quarta-feira, 1 de julho de 2015

CFM lança sistema que vai avaliar escolas médicas no país

O presidente da Associação Brasileira de Educação Médica, Sigisfredo Luis Brenelli, fala sobre o lançamento do Sistema de Acreditação de Escolas Médicas (José Cruz/Agência Brasil)
O Conselho Federal de Medicina (CFM), em parceria com a Associação Brasileira de Educação Médica (Abem), lançou nesta segunda-feira (29) um sistema de acreditação de escolas médicas no país. A ideia é identificar cursos de medicina – públicos e privados – atentos às exigências mínimas para a formação de profissionais.
A proposta consiste no reconhecimento formal da qualidade do serviço oferecido pelas instituições e será composta pelas seguintes etapas: autoavaliaçãoonline, visita de um comitê técnico e divulgação do resultado. Serão observados aspectos como projeto pedagógico, programa educacional, corpo docente e discente e infraestrutura.
Na primeira etapa, que começa em outubro, 20 instituições públicas e privadas serão avaliadas, sendo seis no Sudeste, quatro no Nordeste, quatro no Sul, três no Centro-Oeste e três no Norte. As primeiras visitas do grupo técnico estão previstas para novembro e dezembro e a divulgação dos resultados, para o primeiro trimestre de 2016.
A adesão ao chamado Sistema de Acreditação de Escolas Médicas (Saeme) é voluntária e a expectativa do conselho é que o programa esteja plenamente implantado no país no prazo de três anos. Dados do órgão mostram que, atualmente, o Brasil conta com 252 escolas médicas, que oferecem cerca de 23 mil novas vagas todos os anos.
Para o presidente do CFM, Carlos Vital, é preciso estabelecer critérios que permitam à sociedade identificar os cursos capazes de oferecer formação de qualidade. “Nossa intenção é fazer uma avaliação independente e transparente para os que pretendem fazer curso de medicina no Brasil”, disse. As pessoas que pagam mensalidades muito caras querem saber se o sistema funciona.
O presidente da Abem, Sigisfredo Luis Brenelli, lembrou que o país registra um aumento crescente no número de escolas médicas ao longo dos últimos anos e destacou a importância de se discutir, além da expansão do número de vagas, a formação adequada de professores e a preparação da infraestrutura necessária para se formar um profissional dessa área.
“Sabemos dos riscos e do custo que um profissional mal formado representa para o próprio sistema de saúde”, ressaltou. “As instituições de ensino vão poder enxergar onde estão os acertos e o caminho a ser feito. Um selo de qualidade dá uma certa garantia à sociedade”, concluiu.
Para a criação do Saeme, foram estudados seis processos internacionais de avaliação do ensino médico: o Liaison Committee on Medical Education, utilizado no Canadá e nos Estados Unidos; o General Medical Council, na Grã-Bretanha; o Australian Medical Council, na Austrália; o Arcu-Sul, no âmbito do Mercosul; o Neederlands-Vlaamse Accreditation Organization, na Holanda; e o Institution for Academic Degrees and University Evaluation, no Japão.

Chiquinho Scarpa vai se filiar ao PRB em São Paulo

O empresário Chiquinho Scarpa, de 63 anos, quer entrar para a política e vai se filiar ao Partido Republicano Brasileiro (PRB), nesta quinta-feira. Segundo informações do partido, ele pretende “atuar em defesa da população paulista e fortalecer a corrente de conscientização sobre a importância da doação de órgãos”. Scarpa é pré-candidato a vereador em São Paulo.
No dia 19 de maio, Scarpa havia postado em uma rede social uma foto de um quadro verde e amarelo, que trazia a seguinte frase: “Quero me orgulhar do meu país”. O conde fez o seguinte comentário, à época: “Pensando seriamente em me envolver mais”. A publicação teve mais de 21 mil curtidas e 1,6 mil compartilhamentos.
No início de maio, em meio ao panelaço em várias cidades do país contra o governo federal, a presidente Dilma Rousseff e o PT, o conde paulistano fez um protesto batendo uma latinha de caviar russo. Ele postou a foto no Instagram e recebeu apoio dos seguidores.
Em setembro de 2013, o conde chamou a atenção para a semana da campanha de doação de órgãos e tecidos. Ele avisou em sua página do facebook que iria enterrar seu Bentley Continental, avaliado na época em R$ 1,5 milhão, no quintal de sua mansão no bairro dos Jardins, em São Paulo. Mas quando o carro chegou à cova gigante, Scarpa parou o enterro e disse que o objetivo do alarde era, na verdade, a conscientização para a pessoas se tornarem doadores.

Centenas de taxistas protestam em São Paulo contra o aplicativo Uber

Cerca de 800 motoristas de táxi protestam contra o aplicativo Uber na frente da Câmara de São Paulo nesta terça-feira. Eles acompanham e pressionam pela aprovação do projeto de lei 349/2014, do vereador Adilson Amadeu (PTB), que proíbe o uso do aplicativo que coloca passageiros em contato com motoristas profissionais de carros de luxo.
Taxistas fazem manifestação contra o Uber, na frente da Câmara Municipal.
Para os taxistas, os motoristas particulares que usam o aplicativo fazem uma concorrência desleal pois não pagam os mesmos impostos que os motoristas de táxi. Pela legislação brasileira, a atividade de transporte individual remunerado de passageiros é regulamentada pela lei de mobilidade urbana (12.468), de 2011, e os taxistas detêm a exclusividade desse serviço.
De acordo com o projeto do vereador Adilson Amadeu (PTB), a associação entre empresas administradoras desses aplicativos e estabelecimentos comerciais também será proibida. Se a medida for aprovada, quem descumprir a regra pagará multa de R$ 1.700, terá o veículo apreendido e poderá sofrer outras sanções.
Mesmo que o texto seja aprovado nesta terça-feira, para o projeto entrar em vigor, ele precisa passar por outra votação e ainda ser sancionado pelo prefeito Fernando Haddad (PT).
Nesta segunda-feira, um post publicado no blog oficial do Uber e na página do aplicativo no Facebook convidava os simpatizantes do serviço a se manifestar contra o projeto mandando emails aos vereadores.
Desde que chegou ao país, no ano passado, o programa está em pé de guerra com os taxistas. No fim de abril, o Uber chegou a ser suspenso pela Justiça de São Paulo sob pena de multa diária de R$ 100 mil, mas dias depois a liminar foi derrubada.

PF investiga suspeita de propina de R$100 milhões na Casa da Moeda e Receita Federal

A chamada operação Vícios apura suspeita de que funcionários da Casa da Moeda estariam tentando direcionar procedimento licitatório.

A Polícia Federal cumpre nesta quarta-feira 23 mandados de busca e apreensão em dependências da Receita Federal e da Casa Moeda, além da sede da empresa Sicpa Brasil Indústria de Tintas e Sistemas, como parte de investigação sobre suspeita de pagamento de 100 milhões de reais em propina para funcionários dos órgãos públicos.
A chamada operação Vícios, realizada com apoio da Corregedoria-Geral do Ministério da Fazenda, apura suspeita de que funcionários da Casa da Moeda estariam tentando direcionar procedimento licitatório para a recontratação da Sicpa como prestadora de serviços, em um contrato com faturamento de 6 bilhões de reais nos últimos seis anos, de acordo com nota do Ministério da Fazenda.
"Até o momento, existem indícios de que cerca de 100 milhões de reais tenham sido pagos em propina para servidores da Receita Federal e empregados da Casa da Moeda", informou o ministério no comunicado.
O acordo investigado é relacionado ao Sistema de Controle da Produção de Bebidas (Sicobe), que prevê a instalação nas linhas de produção de bebidas frias (cervejas, refrigerantes, sucos, águas minerais e outras) de equipamentos contadores de produção, bem como de sistema para o controle, registro, gravação e transmissão dos quantitativos medidos à Receita Federal, para fins de tributação, segundo o ministério.
Os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.

Câmara dos Deputados rejeita a PEC que reduz a maioridade penal

ctv-jav-maioridade-dusek2: Discussão sobre a PEC durou mais de três horas

Por uma diferença de cinco votos, a Câmara dos Deputados não aprovou a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos para alguns crimes. Na tumultuada sessão iniciada na noite desta terça-feira, 30, e terminada somente na madrugada de quarta, 1º, foram apenas 303 votos a favor. Como se tratava de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), eram necessários 308 votos. Um total de 184 deputados foi contrário à redução. Três se abstiveram. 
Como o texto rejeitado era um substitutivo redigido na comissão especial criada para debater o tema, a Câmara ainda votará a proposta original, mais severa, que determina redução para todos os tipos de crimes. Segundo o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a votação ocorrerá na semana que vem ou somente depois do recesso parlamentar de julho.
"A gente sabia que ia ser uma luta. Eu fico feliz de a gente ter conseguido levar a votação. Apesar de todos os contratempos, foi uma sessão histórica e importante", disse Cunha após a votação. Dezessete peemedebistas votaram contra a orientação do partido.
O texto rejeitado reduziria de 18 para 16 anos a maioridade penal para crimes hediondos, homicídio doloso, tráfico de drogas, lesão corporal grave ou seguida de morte e roubo com causa de aumento de pena, como o uso de arma. O governo quer que o prazo máximo de internação de menores que cometem crimes hediondos passe de três para oito anos. A proposta tramita no Senado, que começou a discutir o tema em plenário na sessão desta terça.
A sessão, que durou cerca de cinco horas, foi marcada por discussões acaloradas. "Reduzir a maioridade penal aumenta a violência na sociedade. Não diminui. É ineficaz", afirmou Ivan Valente (PSOL-SP). "Não somos vingadores. Somos legisladores. Temos que garantir o futuro da nossa juventude. O mesmo Estado que não acolhe, que não dá educação, cultura, lazer, não pode ser o Estado da punição", disse Valente.
Integrante da chamada "bancada da bala", o deputado Alberto Fraga (DEM-DF), coronel da reserva da Polícia Militar, criticou texto escrito pelo grupo parlamentar contrário à redução da maioridade penal. "Quem escreveu isso aqui ou fumou maconha estragada ou não sabe o que diz", afirmou da tribuna o deputado.
Ao concluir seu discurso, Fraga foi alvo de manifestação de estudantes que acompanham a sessão nas galerias do plenário. Outros deputados da "bancada da bala", todos vestindo camisetas pretas onde se lê "redução da maioridade penal já", reagiram. O Capitão Augusto (PR-SP) olhou para os manifestantes e friccionou os dedos insinuando recebimento de dinheiro.
Concluída a votação, manifestantes comemoraram a rejeição cantando "O Cunha é ditador", "Nas ruas, nas praças, quem disse que sumiu, aqui está presente o movimento estudantil".
Contrário à redução da maioridade penal, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou  que a medida deve fazer a população carcerária do País aumentar em até 40 mil pessoas por ano, o que agravaria ainda mais o déficit de vagas do sistema prisional brasileiro. Atualmente, faltam 220 mil vagas nos presídios para abrigar os 607 mil presos do País.
O governo tentou durante todo o dia impedir que o grupo de parlamentares favorável à alteração na Constituição atingisse os 308 votos necessários para garantir a mudança. 
A ação do governo começou pela manhã. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, convocou reunião com líderes de partidos da base do governo para apresentar argumentos contrários à redução. Segundo ele, se a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) for aprovada, a situação do sistema prisional brasileiro ficaria "catastrófica". "A situação será alarmante. As consequências serão desastrosas para o País", afirmou.
O ministro lembrou o déficit de prisões. "Temos presídios completamente superlotados. A taxa de ocupação chega a 160% e há mais de 400 mil mandados de prisão a serem cumpridos. Temos necessidade de um outro sistema prisional."
Bomba atômica
Cardozo disse que o governo entregará, no fim deste ano, 40 mil vagas prometidas pela presidente Dilma Rousseff em 2011. Ou seja, o governo levou quatro anos para oferecer o número de vagas que seriam necessárias em um ano se a redução da maioridade for aprovada.
"Isso é uma bomba atômica para o sistema prisional dos Estados", disse o ministro da Justiça. "Há momentos em que o governo não pode deixar de informar que o caminho é desastroso." A pesquisa sobre sistema prisional que Cardozo afirmou ter distribuído para deputados e senadores indica ainda que detentos têm nível de contaminação por HIV 60 vezes maior do que quem está em liberdade.

Abacate pode ajudar a combater leucemia



O abacate tem sido muitas vezes destacado pelos seus benefícios para a saúde, desde o fato de ser um alimento rico em vitaminas até o bem que pode fazer à pele. Mas agora pode também guardar a chave para ajudar a combater uma leucemia rara.
O professor Paul Spagnuolo da Universidade de Waterloo, no Canadá, identificou um lipídio nos abacates que combate a Leucemia Mielóide Aguda (LMA), travando o crescimento das células doentes.
A Leucemia Mielóide Aguda é um tipo raro e mortal de câncer no sangue, mais comum em pessoas com mais de 65 anos.
O professor Spagnuolo realizou um estudo em parceria com o Centre for Commercialization of Regenerative Medicine (CCRM), em Toronto, e ativou um pedido para o uso do lipídio avocation B no tratamento deste tipo de leucemia. O estudo foi publicado na Cancer Research.
Segundo essa pesquisa, as moléculas gordas do abacate atacam as células estaminais da leucemia, coisa que ainda poucas drogas conseguem fazer. Depois desta descoberta, os pesquisadores esperam que um dia seja criada uma droga à base de abacate que consiga aumentar a esperança e qualidade de vida dos doentes deste tipo de leucemia.
O professor Spagnuolo explica que a molécula “avocation B não só elimina a fonte de LMA, como os seus efeitos seletivos são menos tóxicos para o corpo”.

Adolescentes desenvolvem camisinha que muda de cor em contato com DSTs


A camisinha ainda é o método mais seguro de se proteger contra doenças sexual transmissíveis (asDSTs). Mas e se elas pudessem não só inibir seu contato, como também avisar você de que há uma doença por aí? Se depender de um grupo de jovens britânicos, isso não está mais tão longe de acontecer. 
Os jovens Daanyaal Ali, Muaz Nawaz e Chirag Shah, todos ingleses com entre 13 e 14 anos, desenvolveram um preservativo, chamado de S.T.Eye, capaz de mudar de cor quando entra em contato com DSTs. Para tanto, a camisinha é recoberta com uma fina partícula de moléculas que assume cores diferentes de acordo com a DST detectada: verde para clamídia, amarelo para herpes genital, roxo para a presença do vírus HPV e azul para sífilis
O projeto foi apresentado no concurso TeenTech Awards, feito em Londres, e ganhou o primeiro lugar na categoria Saúde. O concurso incentiva jovens de 11 a 16 anos a desenvolverem projetos nas áreas de engenharia e tecnologia, e o tema desse ano era a criação de tecnologias que facilitassem o dia a dia das pessoas. A intenção dos jovens, conforme relataram ao jornal britânico Daily Mail, é tornar as pessoas mais conscientes das DSTs, e leva-las a buscar tratamentos. Afinal, essa forma de diagnóstico é menos invasiva do que descobrir através de um médico. 

Especialista britânico sugere que homens congelem esperma aos 18 anos

Especialista em bioética diz que banco de esperma 'jovem' ajudaria quem quiser ser pai tardio; outros chamam proposta de 'ridícula' e ineficaz

Fertilização in vitro (Thinkstock): Especialista em bioética diz que banco de esperma 'jovem' ajudaria quem quiser ser pai tardio; outros chamam proposta de 'ridícula' e ineficaz

Jovens de 18 anos deveriam congelar amostras de seu esperma para caso decidam ter filhos mais tarde na vida, por conta dos riscos associados à paternidade tardia, argumenta um especialista britânico em bioética.
Segundo Kevin Smith, da Universidade de Abertay, no Reino Unido, à medida que os homens envelhecem, o esperma oferece mais riscos de autismo, esquizofrenia e outros distúrbios no feto gerado.
Mas a ideia desperta críticas e está longe de ser unanimidade. A Sociedade Britânica de Fertilidade argumenta que a ideia proposta por Smith "traz uma abordagem muito artificial à procriação" e pede, em vez disso, mais apoio aos jovens casais que têm de conciliar trabalho e família.
Na Inglaterra e no País de Gales, a idade média dos pais aumentou de 31 anos, no início dos anos 1990, para 33 atualmente. No Brasil, o IBGE mede apenas a idade média das mães, que também tem aumentado.
Em artigo no Journal of Medical Ethics, Smith argumentou que mesmo pequenos aumentos nos riscos de doenças genéticas podem ter consequências significativas se avaliadas em escala nacional.
"Acho que, do ponto de vista da sociedade, precisamos nos preocupar com isso - é um efeito pronunciado", disse Smith à BBC. "É hora de pensarmos com seriedade na questão de idade de pais e seus efeitos na próxima geração de crianças."
Ele sugere a criação de um banco de esperma pelo sistema público de saúde britânico para que homens mais velhos possam recorrer a seus próprios espermas coletados na juventude - idealmente, ao redor dos 18 anos.
Smith diz que não há uma idade fixa para que alguém seja considerado um "pai mais velho", mas recomendaria que pessoas na casa dos 40 anos recorressem a esses eventuais bancos de esperma.

Críticas

Mas, para Allan Pacey, professor da Universidade de Sheffield, "essa é uma das sugestões mais ridículas que ouvi em um bom tempo".
Ele argumenta que o risco da paternidade tardia "é na verdade bem pequeno".
"Sabemos que o esperma da maioria dos homens não congelará bem - uma das razões pelas quais há uma baixa oferta de doadores de esperma", acrescenta.
"Homens que congelarem seu esperma aos 18 anos e recorrerem a ele mais tarde na vida estariam, na prática, pedindo a suas parceiras que se submetessem a um ou mais procedimentos de fertilização in-vitro para criar uma família".
Adam Balen, presidente da Sociedade Britânica de Fertilidade, discorda da necessidade de um banco de espermas universal e adverte que esperma congelado é menos fértil.
"Não apenas ele aborda a procriação de forma muito artificial, mas também dá uma falsa sensação de segurança, já que a tecnologia não garante um bebê (ao doador)", diz.
"Não acho que devamos aconselhar todos os homens e mulheres a congelar seus óvulos e espermas por conta de incertezas no futuro, mas sim dar apoio a jovens casais que precisam trabalhar e têm filhos pequenos - isso pode exigir uma mudança filosófica na sociedade."
Balen cita os países da Escandinávia, conhecidos pelo sistema de amparo a crianças pequenas e pelas longas licenças-maternidade e paternidade.
Sheena Lewis, também especialista em fertilidade, acha que "os homens deveriam começar a pensar em suas famílias muito mais cedo - é uma ideia muito melhor, para homens e mulheres, que tenham seus filhos aos 20 ou 30 e poucos anos".

Cuba é o primeiro país a zerar transmissão de HIV e sífilis de mãe para filho



Cuba se tornou o primeiro país a eliminar totalmente a transmissão de mãe para filho do vírus HIV e da sífilis. O anúncio foi feito nesta terça-feira, dia 30, pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 
Segundo a entidade, todos os anos, aproximadamente 1,4 milhão de mulheres soropositivas dão à luz. Sem tratamento, elas têm de 15 a 45% de chance de transmitir o vírus para a criança, seja durante o período da gestação, o parto ou, ainda, na amamentação. É a chamada transmissão vertical do HIV. No entanto, o risco de contrair o vírus pode ser reduzido a apenas 1% se houver adesão ao tratamento com medicamentos antirretrovirais. Ainda assim, em 2014, cerca de 240 mil crianças nasceram já infectadas com o HIV, principalmente em países onde se encontram índices muito elevados de infecções causadas pelo vírus transmissor da Aids, sendo a maioria na África. 
Mas como Cuba conseguiu esse feito? O acesso universal e gratuito ao tratamento, o maior número de pré-natais antecipados, maior testagem para HIV e sífilis, aumento no número de cesáreas necessárias e campanhas de substituição da amamentação visando mães soropositivas foram as principais razões para o sucesso das políticas públicas cubanas. 
De acordo com dados do Ministério da Saúde, no Brasil, 2,7 em cada 100 mil habitantes com menos de cinco anos de idade são portadores do vírus HIV em decorrência da transmissão de mãe para filho. 
By Niki

Juliana Paes investe em chás para melhorar a retenção de líquido: 'Um problema'

Juliana Paes está investindo em uma dieta sem glúten para perder peso e usa chás para evitar a retenção de líquidos, como contou a Dra. Heloisa Rocha em conversa com o Purepeople

Depois de dar à luz Pedro, em 2010, e Antonio, em 2013, Juliana Paes passou um tempo apenas se dedicando aos pequenos. Mas quando a novela "Meu Pedacinho de Chão" chegou ao fim, a artista decidiu investir na boa alimentação e nos exercícios para recuperar sua boa forma. O resultado foi que, em pouco tempo, Juliana reconquistou o corpo que tinha antes de se casar com Carlos Eduardo Baptista. "A Juliana Paes quando se propõe a fazer uma programação alimentar, ela cumpre à risca. E associada aos treinos da Valéria ela tem uma resposta bem imediata", diz a cardiologista e médica ortomolecular Heloisa Rocha em conversa com o Blog do Guilherme Araújo.
"Ela tem uma genética maravilhosa, os resultados surgem em pouco tempo!", confirma a personal trainer, que já revelou que Juliana se dedica ao HIIT, um treinamento com estímulos curtos e intensos, seguidos de um período de recuperação com exercícios de baixa intensidade.
A dieta de Juliana é livre de glúten - o que fez com que ela abandonasse a cerveja - e com ingestão de pouca lactose. Aliado a isso, a atriz é orientada pela Dra. Heloisa a investir em chás. "Para melhorar a retenção de líquido, que é sempre um problema na vida dela", explica a profissional. Entre as opções, que são ingeridas tanto no café da manhã, quanto no lanche da tarde, estão o matchá (termogênico, extraído da mesma planta que o chá verde), de figo da índia, cavalinha e hibiscos. "Muitas vezes manipulo até mesmo em sachês para que ela use em períodos mais críticos, como na TPM", conta.
Atriz fará sua primeira vilã na TV na novela 'Totalmente Demais'
A carreira de Juliana Paes na TV está recheada de personagens carismáticos. Mas isso deve mudar em breve. A atriz se prepara para viver uma editora de moda gananciosa na novela "Totalmente Demais", substituta de "I love Paraisópolis"."Sei que ela é bem exigente, bem chata. Mas não chega a ser uma Anna Wintour (editora-chefe da Vogue americana que inspirou o filme "O Diabo Veste Prada"). Ela não é flor que se cheire, mas não chega a ser uma vilã de desenho animado. É uma antagonista com tintas de realidade. Uma mulher muito batalhadora, gananciosa. Tem um desejo secreto de ter filhos, mas ainda não encontrou o cara ideal. Talvez essa agressividade dela venha dessa frustração", explicou a atriz em recente entrevista.
Na trama, a personagem da artista vai viver um triângulo amoroso com os papéis de Fábio Assunção e Marina Ruy Barbosa. "Ela ficará quando descobrir que o personagem do Fábio está se envolvendo com uma menina e vai fazer de tudo para infernizar a vida dela", adiantou. A novela, de Rosane Svartman e Paulo Halm, vai abordar o mundo da moda e do jornalismo e estreia em novembro.
Por: Niki

Com que frequência devemos lavar o cabelo?


Afinal, com que frequência e como é que devemos lavar o cabelo?
Alguns especialistas são contra a lavagem frequente porque dizem que leva a uma superprodução de sebo (oleosidade) para compensar a sua constante remoção.
Outros dizem que é necessário lavar o cabelo com shampoo para prevenir a acumulação de sebo nos poros e nos folículos do cabelo, que dão origem a problemas de pele como a acne.
A plataforma de medicina alternativa Cure Joy explica que o cabelo pode ser comparado às fibras. Quanto mais lavar, pior será a aparência.
Portanto, não deve lavar o cabelo todos os dias. Mas, a frequência das lavagens depende muito do seu tipo de cabelo, do comprimento e outros fatores. 
Quanto mais comprido, grosso, encaracolado e bem tratado for o seu cabelo, maior deverá ser o intervalo entre lavagens.
Mas, mesmo os cabelos mais finos, curtos e lisos podem ser lavados a cada dois dias, por exemplo.
Além disso, a forma como lava o seu cabelo é mais importante do que a frequência. É importante que retire bem o shampoo do couro cabeludo para que não seque as raízes. É importante também que escolha os produtos certos para o seu tipo de cabelo.
Se lava o cabelo com muita frequência opte por um shampoo e condicionador leves e à base de água. Se sente que o seu cabelo fica ‘escorrido’ no dia a seguir à lavagem, pode estar a usar um shampoo e/ou condicionador que é muito ‘rico’ e ‘espesso’ para o seu cabelo, descreve o mesmo meio.
Entre lavagens pode ‘refrescar’ o seu cabelo e limpar as raízes com shampoo seco ou pó de talco.

Telas rachadas de celular poderão se regenerar sozinhas

Uma técnica inventada na Universidade de Bristol, na Inglaterra, pode salvar a vida de quem vive derrubando o smartphone no chão e teme que a tela fique despedaçada. Inicialmente, o projeto é exclusivo para a indústria de aviação.
Funciona assim: os pesquisadores inserem no material escolhido microsferas carregadas de um agente químico baseado em carbono. No momento em que acontece o impacto, rompem-se as esferas, que liberam o líquido. Esse agente vai preencher as fissuras, depois ele endurece e se torna invisível.
Reprodução
Segundo pesquisador, smartphones poderão usar a técnica em cerca de cinco anos
De acordo com o professor Duncan Wass, inventor da técnica, após uma série de testes seria possível utilizá-la em telas de smartphones em cerca de cinco anos. No entanto, para baixar os cursos da produção, seria necessário o investimento de gigantes da área - como Apple ou Samsung. Leia a matéria completa no INFO.

O ‘kamasutra’ dos animais

A vagina (esquerda) e o pênis dos patos selvagens 'incompatíveis'.

Há mais de um século, em 1911, o explorador polar George Murray Levick não podia acreditar no que seus olhos viam. Ele estava preso no interior da Antártida,acompanhado de cinco homens refugiados em uma caverna de gelo à espera da chegada da primavera e de um barco que pudesse se aproximar deles e resgatá-los. Durante meses, Levick só se dedicou a observar os pinguins e a tomar notas meticulosas sobre o comportamento dos animais.

O explorador, que fazia parte da expedição Terra Nova, dirigida pelo capitão britânico Robert Falcon Scott, não podia acreditar no que via. Os pinguins-de-adélia fornicavam com outros machos, violavam filhotes, forçavam sexualmente as fêmeas, se esfregavam no chão até ejacular e, em uma ocasião, viu vários deles penetraram fêmeas mortas havia mais de um ano. Confuso, Levick decidiu anotar essas práticas em seu caderno, mas em grego, para que seus companheiros não pensassem que ele ficara louco.

Quem lembra essa anedota é o zoólogo britânico Jules Howard, colaborador de veículos de comunicação como The Independent, The Guardian e da revista BBC Wildlife. Howard estreia agora na literatura científica com Sex on Earth: A Journey Through Nature's Most Intimate Moments (Sexo na Terra, em tradução livre, editora Blackie Books, ainda sem tradução no Brasil), um livro que, como o próprio subtítulo diz, é “uma homenagem à reprodução animal”.
Howard disseca o eterno debate entre os divulgadores científicos sobre como atingir o grande público. Se uma pessoa sabe ler, poderá desfrutar de Sex on Earth. “Sou o único que se pergunta como é possível que a rotação da Terra em torno do Sol determina o quão excitadas ficam as rãs do meu açude? Por que temos relações sexuais? Por que peixes como o esgana-gato transam? Por que existem animais como as vespas, que transam e morrem, e por que outros animais são capazes de sobreviver e continuar transando?”, indaga o zoólogo.
O livro evita conscientemente os clichês sobre o sexo animal, como o pênis desproporcional do perceve, o ardor incansável dos leões, o canibalismo sexual do louva-a-deus e o membro descomunal da baleia azul. Em vez desses lugares-comuns, Howard oferece um novo e divertido Kamasutra animal à luz da teoria da evolução de Darwin.
Acima de tudo, Sex on Earth rejeita uma bibliografia ultrapassada, obcecada pelo pênis dos animais, e recupera o papel esquecido das fêmeas como motor da evolução. “O mundo precisa de mais histórias de vaginas”, sentencia o autor. Uma de suas histórias é sobre o oviduto inferior das patas, um canal carnudo e rosado por onde circula o esperma dos machos e pelo qual mais tarde saem os ovos. Para evitar uma linguagem excessivamente técnica, Howard o chama diretamente de vagina. “Os pedantes, se ficarem nervosos, que tomem um chazinho”, adverte.
O sexo dos patos teve seus dias de fama nos últimos anos. Em 2013, a polêmica explodiu nos EUA depois de vários meios de comunicação detalharem a que tipo de pesquisa era dedicada uma parte do orçamento destinado à ciência. “O Governo federal dedica 400.000 dólares (cerca de 1,2 milhão de reais) para o estudo os órgãos genitais dos patos”, foi a manchete do Christian Post. 87% dos entrevistados discordaram que o dinheiro dos impostos fosse utilizado para observar as cloacas dessas aves, de acordo com uma pesquisa realizada pela rede de televisão Fox News. O presidente Barack Obama se viu encurralado durante semanas por conta do assunto da genitália dos patos.
Para Howard, a confusão provou duas coisas: que os cidadãos ignoram como funciona a ciência básica –aquela que só busca saber pelo saber, sobre a qual se constrói todo o resto– e que não estão tão distantes assim os tempos puritanos do explorador antártico Levick. Os cientistas que estudam o sexo já não precisam escrever suas notas em grego, mas quase.
O divulgador científico britânico se diverte no livro com as explosões dos pênis de pato, célebres nas redes sociais graças aos vídeos em câmera super lenta feitos pela professora Patricia Brennan, da Universidade de Massachusetts Amherst (EUA). Neles se observa como a ereção de um pato ocorre em menos de um terço de segundo, a uma velocidade de 1,6 metro por segundo, semelhante à de um canhão de confetes, como ilustra Howard.
Habitualmente, as histórias sobre a genitália dos patos se concentram apenas nos machos, em seus açoites sexuais, que surgiram para sobreviver num mundo em que competem ferozmente pelas fêmeas. Mas o zoólogo britânico completa o quebra-cabeça. Ele fala sobre as desprezadas vaginas das fêmeas do pato selvagem. “Elas têm forma de saca-rolhas, como o órgão masculino, mas a graça é que a espiral avança em outro sentido, o que é incompatível com o pênis do macho até níveis absurdos. E não só isso: ela tem várias curvas cegas e desvios sem saída. Não é que pareça: é um templo inca. É ridículo. Uma obra-prima. É arte evolutiva”, diz Howard.
A explicação está em Sex on Earth. As fêmeas desenvolveram um mecanismo que lhes permite decidir quem fertiliza seus ovos. Um em cada três dos seus acasalamentos pode ser considerado uma violação, mas apenas 3% dos ovos são fertilizados por esses assaltantes. “As fêmeas evoluíram até ter o controle”, enfatiza o autor.
Os pênis dos machos indesejados são incapazes de chegar ao fundo do labirinto, apesar de avançarem à velocidade de 1,6 metro por segundo. Seu esperma é perdido nas primeiras reentrâncias da vagina. Mas quando a pata quer, ela afrouxa as paredes do oviduto e abre caminho para o futuro pai de seus filhos. Seu critério não pode ter mais darwinista. De acordo com alguns estudos, as fêmeas do pato selvagem reparam no amarelo do bico do macho, cuja intensidade está associada a um sistema imunológico saudável, à ausência de doenças. A pata quer garantir que seus genes se perpetuem. Os órgãos genitais dos patos são, de acordo com Howard, “uma corrida armamentista entre machos e fêmeas”.
Em 1871, o naturalista britânico Charles Darwin publicou seu livro A Origem do Homem e a Seleção Sexual. Nele, flertou com a ideia de que as mulheres, com seus critérios rigorosos, podiam impulsionar a evolução de certas características em machos, como a extraordinária galhada dos alces, mais um ornamento do que uma arma de ataque. “Darwin começou a ver as fêmeas de certas espécies, especialmente alces e pavões reais, não como melindrosas coadjuvantes relegadas a acompanhar em segundo plano o combate dos machos, mas como motores da mudança evolutiva. Isso era um conceito revolucionário. Era o poder nas mãos das mulheres”, proclama Howard.
O zoólogo coloca sobre a mesa os problemas de conservação relacionados de alguma maneira com o sexo. O autor recorda uma visita noturna às minas de gesso de Cherry Hinton, administradas pelo Wildlife Trusts e próximas de Cambridge (Inglaterra). Lá, o especialista David Seilly descobriu o impacto aparentemente brutal da iluminação pública sobre os vaga-lumes. “O problema reside no fato de que muito provavelmente os machos preferem acasalar com os postes de iluminação do que com as fêmeas”, diz Seilly. Uma espécie, reflete Howard, poderia estar se extinguindo porque os machos ignoram as fêmeas e se lançam de cabeça sobre vidros iluminados.
Sex on Earth  também arruína alguns mitos da cultura popular. O zoólogo lembra o caso do filme de animação Procurando Nemo. O filme começa com casal de peixes-palhaço, macho e fêmea, cuidando de suas ovas. De repente, uma barracuda devora a mãe e Nemo, o único ovo sobrevivente do ataque, é cuidado pelo pai. Howard destrói o roteiro de ficção e constrói outro mais plausível, com base no que realmente faz um peixe-palhaço macho quando morre sua fêmea.
“O pai, como muitos peixes machos de recife, teria se tornado fêmea. Hermafroditismo sequencial. Sendo filho único, Nemo teria nascido como um hermafrodita indiferenciado, teria crescido desenvolvendo-se como macho e, em uma guinada genial, certamente acabaria fazendo sexo com seu pai, agora fêmea”, diz o autor.
“Mas isso não é tudo. Se o pai tivesse morrido depois, Nemo teria continuado com a tendência familiar, transformando-se em fêmea para ter relações sexuais com seus descendentes caso não houvesse nenhum peixe-palhaço por ali”, reitera Howard.
O zoólogo termina seu livro com uma defesa da ciência do sexo e contra a hipocrisia da sociedade. “George Levick, o explorador da Antártida que tinha tanto medo da reação que seus comentários sobre os pinguins-de-adélia poderiam despertar nos círculos acadêmicos, viveu há um século. Às vezes me pergunto o quanto nós progredimos desde então na percepção e no debate público sobre esse tipo de questão”.

Google diminui resultados de busca para favorecer seus próprios negócios, diz estudo

Um estudo realizado por um professor da Universidade de Direito de Columbia, Tim Wu, em parceria com a Yelp, sugere que o Google diminui seus resultados de busca para favorecer negócios próprios.
O documento afirma que a quantidade de resultados que o Google exibe no topo de suas páginas é inferior ao material oferecido em sites adversários. Para comprovar as alegações, cientistas de dados da Yelp realizaram testes A/B utilizando um plugin de internet chamado Focus on the User, que usa o algoritmo de busca da gigante sem exibir resultados do Google+.
Google Search 2
Eles demonstraram que, ao buscar por “pediatras em NY”, por exemplo, a busca feita pela gigante exibiu 31 resultados – todos com avaliações feitas por meio da rede social do Google. Já na busca feita por meio do plugin, foram exibidos 719 resultados, nenhum deles linkados ao Google+. Veja as imagens abaixo:
Google Search 1
Resultados de busca feita por meio de plugin exibem 719 resultados para "Pediatras em NY"
O estudo de Wu afirma que o Google está reduzindo e prejudicando seus resultados de busca propositalmente, e que isso prejudica tanto os consumidores quanto o mercado. “Quando o Google intencionalmente degrada sua pesquisa de modo a prejudicar seus concorrentes, o impacto pode ser sentido por ambos os lados do mercado – por parte dos consumidores, que não recebem os resultados (e produtos) que mais valorizam, e pelos comerciantes, que de outra maneira poderiam vender para eles”, diz o documento.
“É um exercício legal de monopólio se fere os concorrentes ao mesmo tempo em que ajuda os consumidores, mas se fere os consumidores ao mesmo tempo em que prejudica concorrentes, não há justificativa para o comportamento", afirma o estudo.
Esta não é a primeira vez que a empresa é acusada de exibir, em suas buscas, resultados que a favorecem. Em abril deste ano, a União Europeia acusou formalmente o Google de práticas monopolistas ilegais, afirmando que a empresa abusou de sua posição de líder do mercado ao priorizar seus próprios serviços nos resultados de busca, afastando usuários de seus concorrentes.

Solar Impulse bate recorde de voo sem escalas em travessia do oceano Pacífico

O revolucionário avião Solar Impulse 2 está no meio do caminho entre o Japão e o Havaí e já bateu seu próprio recorde de voo sem escalas nesta quarta-feira (1). O aparelho, movido exclusivamente a energia solar,  decolou de Nagoia no domingo (28) e sobrevoa o Oceano Pacífico há mais de dois dias e duas noites.


As mais de 60 horas do voo solitário e sem escalas do piloto suíço André Borschberg já representam uma marca inédita. O piloto tem que percorrer ainda mais de 4 mil quilômetros na pequena cabine de comando do Solar Impulse para chegar ao destino.
Os organizadores estão otimistas, pois o aparelho superou hoje uma barreira de nuvens provocada por uma frente fria, considerada um dos principais obstáculos da travessia. Superar a frente fria foi "um momento muito emocionante", escreveu no Twitter Bertrand Piccard, coautor do projeto e o segundo piloto da aeronave, em revezamento com Borschberg.
Façanha
Este terceiro dia do voo sem escalas comprova que "um avião pode voar sem interrupção produzindo sua própria energia", comemorou Bertrand Piccard. A travessia do Pacífico é um salto no desconhecido. Até o Japão, o Solar Impulse 2 - que tem as asas cobertas por células fotovoltaicas -, podia aterrissar no aeroporto mais próximo, em caso de problema. Mas até chegar ao Havaí, provavelmente na próxima sexta-feira (3), não terá nenhum lugar onde pousar.
André Borschberg contou, em uma mensagem de vídeo difundida na internet, que "está em excelente forma". "A noite foi difícil, mas fantástica", informou o piloto de 62 anos.
O Solar Impulse ficou mais de um mês bloqueado no Japão, devido ao mau tempo. O avião começou sua aventura em 9 de março, em Abu Dhabi. A meta é dar a volta ao mundo e percorrer ao todo 35 mil quilômetros para promover o uso de energias renováveis, principalmente a energia solar.

Site que vende algoritmos promove sistema que "enxerga" nudez

Para nós, identificar se uma pessoa está nua ou não em uma foto é uma tarefa fácil. Para as máquinas, nem tanto. Pensando nisso, o marketplace Algorithmia criou uma ferramenta para ajudar nesta tarefa e divulgar seu site. Os algoritmos do mercado aberto podem ser usados por qualquer pessoa. Todos operam na infraestrutura do próprio Algorithmia, e o desenvolvedor precisa apenas instalar em seu código um script que fará as requisições aos servidores do site.
O algoritmo que detecta nudez é baseado em outros desenvolvidos pelo Algorithmia para a detecção de cor de pele e imagens. Ele usa uma foto em cores de uma modelo para detectar áreas com pele. Quanto maior uma área com pele à mostra, mais chances de a imagem ser identificada como contendo nudez.
Qualquer um pode fazer testes no site isitnude.com, já que ele não armazena as imagens que são submetidas. Para saber o que funciona ou não, o marketplace tem considerado a opinião dos usuários. "As pessoas têm nos enviado e-mails e tuites dizendo que uma imagem não deu certo. Temos utilizado isso para fazer uma iteração", disse o CTO do Algorithmia, Kenny Daniel, em entrevista ao site da revista Wired.
Já existe, inclusive, um tópico no fórum Reddit para que as pessoas postem falsos positivos e opinem sobre o algoritmo.

United Airlines irá usar fezes de animais como combustível de seus aviões

A partir de agosto, os aviões da companhia aérea United Airlines irão voar usando combustível derivado de fezes e gordura animais. A iniciativa é parte de um esforço da United de reduzir a emissão de gases do efeito estufa produzidos durante a queima de combustível de suas aeronaves comerciais.
O primeiro voo movido a cocô será curto, decolando de Los Angeles e pousando em São Francisco, em uma viagem de pouco mais de uma hora. Então, durante duas semanas, a United fará de quatro a cinco voos por dia entre as duas cidades da Califórnia, todos com 30% de biocombustível a base de fezes e gordura animal. 
A companhia aérea também anunciou nesta terça (30) um investimento de 30 milhões de dólares na Fulcrum BioEnergy, uma das maiores produtoras de biocombustíveis para aviões do mundo. Diversas empresas no mundo todo já começaram a usar biocombustível em seus voos, mas este é o maior investimento feito por uma empresa de aviação em combustíveis alternativos, segundo o New York Times.
O plano da United é integrar os biocombustíveis em toda sua frota em um futuro próximo.
Os combustíveis fósseis geralmente usados na aviação são formados a partir dos vestígios orgânicos de plantas e animais mortos que estavam enterrados no fundo da Terra. Queimar esses combustíveis é uma ótima forma para gerar energia, mas o processo lança na atmosfera os componentes de carbono desses materiais orgânicos.
Como a gordura e as fezes animais já foram expostas à atmosfera e absorveram calor durante a vida do animal, sua combustão não irá introduzir novos componentes de carbono no ar.

Ex-secretária da Câmara diz que tinha que entregar metade do salário para Pedro Corrêa

A ex-secretária da Câmara dos Deputados Vera Lúcia Leite Souza disse, durante audiência da Operação Lava-Jato, na semana passada, que era obrigada a transferir metade do seu salário para o então deputado Pedro Corrêa (PP-PE). O acordo durou de 2006 a 2011, enquanto Vera Lúcia trabalhou para a liderança do PP na Câmara. Depois disso, de 2012 a 2015, ela trabalhou para a filha do ex-parlamentar, a também deputada federal Aline Corrêa. Segundo a secretária, embora fosse funcionária da Câmara, era responsável até por pagar contas bancárias.
Em depoimento gravado pela Justiça Federal, Vera Lúcia relata que procurou Pedro Corrêa em 2006, quando estava desempregada. Ele ofereceu um cargo de secretária para ela, mas pediu para que metade do salário de R$ 7 mil a R$ 8 mil fosse depositado para Ivan Vernon Gomes Torres Júnior, ex-assessor de Corrêa, que chegou a ser preso pela Operação Lava-Jato em abril. Segundo Vera Lúcia, o ex-deputado disse: "você passa para o Ivan uma parte pra ajudar nas despesas mensais". A funcionária entendeu que o parlamentar estava se referindo às despesas que teria a partir de 2006, quando deixou a liderança do partido.
- Quando eu entrei, em 2006, o deputado Pedro Corrêa fez um acordo comigo. eu precisava do emprego e fiz o acordo com ele. Ele propôs que eu desse metade pra ele. E essa metade seria dada para o Ivan - disse a ex-funcionária da Câmara, que continuou:
- O salário vem na conta, e a parte que era do Pedro Correa eu transferia para a conta do Ivan.
Vera Lúcia não soube responder qual seria o destinado dado ao dinheiro que tinha que depositar para Pedro Corrêa. A investigação da Lava-Jato mostra que Ivan Vernon recebeu em suas contas depósitos de R$ 2,78 milhões entre 2010 e 2014, o que, na avaliação da PF, era "incompatível" com os rendimentos declarados pelo ex-assessor parlamentar. Laudo revelou que Vernon transferiu parte desse dinheiro para Pedro Corrêa.
A ex-secretária disse que ficou desempregada em 2011. De 2012 a 2015, ela foi trabalhar no escritório de Aline Corrêa, onde recebia salários de R$ 10 mil a R$ 11 mil. No gabinete de Aline, segundo Vera Lúcia, ela era responsável por cuidar da agenda da deputada e de duas contas bancárias:
- Eu pagava as contas, tinha procuração, passei a ser secretária dela.
Enquanto trabalhou para Aline Corrêa, Vera Lucia disse que não tinha que devolver parte do salário. Aline ficou sem mandato a partir de fevereiro. De 2003 a 2005, Vera Lúcia havia trabalhado no gabinete do deputado Ronivon Santiago (PP-AC), que foi cassado.
Aline e Pedro Corrêa foram indiciados pela Polícia Federal em maio, após investigação mostrar que empresas ligadas ao ex-deputado André Vargas recebiam repasses de recursos que saíam da Caixa e do Ministério da Saúde por meio da agência de publicidade de Borghi Lowe. O parlamentar, que está preso em Curitiba, nega as acusações feitas pela Operação Lava-Jato.

Ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco diz que propina ‘surge e quando a gente vê está no meio’

O ex-gerente executivo da Diretoria de Serviços da Petrobras Pedro Barusco disse, em depoimento à Justiça Federal do Paraná, na tarde de terça-feira, que não sabe precisar se pediu propina para as empresas que prestam serviço para a estatal ou se partiu delas a iniciativa de fazer pagamentos a ele e ao ex-diretor Renato Duque.
Foi uma coisa que foi acontecendo dos dois lados. Tanto um oferece, quanto outro recebe, vai estreitando o relacionamento e vai surgindo e, quando a gente vê, está no meio desse processo. Uma coisa continua, quando a gente vê já está acontecendo, respondeu, ao ser indagado sobre o assunto pelo juiz Sérgio Moro.
Barusco também acusou novamente o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto de levar aos representantes da diretoria de Serviços da estatal queixas das empresas envolvidas no esquema de propina.
Questionado por Moro sobre o que era discutido nas reuniões que ocorriam entre ele, Vaccari e o ex-diretor de Serviços Renato Duque, Barusco respondeu:
Eram aquelas questões: a empresa está reclamando que não consegue receber, que tem um aditivo que não sai, reclamando que foi passada para trás, diz que pegou terceiro lugar (numa licitação) e quer ver se não dava para pegar primeiro.
Em seguida, o magistrado indaga quem trazia esse tipo de assunto para as reuniões.
O douto Vaccarri, responde Barusco.
Nessas reuniões, segundo o delator, também era discutido o pegamento de 0,5% do valor dos contratos da diretoria de serviços, mas esse “não era o tema central”.
Barusco contou que conheceu Vaccarri entre o final de 2010 e 2011. Inicialmente, as reuniões envolviam apenas Duque e o tesoureiro do PT. Depois desses encontros, o gerente recebia do diretor bilhetes com as pendências levantadas por Vaccari.
Depois, ele (Duque) passou a me levar nas reuniões.
O ex-gerente também declarou não saber de que forma exata era feito o pagamento da propina para o PT.
Eu imaginava que seriam das formas tradicionais: lá fora, em espécie.
Barusco confirmou ainda que em todos os contratos da Petrobras em sua área havia pagamento de propinas “de forma quase que endêmica”. As empreiteiras que obtinham obras na estatal pagavam 2% de propina sobre cada contrato, dos quais 1% ia para a diretoria de Serviços e 1% para a diretoria de Abastecimento, dirigida por Paulo Roberto Costa. Dos 1% para a sua diretoria, metade era destinado a ele próprio e ao diretor Renato Duque, enquanto que a outra metade ia para o PT.
Um dos procurados do Ministério Público Federal questiona, durante o depoimento, por que uma parte das propinas ia para o PT.
Para mim sempre foi uma espécie de incógnita. Não sei como começou, mas foi um crescente. Havia um costume de se pagar a propina. Era uma coisa quase que endêmica, disse Barusco, em depoimento que foi divulgado no site da Justiça Federal do Paraná na manhã desta quarta-feira.
O delator foi ouvido na condição de testemunha no processo em que são réus Duque, Vaccari e Augusto Mendonça, presidente da construtora Setal, a primeira a fazer acordo de leniência.
Segundo Barusco, o pagamento de propina aconteceu nas obras dos Terminais de Caiúnas II e III, nas Refinarias Revap, Replan e Repar. Essas obras foram feitas pela Setal, Mendes Junior e MPE.
Em todas essas obras houve pagamentos de propinas. Na Petrobras, quem recebia a propina era eu e o Renato Duque, tendo como intermediário o Mário Goes (dono da Riomarine). O percentual do PT era recebido pelo João Vaccari. Antes dele, não sei quem recebia.
Barusco reafirmou que se reuniu com João Vaccari e Renato Duque algumas vezes para discutir os valores das propinas.
Eu não fui a todas as reuniões. O (Renato) Duque ia a mais reuniões. As reuniões aconteciam no Hotel Widson, no Rio, e no Hotel Meliá, na Alameda Santos, em São Paulo.
O procurador do MPF quis saber se a indicação de Renato Duque para a diretoria de Serviços teve apoio do PT.
Todos os diretores tiveram apoio político. Eu entendo que, uma vez o PT no governo, caberia ao partido indicar as pessoas nos cargos. Eu e o Duque eramos de carreira. Era natural que Duque pudesse ser escolhido ou eu. Indicação política sempre houve.

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