BRASÍLIA - Doze detentas do presídio feminino trocaram as celas pela passarela nesta segunda-feira, em Brasília. Elas participaram do Miss Penitenciária e tiveram direito a salão de beleza e desfile com traje de gala. No total, 96 presas se inscreveram para participar do desfile, mas 12 foram selecionadas por uma agência de modelos.
O bom comportamento, a simpatia e a beleza foram os pré-requisitos. Os preparativos começaram há dois meses. Segundo a direção da penitenciária, o número de ocorrências nesse período, como brigas e desacatos, diminuiu 20%. As presas que assistiram ao concurso do outro lado da grade se divertiram. Com desenvoltura e charme, as candidatas fizeram os 300 convidados vibrar.
- Eu acredito que toda mulher tem sua sensualidade, sua beleza incomum - afirma o cabeleireiro Hélio Nakanishi.
É a primeira vez que Luana Cardozo participa de um concurso de beleza. Ela tem 19 anos, e já cumpriu dez meses de uma pena por tráfico de drogas.
- Agora, eu estou vendo que posso melhorar, que posso me arrumar, e até procurar um emprego - afirma a presidiária Luana Cardozo.
- No primeiro impacto dá aquele susto, mas eu fiquei linda - diz a presa Valéria Aparecida Menezes Barreto.
A vencedora Daniele Alves ganhou um prêmio de R$ 700, que foi depositado numa conta poupança.
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Desde o início de suas atividades, em 1996, o GACC - então Grupo de Apoio à Criança com Câncer - existe para aumentar a expectativa de vida e garantir a oferta e a qualidade global do tratamento oferecido integral e indistintamente a crianças e jovens com câncer, diagnosticados com idades entre 0 e 19 anos incompletos, independente de sexo, cor, religião ou posição socioeconômica.
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