A Beira Mar

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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Como fica a situaçãop do vice-prefeito de Caraguá

Inelegibilidade por parentesco e a Emenda Constitucional da reeleição 

1. INELEGIBILIDADE POR PARENTESCO.

            A inelegibilidade é o estado jurídico de ausência ou perda de elegibilidade (1), como a define ADRIANO SOARES DA COSTA. Segundo o magistério de DJALMA PINTO (2), colacionando os ensinamentos de diversos juristas:
            "A configuração da inelegibilidade, inaptidão jurídica para receber voto, como propõe Tupinambá Miguel Castro, obsta a existência da candidatura, independente da manifestação do partido ou do próprio interessado. A ausência, pura e simples, de um dos requisitos da elegibilidade é que, neste caso, impede o seu surgimento e, por via oblíqua, de candidatura. Conforme Swenson, invocado por Torquato Jardim, inelegibilidade é a ‘impossibilidade legal de alguém pleitear seu registro como postulante a todos ou alguns dos cargos eletivos’.
            Alexandre de Moraes a define como ‘ausência de capacidade eleitoral passiva, ou seja, da condição de ser candidato e, conseqüentemente, poder de ser votado, constituindo-se, portanto, em condição obstativa ao exercício passivo da cidadania’."
            Desde a Constituição Federal de 1934 já se elencava o parentesco com o detentor de mandato eletivo como hipótese de inelegibilidade, a exemplo do art. 112, alíneas 1, 2 e 3, da referida Constituição, bem como o art. 147 da Carta Magna de 1967. Nos exemplos acima referidos, a inelegibilidade estendia-se até o terceiro grau de parentesco.
            Com o advento da Carta Política de 1988, manteve-se a mesma linha de entendimento, apenas reduzindo o alcance da inelegibilidade para os parentes até o segundo grau.
            A Constituição Federal de 88, em seu art. 14, § 7°, prevê:
            "Art. 14. (...)
            (omissis)
            § 7° São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consangüíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição."

 Com tal regra (de cunho histórico, como já noticiado) buscou-se evitar o uso da máquina administrativa para favorecer os parentes dos chefes do executivo, no âmbito de influência destes. Assim, os familiares dos detentores de mandatos eletivos executivos eram inelegíveis na circunscrição dos titulares, ressalvada a parte final do dispositivo.

            Sufragando tal entendimento, o TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL, em outubro de 1992, editou a súmula n° 06, que, embora se refira apenas aos prefeitos, é aplicável aos demais chefes do executivo. Prescreve a Súmula:
 "É inelegível, para o cargo de prefeito, o cônjuge e os parentes indicados no § 7o do art. 14 da Constituição, do titular do mandato, ainda que este haja renunciado ao cargo há mais de seis meses do pleito." (grifos aditados)
            Destarte, mesmo que o detentor de mandato eletivo tivesse renunciado ao cargo há mais de seis meses, ainda assim permaneceria a inelegibilidade por parentesco. Evitava-se a perpetuação de um mesmo grupo familiar no poder, o que poderia gerar abusos (uso irregular da máquina administrativa), "...com evidente desvantagem para os demais competidores e para a lisura do processo de escolha democrática." (3).
            Como se pode perceber, a ratio da cominação de inelegibilidade por parentesco defluia diretamente de impossibilidade de reeleição do detentor de mandato eletivo do Poder Executivo, vez que, em última análise, o que se buscava evitar era a perpetuação de um agrupamento familiar à frente do Executivo.
            Questão interessante diz respeito à amplitude que tem sido dada, pelo TSE, ao tratamento das hipóteses de inelegibilidade por parentesco, abarcando casos que, em análise perfunctória, não estariam inseridas na Constituição e nem em Lei Complementar. A princípio, poder-se-ia pensar que o Tribunal Superior Eleitoral estaria interpretando extensivamente normas restritivas para criar novas hipóteses de inelegibilidade, mas não se trata da verdade.
            Ora, como é sabido por todos, exceptiones sunt strictissime interpretationis ("interpretam-se as exceções estritissimamente"). A chamada interpretação extensiva ou aplicação analógica não pode ocorrer com os chamados "direitos excepcionais", tentando abarcar hipóteses neles não contempladas, como pontificava o saudoso Ministro do STF, CARLOS MAXIMILIANO (4), que definiu os referidos direitos:
            "275 – Consideram-se excepcionais, quer estejam em repositórios de Direito Comum, quer se achem nos de Direito Especial, as disposições: a) de caráter punitivo, quando se não referem a delitos, porém cominam multa; indenização; perda, temporária ou definitiva, de cargo; (...) b) as que restringem ou condicionam o gozo ou o exercício dos direitos civis e políticos..." (grifos aditados)
            Logo, não há dúvidas de que não pode o TSE CRIAR novas hipóteses de inelegibilidade por meio de interpretação ampliativa. Mas, a fim de precisar os conceitos amplos elencados no texto constitucional, pode sim a Corte Eleitoral interpreta-los à luz dos princípios que regem o direito eleitoral, a fim de determinar-lhes o alcance.
            Não há dúvidas de que exageros podem ocorrer. Quando o Tribunal Superior Eleitoral ultrapassar a tênue barreira que separa o preenchimento de conceitos vagos descritos na Constituição e a criação de novas hipóteses de inelegibilidade, caberá ao Supremo Tribunal Federal a última palavra, vez que só se admitem a veiculação de novas hipóteses de inelegibilidade (criação) por meio de Lei Complementar ou Emenda à Constituição (§ 9°, art. 14, CF).
            De qualquer sorte, ainda que necessária a utilização de diplomas normativos infraconstitucionais para precisar os conceitos de parentesco vagamente descritos na Constituição Federal (a exemplo do Código Civil), tem-se entendido que, em relação à inelegibilidade por parentesco, estamos diante de ordem ou matéria constitucional, insuscetível, portanto, de preclusão, por força do quanto disposto nos arts. 223 e 259, ambos do Código Eleitoral. Logo, caso a inelegibilidade por parentesco não seja aventada por ocasião do registro de candidatura, por meio de ação de impugnação, ou que o seja tardiamente, nada impede que a matéria seja abordada quando da diplomação, através da previsão do art. 262, I, do Código Eleitoral, em sede de Recurso contra expedição de diploma.

2. REELEGIBILIDADE.
            Em 04.06.97, com o advento da Emenda Constitucional n° 16, a denominada emenda da reeleição, fruto de interesses casuísticos, que deu nova redação ao art. 14, § 5°, da Carta Política, criou-se a possibilidade dos detentores de mandato eletivo do Poder Executivo disputarem um segundo mandato, sem necessidade de se desincompatibilizarem ou mesmo se afastarem de suas funções. O dispositivo passou a ter a seguinte redação:
            "§ 5º O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subseqüente." (5)
            Vigente a referida emenda, facultou-se ao Presidente da República, Governadores e Prefeitos, bem como eventuais substitutos e sucessores, a disputa de um segundo mandato, "...quebrando longa tradição política de nosso país, ao admitir a possibilidade de reeleição dos ocupantes de cargos eletivos do Poder Executivo." (6).
            Num primeiro momento, vez que a emenda da reeleição não modificou o parágrafo 7° do art. 14, entendeu-se que a mesma em nada modificou o sistema de inelegibilidade por parentesco.
            JOEL JOSÉ CÂNDIDO (7) confirma que a referida emenda em nada alterou a inelegibilidade pelo parentesco, ao afirmar:
            "A novidade do instituto da reeleição para os titulares de mandatos eletivos do Poder Executivo, introduzida entre nós pela EC n° 16/97, não alterou a dogmática da inelegibilidade pelo parentesco, nela não se refletindo. Na consulta n° 341, de Brasília, DF, o TSE respondeu neste sentido: ‘Consulta. Inelegibilidade. Parentesco. CF, art. 14, § 7°. A emenda da reeleição em nada alterou a inelegibilidade decorrente de parentesco. Portanto, o filho de Governador, ao postular cargo eletivo, sujeita-se à inelegibilidade prevista no art. 14, § 7°, da Constituição Federal’". (grifos aditados)
            O próprio TSE, em outras oportunidades, já havia se manifestado sobre o tema. Confira-se a ementa da Resolução n° 19.973, de 23.09.97, da lavra do Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA:
            "Consulta. Emenda Constitucional n° 16/97. Reeleição. O advento da EC n° 16/97, que alterou o art. 14, § 5°, da Constituição Federal, para permitir a reeleição do titular do mandato de chefe do Poder Executivo, não produz modificação na disciplina constitucional referente ao seu cônjuge e parentes, que continuam inelegíveis no território de sua jurisdição."
            Mesmo o Excelso Pretório abraçou esta tese, como referido pelo Min. GARCIA VIEIRA, em seu voto na Consulta 709-DF:
            "Esse é o entendimento que prevalece, também, no Supremo Tribunal Federal, ao que pude perceber dos acórdãos nos Recursos Extraordinários n° 236.948, de 24.9.98, e 247.416, de 29.2.00, ambos relatados pelo Ministro Octávio Gallotti. Ali se proclamou que a emenda da reeleição constitui exceção absoluta e ‘em nada interferiu no tratamento das hipóteses de inelegibilidade por parentesco ou afinidade, cujas regras permanecem intocadas.’". (grifos aditados)

3. MUDANÇA DO ENTENDIMENTO. CONCLUSÕES.
            Contudo, tal raciocínio não mais se adequava à nova realidade jurídica provocada pela emenda da reeleição. Com efeito, como se justificaria a mantença da inelegibilidade por parentesco quando o titular do cargo poderia pleitear a reeleição sem sequer se desincompatibilizar?
            Ora, se a inelegibilidade por parentesco era um corolário da impossibilidade de reeleição (rectius: mantença do mesmo agrupamento familiar à frente do Poder Executivo em qualquer das três esferas federativas), sua manutenção quando o titular pudesse se reeleger criava um contra-senso lógico.
            Foi então que, em 21.08.01, em votação unânime da qual participaram os Ministros FERNANDO NEVES, SEPÚLVEDA PERTENCE, NELSON JOBIM, a recém empossada Ministra ELLEN GRACIE, ao relatar o Recurso Especial Eleitoral n° 19.442, liderou a mudança do entendimento do TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL, afastando a inelegibilidade por parentesco quando o titular for reelegível e tiver renunciado até seis meses antes do pleito. O acórdão foi assim ementado:
            "ELEGIBILIDADE. CÔNJUGE. CHEFE DO PODER EXECUTIVO. ART. 14, § 7°, DA CONSTITUIÇÃO.
            
O cônjuge do chefe do Poder Executivo é elegível para o mesmo cargo do titular, quando este for reelegível e tiver renunciado até seis meses antes do pleito.
            Recursos não conhecidos"
            Merece transcrição a parte final do voto condutor:
            "Uma interpretação literal do § 7°, como se vê, gera situação paradoxal, à medida que impede a eleição dos parentes e do cônjuge para o cargo titular, quando ele mesmo, por sua vez, pode candidatar-se para este mesmo cargo.
            Daí concluir que a única solução razoável é a que conjuga os ditames dos §§ 5° e 7° e lhes dá leitura condizente com os princípios que informaram a redação das normas constitucionais, sem desconsiderar a nova realidade, introduzida pela EC n° 16."
            Esse novo posicionamento parece já se ter consolidado na Corte, como se pode observar na Resolução nº 20.931, de 20/11/2001 e no acórdão nº 3.043 de 27/11/2001, embora, formalmente, a súmula n° 06 ainda subsista (não foi expressamente cancelada). Interessante trazer à colação o acórdão 16.718 do TSE:
            "Registro de candidatura. Vice-prefeito que é irmão do titular e que o sucedeu no cargo de chefe do Executivo Municipal. Possibilidade de se candidatar à reeleição como prefeito por um período subsequente. Art. 14, § 5°, da Constituição Federal. Incidência da ressalva contida no § 7o do mesmo dispositivo. (...)"
            (Ac. no 16.718, de 14.9.2000, rel. Min. Fernando Neves da Silva.) (8)
            Observe-se que a ressalva contida na parte final do § 7°, art. 14, da CF, dizia respeito à reeleição para os cargos do Poder Legislativo, vez que se trata de dispositivo com redação original e anterior à emenda da reeleição. Observe-se que o TSE, atento à idéia de congruência do ordenamento jurídico, objetivando afastar antinomias, já interpreta com maior elasticidade o conceito de inelegibilidade e reeleição, a fim de adequar o sistema às alterações introduzidas pela referida emenda constitucional.
            Logo, em que pese o posicionamento conservador dos Tribunais Superiores quando da criação da emenda da reeleição, afirmando que não se havia operado qualquer alteração em relação à inelegibilidade por parentesco, as contradições advindas de tal posicionamento levaram a uma revisão do entendimento, quando então, como corolário lógico da possibilidade de reeleição sem necessidade de desincompatibilização, passou-se a entender que deve ser afastada a inelegibilidade por parentesco, quando o titular estiver em seu primeiro mandato e se desincompatibilizar no prazo legal.

Com essa situação já definida, 
a Frente SupraPartidaria segue firme em Caraguá.

Frente Suprapartidaria Formada - Caraguatatuba‏

A Imprensa,

Abaixo segue a Nota refente a Frente suprapartidaria formada em Caraguatatuba, dia 25/09, com o objetivo de criar força politica
e Um nome ao executivo para que a reforma de Caraguatatuba seja bem feita e assim dar dignidade aos moradores dessa linda cidade.

Essa é uma notícia muito importante aos cidadãos de Caraguatatuba e espero que a imprensa possa ser imparcial e fazer a publicação da matéria abaixo citada.

Em anexo as fotos e a Ata da reunião.

COMUNICADO A POPULAÇÃO DE CARAGUATATUBA
CRIADA A FRENTE SUPRAPARTIDÁRIA EM CARAGUATATUBA
Nesta quinta-feira,  dia 25/08/2011, foi criada uma FRENTE SUPRA PARTIDÁRIA com o objetivo de dar uma NOVA OPÇÃO  aos munícipes de Caraguatatuba.
A FRENTE é composta pelos seguintes partidos:  PHS, PT, PR, PRB, PT do B, PC  do B, PSL e o Sr. Álvaro Alencar Trindade, aguardando definição partidária.
Caraguatatuba atualmente está carente na área da saúde, o transporte público está decadente, é necessário mais investimentos na educação, priorizar a segurança, melhorar a oferta de empregos na cidade, capacitando o cidadão local entre outros aspectos sociais que necessitam ser adequados.
Essa FRENTE tem por meta fortalecer uma nova geração de políticos para a cidade, que realmente se preocupem com o bem estar de todos os moradores de Caraguá, focando principalmente o social.
Antes das convenções partidárias será escolhido apenas 01 nome para representar o grupo ao Executivo e esse nome terá o apoio de todos os representantes da Frente.
Conheça os Pré-Candidatos da FRENTE SUPRAPARTIDÁRIA:
(Segue em ordem alfabética)

Álvaro Alencar Trindade
Chiquinho Conceição – PT do B
Edu Gama - PHS
Guilherme Araújo – PRB
Omar Kazon – PR
Rodolfo um dos pré-candidatos pelo PT – PT

E desde já deixamos o convite a todos que queiram apoiar ou contribuir com o fortalecimento dessa FRENTE SUPRAPRARTDÁRIA
  • O PMN participou da reunião, apoia a FRENTE, mas aguarda confirmação de seus membros da executiva e filiados.
Parafraseando nosso amigo Luiz José, foi criado a 3ª via em Caraguatatuba.

Nasce a Frente SupraPartidária em Caraguatatuba


"Caraguá tem que mudar, para mudar a maneira de Governar"

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Empresa: Havaiana - Pè na Área
Contato: 3883-1133
Vaga disponível: Balconista

Empresa: Mariana Pires
Contato: loja
Vaga disponível: vendedor (a)

Empresa: M Guerreiro
Contato: 3883-9247
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Contato: 3883-2041 - Edi ou Priscila
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Contato: 8147-7766 - Fabio
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Virei Garato-Propaganda do Regime Militar - JOSÉ DIRCEU

Quando saí de Passa Quatro [MG], fizeram festa. Era rebelde. Cheguei a ser coroinha, mas me expulsaram -roubava hóstia para comer fora.
Vim para São Paulo com 14 anos para trabalhar de office boy na praça da República. Fui morar no edifício São Vito, demolido agora.
Nunca mais pedi um centavo para o meu pai.
Quando cheguei, já tinha lido os clássicos russos, ingleses... Era uma coisa difícil conviver com certos grupos, porque eu queria ir ao teatro, e eles, ver filme de guerra.
[No 31 de março de 1964], estava trabalhando. Os estudantes do Mackenzie desceram comemorando [o golpe militar]. Falei: "Se os estudantes do Mackenzie estão a favor, estou contra". Era uma escola elitista, reacionária.
Quando entrei na PUC [no curso de direito], em 1965, foi uma decepção. Centro acadêmico fechado, regime atrasado, separavam homem e mulher. Era quase um cemitério, e comecei a lutar contra isso.
Diziam que eu parecia o Ronnie Von das massas, o Alain Delon dos pobres. Brincadeira do pessoal porque eu usava cabelo comprido, jeans, sapato sem meia. Mas eu tinha uma garupa de ternos. Para irritar a direita, de vez em quando eu ia bem elegante.
Depois de 67 é que eu passo a viver clandestino. Já dormia em casas diferentes, andava armado. Tive amigos seguranças que, hoje, são os médicos e advogados mais importantes do país.
Era improvável que eu perdesse [a presidência da UNE, no congresso de 1968]. Mas aí veio a repressão, fomos presos.
No Dops [órgão de repressão do regime militar], foi uma pancadaria só. Deram corredor polonês, sobrou pra todo mundo. Nos mandaram para a delegacia de São Paulo, por uns 60 dias. [Lá] você compra de tudo: sanduíche, cerveja... Tem jornal, rádio, livro. Depois, fomos para o quartel de Quitaúna [bairro de Osasco], onde a barra pesou.
Não tínhamos sido torturados. Pelo contrário, [os militares] fizeram tratamento de dente para mostrar que não havia tortura. Viramos garotos-propaganda de uma mentira.
Eles não tinham condições de desaparecer conosco. Aí veio esse negócio do embaixador, e fomos soltos [sequestro de um embaixador americano, trocado por 15 presos políticos em setembro de 1969].
Me senti muito bem [no exílio] em Cuba. A gente tinha supostos empregos, mas fazíamos treinamento militar. Você podia [se especializar em] clandestinidade, explosivo, tiro, guerrilha. Fiz sem paixão, por dever de ofício.
A plástica eu fiz em 1971. Mudei rosto, lábio, olhos, um nariz adunco com prótese. No espelho, foi: "Tô garantido, posso voltar para o Brasil!".
Treinei para viver clandestino. É como construir um personagem. Escolhi um nome -Carlos Henrique-, a profissão, o modo de andar.
Vivi assim de 1974 a 1979, no Paraná. Casei, tive um filho, era empresário. Até hoje, chego lá e todo mundo me recebe muito bem, me chama de Carlos.

Ki vergonha

A prefeitura de Duque de Caxias, na gestão do prefeito José Camilo Zito,
abandonou o PSF do Pilar. Uma verdadeira vergonha, descrito pelos moradores. O
proprietário do imóvel alugado, Jorge Paulo alegou que a Prefeitura não cumpre o
contrato de locação e nem faz a manutenção devida. Veja o vídeo
abaixo....
<http://www.youtube.com/watch?v=cH5s74Qac3w>

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Dados das antenas complicam militares que tiveram as prisões decretadas antes da morte de juíza

Patrícia Lourival Acioli 
Quebra de sigilo telefônico das antenas da estação de rádio base (ERBs), que transmitem os sinais de aparelhos celulares, apontam suspeitas sobre um grupo de policiais militares, em torno do assassinato da juíza Patrícia Lourival Acioli, morta com 21 tiros, na noite do último dia 11. Os dados revelariam que alguns PMs estiveram, na noite do crime, nas imediações do Fórum de São Gonçalo e na área onde a juíza foi morta.
O grupo, formado por oito policiais militares, teve a prisão decretada pela juíza. Pelo menos dois já estavam presos quando a magistrada foi alvejada em seu carro por 21 disparos, em Piratininga, em Niterói.
Os oito policiais e outros três réus, que não tiveram as prisões decretadas pela juíza, são acusados na 4 Vara Criminal de São Gonçalo, de forjar um auto de resistência para encobrir o assassinato a tiros de um jovem de 18 anos. Ele foi morto durante uma operação da PM, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, em junho.
Na 74ª DP ( Alcântara), onde o auto de resistência foi lavrado, os militares alegaram que a vítima trocou tiros com os policiais. Na ocasião, eles apresentaram uma pistola, um carregador e duas balas, alegando ter apreendido o material com o rapaz.
Logo após a morte, as investigações em torno do caso foram repassadas para a 72ª DP (Mutuá). Novas diligências foram realizadas e a Polícia Civil concluiu que, na realidade, o jovem teria sido executado pelos PMs. O Ministério Público denunciou o grupo. Um dos policiais acusados teria admitido que fez o disparo que matou o jovem, que segundo a família era trabalhador.
Prisões e morte
No dia em que foi executada, a juíza Patrícia Acioli examinou o processo referente ao assassinato do rapaz. Ela não só decretou a prisão deste policial militar, como também a de outros sete que participaram da farsa do auto de resistência.
A hipótese que está sendo investigada pela Delegacia de Homicídios é a de que a juíza foi seguida, da saída do fórum, até em frente a sua casa, na Região Oceânica de Niterói, onde acabou assassinada. Pelo menos duas motocicletas e um automóvel teriam sido usados na perseguição à magistrada, mas a polícia ainda investiga essa versão.

Paulo Maluf, 80: um dicionário de malfeitos

SÃO PAULO — Malufar: surrupiar, adulterar. Com prisão decretada nos Estados Unidos e todos os bens bloqueados no Brasil e em seis países, o deputado Paulo Maluf (PP-SP) virou sinônimo de malfeitos no dicionário e chega aos 80 anos no próximo sábado deixando ao país um legado de impunidade. Responde a três ações penais e a um inquérito, que se arrasta há mais de cinco anos no Supremo Tribunal Federal (STF), por supostos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de quadrilha e corrupção. Em São Paulo, é processado por improbidade, o que lhe rendeu 41 dias de prisão e o bloqueio dos bens. Nada mais. Enquanto promotores e procuradores aguardam, o deputado pode se beneficiar da idade, com a iminente prescrição dos crimes. Responde a dezenas de processos. O mais grave diz respeito ao sumiço de pelo menos US$ 344 milhões dos cofres paulistanos durante sua gestão como prefeito (1993-1996). Nada disso, no entanto, será citado na festa preparada por sua mulher, dona Sylvia, para celebrar seus 80 anos no Teatro São Paulo.
VÍDEO: Maluf apresenta o polêmico projeto do Minhocão em 1969
Um dos escândalos mais antigos, a compra de Fuscas para a seleção da Copa de 70, ficou para a história. Maluf foi inocentado do crime de uso do dinheiro público e não devolveu um só centavo. Também tem se livrado de outra denúncia, o Frangogate, sobre a compra por parte da prefeitura de aves de uma empresa da família Maluf.
Ex-prefeito biônico no governo militar (1969), quando governador, em 1971, Maluf criou a Paulipetro, com US$ 500 milhões, e perfurou 69 poços na bacia do Rio Paraná em busca de petróleo. Nada encontrou. Foi processado e condenado, mas não houve reparação ao erário porque Maluf recorreu ao Superior Tribunal de Justiça e as decisões foram suspensas. A todas as condenações, o ex-prefeito tem interposto recursos atrás de recursos. Sua eleição para deputado colaborou com o atraso nos julgamentos. Com o foro privilegiado, os processos “subiram” para o STF.
— Costumo considerar esse caso quase didático, porque apresenta um esquema de lavagem de dinheiro — diz o procurador Rodrigo de Grandis, do Ministério Público Federal.
A história de desmandos com o dinheiro público não barrou a candidatura de Maluf. Ano passado, o Tribunal Regional Eleitoral considerou-o ficha suja, mas a decisão foi revertida na instância superior. Contente, o deputado bradou que tinha “a ficha mais limpa do Brasil”. Hoje é membro da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) ao lado do homem que o prendeu, o deputado e delegado federal Protógenes Queiroz.

Amigos, políticos e artistas se despedem do jornalista Rodolfo Fernandes, morto neste sábado


Rodolfo Fernandes / Foto Marizilda Cruppe
RIO — Políticos, artistas e amigos foram ao Memorial do Carmo, no Caju, se despedir do jornalista Rodolfo Fernades, diretor de Redação do GLOBO. Estiveram presentes ao velório, neste domingo, o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB), o deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ), os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Lindbergh Farias (PT-RJ), o vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, e o prefeito Eduardo Paes, entre outros.

Rodolfo morreu neste sábado, aos 49 anos, vítima de insuficiência respiratória provocada por esclerose lateral amiotrófica. O jornalista lutava há dois anos contra a doença.

O ministro de Assuntos Estratégicos, Moreira Franco, o antropólogo Roberto DaMatta e a atriz Sílvia Buarque também foram ao velório. Colegas de profissão e do jornal O GLOBO, como Luis Fernando Veríssimo, Merval Pereira, Zuenir Ventura e Míriam Leitão, se despediram de Rodolfo. 

O vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, destacou o caráter do jornalista:
- Rodolfo foi um profissional ímpar. Um talento e uma capacidade de liderança na redação. Era um chefe adorado por toda a sua equipe. 

O GLOBO tem um ambiente invejável dentro da redação, obra em grande parte do Rodolfo. Mais do que tudo, ele foi um grande amigo de todos nós, de todas as pessoas que trabalharam com ele. Ele deixa uma lembrança boa para a gente, por seu senso de humor e seu carinho. Rodolfo foi uma pessoa muito especial.

Para o deputado federal Miro Teixeira, uma das características mais importantes de Rodolfo era a impessoalidade na atividade jornalística:

O velório de Rodolfo Fernandes no Memorial do Carmo, no Caju, Rio / Foto: Carlos Ivan - O Globo

- Eu acompanhei a carreira do Rodolfo desde o início e ele fazia no jornalismo o que falta aos políticos na vida pública: impessoalidade. Conhecia pessoas públicas e políticos, mas não misturava as relações e levava as informações verdadeiras às pessoas.

A atriz Sílvia Buarque lembra de Rodolfo como um jornalista sério, mas ao mesmo tempo divertido:
- Eu fui cunhada do Rodolfo durante sete anos. Ele era um jornalista centrado e muito sério, mas nem por isso deixava de ser brincalhão. Eu me lembro dele fazendo piada e jogando futebol.

Para Aécio Neves, o Brasil perdeu "o mais importante jornalista da nossa geração":
- Rodolfo fez uma escola ética e profissional. E soube construir relações em todos os campos. 

Certamente, uma nova geração de jornalista vem se formando através do exemplo do Rodolfo. É uma perda sem tamanho e, por isso, estamos todos aqui hoje extremamente sentidos.”
Eduardo Paes destacou a paixão de Rodolfo pelo Rio.

- Ele tinha uma característica marcante: a sua enorme carioquice. Sempre reservou um espaço na primeira página do GLOBO para debater os assuntos da cidade. O Rodolfo era um apaixonado por essa cidade, um supercarioca, e que vai fazer muita falta neste debate sobre o Rio, até quando (o debate) era contra o prefeito.

Carreira de jornalista começou aos 16 anos
Filho do jornalista Hélio Fernandes, Rodolfo começou a carreira aos 16 anos de idade na "Tribuna da Imprensa", onde teve breve passagem. Depois, em Brasília, trabalhou na "Última Hora", no "Jornal de Brasília", na "Folha de S. Paulo" e no "Jornal do Brasil", onde entrou em 1985.

Em 1989, ele se transferiu para a sucursal do GLOBO em Brasília, onde foi coordenador de política e chefe de redação até voltar para o Rio, em 1995. Foi editor de Política até 2001, quando virou diretor de redação.

Rodolfo deixa a mulher, a economista Maria Silvia Bastos Marques, e dois filhos, Felipe e Letícia, do primeiro casamento, com Sandra Araújo.
O governador Sérgio Cabral decretou luto oficial de três dias e dará nome a uma escola do estado em homenagem a Rodolfo. E, no Engenhão, Flamengo e Vasco fizeram um minuto de silêncio pelo jornalista antes de começar o clássico.

SUS tem mais de 20 sistemas que não se comunicam; falta monitoração de leitos e remédios

Luzia da Silva, moradora do Rio levou 11 anos para realizar um cateterismo por meio do SUS: 'Se fosse grave, caso de morte, eu já tinha morrido, né?' - Simone Marinho/ O Globo

RIO - Um dos maiores sistemas de saúde do mundo, o SUS — criado há 23 anos para abranger de atendimento laboratorial a transplantes de órgãos, e atender gratuitamente a todos os brasileiros — padece de um mal que atinge várias áreas do setor público: a falta de atualização e integração de bancos de dados, conforme O GLOBO vem mostrando desde domingo.
O DataSUS, que reúne os sistemas de informação do SUS, tem “de 25 a 30 sistemas estruturantes, e falta comunicação entre todos”, de acordo com Augusto Gadelha, diretor do Departamento de Informação do SUS. Na internet, o site do DataSUS mostra, por exemplo, sete sistemas na categoria Hospitalares, cinco na categoria Epidemiológicos e outros sete em Cadastros Nacionais.
— Alguns poucos sistemas falam ao CadSUS (Cadastramento Nacional de Usuários do Sistema Único de Saúde) e, por isso, estamos unificando os cadastros, o que vai evitar, por exemplo, que um mesmo dado conte duas vezes. O ministério reconhece que o cidadão é prejudicado pela falta de integração — diz Gadelha.
Enquanto não muda, há quem espere anos por um exame. Foi o caso de Luzia da Silva, de 55 anos, que levou 11 para fazer um cateterismo no Rio:
— Se fosse grave, caso de morte, eu já tinha morrido, né? — diz Luzia, que teve o primeiro pedido feito em 2000 e só realizou o procedimento em fevereiro. — Não tinha vaga, eu ficava angustiada. Agora, depois do exame, consegui fazer a angioplastia e é vida nova.
No Rio, regulação de leitos ainda por fax
No Rio, a central estadual de regulação de leitos hospitalares ainda entrega aos médicos pedidos via fax. Em um plantão de 24 horas, cada um recebe em média 300 pedidos para internação em CTI. Muitas vezes conseguem vaga para duas ou três pessoas, no máximo:
— O sistema é precário. Temos duas salas, uma com os médicos e outra com videofonistas, que recebem os pedidos por fax. Não temos ordem de prioridade; então, não sabemos que doente precisa mais do leito. Se o paciente está numa UPA (Unidade de Pronto Atendimento), ligamos para as unidades e dizemos nome por nome para saber quem morreu e quem ainda precisa ser transferido — conta X., médico que trabalha na central. — O plantonista fica assoberbado com esse trabalho insano e sabe que morre muita gente que não precisaria morrer.
Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), José Jorge diz que o Ministério da Saúde “ainda está na década de 80” e que o DataSUS “é um bocado de cadastro antigo junto”.
—- O DataSUS não tem cadastro on-line integrado e atualizado. O problema é que o SUS repassa, todo ano, cerca de R$ 50 bilhões para estados e municípios. Qual o acompanhamento regular da execução dessa verba? É pelos conselhos municipais de Saúde, que não acompanham — diz José Jorge. — Já relatei processos sobre falta de cadastros de estoque de medicamentos em programas como o Farmácia Básica. Em outro processo, comparamos registros de internações com os de óbitos, e vimos que havia muito morto sendo internado para operar.
O TCU identificou, em julho, nove mil casos de internações ou procedimentos de alta complexidade feitos após as datas dos óbitos dos pacientes; os pagamentos realizados pelo SUS foram de mais de R$ 14 milhões.
Alguns dos acórdãos sobre medicamentos de que fala José Jorge tratam do Hórus — Sistema Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica, software lançado em 2009 pelo governo federal, para gerenciar dados como controle de estoque, distribuição e dispensação de medicamentos. Pelo que as decisões do TCU mostram, o Hórus ainda vai demorar para ser utilizado por todos os municípios, pois muitos sequer usam controles manuais.
Em São Luís (MA), nas unidades de saúde visitadas, foi informado que “os médicos tomam conhecimento da relação de medicamentos do município e de suas alterações e atualizações por meio de avisos afixados em suas mesas de trabalho”, diz o acórdão 1018/2011. O texto é de uma auditoria do TCU em 30 municípios no país. De 75 unidades de saúde visitadas, “só em 25 havia controle informatizado da dispensação de medicamentos”.
Já exemplos do “bocado de cadastro antigo junto” de que fala José Jorge estão no acórdão 1274/2010. Nele, o TCU aponta falta de atualização num dos principais cadastros do SUS, o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). O tribunal diz que, em 2009, “do total de cerca de 200.000 estabelecimentos registrados, foram constatados 13.403 registros de estabelecimentos que não atualizaram o CNES Nacional nos últimos seis meses”.
Além disso, 1.016 estabelecimentos públicos e 400 estabelecimentos privados prestadores de serviços ao SUS não tinham, então, atualizado os dados por período superior a dois anos. Em Linhares (ES), como os profissionais registrados no CNES já não atuavam mais ali, houve repasses federais por quatro meses, “sem prestação de serviços de saúde à população”.

Em SP, dados on-line fazem diferença no gerenciamento de vagas de urgência em hospitais públicos

A central de regulação em SP, que funciona desde julho: a informatização pôs fim à falta de informações sobre a rede hospitalar e ajuda a identificar as carências de cada região - Eliaria Andrade/ O Globo

SÃO PAULO - As dificuldades do Rio no gerenciamento de vagas de urgência em hospitais públicos também eram, até há alguns meses, a realidade de São Paulo. Desde o início de julho, porém, o governo paulista tem a Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (Cross). Sua função é atender a pedidos de transferência feitos por hospitais para pacientes em situação de urgência.
Informatizada, a Cross pôs fim aos pedidos por fax e à falta de informações sobre a rede hospitalar, reduzindo o tempo de espera do paciente por internações, cirurgias e exames. Hoje, a maioria das solicitações de transferência — cerca de 60% — chega à central via internet, diz o coordenador da central, Domingos Guilherme Napoli. Os hospitais mais próximos do paciente e os recursos disponíveis em cada um deles foram mapeados e incluídos no portal Cross, para agilizar a busca por vagas em 2.268 hospitais de todo o estado.
Localizada no centro da capital paulista, a central funciona com 12 médicos e 12 auxiliares em plantões de 12 horas. Ao todo, 90 médicos — a meta é chegar a 110 — trabalham no local. Nenhum deles é funcionário público, e a central é administrada por uma organização social.
São atendidos, em média, 300 pedidos por dia. Segundo Napoli, os casos não resolvidos somam apenas 10%, e a maioria dos atendimentos é concluída em três horas; alguns até em minutos.
— Muitos casos levavam um dia para serem resolvidos. Não há dúvida de que o sistema on-line trouxe mais agilidade — diz Napoli.
Todas as etapas da solicitação ficam registradas no sistema, e os dados servem de subsídio para o governo identificar as carências de leitos e equipamentos de cada região. Mas nem sempre foi assim. A transição entre o sistema precário de regulação de leitos, como o do Rio, e a central on-line durou dois anos. O modelo já despertou o interesse do Ministério da Saúde.
Apesar dos avanços, a Cross esbarra na estrutura sobrecarregada do SUS. O pedido de vaga em UTI para um idoso, recebida no início da madrugada de uma quinta-feira de julho, não havia sido atendido até as 14h, por falta de leito disponível.
— Essas centrais são apenas intermediárias de pedidos. Não têm poder de mudar a situação — observa o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo, Cid Carvalhaes.

Menina nasce com nariz vermelho e passa por cirurgia de três horas para corrigir o problema

Connie tinha uma manchinha vermelha no nariz 
A pequena Connie Lloyd enfrentou três anos de provocações. Todas as vezes que a mãe a levava ao médico, era obrigada a cobrir o rosto da menina, para evitar comentários cruéis. Tudo isso por causa de uma mancha vermelha que o bebê tinha no nariz. Mas, neste ano, depois de uma cirurgia de três horas e meia, Connie finalmente proclamou que ela tinha “um nariz igual ao da mamãe”.
Quando Zara, mãe de Connie, estava com 26 semanas de gravidez, um exame revelou que o bebê tinha uma mancha no nariz. Mas quando a menina nasceu, em setembro de 2008, parecia perfeitamente saudável. Só duas semanas depois, o nariz começou a ficar vermelho e os médicos diagnosticaram que se tratava de um tumor benigno.
Os médicos tentaram frear o crescimento da mancha com medicações. Os pais foram informados que não havia cura para o problema da filha e, caso o nariz sofresse um arranhão sequer, ela poderia sangrar até a morte. Preocupada com a previsão médica, Zara procurou um especialisa em tratamento facial.
Depois de muitos exames, a menina foi operada em março e tudo o que restou foi uma pequena cicatriz no nariz. “É bom não ter de lidar com comentários cruéis mas, com nariz vermelho ou não, Connie sempre foi nossa garotinha perfeita”, disse Zara, aliviada, em entrevista ao jornal “Daily Mail”.

A menina tinha um tumor benigno
A menina tinha um tumor benigno 

Agora Connie tem o nariz
Agora Connie tem o nariz "igual ao da mamãe" 

Com 32 semanas, já era possível ver a marca nos exames

Cirurgia de Ricardo Gomes é um sucesso, mas técnico do Vasco segue em estado grave

O técnico Ricardo Gomes passou mal durante o clássico Vasc x Flamengo 
RIO - Foi um sucesso a cirurgia de aproximadamente três horas realizada no técnico do Vasco, Ricardo Gomes, na noite deste domingo para drenar o sangue derramado e controlar a pressão sanguínea no cérebro. O treinador passou mal durante o segundo tempo do clássico entre Vasco e Flamengo, deixou o gramado em uma ambulância e foi atendido no centro médico do Engenhão, antes de ser transferido para o Hospital Pasteur, no Méier, em estado gravíssimo. Ricardo Gomes sofreu um acidente vascular encefálico hemorrágico.

Ricardo Gomes passa mal durante o clássico - Foto: Marcelo Carnaval

O hematoma foi drenado, mas o treinador continua entubado, em estado grave, no Centro de Tratamento Intensivo. De acordo com o médico do Vasco, Clovis Munhoz, as próximas 72 horas determinarão se o técnico ficará com sequelas.
Ricardo Gomes, de 47 anos, já havia sofrido um acidente vascular cerebral (AVC) leve em 2010, quando era técnico do São Paulo, após um clássico contra o Palmeiras, pelo Campeonato Paulista.
- Ele não teve nenhuma perda sensitiva ou motora naquela ocasião. Não tem nada a ver uma coisa com a outra - disse Munhoz.
Jogadores do Vasco, como Felipe e Fernando Prass, e o presidente do clube, Roberto Dinamite, estiveram no hospital para prestar solidariedade.

Jornalista processado por Correa foge para os EUA

QUITO - O jornalista e ex-editorialista Emilio Palacio anunciou no domingo que fugiu do Equador por sentir-se em perigo devido à perseguição que, segundo a mensagem divulgada de Miami, o presidente Rafael Correa promove contra ele. Palacio disse que deixou o país na quarta-feira passada, semanas após ter sido condenado por um tribunal — junto com três diretores do jornal “El Universo” — a três anos de prisão e pagamento de multa de US$ 42 milhões por ofender o presidente num artigo.
Na mensagem, Palacio explica as razões de sua decisão: “Nos últimos dias, a ditadura redobrou de tal modo sua perseguição contra mim que tive de concluir que minha segurança corre perigo”, disse ele, frisando ter sido obrigado a deixar o Equador por causa da situação.
O jornalista, um crítico ferrenho de Correa, disse que um novo processo foi aberto contra ele por chamar de “fascista” o canal estatal Ecuadortv, e que vários funcionários do governo vinham fazendo advertências. Palacio alegou que estava em marcha a tentativa de prendê-lo antes que sua condenação fosse julgada em segunda instância: “Seria preciso ser cego para não entender que me queriam atrás das grades antes da audiência de segunda instância, para destruir meu moral, e me obrigar a pedir perdão”, continuou.
O advogado do jornalista, Jorge Alvear, disse que a Justiça não havia emitido nenhuma ordem impedindo que seu cliente deixasse o país. Afirmou ainda que Palacio “viajou aos EUA para resolver assuntos pessoais, e resolveu ficar por lá”.
— Acho que ele foi com visto de turista, e terá que pedir outro se planeja ficar mais tempo.
A audiência de segunda instância está prevista para o próximo dia 13. No domingo, funcionários do “El Universo” publicaram uma carta afirmando a Correa que o desacordo entre o dirigente e o jornal põe em risco o trabalho dos jornalistas. Na carta, eles pedem que o presidente retire o processo contra Palacio e os editores do diário.

Líbia vai retomar produção de petróleo em 15 dias, diz conselho de transição

TRÍPOLI - Após meses de paralisação na produção de petróleo, o Conselho Nacional de Transição (CNT) anunciou no domingo que vai reiniciar a atividade em dois importantes campos petrolíferos do leste da Líbia dentro de pouco mais de 15 dias, possibilitando a retomada da exportação pelo porto de Tobruk até o final do próximo mês. Os rebeldes afirmaram também que a maior refinaria do país, em Ras Lanuf, que até poucos dias atrás ainda estava nas mãos de forças leais a Muamar Kadafi, não foi danificada na batalha, e pode voltar a operar dentro de duas semanas. Numa outra boa notícia aos mercados dos países europeus dependentes do petróleo líbio, os insurgentes garantiram que o gasoduto que liga a Líbia à Europa — danificado na guerra — já foi reparado e está pronto para voltar à ativa.
— O gasoduto está de volta em operação. O gás voltará a fluir para a Europa — disse, em Benghazi, o porta-voz dos rebeldes Ahmed Bani, sem dar uma data precisa para que isso ocorra.
A Líbia é o terceiro maior produtor de petróleo da África. Itália, Alemanha e França são os principais importadores do produto líbio. A interrupção da produção nos meses de guerra elevou o preço do barril de petróleo para mais de US$ 100. A retomada da produção, no entanto deve ser lenta: o país produzia 1,6 milhão de barris por dia antes da guerra, e o montante diário inicial será de 60 mil a 100 mil barris, segundo o CNT.
Na refinaria de Ras Lanuf, com capacidade de até 220 mil barris por dia, o engenheiro químico Juma Abdulmajed se dizia otimista, e confirmou a informação de que a produção pode ser retomada em breve.
— A refinaria precisa apenas de manutenção, não há nenhuma máquina danificada. O único problema é que ficou parada por muito tempo — disse o engenheiro.
Já na cidade de Brega, que passou diversas vezes das mãos dos rebeldes para a de soldados de Kadafi, e vice-versa, o restabelecimento da produção promete ser muito mais longo. Mohammad Rajab, funcionário da refinaria da cidade, afirmou que quase todos os equipamentos foram destruídos por um incêndio, ou roubados.
— A empresa não tem mais nada agora, tudo foi destruído — disse.
Mil estrangeiros fogem de Trípoli por ferry
A retomada da produção do petróleo, mesmo que parcial, também é uma boa notícia para os moradores de Trípoli, que há dias sofrem com falta de luz e de água — o que muitos atribuem ao desligamento de bombas por causa dos cortes de energia. Com um calor de 40º na capital, o preço de garrafas d’água foi multiplicado por 10. Com a situação complicada, ontem cerca de mil egípcios, jordanianos e filipinos embarcaram num ferry para fugir da capital.
— A situação é preocupante, e o cotidiano é muito difícil — afirmou o documentarista egípcio Abu Obeidi Labib, que viveu na Líbia por 32 anos, indo para o Egito com a mulher, grávida, e a filha. — Vamos voltar quando a paz retornar, mas os bombardeios da Otan assustam minha filha, e minha mulher não aguenta mais os tiroteios.
Mahmud Shaman, porta-voz do CNT, tentava tranquilizar os moradores da capital, afirmando que o abastecimento de água seria retomado.
—Temos água suficiente para abastecer a cidade, mas há alguns problemas técnicos que estamos resolvendo — disse, sem dar detalhes.
Além das preocupações com as necessidades básicas de milhões de líbios, os rebeldes afirmaram que temem também pela vida de milhares de pessoas presas pelo governo de Kadafi nos últimos meses — com os relatos recentes de massacres de prisioneiros considerados “traidores do regime”. Segundo o porta-voz Ahmed Bani, cerca de 50 mil pessoas presas nos últimos meses estão desaparecidas. Os rebeldes temem que elas tenham sido levadas para esconderijos subterrâneos, e abandonadas quando as forças do regime bateram em retirada.
— O número de pessoas presas nos últimos meses foi estimado entre 57 mil e 60 mil. Entre 10 mil e 11 mil já foram libertados. Então, onde estão os outros? — perguntou.
Diante de evidências de execução de prisioneiros também por parte dos rebeldes, o CNT emitiu um comunicado exortando os combatentes a respeitarem seus presos de guerra.
Com o avanço dos rebeldes na capital, e na região de Bin Jawad (leste), o porta-voz do regime de Kadafi, Moussa Ibrahim, afirmou que o ditador estaria pronto a negociar um governo de transição com os rebeldes, por meio de seu filho Saadi, que ainda está em Trípoli. A oferta, no entanto, foi prontamente rejeitada pelo CNT.
— Não faremos nenhuma negociação com Kadafi — disse Ali Tarhouni, funcionário do CNT responsável pelo petróleo. — Se ele quiser se render, então negociaremos e vamos capturá-lo.

Vera Fischer decide ficar mais tempo internada

Vera Fischer 
Após um mês internada numa clínica de reabilitação, Vera Fischer decidiu que ainda não era hora de sair. A atriz e os médicos chegaram a um acordo e ela permanecerá mais tempo internada.
Na clínica, Vera acorda cedo e tem uma série de atividades ao longo do dia, como ginástica, terapia e massagem. Quando deixar a reabilitação, Vera pretende voltar logo ao trabalho. Ela quer produzir e atuar na peça "As lágrimas amargas de Petra von Kant ".

Sabrina Sato e Ildi Silva usam vestidos iguais em capa de revista

Sabrina Sato e Ildi Silva usam vestidos iguais em capa de revist
Vítimas de uma infeliz coincidência, Sabrina Sato e Ildi Silva posaram com o mesmo modelito, do estilista Reinaldo Lourenço, para a "Marie Claire" e "Estilo" respectivamente. O vestido de couro e cristais custa a bagatela de R$ 18 mil.
Ao "Vamos combinar", do GNT, a musa do "Pânico" confessou que ama aparecer em capa de revista. "Nunca imaginei que fosse fazer a Marie Claire porque sempre achei que era mulher muito diva. Estava muito distante de mim", disse.

E agora malandro? Dado Dolabella apanha de mulher em clipe

Dado Dolabella e Thais Muller 
Chegou a hora da vingança! Dado Dolabella resolveu fazer piada com seu próprio histórico e aceitou participar do clipe da banda Ostaba. A música "É difícil saber" conta a história de uma mulher bipolar que bate no namorado vivido pelo ator.








Apresentadora Ana Paula Araújo do ‘RJTV’ e do ‘Jornal Nacional’, coleciona fãs...

A apresentadora do "RJTV" Ana Paula Araújo escolheu a Confeitaria Colombo, no Centro do Rio, para as fotos. Lugar onde come coxinhas de galinha 
Ana Paula Araújo chegou antes do horário combinado com a equipe do Blog do Guilherme Araújo na Confeitaria Colombo, no Centro do Rio. A pontualidade mais que britânica ocultava o desejo de devorar, longe dos flashes, uma simplória coxinha de galinha.
— Ai, não vou ficar bonita comendo coxinha de galinha na Colombo. Mas pode colocar que sou magra de ruim, porque eu como muito. Bato pratão, adoro salgadinho e fast food. Churrascaria é comigo mesmo — confessa a apresentadora e editora-executiva do "RJTV", que, educadamente, recusou o registro fotográfico da cena.
Elegância e competência, aliás, não faltam à jornalista de 39 anos, que substitui Fátima Bernardes, na bancada do "Jornal Nacional", nas folgas e férias da titular. Função que tira de letra por estar acostumada a fazer o "RJTV" ao vivo, sem teleprompter (monitor que exibe texto aos apresentadores):
— Apresentar o telejornal mais importante do país dá um friozinho na barriga. Não fico nervosa, e sim, emocionada. Nunca imaginei que um dia poderia chegar lá.
Ocupar aquele posto, ainda que eventualmente, foi o caminho natural para a jornalista carioca, que se consagrou ao conduzir a cobertura televisiva da invasão policial do Complexo do Alemão em novembro do ano passado.
— Foi o que coroou o meu trabalho e posso comemorar, porque foi bom para aqueles moradores também. Não teve matança — relembra ela, que foi moradora da Vila da Penha e tornou-se uma espécie de musa da Zona Norte: — Depois da retomada do Alemão, voltei lá duas vezes e fui muito bem recebida. Vi como consegui me tornar parte da vida dos moradores dali e eles da minha.
Aquele episódio reforçou a parceria entre ela e Rodrigo Pimentel, o ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e comentarista de segurança da TV Globo.
— Rodrigo é muito engraçado. Por causa do tempo com os comentários, aquele homem que foi do Bope, todo valentão, tem que ficar ouvindo bronca minha. Lá dentro, sou eu que mando (risos) — brinca Ana Paula, incluindo na lista de seus comandados o doutor Luís Fernando Correia, responsável pelos comentários na área de saúde.
Para Erick Bretas, diretor de jornalismo-Rio, Ana Paula tem o pulso firme necessário à função.
— No Morro do Bumba, todo destruído (pelas chuvas), ancoramos o telejornal de lá. E ela começou a controlar o movimento das pessoas para que não passassem em frente à câmera. Uma hora que Ana já estava dando ordem para os soldados do Bope, que tentavam passar. Ela intimida, é um xerife (risos).
Mas a fama de mandona não diminui a boa relação com sua equipe. Foi de Rodrigo a ideia de fazer um banquete no aniversário dela, em 15 de abril.
— Eles compraram mil salgadinhos, sendo que 500 eram coxinha de galinha — revela a apresentadora, rindo.
Apesar da assumida gula, Ana Paula não é escrava de dietas. Faz musculação quando tem vontade. E sua boa forma não passa batida diante das mensagens que recebe dos telespectadores.
— Chegam muitos emails taradinhos nos dias em que estou de pernas de fora. Dizendo: "Adorei a saia da Ana Paula Araújo. Ah, mas ela também é ótima apresentadora" (risos). Na rua, às vezes, tem homem que diz que me acha linda, mas sempre com respeito — diz ela, que nega ter recebido convite para posar nua na "Playboy": — Foi uma brincadeira no Twitter. Nunca houve essa história e jornalista não tem dessas coisas, não.
Zeladora do Rio
O assédio é grande, mas os fãs gostam mesmo é de fazer Ana Paula de xerife da cidade. Um buraco na rua, falta d’água... de tudo o povo reclama com ela.
— Anoto sempre, dou atenção. A gente está aqui para isso mesmo — diz ela, que ao cobrir a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na Cidade de Deus, acabou testando a própria popularidade: — Quando ele foi embora, fui cercada. Algumas pessoas vieram tirar foto, mas chegou tanta gente, tive que me esconder dentro do carro.
Excesso de carinho que vem ilustrar o sucesso da jornalista, que começou em 1991, na extinta TV Rio, hoje, Rede Record. Antes de se formar, foi até a emissora, pedindo ao diretor de jornalismo para fazer um teste de vídeo.
— Ele me deu a maior bronca, dizendo que estagiário não deve tomar lugar de profissional. Então pedi para ir acompanhando as equipes. Ele negou. Daí, disse: "Deixa eu servir um café, vai? Sirvo um café que é um espetáculo!" — confessa, rindo, sobre a bem-sucedida tática para ganhar o primeiro trabalho.
Correria diária
O dia de Ana Paula começa com um cumprimento animadíssimo e disposto da filha Melissa, de 5 anos.
— Ela é meu despertador, chega pulando em cima de mim, a levo na escola e vou para a emissora. Depois da primeira reunião de pauta, sigo para a chamada tenda dos milagres, onde a gente faz cabelo, maquiagem, escolho minha roupa — descreve ela, que, depois de se inteirar sobre as matérias a serem exibidas, pega três elevadores para chegar até o estúdio panorâmico do jornalístico: — Aquele visual é espetacular. Olho aquilo e me dá uma alegria, é outro astral. Às 12h45m, desço da minha torre da Rapunzel, e aí, em tese, acaba.
Teoria mesmo. Porque Ana Paula revê todo santo dia o telejornal que apresenta. Pelo celular, se mantém conectada com os acontecimentos que farão o noticiário de amanhã. E sente os efeitos da atribulada rotina...
— Recorri à homeopatia, porque uma noite eu durmo bem e na outra tenho problema de insônia — entrega.
Os compromissos, no entanto, não impedem que a Ana Paula exerça os papéis de mulher, mãe e amiga.
— Minhas paixões são minha filha e meu trabalho. Melissa me admira, mas gosta mesmo é de uma loja do Fashion Mall, com um carro dentro. Ela costuma dizer que quando crescer será a vendedora da loja do carro e fala: "mamãe, sei que eu vou conseguir".
S.O.S coração
Mas a porção de xerife está restrita ao telejornal. Como dona-de-casa, Ana Paula se define como uma derrota.
— Não sei cozinhar, não resolvo nada. Mas sempre dou atenção aos meus amigos, lembro dos aniversários. Sou ótima conselheira amorosa, quase um SOS. Só na minha vida não resolvo muita coisa — conta ela, sempre vista na companhia da atriz Nívea Stelmann.
A notícia que pode mesmo interessar ao séquito cada vez maior de fãs é que Ana Paula está solteira, após o fim do casamento com o empresário Christiano Londres.
— Estou bem, tranquila. Sempre saio com a Melissa. Meus programas são teatrinho, festa de criança, ir à Lagoa e rever amigos que têm filhos pequenos.

Sabe quem é a moça de lingerie? Ela ficou famosa aos 8 anos como ‘a levada da breca’...

Soleil Moon 
A vida de Soleil Moon Frye é marcada até hoje por sua personagem mais famosa, a "Punky, a levada da breca". Mas ela não se importa em ser lembrada pela órfã sardentinha que viveu aos 8 anos. Hoje, com 35, Soleil é casada, tem dois filhos, e já fez vários trabalhos na TV. Gravou uma participação em "Friends" e permaneceu por 3 anos no seriado "Sabrina, aprendiz de feiticeira".

Ronaldo banca reforma de R$ 1 milhão em prédio onde tem cobertura

Ronaldo 
Nada como ter um bom vizinho. Rico, então... Incomodado com o estado do prédio onde tem uma cobertura, o ex-jogador Ronaldo resolveu bancar sozinho a reforma. Os vizinhos não tiveram interesse em investir na melhoria do imóvel e se deram bem. Ele vai gastar R$1 milhão para alterar a fachada do prédio, melhorar a garagem e os sistemas elétrico e hidráulico do edifício, que fica de frente para o mar. Ronaldo já investiu R$2 milhões na sua cobertura, que tem 900 metros quadrados, oito suítes e piscina.

Desvendando as preciosidades do mar de Ubatuba

Ubatuba (AE) - O balanço do barco indica a qualidade do passeio embaixo d’água. Se for brando, graças às poucas ondas e vento fraquinho, o cenário lá no fundo do mar certamente se mostrará em detalhes. Em um dia chuvoso do verão passado, contei com a sorte da calmaria marítima e fui ao encontro da tão encantadora vida subaquática da região de Ubatuba.
O local escolhido para cair na água foi a Ilha da Rapada que, localizada ao norte do município, é apenas um dos pontos que compõem a ampla coleção de lugares ideais para mergulhar que Ubatuba tanto se orgulha em ter. Saindo do Píer do Alemão, na enseada do Itaguá, o barco navega uma hora até alcançar o destino.
A imensidão do mar é a paisagem que nos acompanha, enquanto a brisa bate no rosto. O guia aproveita a tranquilidade da viagem para relembrar as instruções básicas do mergulho e assegurar que, após esta primeira experiência, será difícil não querer repeti-la.
Com a ilha bem próxima, âncora na água e todos devidamente equipados com roupas de neoprene, nadadeiras, máscara e cilindro de oxigênio, é hora de provar o mar.
A princípio, a descida parece ser a parte mais aflitiva do passeio. Pura impressão de iniciante. A presença constante do guia ali ao lado tranquiliza e, sem nos darmos conta, já estamos pertinho do chão arenoso, a uma profundidade de oito metros. Naquela nova panorâmica que se abre ao redor, cada pontinho que colore a imensidão azul é uma agradável surpresa. A visibilidade privilegiada permite acompanhar o vai e vem de coloridos cardumes de peixes, o nado solitário de outros de maior porte e aqueles que parecem tentar se camuflar bem perto das pedras. Com um tanto de sorte, o mergulho pode ser acompanhado de presenças ainda mais notáveis, como arraias, tartarugas e o esquisito peixe-morcego.
De tons alaranjados, verdes e um amarelo-ouro que se destaca no ambiente azul, os corais se apoiam aqui e ali, e também escondem preciosidades só desvendadas por um olhar muito atento. Sabendo disso, a vontade é explorar cada canto, até se satisfazer diante de pequeninas estrelas do mar e esponjas das mais variadas espécies.
No universo do fundo do mar, o silêncio é rompido somente por um tilintar baixinho. São as próprias pedras e corais se movimentando devagar, se dilatando e lembrando aos mergulhadores que tudo ali é natureza viva. Neste mundo de calma e contemplação, onde o relógio deixa de fazer sentido, o tempo passa com lógica própria. E a vontade de retornar à rotina agitada que deixamos lá em cima custa a aparecer.

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Mergulho: em um mergulho inaugural, muita coisa antecede o momento de efetivamente cair na água. A preparação começa com uma aula teórica, formulário médico e vídeo que dá as primeiras orientações e regras fundamentais da prática. Logo, as instruções são treinadas no ambiente aquático - primeiro em uma piscina. É ali, com toda a segurança necessária, que o aluno se familiariza com máscara, cilindro e movimentos essenciais do mergulho. Iniciantes nunca exploram o fundo do mar sozinhos. Cada instrutor pode acompanhar somente um ou dois mergulhadores. Idade: crianças também podem se aventurar no passeio - a idade mínima é 10 anos.

Quem leva: Omnimare Turismo (omnimare.com.br). O mergulho custa desde R$ 225, com equipamentos incluídos.
Caminhada: a Trilha das Sete Praias começa na Praia da Lagoinha (a 25 quilômetros do centro de Ubatuba) e segue margeando a costa sentido norte por 8 quilômetros. É considerada de nível difícil. Quem leva: Pisa Trekking (pisa.tur.br). Custa a partir de R$ 195, com guia.

Trilha exige disposição, mas revela sete lindas praias


Ubatuba (AE) - Vão dizer que o percurso exige muita disposição. Afinal, o trajeto de 8 quilômetros da Trilha das Sete Praias é de nível difícil, e costuma ser concluído em cinco horas. Mas não leve tudo ao pé da letra. Calce um tênis confortável, abuse do protetor solar, repelente e encare o desafio. Pois como o nome sugere, sete lindas praias se escondem no caminho.

Ao contrário das conhecidas Maranduba, Vermelha e Itamambuca, os cantos de areia que a trilha revela são pouco explorados por turistas. Um bom motivo para juntar fôlego e investir em um passeio totalmente diferente de um dia à beira-mar tradicional.
O percurso começa na Praia da Lagoinha, a 25 quilômetros do centro de Ubatuba. Última com acesso para carros é o típico recanto familiar.
Anda-se pouco para alcançar a primeira praia, a do Oeste, e logo está a do Perez. Em ambas, apenas barcos e boias azuis ao mar sinalizam a pesca de mariscos. A trilha segue em terreno plano até a terceira, a do Bonetinho. Por ali, percebe-se pescadores indo e vindo. Gente simpática, que se empolga contando que o caminho existe há centenas de anos - era usado por índios, depois pelos caiçaras e, hoje, caiu nas graças dos turistas.
Estes, não raro escolhem o Bonetinho para o primeiro descanso. Vale cair no mar ou tomar um suco no único quiosque dali. Outros seguem adiante e fazem a pausa na Praia Grande do Bonete, que abriga a maior comunidade caiçara da região. Para quem está a passeio, há dois restaurantes com refeições básicas

Gastando suor


Com metade do trajeto vencido, é agora que o preparo físico de fato poderá fazer diferença. Por ser íngreme, o percurso até a Praia do Cedro é o mais pesado. Vale ir devagar, pois você vai querer desfrutar esta praia paradisíaca assim que avistá-la lá de cima do morro. As águas claríssimas convidam a um banho breve. Isto porque é uma praia de tombo, com ondas que arrastam tudo.

Basta atravessar algumas pedras e você estará na Praia do Deserto, igualmente bela. Dali, mais um trecho para testar o fôlego: com subidas cansativas, o trajeto até o Pontão da Fortaleza é o mais longo. Pare para descansar e beber água sempre que for necessário. A recompensa chega logo: a vista do alto do Pontão é simplesmente fantástica.
Com os 8 quilômetros quase vencidos, faltam só 15 minutos de caminhada até a Praia da Fortaleza, ponto final da trilha. Um último mergulho e mais alguns minutos para curtir o visual desta outra Ubatuba. E você vai concluir que não foi tão difícil assim. Ou, ao menos, que o esforço valeu a pena.

Perfil: Ele quer ser presidente!

Ricardo Romero de Oliveira Nogueira, Ri, ou simplesmente Ricardinho, tem apenas 11 anos, mas conversa e pensa como gente grande. Muito mais inteligente que muito adulto por aí, sem sombra de dúvida. Um pequeno gênio mesmo.
Em uma casa simples no Centro de São Sebastião, onde mora com duas tias, dois primos e uma avó, durante apenas meia hora de entrevista, ele me surpreendia a cada instante com palavras e ideias. Seu pai e irmão são advogados; sua irmã é professora. “São pessoas muito inteligentes”, diz Ricardinho, que cursa o 7° ano numa escola particular da cidade e acredita que a chave para a sobrevivência no mundo de hoje é o conhecimento. E ele garante que muitos em sua classe “bóiam” na aula. “Boiar significa que você está no mundo da lua”, explica. E gosta de quase todas as disciplinas, sendo História sua preferida. “Gosto de Matemática, Ciências, Geografia. Só não gosto muito de Inglês”, conta.
Na escola, seus amigos dizem que ele é “nerd”. E ele gosta de ser chamado assim. “Eu gosto porque, na verdade, nerd é uma pessoa inteligente. Meus amigos da escola não são como eu. Não conheço nenhuma criança como eu”, comenta Ricardinho, que tem alguns amigos mais velhos também. Um de seus melhores amigos tem 80 anos de idade. “A gente troca umas ideias de vez em quando. Mais do que ler eu gosto de conversar com pessoas que viveram a história e sabem mais do que eu. Gosto muito de ir pra rua, absorver e transmitir conhecimento”, diz. “Converso com antigos políticos, pessoas que conhecem história. Pego fatos pra tirar opinião, não opinião para tirar fatos”, declara, com propriedade, o menino branquinho, loirinho, dos olhos cor de mel, brilhantes e ávidos por conhecimento, escondidos detrás de seus óculos, que transmitem um ar ainda maior de inteligência e seriedade. Assim é Ricardinho.

Ricardo, o Político

Muito interessado em Política, Ricardinho dificilmente perde uma sessão de Câmara. Quando perguntei por que tanto interesse no assunto, ele disparou: “Eu que te pergunto. Como uma pessoa não se interessa por política?”. Para ele, é muito importante saber o que está acontecendo e para onde vai o dinheiro dos impostos pagos pelo povo.
Ele conta que tal interesse teve maior intensidade na última campanha eleitoral para prefeito da cidade. E garante que também acompanhou de perto a eleição do ex-presidente Lula. Tinha apenas seis anos na época. “Os políticos decidem coisas da nossa vida cotidiana. Procuro acompanhar o máximo possível e ainda acho que sei pouco”, afirma.
E como ele avalia o governo da atual presidente Dilma Rousseff? “Só vi a nossa querida presidenta, nesses sete meses de governo, fazer o PAC da miséria e a faxina com os ministros, o que acho que não está de mal tamanho, não”, comenta.

É preciso participar!

Na Câmara, Ricardinho diz que não tem nenhum vereador favorito. “Não tenho prediletos no ramo da política. Quando vejo algum político fazer o bem, não acho que deva ser elogiado. Ele não está fazendo mais que a obrigação com o salário que a gente paga pra ele”, declara.
Para ele, o político que deve ser elogiado é aquele que trabalha 24 horas por dia, mesmo nas horas vagas. “O trabalho de um político não deve ser só no horário do expediente”, avalia.
Na Casa de Leis sebastianense, fica ali sentado, atento a tudo que está sendo debatido. E não resiste: precisa conversar com os vereadores. “Durante a sessão eu tenho dúvidas e mando perguntas pra eles, que são sempre respondidas”, conta. “Minha dúvida mais séria foi pro Coringa uma vez. Perguntei se, visto que nosso governo é laico, por que no início de cada sessão ele sempre lê um trecho da bíblia e por que lá atrás da mesa tem um crucifixo”, diz. “Falei que então eu ia criar uma religião e ele teria que ler um trecho dela também antes da sessão. Ele respondeu dizendo que está obedecendo à Lei Orgânica, e que eu tinha que conseguir 5.300 assinaturas pra que não seja mais assim. Vou recolher as assinaturas”, brinca.

Mais vereadores, Ricardinho?

Segundo Ricardinho, pela Lei municipal, é preciso aumentar o número de vereadores quando se tem um maior número de pessoas no município. “Só que acho que 15 cadeiras é um número excessivo, aumenta em 50%. Acho que 12 ou 13 cadeiras é um bom número”, avalia.

O que falta na cidade?

“Nossa cidade é muito rica, por aqui passa 60% do nosso petróleo. Acho que falta um pouco de investimento, principalmente na área da educação, numa cidade que arrecada tantos impostos. Um povo inteligente forma profissionais mais cultos”, diz.

Partido político?

“Gosto do PSDB. Não sou de direita, mas também não aprovo tudo da esquerda. Gosto do meio termo. É meio difícil escolher um partido”, analisa. “Acho que o PSDB é um partido que está tomando uma visão mais de centro agora, então acho que ele se adequa muito a mim”, completa.

Jovem Espírita

Espírita, Ricardinho diz que essa é uma das poucas religiões que ele conhece que vai um pouco para o lado científico. “Eu adoro a ciência”, fala o menino, que não gosta de discutir sobre religião. “Acho que cada um tem a sua fé, procuro respeitar a religião de todos. Detesto quando políticos usam religião em campanhas eleitorais, mencionam Deus em seus discursos”, comenta.

Qual é a música?

De que tipo de música gosta Ricardinho? “Gosto de tropicalismo, música popular brasileira, música clássica”, conta. “Vem, vamos embora que esperar não é saber”, canta um trechinho. Segundo o menino, antigamente as músicas eram focadas em assuntos mais sérios. “Por exemplo, perguntaram pra um dos integrantes daquela banda Restart qual era o sentido da música deles. E eles disseram que era pra agitar as meninas. Renato Russo saia do palco e distribuía coisas contra a ditadura”, compara. “Aquela música Cálice, do Chico Buarque, na verdade tinha uma mensagem por trás. Cálice, que pensavam que era aquela taça, na verdade era o ‘cale-se’ da ditadura”, explica.

Esse menino tem algum defeito?

O menino de muitas virtudes tem poucos defeitos. Ricardinho conta que acha que sua alimentação deixa um pouco a desejar. “Minha comida predileta é costela”, diz. “Também gosto de expressar meu conhecimento demais, acho que sou meio arrogante”, avalia.

Mas criança não brinca?

“Quando eu era menor, eu brincava. Minha infância já passou”, diz o menino de 11 anos. Diferente da maioria dos meninos de sua idade, Ricardinho raramente joga videogame. Mas tem um jogo que ele gosta de jogar no computador. “É um onde você constrói uma cidade medieval e joga com outras pessoas, tentando conquistar outras cidades. No jogo, você aprende como administrar uma cidade, estratégias militares, aprende a investir em fontes de renda”, explica.
Na telinha, gosta de ver filmes de comédia e seu canal preferido é o History Channel (essa tava muito fácil!).
Também no computador, gosta muito de fazer pesquisas. “De tudo que já vi, o mais interessante foi um documentário que achei sobre o golpe de 64. Nossa, muito bom, eu babo só de falar”.

E de esporte, ele gosta?

Ricardinho, que já quebrou um dos pés jogando futebol, diz que não gosta do esporte e nem tem time preferido. “Acho que o povo brasileiro se concentra muito em esporte e não dá valor a outras coisas realmente importantes, principalmente na área da educação. Vejo muito isso na minha escola. Durante a aula, os meninos estão tão preocupados com a hora do futebol que não prestam atenção na aula”, comenta ele, que joga tênis, mas prefere o xadrez. Este, sim, é seu esporte predileto! Aliás, desde o início do ano ele vem representando a cidade em campeonatos. “Já fiquei em segundo lugar”, conta o menino, que aprendeu todas as manhas do jogo com seu pai, o advogado Sílvio Nogueira. “Na idade média, os nobres jogavam xadrez ou gamão. Acho que são jogos de muita estratégia, que desenvolvem muito a mente. Foi comprovado por um estudo que as pessoas que jogam xadrez são mais inteligentes”, conta o amante de jogos de tabuleiro. “Quero aprender a jogar gamão. Preciso que alguém me ensine”. Alguém se habilita?

O que ele quer ser quando crescer?

Advogado e, “tchãn nã nã nãm”, político, claro! “Quero chegar à presidência da república”, declara, com os olhos brilhantes, de quem tem a certeza de que alcançará seu objetivo.

E o que fará como presidente?

“A primeira coisa que eu vou (e não iria!) fazer é fortalecer os laços com a China e com a União Soviética. Acho que poderíamos fechar melhores negócios com outros países, não só com os Estados Unidos. Está acontecendo a mesma coisa que acontecia na época em que o Brasil era colônia de Portugal”, considera Ricardinho, que garante que também investiria em Educação como líder da nação. “Este o país mais avançado monetariamente na América do Sul. Acho que deveria ser exemplo”. Falou e disse, pequeno grande cidadão. Você, sim, é um grande exemplo!