A Beira Mar

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Bar e Restaurante

terça-feira, 20 de março de 2012

07ª. SESSÃO ORDINÁRIA DE 20 DE MARÇO DE 2012

ORDEM DO DIA
DISCUSSÃO E VOTAÇÃO ÚNICA:

PROJETO DE LEI Nº 127/11 – EXECUTIVO – Dispõe sobre os requisitos para a obtenção de numeração e da respectiva identificação dos Imóveis situados no perímetro Urbano de Caraguatatuba e dá outras providências.

PROJETO DE LEI Nº 109/2011 – Ver OMAR KAZON – Introduz alterações na Lei Municipal nº 1426/87, que disciplina o comércio ambulante no Município de Caraguatatuba e dá outras providências.

 DISCUSSÃO E VOTAÇÃO EM 2º TURNO:

PROJETO DE EMENDA À LOM Nº 04/11 – Ver OMAR KAZON – Cria inciso VIII, no artigo 36 da Lei Orgânica do Município de Caraguatatuba – que dispõe sobre a obrigatoriedade da realização de audiências públicas.

Nem a rosa, nem o cravo...


As frases perdem seu sentido, as palavras perdem sua significação costumeira, como dizer das árvores e das flores, dos teus olhos e do mar, das canoas e do cais, das borboletas nas árvores, quando as crianças são assassinadas friamente pelos nazistas? Como falar da gratuita beleza dos campos e das cidades, quando as bestas soltas no mundo ainda destroem os campos e as cidades?

Já viste um loiro trigal balançando ao vento? É das coisas mais belas do mundo, mas os hitleristas e seus cães danados destruíram os trigais e os povos morrem de fome. Como falar, então, da beleza, dessa beleza simples e pura da farinha e do pão, da água da fonte, do céu azul, do teu rosto na tarde? Não posso falar dessas coisas de todos os dias, dessas alegrias de todos os instantes. Porque elas estão perigando, todas elas, os trigais e o pão, a farinha e a água, o céu, o mar e teu rosto. Contra tudo que é a beleza cotidiana do homem, o nazifascismo se levantou, monstro medieval de torpe visão, de ávido apetite assassino. Outros que falem, se quiserem, das árvores nas tardes agrestes, das rosas em coloridos variados, das flores simples e dos versos mais belos e mais tristes. Outros que falem as grandes palavras de amor para a bem-amada, outros que digam dos crepúsculos e das noites de estrelas. Não tenho palavras, não tenho frases, vejo as árvores, os pássaros e a tarde, vejo teus olhos, vejo o crepúsculo bordando a cidade. Mas sobre todos esses quadros bóiam cadáveres de crianças que os nazis mataram, ao canto dos pássaros se mesclam os gritos dos velhos torturados nos campos de concentração, nos crepúsculos se fundem madrugadas de reféns fuzilados. E, quando a paisagem lembra o campo, o que eu vejo são os trigais destruídos ao passo das bestas hitleristas, os trigais que alimentavam antes as populações livres. Sobre toda a beleza paira a sombra da escravidão. É como u'a nuvem inesperada num céu azul e límpido. Como então encontrar palavras inocentes, doces palavras cariciosas, versos suaves e tristes? Perdi o sentido destas palavras, destas frases, elas me soam como uma traição neste momento.

Mas sei todas as palavras de ódio, do ódio mais profundo e mais mortal. Eles matam crianças e essa é a sua maneira de brincar o mais inocente dos brinquedos. Eles desonram a beleza das mulheres nos leitos imundos e essa é a sua maneira mais romântica de amar. Eles torturam os homens nos campos de concentração e essa é a sua maneira mais simples de construir o mundo. Eles invadiram as pátrias, escravizaram os povos, e esse é o ideal que levam no coração de lama. Como então ficar de olhos fechados para tudo isto e falar, com as palavras de sempre, com as frases de ontem, sobre a paisagem e os pássaros, a tarde e os teus olhos? É impossível porque os monstros estão sobre o mundo soltos e vorazes, a boca escorrendo sangue, os olhos amarelos, na ambição de escravizar. Os monstros pardos, os monstros negros e os monstros verdes.

Mas eu sei todas as palavras de ódio e essas, sim, têm um significado neste momento. Houve um dia em que eu falei do amor e encontrei para ele os mais doces vocábulos, as frases mais trabalhadas. Hoje só 0 ódio pode fazer com que o amor perdure sobre o mundo. Só 0 ódio ao fascismo, mas um ódio mortal, um ódio sem perdão, um ódio que venha do coração e que nos tome todo, que se faça dono de todas as nossas palavras, que nos impeça de ver qualquer espetáculo - desde o crepúsculo aos olhos da amada - sem que junto a ele vejamos o perigo que os cerca.

Jamais as tardes seriam doces e jamais as madrugadas seriam de esperança. Jamais os livros diriam coisas belas, nunca mais seria escrito um verso de amor. Sobre toda a beleza do mundo, sobre a farinha e o pão, sobre a pura água da fonte e sobre o mar, sobre teus olhos também, se debruçaria a desonra que é o nazifascismo, se eles tivessem conseguido dominar o mundo. Não restaria nenhuma parcela de beleza, a mais mínima. Amanhã saberei de novo palavras doces e frases cariciosas. Hoje só sei palavras de ódio, palavras de morte. Não encontrarás um cravo ou uma rosa, uma flor na minha literatura. Mas encontrarás um punhal ou um fuzil, encontrarás uma arma contra os inimigos da beleza, contra aqueles que amam as trevas e a desgraça, a lama e os esgotos, contra esses restos de podridão que sonharam esmagar a poesia, o amor e a liberdade!

NOITE DOS “CAPITÃES DA AREIA”

Poesia



NOITE DOS “CAPITÃES DA AREIA”

A cidade dormiu cedo.
A lua ilumina o céu, vem a voz de um negro do mar em frente.
Canta a amargura da sua vida desde que a amada se foi.
No trapiche as crianças já dormem.

A paz da noite envolve os esposos.
O amor é sempre doce e bom, mesmo quando a morte está próxima.
Os corpos não se balançam mais no ritmo do amor.
Mas no coração dos dois meninos não há nenhum medo.
Somente paz, a paz da noite da Bahia.

Então a luz da lua se estendeu sobre todos,
as estrelas brilharam ainda mais no céu,
o mar ficou de todo manso
(talvez que Iemanjá tivesse vindo também a ouvir música)
e a cidade era como que um grande carrossel
onde giravam em invisíveis cavalos os Capitães da Areia.

Vestidos de farrapos, sujos, semi-esfomeados, agressivos,
soltando palavrões e fumando pontas de cigarro,
eram, em verdade, os donos da cidade,
os que a conheciam totalmente,
os que totalmente a amavam,
os seus poetas.

A AREIA E SEUS MISTÉRIOS

Branca e silente areia...
Mistérios não revelados...
Pelo ardente sol, incinerados...
Espalhados pelo vento...
No seu contentamento...
Rencanto da natureza...
Suave como os olhos da lua...
Maciez que se insinua...
E convida...
Ao doce encantamento...
Caloroso acasalamento...
De amores escondidos...
Corações embevecidos...
Corpos que se tocam
Num bailado louco...
Resplandecente porto...
Molhados pelos beijos do mar...
Suados no conjugar do amar...
Que se colam...
No vértice da paixão...
Esquecidos da razão...
Num vai e vem de prazer...
Bendizer do desejo... do amor.
Milhares de fragmentos
Em selvagem abrasamento...
Na pele nua... becos e ruas...
Que levam a volúpia do querer...
O outro ser...
Olhos brilhando... cheios de cor...
E o mar engolindo os segredos ...
Carregando em seus longos dedos...
Os mistérios da paixão...
Perpetuada no seu aveludado chão...
Carmen Vervloet

Comissão Especial do PNE discute recursos financeiros e Custo Aluno-Qualidade

Na tarde da terça-feira (20/3), a Comissão Especial que trata do PL 8035/2010 (Plano Nacional de Educação) se reúne com especialistas da Campanha Nacional pelo Direito à Educação para discutir os custos de implementação do novo Plano.

A reunião técnica da Comissão, com o título “Recursos e investimentos educacionais e o CAQ (Custo Aluno-Qualidade)”, contará com exposições de Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, José Marcelino Rezende Pinto, professor da Universidade de São Paulo e Nelson Cardoso do Amaral, professor da Universidade Federal de Goiás.

O debate em torno dos investimentos financeiros necessários para que as metas do novo Plano Nacional de Educação sejam de fato alcançadas com base em um padrão de qualidade tornou-se um dos pontos centrais da tramitação da matéria. Em agosto de 2011, a Campanha divulgou a nota técnica “Por que 7% do PIB para a educação é pouco?Cálculo dos investimentos adicionais necessários para o novo PNE garantir um padrão mínimo de qualidade”.

Sugerida pelos deputados Raul Henry (PMDB-PE) e Angelo Vanhoni (PT-PR), a reunião acontece na terça-feira (20/3), a partir das 14h30, no plenário 10 do Anexo II da Câmara dos Deputados. Ao final da atividade, os expositores atenderão a imprensa no local.

Fontes para a imprensa

Daniel Cara – Coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação
Deputado Angelo Vanhoni (PT – PR) – Relator da Comissão Especial do Plano Nacional de Educação (PNE)

Atendimento à imprensa - Campanha Nacional pelo Direito à Educação

Katerina Volcov
E-mail: pnepravaler@campanhaeducacao.org.br
Tel: (11) 3159.1243/ (11) 8156.0246

Jéssica Moreira
E-mail: jessica@campanhaeducacao.org.br
Tel.: (11) 3159-1243 / (11) 8793.7711

Custo Aluno-Qualidade Inicial – O CAQi (Custo Aluno-Qualidade Inicial) é um estudo pioneiro desenvolvido pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, que, a partir de insumos como equipamentos e materiais didáticos, número adequado de alunos por turma, remuneração de profissionais, entre outros, aponta quanto deveria ser investido por aluno de cada etapa da educação básica para que o Brasil comece a oferecer uma educação com um patamar mínimo de qualidade para seus estudantes. (Clique aqui e veja estudo sobre o CAQi na íntegra )

O que é o movimento “PNE pra Valer!” – Desde que a proposta de PNE foi divulgada pelo Poder Executivo Federal, em dezembro de 2010, um amplo e plural grupo de pessoas, organizações, redes e movimentos vinculados à Campanha Nacional pelo Direito à Educação e engajados no movimento “PNE pra Valer!” vem se dedicando a analisar a proposta e a produzir emendas com o objetivo de contribuir para que este Plano reflita as deliberações da Conae (Conferência Nacional de Educação), os anseios e as necessidades da educação pública brasileira, e que seja resultado de um amplo trabalho coletivo e colaborativo entre os diversos atores que fazem a educação em nosso País. Mais informações: www.pnepravaler.org.br

Nota de esclarecimentos:

No rádio hoje o prefeito de Caraguá deu uma enrolada legal no povo. O radialista falou de boca bem cheia que Caraguá é a quarta melhor cidade do país em administração pública. Dava a entender que é a melhor administração de modo geral. Pura enganação porque os itens levados em conta para se chegar aos números que chegaram são esses abaixo relacionados e nenhum fala em gestão de melhor prefeitura. Quem olha bem vai ver o que todo mundo está cansado de saber. Que a cidade tem receita proporcional ao número de habitantes, maior que São José, isso o Blog do João Lúcio já falou. Arrecada muito bem porque tudo aqui é caro, inclusive o IPTU. Gasto com pessoal é outra farsa porque aqui ganha-se o pior salário do Litoral e as terceirizações de não-de-obra mascaram os dados. Capacidade de investir, claro que é grande porque a arrecadação é muito alta e as sobras são volumosas.
Liquidez é a mesma coisa. Quem recebe muito pode pagar as contas em dia.

1- Receita própria (capacidade de arrecadação)
2- Gasto com pessoal (grau de rigidez do orçamento)
3- Investimento ( Capacidade de investir)
4- Custo da dívida pública a longo prazo
5- Liquiez

Seria bom fazerem a pesquisa sobre mortalidade infantil, criminalidade, desemprego, profissionalização e alguns outros itens que ai daria pra ver que todo o investimento abundante poderia reduzir a pobreza e a promiscuidade social.
Eis os itens considerados na pesquisa que está dando tanto discurso. Quem quiser conferir entre no site do Estadão item "Mapa de Gestão Fiscal".
Por: João Lucio