GACC - Grupo de Assistência à Criança com Câncer

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Desde o início de suas atividades, em 1996, o GACC - então Grupo de Apoio à Criança com Câncer - existe para aumentar a expectativa de vida e garantir a oferta e a qualidade global do tratamento oferecido integral e indistintamente a crianças e jovens com câncer, diagnosticados com idades entre 0 e 19 anos incompletos, independente de sexo, cor, religião ou posição socioeconômica.

domingo, 5 de agosto de 2012

Nova regra muda estilo de Rosicleia em Londres: "fui superdisciplinada"


Conhecida por incentivar e orientar as judocas à beira do tatame, Rosicleia teve de se conter em Londres. Foto: Marcelo Pereira/Terra
Conhecida por incentivar e orientar as judocas à beira do tatame, Rosicleia teve de se conter em Londres


A técnica da Seleção Brasileira feminina de judô, Rosicleia Campos, sempre teve como característica a vibração à beira do tatame. Desde que assumiu o posto em 2005, a treinadora marcou presença com suas orientações e pulos às margens do combate. No entanto, na Olimpíada de 2012, uma mudança na regra resultou em uma Rosicleia mais contida e bastante silenciosa nos combates das judocas brasileiras.

A culpa é de uma nova regulamentação da Federação Internacional de Judô (IJF, em inglês), que veta a comunicação entre técnicos e atletas durante as lutas - o que é permitido quando os combates estão paralisados. A mudança não agradou aos treinadores brasileiros, mas Rosicleia deixa a Olimpíada de Londres satisfeita por não ter sido punida com base no regulamento.
"Eu saí invicta. Todo mundo apostou que eu ia ser a primeira a ser expulsa, e eu fui superdisciplinada. Vários técnicos gritaram e espernearam e não aconteceu nada", brincou Rosicleia, que comandou as conquistas de Sarah Menezes (ouro na categoria até 48 kg) e Mayra Aguiar (bronze na categoria até 78 kg).
Na equipe masculina, o técnico Luis Shinohara também reprovou a mudança. Mesmo tendo um estilo mais discreto que o de Rosicleia, o ex-judoca campeão pan-americano viu treinadores limitados pela restrição de comunicação com os atletas.
"Acho que essa nova regra limita os técnicos. As coisas acontecem naquela hora, e é naquela hora que você tem que falar", disse Shinohara, que conquistou dois bronzes com Felipe Kitadai (até 60 kg) e Rafael Silva (mais de 100 kg). "Essa regra atrapalha nesse sentido. Ficou muito para a gente ir, dar coragem para o nosso atleta", completou.
No entanto, para quem está em ação a mudança fez pouca diferença. Foi o que admitiu a gaúcha Mayra Aguiar, que aprova o apoio de Rosicleia, mas que diz pouco ouvir das orientações da treinadora durante os combates.
"É muito boa essa energia que ela passa para a gente. Essa regra não mudou muito pra mim, porque na luta eu não consigo ouvir. Mas é muito importante, uma palavra dela pode mudar uma luta", disse Mayra.

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