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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Caso Bruno: advogado afirma que acusado de matar Eliza Samúdio estaria planejando matar juíza de Minas

Goleiro Bruno está preso há quase nove meses em Minas Gerais - Foto de arquivo: Fabiano Rocha - Extra

BELO HORIZONTE - O advogado assistente de acusação no caso Bruno, José Arteiro Cavalcanti Lima, protocolou na Justiça de Contagem documento em que afirma estar ameaçado de morte por causa de sua atuação no caso. O autor das ameaças seria o ex-policial civil Marcos parecido dos Santos, o Bola, acusado de matar e ocultar o cadáver da modelo Eliza Samudio, amante do goleiro do Flamengo Bruno Fernandes. Segundo Arteiro, também estariam ameaçados o delegado responsável pela investigação do crime, Edson Moreira, e a juíza do Tribunal do Júri de Contagem, Marixa Fabiane Lopes Rodrigues.
De acordo com o advogado, Bola teria falado sobre seus planos a um colega de cela, o preso Jaílson Alves de Oliveira, que o teria procurado para contar sobre o plano. O advogado apresentou uma representação na Justiça para pedir providências e solicitar a transferência do colega de cela de Bola, que estaria correndo risco por ter tornado público os supostos planos do ex-policial mineiro.
_ Vou convidar ele para ir lá em casa e vou lhe servir um café bem gostoso, cheio de veneno pra rato - ironizou Arteiro, ao ser perguntado pelo GLOBO se estava preocupado com a ameaça de morte.
O delegado Edson Moreira disse estar preocupado com as ameaças.
_ É impossível não levar a sério uma ameaça feita por um cara como o Bola, que é acusado de matar várias pessoas com uma frieza incomum. Vou reforçar meus cuidados de rotina com segurança - disse o policial.
A juíza Marixa Rodrigues também afirmou que vai tomar todas as providências cabíveis depois da denúncia.
_ Quem tem medo, não dá para ser juíz, mas a gente toma as cautelas necessárias - disse a magistrada, que pretende solicitar apoio do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
Segundo o companheiro de cela de Bola, o plano contaria com a participação de traficantes do Rio de Janeiro, que teriam sido contactados para executar os desafetos do réu. A primeira pessoa a ser morta seria a juíza de Contagem, em seguida o delegado Edson Moreira e, por último, o advogado assistente de acusação.
De acordo com o rapaz, Bola teria confessado o assassinato de Eliza e argumentado que a polícia jamais encontrará seu cadáver, porque o corpo teria sido carbonizado e jogado em uma lagoa.
Na semana passada, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais negou, por unanimidade, o pedido de habeas corpus ao goleiro Bruno Fernandes. Os três desembargados votaram contra o pedido do advogado Cláudio Dalledone para que o ex-jogador aguardasse em liberdade o julgamento. O advogado do atleta informou que vai recorrer da decisão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em até 60 dias.
Bruno está preso há quase nove meses na Penitenciária Nelson Hungria, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O goleiro, seu amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, seu primo, Sérgio Rosa Sales, e o Bola vão a júri popular.
Quatro acusados respondem a processo em liberdade Em dezembro, quatro acusados do desaparecimento de Eliza Samudio foram soltos da cadeia. A ex-mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, a amante do jogador, Fernanda Gomes de Castro, o caseiro do sítio Elenilson Vítor da Silva, e Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, tiveram as prisões preventivas revogadas pela Justiça. Os quatro foram absolvidos da acusação de assassinato, mas serão julgados por sequestro e cárcere privado do bebê de Eliza. Fernanda é acusada também de envolvimento no sequestro e cárcere privado de Eliza.

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