeitura da cidade, no Norte Fluminense. De acordo com o TRE, a prefeita cassada entrou com um pedido de liminar, concedido na tarde desta sexta-feira (30).

De acordo com o tribunal, Rosinha permanece no cargo até o julgamento do mérito, que deve ser feito em até 30 dias pelo desembargador Sérgio Schwaitzer. Caso o mérito não seja julgado nesse período, a decisão liminar perde efeito.

Rosinha, Anthony Garotinho, marido da prefeita, e o vice-prefeito Francisco Arthur de Souza Oliveira, além de três radialistas foram condenados por abuso de poder econômico e uso indevido de meios de comunicação. Todos estão inelegíveis, segundo a decisão de quarta-feira (28).
O TRE também suspendeu a inelegibilidade imposta ao deputado federal Anthony Garotinho.

A Justiça Eleitoral em Campos havia determinado que o presidente da Câmara dos Vereadores, Nelson Nahim, assumisse a prefeitura. A juíza Gracia Cristina Moreira do Rosário, da 100ª Zona Eleitoral de Campos, enviou no início da noite de quinta-feira (29) um documento esclarecendo a cassação da prefeita Rosinha Garotinho e determinando a posse do presidente da Câmara em até 24 horas.

A prefeitura de Campos confirmou que o presidente da Câmara de Vereadores tomou posse nesta sexta-feira, mas, em seguida, renunciou e passou o cargo ao vereador Rogério Matoso, vice-presidente da Câmara. Minutos depois, ainda de acordo com a prefeitura, a Câmara foi comunicada da decisão do TRE, mantendo a prefeita no cargo. Houve tumulto no local, mas não houve feridos e a confusão foi controlada.

Ainda na quarta, o ex-governador Anthony Garotinho negou as acusações e disse que a decisão da juíza foi arbitrária.

Manhã

A notícia da possibilidade de Nelson Nahim reassumir a prefeitura de Campos não alterou a rotina da Câmara de Vereadores. A reportagem tentou entrar em contato com Nahin, mas ele não foi encontrado no local.
Na prefeitura, o expediente nas repartições e os serviços ao público também foram normais. Mas o pátio continuou ocupado por centenas de manifestantes. Desde a noite de quarta-feira (28), eles montaram tendas e barracas na garagem do prédio, logo após a decisão da Justiça Eleitoral sobre a cassação de Rosinha Garotinho.
 
Protesto fecha a BR-101
Durante a madrugada de quinta-feira (29), manifestantes fecharam os dois sentidos da BR-101, na altura de Ururaí, em Campos, para protestar contra a saída da prefeita. Eles colocaram fogo em pneus, galhos de árvores e camas. A manifestação durou cerca de três horas e a Polícia Rodoviária Federal foi chamada.

Viaturas policiais que traziam oficiais do Rio ficaram impedidas de passar e um policial chegou a atirar para o alto para conter os manifestantes. No fim da madrugada, os bombeiros apagaram as chamas e o trânsito foi liberado.

visita região chamada de Lapa de Caxias Bares ficam no bairro 25 de Agosto, em Duque de Caxias, na Baixada. Vizinhos, no entanto, reclamam do cheiro de urina na rua no dia seguinte.

O Parceiro do RJ desta quarta-feira (28) foi a Duq

O Blog do Guilherme Araújo desta sabado (01) foi a Duque de Caxias, na Baixada Fluminense para apresentar o Baixo Caxias, uma região com vários bares no município, conhecida como a Lapa Caxiense.
A dupla do Blog do Guilherme Araújo em Duque de Caxias, Felype Bastos e Flávia Freitas, esteve no bairro 25 de Agosto para mostrar esses bares e também um problema: poucos banheiros para atender o grande público, o que resulta em urina e mau cheiro na rua.
 
'Beverly Hills' de Caxias
Tudo começou com o Bar do Zeca, há mais de 50 anos. Adriano Matheus Neto, mais conhecido como Cebola, é o dono desse bar, o mais famoso do Baixo Caxias. “O bar na verdade começou com meu avô, Adriano, que é falecido. Meu pai assumiu e agora estão meu pai, eu e meu irmão”, explica o empresário, acrescentando que o bar chega a receber 2 mil clientes às sextas-feiras. “Aqui é a Lapa Caxiense, o melhor de Caxias está aqui. Aqui é a 'Beverly Hills' de Caxias”, completa.
O bar é frequentado principalmente por estudantes universitários. Apesar do Bar do Zeca levar a fama de “bar de roqueiro”, os frequentadores negam. “Todo mundo se mistura, tem de todos os tipos. Se você for olhar em volta, tem todas tribos”, diz a estudante e frequentadora do bar, Maria Luiza Oliveira.
O estudante Anderson Borges também garante que o preconceito não tem vez no Baixo Caxias. “Todo mundo se fala, todo mundo se conhece, não tem esse negócio de cultura. Funkeiro fala com roqueiro, fala com pop, tem tudo a ver, não tem preconceito”, explica.
Mas é muita gente para pouco banheiro. Então, as pessoas acabam por fazer xixi na rua, o que é um problema para Marlene Varanga, zeladora da Igreja Batista vizinha ao Bar do Zeca. “É horrível, o cheiro é muito forte, minha colega zeladora tem que pegar a metade de uma lata de creolina, lavar tudinho. Um mau cheiro horrível”, reclama a zeladora.
Para a secretária da igreja, Alane dos Santos Dias, o problema é a falta de fiscalização. "No Rio de Janeiro já tem isso: quem faz xixi na rua vai preso. Acho que deveria ter também essa lei aqui em Duque de Caxias".

Projeto do Blog do Guilherme Araújo
Dezesseis jovens foram selecionados para formar o Projeto Parceiro do RJ. O grupo foi dividido em oito duplas, que vão representar e mostrar o cotidiano de oito regiões do Rio e Grande Rio. Em comum, seus integrantes querem registrar não só as mazelas, mas as coisas boas dos bairros onde moram.
Mais de 2.200 pessoas se inscreveram no projeto. Destes, os escolhidos vão revelar o cotidiano de Copacabana, Tijuca, Campo Grande, Complexo do Alemão, Cidade de Deus, Nova Iguaçu, Duque de Caxias e São Gonçalo.

PDT indica Paulo Pereira da Silva como pré-candidato à Prefeitura de SP

Numa convenção realizada pelo PDT, Paulinho da Força foi indicado como pré-cadidato do partido à Prefeitura de SP. Gilberto Kassab, atual prefeito da cidade, compareceu ao evento.