GACC - Grupo de Assistência à Criança com Câncer

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Desde o início de suas atividades, em 1996, o GACC - então Grupo de Apoio à Criança com Câncer - existe para aumentar a expectativa de vida e garantir a oferta e a qualidade global do tratamento oferecido integral e indistintamente a crianças e jovens com câncer, diagnosticados com idades entre 0 e 19 anos incompletos, independente de sexo, cor, religião ou posição socioeconômica.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Com mais de seis décadas de samba, Martinho da Vila comemora 77 anos às vésperas do carnaval Cantor e compositor tem dez sambas-enredos no currículo, mas revela que não pretende escrever mais para a Avenida


Foi no carnaval de 1938 que ele chegou, bem no meio da folia e, devagarinho, se tornou um dos mais queridos e importantes compositores de samba do país. Martinho da Vila comemora às vésperas do carnaval 77 anos de idade e mais de 60 de carreira. O compositor adotou o “da Vila” como sobrenome em 1965, quando chegou à azul e branca, mas iniciou a carreira de sambista bem antes disso, na extinta escola Aprendizes da Boca do Mato, em 1954. Na Vila Isabel, Martinho da Vila contabiliza em seu currículo mais de dez sambas-enredos. No entanto, apesar da paixão, não pretende mais compor para o carnaval.
— Já fiz muito e tudo que a gente faz muito um dia cansa. Minha contribuição para a escola hoje é feita de outras maneiras, como a escolha dos temas, por exemplo — diz o compositor.
Conhecido por apresentar um novo estilo de samba-enredo nos carnavais da Vila, Martinho sofreu a influência do partido alto. As histórias do compositor e da escola se confundem. O primeiro samba de Martinho para a azul e branca foi feito em 1967: “Carnaval de ilusões”. A Vila ficou na quarta colocação. Como o resultado foi aquém do esperado, Martinho fez o samba “Caramba”, um protesto contra o resultado.


Em 1968, aconteceu o primeiro grande sucesso: “Quatro séculos de modas e costumes”. No ano seguinte, mais um belo samba: “Iaiá do cais dourado”. Os versos “Cantavam laralalaialaiá/ Nas festas do alto do Gantois” eram repetidos em dois momentos da letra. Ele diz que é difícil escolher, mas, entre os sambas-enredos preferidos, estão o de 2010 e o campeão de 2013.
— Música é assim. Tem época em que a gente gosta mais de uma, depois de outras. Mas acho que os inesquecíveis e históricos são o samba-enredo sobre a vida de Noel e o outro o que deu o último título à minha escola, “A Vila canta o Brasil celeiro do mundo — Água no feijão que chegou mais um...” Um samba diferente — escolhe.

No desfile de 2013, a escola de Martinho levou o Estandarte de Ouro, prêmio oferecido pelo GLOBO, de melhor samba.
Este ano, Martinho da Vila vai desfilar como destaque no alto do último carro. Ele disse estar feliz com a homenagem da escola: a alegoria faz referência a compositores de clássicos da música popular brasileira, como Tom Jobim e Vinicius de Moraes.
— Este ano, mais uma vez a Vila tem um samba fantástico. As fantasias da minha ala são de primeiríssima, e a alegoria é linda. Vou desfilar de destaque no lugar mais alto do carro, mas a emoção supera o medo da altura e acredito que a Vila será o acontecimento da avenida — diz.

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