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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Pimenta Neves poderá ficar apenas um ano e 11 meses em regime fechado, diz promotor

Pimenta Neves poderá ficar apenas 1 ano e 11 meses em regime fechado 
SÃO PAULO - O promotor de Justiça Carlos Horta Filho disse que o jornalista Antonio Pimenta Neves poderá ficar preso em regime fechado, por pouco tempo, apesar de ter sido condenado a 15 anos de prisão pela morte da namorada e também jornalista Sandra Gomide, em agosto de 2000. De acordo com o promotor, que foi o responsável pela acusão do jornalista durante o júri realizado em 2006, depois de cumprir 1/6 da pena - 30 meses - em regime fechado, Pimenta Neves poderá pedir na Justiça a progressão para o regime semiaberto, se tiver bom comportamento. Como ele já ficou preso 7 meses, na prática, significa que restam apenas um ano e 11 meses para que ele fique em regime fechado.
No regime semiberto, o preso pode sair durante o dia, mas dorme na prisão. Nesse regime, o detento tem direito também a sete saídas temporárias por ano, em feriados como Dia das Mães.
- Eu esperava que ele fosse preso no julgamento, que ocorreu em 2006, e que fosse mantida a pena de 19 anos. Isso não aconteceu e a defesa teve chance para entrar com uma série de recursos na Justiça - disse o promotor.
O promotor lembra que no período em que estiver cumprindo o regime fechado, Pimenta Neves será considerado um preso comum.
- Ele não vai para prisão especial, vai para uma cela comum, porque é considerado um preso comum.
Pimenta Neves tem 74 anos e os advogados de defesa afirmam que ele está doente, com pressão alta. Com isso, abre-se a possbilidade de que a defesa entre na Justiça com pedido de prisão domiciliar.
- O juiz pode nomear um perito para avaliar a enfermidade de Pimenta Neves. Eu não sou médico, mas não me parece que ele está enferno, a ponto de não poder ficar num presídio - afirmou o promotor.
Uma das advogadas de Pimenta neves, Maria José da Costa, disse que esperava que o julgamento de seu cliente fosse anulado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
- Achamos que o STF pudesse reverter o resultado do julgamento, que para nós foi totalmente nulo. Mas a decisão do STF será cumprida - afirmou a advogada.

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