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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Campanha de Russomanno busca coordenador 'real'


O candidato à prefeitura de São Paulo pelo PRB, Celso Russomanno, ao lado de seu vice, Luis Flavio D'Urso, embarcou na estação São Judas e foi de metrô até a estação Sé no primeiro dia de sua campanha eleitoral em São Paulo
O candidato à prefeitura de São Paulo pelo PRB, Celso Russomanno, ao lado de seu vice, Luis Flavio D'Urso, embarcou na estação São Judas e foi de metrô até a estação Sé no primeiro dia de sua campanha eleitoral em São Paulo(Alexandre Moreira/Brazil Photo Press/Folhapress)
A campanha de Celso Russomanno (PRB) à prefeitura de São Paulo começou a procurar um coordenador de fato para o programa de governo do candidato, de olho na disputa do segundo turno. A ideia é anunciar novos integrantes da equipe, inclusive o responsável por conduzir o "aprofundamento" do programa de governo, na próxima semana.
O jornal O Estado de S. Paulo revelou nesta quinta-feira que a pessoa que a campanha do candidato apontava como coordenador do programa de governo era na verdade um "laranja". Tratava-se de um servidor de baixo escalão da Prefeitura que realiza funções secundárias no comitê, como agrupar sugestões de propostas enviadas por colaboradores.
Além de o servidor não exercer de fato a função de coordenador de plano de governo, a campanha havia dito que ele se chamava "Carlos Baltazar". Na realidade, o nome do funcionário é Carlos Alberto Joaquim. Servidor municipal concursado, Joaquim se apresenta como fotógrafo nas redes sociais e atua como assistente de gestão de políticas públicas na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho.
Russomanno negou nesta quinta-feira (27) que o funcionário fosse um "laranja". "Laranja significa pessoa que é colocada na frente para fazer coisa errada", disse antes de discursar para associados de uma cooperativa de transporte público. "Ele (Joaquim) não é o coordenador, é um dos coordenadores", disse Russomanno.
O candidato do PRB, que lidera as pesquisas, minimizou o fato de o funcionário não se chamar "Carlos Baltazar" e defendeu o "nome de guerra" como forma de protegê-lo de eventual "perseguição" na administração municipal, que apoia o tucano José Serra. "Vou preservar os funcionários que estão trabalhando na minha campanha para que eles não sejam perseguidos", disse Russomanno. Questionado sobre quem seriam as pessoas que poderiam perseguir os integrantes de sua campanha, o candidato se recusou a dar nomes: "Não preciso dizer quem persegue. Vocês sabem quem são".
A coordenação da campanha concluiu que precisava agregar novos técnicos e um coordenador que desempenhará a função de "aprofundar" pontos do programa de governo, que será apresentado apenas no segundo turno - Russomanno lidera hoje as intenções de voto.
A questão será discutida em reunião do Conselho Político da campanha na próxima segunda-feira. O PTB, do candidato a vice-prefeito, Luiz Flávio D’Urso, pretende indicar dois integrantes do grupo para desenvolver as propostas: o advogado Fernando Pinheiro Pedro, do PTB ambiental e que já teria colaborado no esboço do plano de governo, e Dario Rais, ex-secretário estadual de Transportes.

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