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sexta-feira, 17 de agosto de 2018

A guerra particular de cada candidato

POR PAULO CELSO PEREIRA, DIRETOR DA SUCURSAL DE BRASÍLIA


A campanha eleitoral começou oficialmente ontem com os principais candidatos à Presidência colocando em prática as estratégias que até pouco só abordavam nos bastidores. O PT divide-se na árdua tarefa de defender uma candidatura de Lula que sabe ser fadada a não existir e, ao mesmo tempo, tenta dar exposição ao ex-prefeito Fernando Haddad, que deve ocupar o posto de titular na chapa assim que o ex-presidente for impugnado. O problema, que já divide as alas do partido , é que isso não garante plena exposição nem a um nem ao outro. Ontem, em um retrato dessa situação paradoxal, o ex-prefeito de São Paulo foi a Curitiba falar com o ex-presidente na carceragem da Polícia Federal e aproveitou para gravar imagens em frente ao prédio para o programa de TV.

O tucano Geraldo Alckmin abriu sua campanha justificando suas alianças e colocando-se contra o PT e Jair Bolsonaro : "São dois radicais. O Brasil não precisa de radicais". Além da demarcação do território que pretende ocupar - o de candidato moderado com experiência administrativa -, tratava-se também de uma resposta ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, seu correligionário, que horas antes havia dito em entrevista que não seria obstáculo a uma eventual aliança entre tucanos e petistas, caso um dos partidos ficasse fora do segundo turno.

Ciro Gomes passou o dia no Rio e concedeu entrevista exclusiva ao GLOBO. Nela, seguiu se equilibrando na estratégia de criticar o PT, mas defender o governo Lula. Segundo Ciro, a cúpula do partido estaria "se lixando para a sorte da nação brasileira". Marina Silva ficou em São Paulo e também deu início a seus vídeos ao vivo, através dos quais tentará reduzir o impacto do pouco tempo de publicidade na TV e no rádio. Sua agenda de viagens focará inicialmente o Nordeste, onde o eleitorado lulista é maioria.

Jair Bolsonaro passou o dia recolhido, mas abusou de seu palanque predileto, as redes sociais, para reiterar o discurso anti-aborto, contra o desarmamento e pela redução da maioridade penal. Líder nas pesquisas sem Lula, o deputado tenta assegurar seu domínio sobre os votos da direita, que desde as eleições presidenciais de 1994 migravam por gravidade para o PSDB.

No monte

Antes de a corrida eleitoral se iniciar, a expectativa era que Jair Bolsonaro figurasse como o símbolo da rejeição à política tradicional. Mas a decisão de Cabo Daciolo de se refugiar no Monte das Oliveiras, em Campo Grande, para rezar - alegando que haveria alguém tentando matá-lo - pôs fim à disputa pelo papel de outsider. O ex-bombeiro é hors-concours

Toca Raul

A campanha presidencial promete. O primeiro dia oficial da disputa terminou com sete presidenciáveis cantando, de mãos dadas, a música Prelúdio, de Raul Seixas. A causa, porém, era séria. Foi na sabatina do grupo Mulheres do Brasil, liderado pela empresária Luiza Trajano.

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