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terça-feira, 26 de maio de 2015

Senado aprova medida que restringe acesso ao seguro desemprego e abono salarial

Texto-base da MP 665, que integra o pacote de ajuste fiscal proposto pela presidente Dilma Rousseff, segue para sanção.

Mesmo sem convencer dissidentes petistas, o governo conseguiu aprovar na noite desta terça-feira, 26, no Senado, por 39 votos a 32, o texto-base da Medida Provisória 665, que restringe o acesso a direitos trabalhistas como o seguro-desemprego, o abono salarial e o seguro-defeso. Essa é a primeira MP do ajuste fiscal que segue para a sanção da presidente Dilma Rousseff.
Até o dia 1.º, o governo precisa que o Senado aprove mais duas medidas provisórias do pacote de reequilíbrio das contas públicas, para que não percam validade: a 664, que torna mais rígido o pagamento da pensão por morte e do auxílio-doença, e a 668, que aumenta tributos sobre importações. A discussão do texto da MP 664 ficou marcada para as 14h desta quarta. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou que a MP 668 só poderá ser votada na quinta, dia em que costuma cair o quórum da Casa.
Apesar das dificuldades e da apertada margem na aprovação, o governo conseguiu impedir alterações na MP 665 – o que faria com que os deputados tivessem de analisar o texto novamente, o que fatalmente faria a medida provisória caducar.
O texto original do Planalto já havia sido modificado na Câmara. Os deputados reduziram, por exemplo, de 18 para 12 meses de trabalho o período de carência para o primeiro pedido de seguro-desemprego, e de 2 para 9 na segunda requisição do auxílio. As mudanças promovidas na Câmara reduziram a economia planejada pelo governo em quase R$ 3 bilhões. Com as MPs 664 e 665, Dilma pretendia deixar de gastar R$ 18 bilhões por ano. 
No Senado, o Planalto buscou um acordo relacionado a outro item da MP: o abono salarial. O líder do governo, Delcídio Amaral (PT-MS), anunciou após reunião com o vice-presidente Michel Temer, articulador político do Executivo, que Dilma havia aceitado vetar parcialmente uma das modificações nas regras desse pagamento e desistiria de aumentar a carência exigida para o pagamento do benefício. No entanto, o Planalto manteve-se inflexível na defesa de que o repasse deve ser proporcional ao tempo trabalhado.
Essa posição do governo fez com que os três senadores dissidentes do PT – Lindbergh Farias (RJ), Paulo Paim (RS) e Walter Pinheiro (BA) mantivessem a posição de votar contra a MP. Apesar disso, a bancada decidiu não puní-los. Antes mesmo de ser concluída a votação, o senador gaúcho afirmou que irá ao Supremo Tribunal Federal questionar a constitucionalidade da MP.
Paim e Lindbergh fazem parte de um grupo de senadores que lançou um manifesto contra as MPs do ajuste, na semana passada. O texto rejeita as medidas do pacote capitaneado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, por considerá-lo “recessivo”.
Ataques. Na votação da MP sobre direitos trabalhistas, senadores aproveitaram para marcar posição contra o governo. A ex-petista Marta Suplicy (SP) aproveitou a votação para também criticar o PT. Para ela, Dilma precisava ter “humildade” para reconhecer os erros. Marta também acusou o PT por ter “traído” sua “essência” com o ajuste fiscal.
Presidente do PSDB e derrotado por Dilma na eleição presidencial, Aécio Neves (MG) afirmou que as medidas adotadas pelo atual governo do PT são diferentes do que uma gestão tucana faria para contornar a crise econômica e fiscal. “Este não seria o ajuste do PSDB, que passaria pela racionalização da máquina pública”, disse. 
A exemplo do que ocorreu na votação da Câmara, sindicalistas foram à galeria do plenário protestar. A sessão teve de ser suspensa por cerca de dez minutos por causa da manifestação de representantes da Força Sindical. Em determinado momento, eles gritaram palavras de ordem como “Fora PT” e “Dilma, safada, ladrona de aposentados”.

Barbudos bem cuidados!

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Polêmica entre os barbudos: o microbiólogo americano John Golobic publicou pesquisa explicando que barbas podem conter bactérias fecais… Argh! Algumas são até comparadas a banheiros sujos! A Dra. Giovanna Moraes avisa que o principal problema é a falta de higienização correta das mãos depois de usar o banheiro. Assim não dá, né?
Mas onde encontrar produtos pra mantê-las bonitas e saudáveis? Fizemos uma seleção bem bacana, desde kits específicos até produtos pra aparar. E chamamos também Fernanda Dib, do Garagem Estética (salão especializado no público masculino), pra dar dicas pra conservar a sua barba – confere aqui:
Como limpar a barba apropriadamente?
Pra uma boa higiene, deve-se lavar diariamente com sabão em barra anti-oleosidade e, pra evitar o ressecamento, aplicar 2 vezes por semana – somente na barba, não no rosto todo – um shampoo 2 em 1 (com condicionador). Uma outra forma de evitar o ressecamento é aplicar óleo hidratante pra barba. Essa higiene diária evita o acumulo de bactérias. O ideal pras barbas mais longas seria higienizá-las após as refeições, transpiração excessivas e até depois de escovar os dentes. Também é recomendável manter o hábito de escovar as barbas mais cheias pra eliminar os pelos mortos.
Como evitar espinhas?
O excesso de barba pode causar aumento de oleosidade na pele do rosto e também a proliferação bacteriana própria da pele do rosto. Pra evitar espinhas faciais é preciso manter a pele limpa e aplicar semanalmente um esfoliante, sabonetes adstringentes com componentes secativos e usar filtros solares e outros cosméticos sem óleo na composição.
Quais são os principais erros na hora de cuidar da barba?
Ao se barbear, passar a lâmina sentido contrário do pelo – isso fere a pele, deixando-a irritada e propensa a encravados e foliculite -; não aparar, porque cada parte da sua barba cresce uma velocidade diferente e você deve apará-la constantemente pra mantê-la saudável e por igual; não aplicar um pós-barba (que ajuda a higienizar e acalmar), não hidratar com pomadas e óleos (os óleos e hidratantes ajudam a mantê-la higienizada e macia). Os pelos faciais são muito grossos e secos, por isso é importante usar estes produtos.
Qual o estilo de barba mais pedido do salão?
O estilo mais pedido atualmente é o Old Dutch, maior no queixo e com bigode.
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Decepção: como lidar com a dor da expectativa frustrada

Decepção: como lidar com a dor da expectativa frustrada

Uma das principais causas da dor emocional é a decepção. Talvez seja uma das dores mais intensas, porque ela deriva das expectativas que depositamos em pessoas nas quais confiamos, de quem gostamos e de quem esperamos lealdade, fidelidade e um tratamento justo.
A decepção pode levar a um estado de inconformismo tão grande que o indivíduo pode passar anos da sua vida obcecado em encontrar razões pelas quais foi traído em seus sentimentos mais sinceros. Quer a qualquer custo entender por que alguém em quem depositava tanta confiança acabou agindo de maneira a destruir, a macular todo o bom sentimento que o ofendido lhe tinha. E toda uma história de bem-querer fica comprometida, dando lugar a um sentimento grave de injustiça. É como se algo morresse dentro de si.
Desilusões podem mudar para sempre a personalidade de uma pessoa
São inúmeras as razões que provocam a decepção, e as consequências podem comprometer a forma como a pessoa lida com as situações da vida:
  • Um filho que descobre que seus pais não são pais biológicos e que mantiveram segredo sobre a adoção pode se tornar uma pessoa desconfiada, retraída, insegura;
  • Alguém que sempre confiou que o parceiro jamais quebraria o acordo de fidelidade pode passar a ser infiel como forma de se vingar ou proteger de uma nova decepção;
  • O rompimento abrupto e sem explicações de um relacionamento que parece ir bem pode deixar alguém à deriva, suscitando muita raiva, por um lado, e muita culpa, por outro, paralisando quem foi deixado. Essa pessoa empregará muito tempo tentando encontrar as razões para aquela atitude;
  • O funcionário que acredita estar absolutamente dentro das regras da empresa e desempenhando bem o seu papel pode entrar num redemoinho de desilusão ao ser preterido numa promoção ou dispensado da empresa. Sem entender os motivos, pode deixar de acreditar que o seu empenho vale a pena;
  • Pais que acreditam terem feito seu melhor por um filho podem acabar vivendo mergulhados na culpa quando ele lhes dá as costas, indo viver em desacordo com toda a orientação que recebeu;
  • Filhos que foram parceiros de seus pais podem acabar num desapontamento profundo quando descobrem que eram alvo de fofocas e maledicências por parte dos mesmos. Aqui, a confiança desaparece, e o filho passa a temer ser apunhalado pelas costas por pessoas de quem é próximo.
Expectativas criadas, expectativas frustradas
Certamente todos já vivemos decepções, seja com os pais, os colegas de trabalho, um irmão, com amigos, com o companheiro, com um funcionário ou empregador, ou até com um político. Como disse anteriormente, a decepção existe sempre em função da expectativa que criamos em torno de alguém ou de uma entidade. Nem sempre percebemos conscientemente que criamos expectativas; o que ocorre é que esperamos do outro a mesma atitude que acreditamos que teríamos se estivéssemos no lugar dele. O que perdemos de vista é que o outro não sou eu, não é você.
Cada pessoa traz em sua história de vida uma série de conceitos e inúmeras crenças. Cada um tem um caráter e uma personalidade próprios, com maneiras singulares de entender a vida, e rege suas atitudes em função disso.
Muitas pessoas, com o intuito de se proteger, por exemplo, acabam tomando atitudes que ferem outras, e essas, por sua vez, vão se desapontar porque não podem entender a mecânica do pensamento originado pela traição, maledicência, rompimento ou pela quebra de confiança. Mas isso não quer dizer que quem é vítima desse comportamento tenha que antes compreender, ao invés de ficar decepcionado. A decepção é praticamente inevitável em certos casos.
O que fazer quando a decepção acontece?
Deixar-se levar pelas dores que acompanham esse sentimento acaba gerando mais dor. Todas as atitudes que tomamos no calor de uma emoção contundente geralmente desemboca em arrependimento. Quem fica mergulhado na raiva ou na mágoa está transformando a dor em sofrimento. Quem deixa a revolta dizer que o outro ?merece? experimentar a mesma dor que causou, pode se deixar levar por uma atitude de vingança e não se dá conta de que acaba se igualando ao seu agressor.
Como diante de um episódio que causa decepção ficamos tomados por mil perguntas sem respostas e por vários sentimentos desencontrados, o melhor é não fazermos absolutamente nada até que o primeiro impacto seja absorvido. Mais calmos, podemos começar por olhar para nós mesmos, tirando o foco da pessoa que nos decepcionou. É bom percorrermos o caminho que nós trilhamos naquela relação - seja ela pessoal ou de trabalho - para avaliarmos o que, em nossas atitudes, pode ter provocado a atitude do outro.
Fazendo uma autocrítica, não escolhemos ficar na posição de vítima passiva e, ao mesmo tempo, podemos nos certificar de que não absorveremos uma culpa que não nos cabe.
É importante tentar tomar um distanciamento dos fatos, analisar a real importância que os envolvidos têm em sua vida, verificar se as suas angústias em mostrar que está sendo vítima de uma injustiça não passam pelo fato de querer preservar a imagem que você tem de si mesmo. Ao fazer isso honestamente, fica mais fácil decidir qual caminho tomar. Não tenha pressa - uma reflexão demorada é mais saudável que uma atitude impensada.
Caminhos para a superação
São várias as alternativas para apaziguar o coração, embora nem sempre todas elas sejam passíveis de se concretizar. Se for possível conversar com a pessoa que lhe decepcionou e se você entender que vale a pena resgatar essa relação, faça isso quando sentir serenidade suficiente. É seu direito perguntar ao outro as razões de sua atitude, é saudável revelar seus sentimentos. Mas se criar expectativas de um desfecho maravilhoso, correrá o risco de se decepcionar novamente.
Essa pessoa pode não querer conversar com você, pode ser agressiva ao lhe receber, pode inventar desculpas por ter agido da forma como agiu ou pode, na melhor das hipóteses, refletir a respeito do que fez e eventualmente aceitar que não teve uma atitude correta.
Se preferir escrever sobre o que sente, faça isso. Mas leia e releia seu e-mail ou sua mensagem. Isso também lhe dará oportunidade de rever seus sentimentos e razões que lhe movem ao se dirigir à pessoa. É um exercício de autoconhecimento. Da mesma forma, não espere por uma resposta nem por pedidos de desculpa. Afinal, seu objetivo deve ser apenas revelar o impacto que o episódio teve em você.
Caso a ofensa tenha sido grave a ponto manchar sua reputação e lhe causar prejuízos pessoais ou profissionais, talvez caiba tomar providências jurídicas. Consulte um advogado e certifique-se de estar amparado pela lei. Paralelamente, cuide de seu bem-estar emocional.
Evite mandar recados, evite dizer como se sente em redes sociais. Essa atitude, além de imatura, não vai resolver suas questões.
Ninguém deve ser o porta-voz de seus sentimentos, e as redes sociais só servem para expor, não apenas a você mesmo, como outras pessoas, gerando desconforto e induzindo amigos ou colegas a tomarem partido de um ou outro. Se você está sentindo mágoa, se decepcionou com alguém, aja de forma franca, direta e discreta: o assunto não diz respeito a mais ninguém.
Os desdobramentos de um confronto magoado ou raivoso podem ser nefastos e não ter fim. Mas quando se dá tempo ao tempo até que a dor da decepção se acomode, ainda que o "agressor" feche as portas para um diálogo, o mais importante é que você esteja em paz com você mesmo. Não queira entender tudo caso não tenha a oportunidade de esclarecer, pois isso vai frustrar você. Talvez, ali na frente, você possa ganhar a compreensão de que, afinal, esse rompimento lhe foi benéfico.
Por outro lado, sempre existe a possibilidade de as portas estarem abertas para esclarecimentos e compreensão. Quando as pessoas se desarmam, as chances de retomarem - se assim desejarem - são sempre maiores e mais promissoras. Caso algo tenha se quebrado na relação em função da decepção, ainda que haja o diálogo esclarecedor, restará o alento de mais um aprendizado.