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sexta-feira, 25 de abril de 2014

No Senado, um político mais contido que o presidente Quando ocupou o Palácio do Planalto, Collor fazia ações extravagantes; já como senador pelo PTB, prefere a discrição

Fernando Collor de Mello, o senador, é um político diferente do Fernando Collor presidente da República (1990-1992), o primeiro eleito no período pós-redemocratização. Ao contrário do presidente que confiscou a poupança dos brasileiros e governou o País por dois anos, seis meses e 17 dias até ser afastado num processo de impeachment, o Collor atual é mais contido que o dos anos 1990.
No período que passou no governo, Collor entrou em tanque de guerra e deu uns tiros em alvos predefinidos, no centro de treinamento do Exército, em Formosa (GO), pilotou caças de guerra, pôs o uniforme militar e foi dormir na selva. Fazia do dia a dia da administração a sua própria aventura pessoal. Não ligou para a política e, quando percebeu, o Congresso tinha lhe virado as costas.
O Collor atual se rendeu à realidade política. Trocou o nanico PRTB, pelo qual se elegeu senador em 2006, pelo PTB, que lhe garantiria maior suporte. Aderiu ao governo de Lula, seu velho adversário, e ao de Dilma. Nessa adesão, fez o que a maioria de seus pares fazem: indicou afilhados para cargos políticos.
Informações de dentro da BR Distribuidora dizem que Luís Alves de Lima Filho, diretor de Postos e Serviço, e Vilson Reichemback da Silva, diretor de Operações e Logística, lá chegaram em julho do ano passado por indicação de Collor.
Sua página no portal do Senado afirma que, em 1992, Collor foi isolado pelos políticos, perdeu o apoio no Congresso e sofreu um processo de julgamento político. Ali aparecem também atos importantes, como o programa de liberalização econômica, a conclusão da Hidrelétrica de Xingó, a sanção do Estatuto da Criança e do Adolescente, e a realização da Eco-92.
O Collor presidente era midiático. Gostava de vestir camisetas com slogans e mensagens, costumava dar entrevistas. O atual é insondável, arredio e não fala com repórteres. No convívio com os colegas, às vezes causa temor. Em 2010, num bate-boca com o senador gaúcho Pedro Simon (PMDB), ele atacou: "Suas palavras em relação a mim e à minha relação política são palavras que não aceito, quero que o senhor as engula e as digira como julgar conveniente". Ao comentar a reação de Collor, Simon confessou: "Senti muito medo".

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