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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Senadores defendem independência da PF em operações; ouça

A Operação Voucher da Polícia Federal, que prendeu 36 pessoas acusadas de desviar recursos públicos do Ministério do Turismo, provocou mais uma polêmica. Além do uso das algemas, as críticas recaem sobre declarações atribuídas a presidente Dilma Rousseff.

Diante das cobranças de aliados de que não foram avisados sobre as investigações no Ministério do Turismo, ela teria cobrado do Ministério da Justiça para que fosse notificada previamente sobre a realização das grandes operações da PF com repercussão na Esplanada dos Ministérios.
O senador Pedro Taques (PDT-MT) avalia que na condição de chefe de Estado, Dilma tem o direito de saber com antecedência sobre as investigações. Mas criticou a exigência dos políticos ao afirmar que a Presidente da República poderá ser processada.
"Não tem lei no Brasil e nem a Constituição diz que o Presidente da República precisa ser informado de Operação da PF. Aliás, se a presidente for informada de operação da PF, primeiro, ela vai contar? Se ela contar é cúmplice. Ela vai inviabilizar a ação da PF? Ela comete improbidade administrativa e crime de responsabilidade", disse.
O líder do PT, senador Humberto Costa, de Pernambuco, explicou que a presidente só quer saber antecipadamente sobre a ocorrência de uma grande operação da PF, sem conhecer o teor das investigações.
"Quando uma autoridade tem conhecimento da operação, tem conhecimento da existência da operação. Não sabe onde é, nem a que se dirige, portanto, essa cobrança não poderá ser feita a ela. Mesmo que tivesse esse conhecimento, mesmo sendo presidente da República, não poderia dar conhecimento a ninguém mais", disse.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, negou que tenha sido comunicado previamente sobre as ações no Ministério do Turismo. Destacou que a ordem do Palácio do Planalto é para que a Polícia Federal continue combatendo os crimes de corrupção independentemente dos partidos atingidos pelas investigações.

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