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sábado, 14 de julho de 2012

Relação de políticos com contas julgadas irregulares é encaminhada à Justiça Eleitoral

Em Ilhabela, os candidatos Manoel Marcos e Keko podem ter problemas para obter o registro de suas candidaturas

Em cumprimento ao disposto pela Lei da Ficha Limpa, acaba de ser encaminhada à Justiça Eleitoral uma lista – recém divulgada no site do Tribunal de Contas (www4.tce.sp.gov.br) – com os nomes de políticos cujas contas foram julgadas irregulares por decisão contra a qual não caiba mais recurso. Entre eles, figuram alguns nomes de Ilhabela, sendo que dois deles são candidatos às eleições de outubro, podendo vir a ter problemas para obter o registro de suas candidaturas. 

Manoel Marcos de Jesus Ferreira, candidato a prefeito, é um deles, por ter tido julgadas como irregulares as contas apresentadas pelo Fundo de Aposentadoria e Pensões de Ilhabela (Fapi) relativas ao exercício de 2003. Um recurso foi negado no início de 2008. Questionado, o ex-prefeito, conhecido como Mané, afirma que isso em nada compromete sua candidatura. “Nem tive conhecimento ainda e meus advogados estão vendo isso. De qualquer forma, não se tratam de contas anuais da prefeitura e sim do Fundo de Pensão, uma coisa bem antiga”, declara. O advogado de Mané, Ademar Costa Filho, também está tranqüilo. “O Manoel Marcos continua um candidato normal. Estamos confiantes no registro dele. Não são contas de gestão. O que poderia gerar problemas para ele seria se fossem contas rejeitadas pela Câmara e esse processo nem passou por lá, portanto é indiferente”, avalia.

Rejeição 

O vereador licenciado Jadiel Vieira (Keko-PPL) e José Donizette da Silva, ex-presidente da Câmara, também figuram na lista, em virtude da rejeição das contas anuais do Legislativo de 2004. Donizette (que presidiu o Legislativo ilhéu de janeiro de 2003 a 31 de dezembro de 2004), também figura na lista pela rejeição das contas de 2003.
Keko explica que está na lista porque ficou por 19 dias, em novembro de 2004, como presidente da Casa de Leis no lugar de Donizette, que teve que assumir a prefeitura por esse período devido ao falecimento do então vice-prefeito, Gilson Tangerino, na ausência do então prefeito, Manoel Marcos de Jesus Ferreira, que havia sido eleito no mês anterior e estava em viagem. “Como o Donizette teve as contas rejeitadas, eu, que fiquei na função por apenas 19 dias, fui junto com ele por ter sentado na cadeira dele. Não sou responsável por nenhum problema que a Câmara teve na administração do Donizette”, garante Keko, que informa ainda que, durante o período em que esteve à frente da Casa de Leis, não realizou nenhuma licitação. 

“Não assinei nada que me prejudicasse, só fiz pagamentos de vereadores e contas da Casa. Por isso estou recorrendo”, avisa.
Até o fechamento desta reportagem, não conseguimos contato com Donizette. 

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