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quarta-feira, 1 de maio de 2013

GOVERNAR COM ÓDIO DOS OPOSITORES É DESEJAR A DITADURA


Esquerda ou direita é apenas uma questão de rótulo.  A única diferenciação aceitável entre uma ou outra opção é aquela que denomina de esquerdismo o pensamento político preocupado com os trabalhadores e de direitismo o pensamento político preocupado com o capital e seus lucros.

Qualquer rótulo poderá ser bem avaliado pelo seu povo,  se os resultados práticos da governança forem positivos.  No Brasil, a ditadura de direita foi terrível por ter prejudicado tanto as liberdades individuais,  como por ter endividado o país em nome de um progresso que pouco acrescentava na vida dos pobres. Quando os militares deixaram o poder que exerceram em nome e por conta dos americanos, e do anticomunismo Russo, deixaram um legado de dívida pública, sofrimentos, perdas de liberdades e medo. O brasileiro tinha medo do poder que considerava  inimigo do povo. Isso é uma tragédia social do maior significado histórico. Democracia é o povo escolhendo, amando e respeitando os seus governantes, segundo o seu grau de satisfação ou de insatisfação, independentemente do rótulo de quem ocupe o poder.
A Venezuela está mostrando, com os resultados das eleições em que o candidato do “Chavismo”  venceu por mísero 1% de diferença, que a inflação, o medo, a perda da liberdade,  a desvalorização da moeda, o desemprego, tudo isso vem causando insatisfação à metade do povo daquela nação, que mostrou, nas urnas, o desejo de construir com as próprias mãos um país melhor deixando de lado o ódio pessoal do Chavez contra quem quer que seja.  Morto o Chavez, o legado de seu ufanismo antiamericano, é tão negativo quanto os deixados pelos governos ditadores brasileiros.
Fica evidente que ditadura, não é bom nem de esquerda nem de direita, e a culpa não importa de quem possa ser, se o fracasso do governo refletir negativamente na qualidade de vida do povo.
Maduro, o novo presidente chavista, terá que governar com metade da nação a seu favor e a outra metade contra e se não resolver rapidamente os problemas econômicos, políticos e sociais herdados da era Chavez. O Chavez era tão pretensioso que tentou combater a pobreza até em território norte americano. Com todo respeito aos mortos, mas ainda bem que os ditadores são mortais.  Ainda bem.
No mesmo caixão de Chavez foi enterrado mais um pedaço do comunismo quase Russo, que morreu vítima do seu próprio veneno, mas que ainda tem raízes no hemisfério sul americano.
Seria bom pensarmos em pregar na América, o Brasileirismo que vem sendo construído há algumas décadas, desde a queda da ditadura, e se caracteriza pela liberdade de seu povo, pelo melhor sistema de votação do mundo, e pela plenitude democrática, ainda que a qualidade do voto popular careça de evolução. Quem tem que evoluir é o povo e não o governo.
Imaginem se um dia desses o pessoal, que se denomina esquerda, no poder no Brasil atualmente resolver fazer o que fizeram na Venezuela, mudar a constituição para se perpetuar no poder?
Essa era a prática Chavista que em discurso cheio de ódio do que chamam de “imperialismo do capital americano”,  tentava justificar a sua permanência no poder com a possível intervenção americana.
Ditadura, não presta, nem de esquerda, nem de direita, e basta lembrarmo-nos do  jovem sobre o tanque chinês, da menina nua queimada correndo pelas ruas na China, do muro de Berlim, das divisões de terra na Albânia, dos exemplos atuais na Coréia do Norte que prega guerra ao que chamam de inimigos do sistema. Ditadura é ditadura e o povo não come nem bebe sistema. O ódio não pode servir de orientação para nenhuma forma de governo.
Sintam-se respeitadas as posições em contrário, em nome da democracia e da liberdade de pensamento.

Por: João Lúcio Teixeira- Advogado/Economista

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