Portanto, a aula de educação sexual que, em outras circunstâncias, ainda na cidade sagrada de Qom, teria esperado até a sua noite de núpcias, foi dada em um estacionamento de shopping em Danville, na Califórnia.
"Zahra, você tem um buraco", sua mãe disse. "Pelo resto da sua vida, os homens vão querer colocar o pênis no seu buraco. Não importa quem você é, qual é a sua aparência, ou quem é seu 'amigo'."
A jovem Zahra saiu tonta do carro, pensando: "Tenho um o quê?! Um buraco? Onde? Foi isso que eu perdi na aula de educação sexual no dia que fiquei doente?".
Essa conversa é relatada em uma nova antologia de textos sobre paquera, namoro e sexo, publicada no dia 24 de janeiro, com o título: "Love, InshAllah: The Secret Love Lives of American Muslim Women" (Amor, InshAllah: a vida amorosa secreta de muçulmanas americanas).
O objetivo das duas editoras, Ayesha Mattu e Nura Maznavi, foi criar um livro que afastasse o estereótipo que coloca as mulheres muçulmanas como caladas e oprimidas. Elas reuniram 24 retratos de vidas privadas, que expõem um grupo muitas vezes literalmente mantido sob um véu, mas que provam que as muçulmanas americanas também encaram questões universais.
Segundo Maznavi, "inshallah", a palavra árabe que significa "se Deus quiser", foi incluída no título porque "capta a ideia de que todos estão procurando por amor".
O livro está entre os seis escritos nos últimos dois anos por muçulmanas americanas sobre suas vidas.
"As pessoas costumam pensar que somos submissas, entregues em casamento a homens grandes e barbados", disse Mattu, consultora de desenvolvimento internacional de 39 anos, "mas a verdade é que a maioria das muçulmanas americanas é criativa, engraçada, inteligente e cheia de opiniões".
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