GACC - Grupo de Assistência à Criança com Câncer

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Desde o início de suas atividades, em 1996, o GACC - então Grupo de Apoio à Criança com Câncer - existe para aumentar a expectativa de vida e garantir a oferta e a qualidade global do tratamento oferecido integral e indistintamente a crianças e jovens com câncer, diagnosticados com idades entre 0 e 19 anos incompletos, independente de sexo, cor, religião ou posição socioeconômica.

domingo, 18 de março de 2012

Sorriso Maroto celebra 15 anos de carreira e lembra do sufoco do início: ‘Duvidavam do nosso lado musical por causa da nossa aparência’

Naiara Andrade
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Feijoada, que nada. O samba deles nasceu enquanto sapecavam uma carninha num quintal do Grajaú, bairro da Zona Norte do Rio. E lá se vão 15 anos - saca só na foto a beca dos rapazes para celebrar o debute! - que Bruno Cardoso, de 30, Cris Oliveira, de 38, Sérgio Jr., de 33, Vinícius Augusto, de 29, e Fred Araújo, de 29, resolveram que seriam oficialmente um grupo. E que deixariam de lado as carreiras profissionais de fisioterapia, direito e informática para apostar todas as suas fichas no sonho de viver de música.
- Bem no iniciozinho, éramos dez amigos, numa grande brincadeira. Quando a coisa foi ficando séria, só a metade segurou o tranco e levou adiante. Lembro que o primeiro lugar em que tocamos foi o Torre de Pizza, no Grajaú. A gente fazia um grande baile, com axé, pagode, MPB... Uma mistura louca para dar quatro horas de apresentação - recorda o percussionista Cris.
Já que tudo começou com churrasco, por que não batizar a banda de "Sal Grosso"? E que tal "Cara de Gato"? As primeiras sugestões logo viraram carvão.
- Não dava, né? Sorriso Maroto, a terceira opção, era a menos pior... E acabou pegando. Sugere alegria, malandragem, descontração. Tudo o que a gente tem no palco e fora dele - explica o violonista Sérgio.

O grupo Sorriso Maroto brinda os 15 anos de carreira. Produção: Rosângela Alvarenga/ Agradecimento: Só a Rigor
O grupo Sorriso Maroto brinda os 15 anos de carreira.
Até se firmarem no universo do samba, os então garotos enfrentaram adversidades, no mínimo, curiosas. Eles contam que características como pele e olhos claros, tatuagens e cabelo liso e penteadinho para o lado motivaram a desconfiança de muita gente.
- A verdade é que duvidavam do nosso lado musical por causa da nossa aparência. Era um preconceito invertido, entende? - avalia o tecladista Vinícius, complementando: - Aqui não tem ninguém nascido na favela, nem criado dentro de quadra de escola de samba. Somos classe média, o que não é vergonha. Só porque moro em prédio e sou branco não posso fazer samba? Sou brasileiro, meu sangue é negro!
"Fazer samba" é uma expressão que o quinteto gosta de enfatizar.
- Somos taxados de pagodeiros, e as pessoas falam isso de forma pejorativa, como que nos menosprezando. Para esses, pagodeiro nada mais é do que uma subclasse do samba. O que muita gente não sabe é que pagode nunca foi gênero. Pagode é uma reunião ou um lugar em que se toca e canta samba, só isso! - ensina o vocalista Bruno.

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