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sábado, 23 de maio de 2015

Eurico ataca presidente do Grêmio: não teve atitude de homem



Presidente do Vasco , Eurico Miranda repudiou nesta sexta-feira o mandatário do Grêmio , Romildo Bolzan, que tentou tirar o técnico Doriva da equipe cruzmaltina. O polêmico chefe do clube carioca convocou entrevista para confirmar que o treinador permaneceria em São Januário e detonou a atitude do cartola do time gaúcho.

“Quero lançar aqui o meu repúdio à atitude tomada pelo presidente do Grêmio, que não está à altura daqueles que o antecederam. Ele poderia tranquilamente usar o telefone e me procurar e não o profissional no meio de uma competição, fazendo essa proposta milionária, mas que não foi levada em consideração pelo treinador. Esse cidadão, que hoje é presidente do Grêmio, não teve atitude de homem", criticou Eurico, segundo o site do Vasco.

 Na entrevista, o presidente vascaíno frisou por vários momentos que não foi procurado por Romildo Bolzan sobre o interesse no treinador. Pelo contrário: foi o próprio treinador que comunicou ao mandatário carioca sobre a proposta, que teve detalhes escancarados por Eurico Miranda.

“Foi uma proposta de contrato de dois anos garantidos para receber R$ 300 mil por mês. Reafirmo, que o presidente do Grêmio foi desrespeitoso com a instituição e em particular comigo. Fiquei só no aguardo dos acontecimentos e devo dizer que tive satisfação pessoal, porque vi que ainda existem pessoas no futebol que dão mais valor aos compromissos e à palavra do que o dinheiro", disse.

O presidente do time alvinegro ainda disse que “ficou satisfeito” pela atitude de Doriva, mas que não alterará o contrato do treinador pelo interesse de um rival da mesma divisão do Campeonato Brasileiro . Para Eurico, a situação é diferente do ocorrido na contratação de Doriva pelo Vasco – o técnico havia acabado de ser anunciado no Botafogo-SP e o clube carioca pagou a multa para tirá-lo da equipe paulista.

“Quando contratamos o Doriva, ele tinha assinado contrato com o Botafogo-SP, mas nem tinha sido apresentado ao elenco do clube. Não é nada comparado a buscar um treinador no meio de uma competição. Há uma diferença muito grande, mesmo assim ele veio para o Vasco, que pagou a multa contratual, sem que ele tenha trabalhado um dia no clube paulista. Não foi proposta milionária, mas um projeto que ele acreditou”, alegou. 

Marido comete suicídio ao saber que esposa o traía com o pastor da igreja


O marido da jovem Priscila Yasmin Castilho, que acabou postando fotos suas fazendo sexo com o pastor de sua igreja, cometeu suicídio, segundo informou alguns sites no início da tarde desta quarta-feira (20).

Trata-se de um caso extra conjugal de um pastor do município de Vilhena, em Rondônia, com uma cantora da Assembléia de Deus, a jovem Priscila. Pastor Antônio, que é casado e trabalha como assessor do prefeito de Vilhena, mantinha relações com Priscila, que várias vezes, fazia algumas declarações carinhosas publicamente no perfil de Facebook do pastor.


Alguns sites dizem que ela chegou a postar as fotos por engano. Antônio Manoel (PSC), é ex-vereador do município. A igreja Presbiteriana Renovada de Vilhena esclareceu os fatos. De acordo com Fernando Paulo, que é o Pastor presidente da igreja no município, Antônio deixou de ser pastor faz alguns anos, e era apenas membro. Seguindo a legislação da igreja, Manoel foi desligado da instituição. 

Mesmo após muito tempo, algumas pessoas ainda tem o costume de chamá-lo de Pastor Antônio.
O Pastor evangélico, secretário de administração pública, deputado e candidato a prefeito da cidade de Vilhena no Roraima, Antônio Manoel Souza, caiu na net fazendo sexo com uma jovem cantora gospel da igreja Assembléia de Deus também da mesma cidade, chamada Priscila Yasmin Castilho.
As Provas são várias de que se tratam realmente das mesmas pessoas citadas por usuários das redes sociais da cidade de vilhena que virou notícia nacional. Segundo um portal local, o pastor é conhecido por gravar vídeos pornôs com as fiéis e guarda-los em sua residência.
A divulgação do vídeo e das fotos só veio à tona, porque uma destas fiéis veio até a imprensa local para fazer uma denúncia e pouco depois as imagens e o vídeo vazou.
Segundo a denunciante as moças que aparecem nas imagens com o pastor (imagens enviadas à redação do portal onde houve a denúncia) são casadas. “Não vou falar o nome deles, para não expor a família deles, que não tem nada a ver com suas ações. Só quero alertar que, caso eles procurem seus fiéis para pedir votos novamente, eu vou mostrar o que eles são, na verdade, para nossos irmãos.”, garantiu.
A evangélica mostrou três fotos onde os pastores aparecem em cenas de sexo, tiradas ao estilo “selfie”. De acordo com a denunciante, as moças envolvidas com os pastores que são casados, seriam evangélicas da mesma igreja que eles.
“Também tenho vídeos, mas não quero expor ninguém, só quero respeito aos cultos e que nenhum deles se mostre mais importante do que ninguém. Porque ao que parece são pecadores como qualquer outra pessoa. Outras pessoas também tem essas fotos e vídeos, que quase se espalharam na internet em meados do carnaval”.
As informações ainda não foram confirmadas, mas segundo alguns portais da região o pastor já foi afastado e o caso está sendo investigado pela polícia da cidade.

De biquíni, nova panicat dispara: "Não é fácil para um homem me fazer feliz"

Nova panicat Aline Mineiro fez ensaio de biquíni e top e mostra boa forma

Aline Mineiro, nova panicat, mostra boa forma de biquíni

A nova panicat Aline Mineiro fez um ensaio de biquíni e top e exibiu boa forma nas fotos. A assistente de palco comentou que, após integrar o "Pânico na Band", decidiu dar um tempo na vida amorosa. 
“Sou solteira e estou muito bem, cada dia mais focada no meu trabalho e nos meus projetos futuros. Não é fácil para um homem me fazer feliz. Tem que me levar ao teatro todos dos finais de semana, gostar de arte, cinema, música, tomar um chá da tarde ouvindo Mozard. Não sou muito fã de bares ou festas, isso dificulta um pouco arrumar um namorado (risos)” , conta a morena.
Recém-contratada, ela já ganhou elogios até de Emílio Surita , que disse que foi um pena não ter a encontrado antes. Veja as novas panicats e por onde andam as ex-assistentes de palco do programa.

Vox Populi: FHC foi o governo mais corrupto do Brasil nos últimos vinte anos


Entre os três últimos presidentes brasileiros das últimas duas décadas, Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, foi o que menos combateu a corrupção no Brasil. Ficou, assim, atrás da presidenta Dilma Rousseff e do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores.

Pesquisa realizada pelo instituto de opinião Vox Populi coloca Lula como líder do ranking no quesito “presidente que mais combateu a corrupção”, com 31% das manifestações favoráveis. Dilma vem em segundo, com 29%.
Na lanterna, ficou FHC, com apenas 11% dos votos. O resultado corrobora a impressão geral de que, durante os mandatos do tucano (1995-2002), a corrupção foi colocada para debaixo do tapete, em boa medida por conta do então procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro.
Nomeado por FHC e por ele mantido no cargo por oito anos, Brindeiro ganhou o apelido de “engavetador-geral da República”, justamente, por não investigar nada contra os tucanos.
Para Coimbra, a mídia evita fazer pesquisas sobre a crise de corrupção na Petrobras. A única conhecida foi realizada pelo instituto Datafolha, no início deste mês, e mereceu do jornal “Folha de S. Paulo” leitura no mínimo “extravagante”, de acordo com o pesquisador. A manchete do jornal foi: “Brasileiro responsabiliza Dilma por caso Petrobras”. No mesmo levantamento, contudo, o dado mais importante era exatamente o ranking de luta contra a corrupção, no qual FHC aparecia por último, atrás de Dilma e Lula.
“Nenhum outro levantamento foi encomendado, como se aquele resolvesse a questão e o resultado bastasse; como se não fosse tão questionável que até a ombudsman do jornal criticaria a despropositada matemática usada pelos editores ao noticiá-la”, estranha Coimbra.
“Feitas as contas, 60% escolheram um governante do PT, enquanto FHC nem sequer atinge um quarto do eleitorado que votou no PSDB, em outubro”, avalia. Aécio Neves teve menos de 51 milhões de votos e a quarta parte disso significa pouco mais de 12,5 milhões de eleitores.
Em contrapartida, a pesquisa indica haver na população a crença de que o maior número de denúncias de corrupção nos governos petistas se deve à autonomia concedida pelos governantes às instâncias de fiscalização do Estado. Tal cenário permitiu que os esquemas fossem descobertos, os integrantes identificados e presos.
A pesquisa ouviu 2,5 mil pessoas entre os dias 5 e 8 de dezembro, em 178 municípios e procurou saber, também, o grau de conhecimento da população sobre o caso de corrupção na Petrobras, revelado pela operação Lava Jato, da Polícia Federal. Os dados indicam que apenas 13% dos entrevistados não tinham ouvido falar das denúncias de irregularidades na empresa.
Ou seja, 86% da população as conhecia, sem variações significativas, segundo os níveis de escolaridade, na análise do Vox Populi. Dos que disseram ter ouvido falar no assunto, 69% acreditam que as irregularidades na Petrobras vêm de antes do PT chegar ao governo federal.

Nos últimos vinte anos, 42 políticos foram executados no estado do Rio Levantamento mostra que 20 políticos fluminenses foram assassinados em emboscadas armadas por pistoleiros nos últimos dez anos

Moradores da pacata Macuco, cidade de pouco mais de 5 mil habitantes, na Região Serrana, amanheceram atônitos no último dia 30. O empresário Rogério Bianchini, de 62 anos, ex-prefeito do município, foi executado com cinco tiros na frente da esposa e do filho de 7 anos, na porta de casa, no bairro Maravilha. Os matadores fugiram em um Honda Civic prata. Uma das principais linhas de investigação, a cargo da 154ª DP (Cordeiro), é de crime político, já que Rogério era bem cotado para voltar à prefeitura no ano que vem. 


Levantamento mostra que Rogério, o segundo ex-prefeito de Macuco fuzilado, é o vigésimo político assassinado em circunstâncias idênticas nos últimos dez anos no estado. Seu antecessor, Maurício Bittencourt Papelbaun, 48, levou nove tiros em uma emboscada de pistoleiros, a caminho de um casamento, em 2006. Ele estava ao lado de dois filhos, um deles também baleado.
Ao todo, nos últimos vinte anos, 42 políticos foram executados no estado do Rio. Na lista estão ex-prefeitos, um prefeito, vereadores, ex-vereadores, um ex-deputado e candidatos a cargos públicos. As vítimas tinham como domicílios eleitorais 11 cidades: a capital, seis da Baixada Fluminense, duas da Região Serrana, uma na Região Metropolitana e uma no Norte Fluminense.
A morte de Rogério Bianchini traz à tona clima de tensão e medo. Nessas regiões, onde políticos e candidatos podem ser mortos a qualquer tempo, a proximidade das eleições transforma as cidades em barris de pólvora. Leis são ignoradas e desavenças no campo político são resolvidas à bala.
Para especialistas, a recorrente violência política é um sinal de alerta às autoridades para o ano que vem, quando prefeitos e vereadores serão eleitos.
“A violência política é uma expressão de rivalidade e de interesses diversos defendidos por candidatos. Interesses que nem sempre são legítimos. Por isso, ela se sobressai mais nas eleições municipais, quando as disputas são mais acirradas e, sobretudo, em cidades do interior e da Baixada Fluminense. O fato de os adversários residirem na mesma cidade ou região torna as campanhas mais próximas, mais ferrenhas e, algumas vezes, pessoais”, adverte a juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza, da 2ª Vara Criminal de Duque de Caxias. Nas últimas eleições, Daniela coordenou, com sucesso, a fiscalização da propaganda eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral.
Para a magistrada, a disputa sangrenta pelo eleitorado é alimentada pela impunidade. Dos mais de 40 políticos assassinados desde 1991 no estado, poucos casos tiveram suspeitos de autorias apontados e presos. “A impunidade é o principal combustível dos crimes eleitorais. Na questão dos homicídios, a estrutura deficiente do estado, em relação a investigações, contribui decisivamente para que os casos não tenham desfecho. O que se vê hoje é que, apenas em flagrantes, consegue-se um desfecho satisfatório, com possibilidade de ações penais”, diz. 

“É preciso mais fiscalização” 
A juíza Daniela Barbosa vê uma luz no fim do túnel para que a violência política seja ao menos ameniza da. “É preciso aumentar a fiscalização eleitoral e as investigações, para que o Ministério Público denuncie mais e os criminosos sejam julgados e punidos judicialmente em tempo razoável.”

Daniela lembra que graças ao empenho de fiscais nas últimas eleições, pela primeira vez, em 2014, políticos apoiados por grupos criminosos nos chamados “currais eleitorais” não foram eleitos, com exceção de dois políticos apenas. “Isso se deveu à intensa fiscalização eleitoral e às UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora)”, observa. 

“Quando acaba o pesadelo?” 
No último dia 8, moradores de Macuco , na Região Serrana, fizeram uma passeata pelas ruas da cidade, pedindo paz na pequena cidade. Parentes e amigos de Rogério Bianchini e Maurício Bittencourt Papelbaun participaram da manifestação, mas evitaram comentar as mortes dos políticos.

No dia da morte de Rogério, o irmão dele, Roberto, fez um desabafo pela TV. “Quando esse pesadelo vai acabar? Nós, parentes, perdemos um grande homem, e a população , um político que dedicou nove anos de sua vida para o bem da cidade”, disse. A vereadora Michele Bianchini, sobrinha de Rogério, disse que pensa em abandonar a política. 


Cristiane Guedes reconhece que carreira é perigosa, mas não quer desistir 
O assassinato do vereador de Belford Roxo Albertino Martins Guedes (PSC), aos 52 anos, em 26 de agosto de 2005, é mais um exemplo de impunidade. A vítima foi morta com três tiros, um dia antes de apresentar relatório final de uma CPI. A comissão teria apurado desvio de R$ 1,8 milhão na construção de um aterro sanitário no município em 2004. O caso não teve solução.

“Meu pai teve apenas oito meses de mandato. Eu e meus parentes fomos chamados apenas uma vez para depor na polícia e só. Infelizmente, a morte dele ficou por isso mesmo. Só nos resta esperar pela justiça divina e seguir o legado de honestidade e bom caráter deixado por ele”, diz Cristiane Guedes, de 36 anos, uma das três filhas de Albertino Guedes.
Cristiane, que cuida com a família de um centro social fundado pelo parlamentar, responsável pela educação infantil de 250 crianças carentes, se elegeu vereadora entre 2009 e 2012 e pretende ser candidata novamente ano que vem.
“Sei que a carreira política é arriscada, em qualquer lugar da Baixada Fluminense, mas meu pai me ensinou a não ter medo de nada, quando o objetivo é fazer apenas o bem para o próximo”, ressalta. 

‘Se você se dispõe a denunciar, a morte chega mais rápido’
O assassinato de personalidades políticas faz de Magé, na Baixada Fluminense, o município campeão nesse tipo de crime. Nos últimos 24 anos, nove execuções foram registradas. Na Câmara Municipal é comum se ver mais seguranças que assessores dos políticos.
“Aqui é difícil se fazer política. Se você é conivente com situações ilícitas, está arriscado a perder a vida para gente que quer participar do esquema. Por outro lado, se você se dispõe a denunciar ações ilegais, a morte também ronda e chega até mais rápido”, desabafa um vereador.
De agosto de 1997 a março de 2012, entre os políticos assassinados a tiros em Magé estavam uma vice-prefeita e três vereadores. A cidade foi dominada por 20 anos pela família Cozzolino, cuja representante maior na política foi Núbia Cozzolino, afastada em 2010 acusada de corrupção.
Apesar do cenário de horror político local, não se tem notícias de punições para os casos. Nem mesmo para o que mais chocou os moradores. Em janeiro de 2002, o vereador Alexandre Alcântara, sua mãe, Edilia, e o motorista da família, Arnaldo Santos, foram metralhados na Estrada Rio-Magé. Cinco meses depois, outro crime bárbaro: a vice-prefeita Lídia Menezes foi torturada e morta a tiros. Seu corpo foi carbonizado.
O último político morto em atentado na cidade foi o vereador Antônio Carlos Pereira, o Tonico Pescador (PMDB). Uma semana após tomar posse, ele foi baleado em praça pública por dois homens em uma moto. Foram oito tiros. O então delegado da 66ª DP, Franco Albano, comentou que Tonico tinha muitos inimigos. Principalmente políticos. 

Matadores de aluguel vêm de Magé 
Magé também ‘exporta’ matadores de aluguel para a prática de crimes políticos, cometidos na Baixada Fluminense por grupos de extermínio, milicianos e traficantes. Investigações da 78ª DP (Fonseca), por exemplo, apontam que os executores do vereador Lúcio Diniz Araúno Martelo, o Lúcio da Nevada (PRP), em Niterói, em outubro de 2010, seriam paramilitares e foram contratados em Magé.

Nevada, que se dedicava a um time de futebol e era novato na política, foi executado na porta de casa com dez tiros por algozes procedentes de Magé.
“Nesse caso — um dos poucos no setor (de política) que conheço que houve avanços na investigação —, a Polícia Civil e o promotor de justiça Leandro Navega trabalharam muito bem e logo chegaram aos supostos autores. Infelizmente, a maioria dos acusados, entre eles o vereador Carlos Macedo (PRP), que era suplente do meu cliente e acusado de ser o mandante do crime para ficar com a vaga na Câmara, encontra-se em liberdade. Mas acreditamos que a justiça ainda será feita”, diz o advogado da família de Nevada, Silmar Júnior.
Macedo, que nega qualquer envolvimento no crime e voltou a legislar, chegou a ser preso, mas foi solto para responder ao processo em liberdade.
As investigações indicam que ele manteria, na época da morte de Nevada, um esquema de corrupção orquestrado dentro de seu gabinete.
Dos seis acusados de participar da morte de Nevada, apenas Marco Antônio Titonelli está preso. Ele está encarcerado no Instituto Penal Plácido Sá Carvalho, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. 

Impunidade: Herança do coronelismo 

Para especialistas, não há perspectivas de mudanças no quadro de violência envolvendo políticos nas próximas eleições. Paulo Baía, cientista político da UFRJ, diz que uma série de fatores contribui para isso. 

“Infelizmente, enquanto houver corrupção, falta de investigação séria dos crimes e impunidade imperando — sem prisões e condenações dos assassinos na maioria dos casos —, a tendência é que o cenário permaneça o mesmo por muito tempo”, justifica.
Baía afirma que execuções de políticos são uma “marca cultural” enraizada em áreas urbanas e rurais mais afastadas dos grandes centros urbanos. Nessas regiões, criminosos ligados ao tráfico, à milícia, a bicheiros e a outros grupos que visam a atividades ilícitas têm ampla influência junto às comunidades, sobretudo as mais carentes.
“Em outros estados também persiste o mesmo problema, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste. São resquícios de práticas antigas, que persistem desde a época do imperialismo e da primeira República, com o ranço ainda do coronelismo incorporado”, opina o cientista político. 

TRE ainda sem esquema de segurança 

A vereadora Juliana do Táxi (Pros), de Duque de Caxias, teve o pai, Sebastião Alves, o Tião do Táxi (PMDB), morto por uma dupla de moto com dez tiros em 2006. Ela traduz, resignada, o pensamento de parentes e amigos de políticos mortos na região.

“Casos assim de mortes de políticos na Baixada nunca terão solução”, desabafa Juliana, lembrando que até hoje não se descobriu a autoria do assassinato de Sebastião. Muitos parentes de vítimas também foram mortos nos últimos anos no estado.
Em nota, o TRE garante que “está em contato constante com os órgãos estaduais e federais de segurança, com o propósito de sempre aprimorar o trabalho de inteligência no processo eleitoral”. “Como falta mais de um ano, ainda não há um esquema de segurança para 2016”, diz a nota.
A Frente Nacional de Prefeitos e a Confederação Nacional dos Municípios não se pronunciaram sobre o assunto.

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