GACC - Grupo de Assistência à Criança com Câncer

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Desde o início de suas atividades, em 1996, o GACC - então Grupo de Apoio à Criança com Câncer - existe para aumentar a expectativa de vida e garantir a oferta e a qualidade global do tratamento oferecido integral e indistintamente a crianças e jovens com câncer, diagnosticados com idades entre 0 e 19 anos incompletos, independente de sexo, cor, religião ou posição socioeconômica.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Projeto de lei que amplia porte de arma avança no Congresso, mas exclui jornalistas investigativos e de cobertura policial da lista de vulnerabilidade

A REALIDADE DAS RUAS: Enquanto o Congresso Nacional avança com propostas para garantir a legítima defesa de diversas categorias profissionais que atuam sob risco, profissionais de imprensa que expõem o crime organizado, a corrupção de colarinho branco e as milícias continuam desamparados na legislação de controle de armas.

Por Guilherme Araújo Jornalista Investigativo (MTB 79157/SP) | Membro da ABI/RJ (nº E-002885) 

O Avanço do Projeto e as Categorias Incluídas

Propostas que ampliam de forma significativa a lista de profissionais autorizados a solicitar o porte de arma de fogo no Brasil deram passos importantes em comissões temáticas fundamentais da Câmara dos Deputados — como a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO) e a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) — e do Senado Federal.

Os defensores da medida argumentam que as atividades dessas funções envolvem exposição constante a ameaças, locais vulneráveis e situações de risco iminente. Atualmente, a lista sob debate nas comissões inclui profissionais como:

  • Advogados

  • Corretores de imóveis

  • Agentes de trânsito

  • Fiscais ambientais

  • Servidores efetivos do Procon

  • Vigilantes e Guardas Civis Municipais

  • Médicos veterinários

No entanto, a tramitação atual escancara uma lacuna histórica e perigosa: a ausência de jornalistas investigativos e profissionais de cobertura policial do rol de atividades de extrema vulnerabilidade.

O Caso da Imprensa: Por que a Inclusão é uma Necessidade de Segurança?

Profissionais de comunicação dedicados à investigação de crimes e coberturas de segurança pública desempenham um papel análogo — e muitas vezes mais exposto — ao de agentes fiscalizadores e advogados. Ao revelar esquemas de corrupção, denunciar organizações criminosas e cobrir confrontos em áreas conflagradas, o jornalista torna-se alvo direto de retaliações.

Estatísticas de liberdade de imprensa no Brasil apontam uma escalada de agressões físicas, ameaças de morte e atentados contra comunicadores no interior e nas periferias das grandes cidades. Diante desse cenário, a inclusão de jornalistas investigativos e de cobertura policial no projeto de lei não se trata de um privilégio corporativo, mas de uma salvaguarda de sobrevivência e de proteção ao livre exercício do jornalismo.

A proposta de emenda defendida por profissionais e sindicatos da categoria visa equiparar o risco da atividade jornalística de ponta ao dos demais operadores do direito e da fiscalização pública, permitindo que estes profissionais também tenham o direito de solicitar a autorização.

O que muda e quais são as próximas etapas

É importante destacar que a aprovação nas comissões — que contam com a atuação de parlamentares nas mesas diretoras da CSPCCO (como Coronel Meira, Sargento Portugal, Capitão Alden e Delegada Ione) e da CCJC (Leur Lomanto Júnior, Rodrigo de Castro, Julio Arcoverde e Nikolas Ferreira) — não garante a liberação imediata da medida.

A matéria ainda precisa passar pelo plenário e sanção presidencial. Além disso, a eventual aprovação do projeto não confere porte automático:

[Aprovação da Lei] ➔ [Solicitação Individual] ➔ [Laudo Psicológico] ➔ [Teste Técnico] ➔ [Emissão do Porte pela PF]

Se incluídos, os jornalistas investigativos e de cobertura policial deverão se submeter aos mesmos critérios rigorosos exigidos por lei, como a comprovação de idoneidade, capacidade técnica, teste de tiro e avaliação psicológica periódica. A alteração no projeto apenas criaria a previsão legal para que a Polícia Federal possa analisar os pedidos desse grupo sob o critério de atividade profissional de risco.

Tramitação nas Comissões Temáticas

A articulação para emendas e aperfeiçoamento do texto segue ativa nas principais frentes da Câmara dos Deputados:

ComissãoPresidência / Vice-PresidênciaPapel no Projeto
Segurança Pública (CSPCCO)Coronel Meira (PL-PE), Sargento Portugal (PODE-RJ), Capitão Alden (PL-BA), Delegada Ione (PL-MG)Análise do mérito da segurança e da exposição ao risco das profissões.
Constituição e Justiça (CCJC)Leur Lomanto Júnior (UNIÃO-BA), Rodrigo de Castro (UNIÃO-MG), Julio Arcoverde (PP-PI), Nikolas Ferreira (PL-MG)Avaliação da constitucionalidade, legalidade e técnica legislativa.
Comunicação (CCOM)Maria Rosas (REPUBLIC-SP), Franciane Bayer (REPUBLIC-RS), Cleber Verde (MDB-MA), Amaro Neto (PP-ES)Canal para debate sobre as garantias físicas para o exercício da imprensa livre.

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