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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Professores fazem greve em unidade da USP no interior


Mais de 1.600 alunos de quatro cursos da USP em Lorena (198 km de São Paulo) estão sem aulas desde a última quarta-feira (10) por conta de uma greve de professores e funcionários.
Os alunos e docentes da EEL (Escola de Engenharia de Lorena) reivindicam a incorporação dos 98 professores e 208 funcionários da unidade pela USP. Os servidores são vinculados à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, gestora da extinta Faenquil (Faculdade de Engenharia Química de Lorena), que foi adquirida pela universidade.
Segundo o Sindusp (Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo), o acordo que permitiu à secretaria ceder os servidores à USP previa que 100% deles seriam integrados aos quadros da universidade até o fim do convênio, em 10 de agosto. Isso não aconteceu, nem a equivalência dos salários desses servidores com os vinculados à USP.
"Exigimos a alteração dos contratos e o pagamento de direitos iguais", afirmou o diretor do sindicato em Lorena, Vitor Jose do Amaral Alves.
Segundo a assessoria de imprensa da EEL, não há atividades em nenhum dos quatro cursos oferecidos na unidade: engenharias química, industrial química e de materiais, e bioquímica.
A USP informou que desde 2006 trabalha para regularizar a situação dos funcionários, mas que sucessivas mudanças na gestão do convênio --inicialmente pela Secretaria de Ensino Superior, que também foi extinta, até o formato atual-- fizeram com que o impasse permanecesse.
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia confirmou que os servidores prestam serviços à USP por meio de um convênio, que foi renovado no sábado com validade até 2016.
A remuneração e benefícios são assegurados pela secretaria, mas não há posição sobre a reivindicação de equiparar os pagamentos ao salário de outros professores e funcionários da USP.

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