GACC - Grupo de Assistência à Criança com Câncer

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Desde o início de suas atividades, em 1996, o GACC - então Grupo de Apoio à Criança com Câncer - existe para aumentar a expectativa de vida e garantir a oferta e a qualidade global do tratamento oferecido integral e indistintamente a crianças e jovens com câncer, diagnosticados com idades entre 0 e 19 anos incompletos, independente de sexo, cor, religião ou posição socioeconômica.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Conheça Antônio Carlos da Silva - Através de dossiê técnico político

Nota da Redação: Atendendo aos pedidos e cobranças dos nossos seguidores, trazemos hoje um raio-x completo e exclusivo sobre o cenário político de Caraguatatuba. Investigar os bastidores do poder local não é uma escolha, é o nosso dever com o cidadão.


 DOSSIÊ TÉCNICO-POLÍTICO: O CLÃ ANTÔNIO CARLOS DA SILVA


1. Perfil Político e Histórico

  • Nome Completo: Antônio Carlos da Silva

  • Partido Atual: PSD (filiado no final de 2023)

  • Reduto Eleitoral: Caraguatatuba e Litoral Norte Paulista.

  • Histórico de Mandatos:

    • Prefeito de Caraguatatuba por 4 mandatos: (1997–2000, 2001–2004, 2009–2012 e 2013–2016).

    • Deputado Estadual por São Paulo: Eleito em 2006 com 94.218 votos.

  • A Dinastia e a Influência Local: Apelidado historicamente por aliados de "o homem que transformou Caraguá", Antônio Carlos estruturou uma das dinastias políticas mais consolidadas da região. Seu filho, Mateus Silva (PSD), comanda o Executivo municipal (mandato 2025–2028). Na outra ponta do poder municipal, seu outro filho, Antônio Carlos Júnior, preside a Câmara Municipal de Caraguatatuba (biênio 2025–2026).

2. Linha do Tempo: Os Embates na Ficha Limpa

O histórico jurídico do ex-prefeito é desenhado por uma oscilação constante entre condenações de improbidade e decisões recursais de última hora que ditaram os rumos das urnas na cidade.

Condenação da Merenda - 2016

Condenado em primeira instância por improbidade administrativa devido à contratação emergencial e sem licitação de empresa de merenda escolar em 2002. Teve recursos rejeitados no TJ-SP e STF, gerando suspensão de direitos políticos com base na Lei da Ficha Limpa.

Impedimento e Substituição 2020

Impedido de concorrer à prefeitura devido às restrições da Ficha Limpa. Lançou o filho Mateus Silva ao pleito (então derrotado por Aguilar Júnior). No mesmo ano, o TJ-SP negou por 7 a 0 uma ação rescisória da defesa para tentar anular a condenação da merenda.

Fôlego no TSE 2022

Disputou uma vaga de Deputado Estadual pelo Republicanos. Embora o TRE-SP tenha contestado sua elegibilidade localmente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acolheu recurso de sua defesa, deferindo o registro de sua candidatura de forma retroativa.

Recuo Forçado de Última Hora Setembro de 2024

Preparava-se para disputar novamente a prefeitura de Caraguatatuba pelo PSD. No entanto, após a Justiça não acatar o pedido urgente de suspensão de suas condenações vigentes, ele foi forçado a renunciar à candidatura de última hora, sendo substituído por Mateus Silva, que venceu as eleições.

Direitos Políticos Restabelecidos Outubro de 2024

Em uma decisão considerada tardia pela defesa, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) restabeleceu os direitos políticos de Antônio Carlos da Silva, reconhecendo que ele estaria legalmente apto a disputar o pleito de 2024 caso não tivesse sido obrigado a renunciar.

3. Radiografia Processual e Patrimonial

  • O Caso da Merenda Escolar (2002): O processo de maior impacto em sua biografia política refere-se à dispensa indevida de licitação com a empresa Nutriplus. Essa condenação transitou em julgado e agiu como o principal pilar para os pedidos de impugnação de suas candidaturas.

  • Cobrança Trabalhista Inusitada: Em 2018, Antônio Carlos e seu filho Júnior acionaram a Justiça contra a própria Prefeitura de Caraguatatuba para cobrar verbas trabalhistas de seus mandatos anteriores (como 13º salário e férias). Venceram em instâncias superiores, garantindo o direito a receber cerca de R$ 200 mil.

Evolução Patrimonial Declarada ao TSE

Os registros públicos das campanhas do ex-prefeito demonstram uma evolução financeira expressiva em suas últimas declarações:

  • Eleição de 2022 (Deputado Estadual): R$ 2.793.300,18

  • Eleição de 2024 (Prefeito — Declarado antes da renúncia): R$ 5.371.441,49

Tipo de AtivoDetalhes / DescriçãoValor Médio Declarado (2022 / 2024)
Dinheiro em EspécieRecursos em moeda nacional mantidos fisicamente sob sua posse.R$ 1.230.000,00
Créditos de EmpréstimosRecursos financeiros a receber de empréstimos concedidos a terceiros.R$ 1.130.000,00 (sendo um de R$ 1 milhão e outro de R$ 130 mil)
Quotas de CapitalParticipações societárias e quotas empresariais do grupo.Cerca de R$ 428.540,00 (incluindo quotas de R$ 400.020,00, R$ 25.000,00 e R$ 3.220,00 em diferentes firmas)
Outros Bens e DireitosDireitos diversos declarados no IRPF e contas bancárias residuais.Variando de R$ 2.800,00 (2022) a mais de R$ 4.900.000,00 agrupados em 2024.
O Contexto Familiar: Parte considerável das cotas das empresas da família está distribuída entre os herdeiros. O atual presidente do Legislativo, Antonio Carlos da Silva Junior, declarou ao TSE em 2024 um patrimônio pessoal de R$ 4.882.249,00, concentrado majoritariamente em quotas de empresas do grupo (como a PACS FON e Sil-Vas Participações).


MATÉRIA JORNALÍSTICA PRINCIPAL

EDITORIA: POLÍTICA / LITORAL NORTE

TÍTULO: Entre Tribunais e as Urnas: O xadrez político e o fôlego judicial de Antônio Carlos em Caraguatatuba

SUBTÍTULO: Forçado a recuar no último pleito municipal, ex-prefeito e pré-candidato a deputado estadual tem direitos políticos restabelecidos e mantém clã influente no Litoral Norte.

Por: Guilherme Araújo | Jornalista Investigativo (MTB 79157/SP | Membro da ABI/RJ)

A política no Litoral Norte paulista é historicamente desenhada por lideranças vigorosas, mas nenhuma delas personifica tão bem a simbiose entre o poder local e as complexas batalhas nos tribunais paulistas quanto o ex-prefeito de Caraguatatuba, Antônio Carlos da Silva (PSD). Prefeito por quatro mandatos e ex-deputado estadual, Antônio Carlos caminha mais uma vez para tentar uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), sustentando um histórico de embates jurídicos que dita o ritmo da política municipal há quase duas décadas.

A história recente de Antônio Carlos é uma montanha-russa de liminares. Em setembro de 2024, quando liderava a articulação para retornar ao Executivo municipal, o veterano político precisou recuar. Sob a sombra da Lei da Ficha Limpa — decorrente de uma histórica condenação por dispensa indevida de licitação no setor de merenda escolar em 2002 —, a Justiça Eleitoral não deu garantias de que sua candidatura seria homologada a tempo. Em um lance rápido e estratégico de bastidores, Antônio Carlos renunciou e colocou em seu lugar o filho, Mateus Silva (PSD), que acabou consagrando-se vitorioso nas urnas e comanda o município.

Ironicamente, semanas após o pleito municipal, em outubro de 2024, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) restabeleceu de forma definitiva os direitos políticos do ex-prefeito. A decisão, classificada por aliados como "justiça tardia", confirmou que ele estava, em tese, apto a concorrer.

O Peso da Ficha Limpa e a Estratégia de Defesa

As principais dores de cabeça jurídicas de Antônio Carlos nasceram de auditorias sobre suas antigas gestões. A acusação mais contundente envolveu a contratação emergencial de fornecimento de merenda escolar. A defesa do ex-prefeito sempre sustentou que as medidas foram tomadas sob estado de necessidade para garantir a alimentação de milhares de crianças na rede pública, sem que houvesse enriquecimento ilícito ou desvio de dinheiro público em benefício próprio.

Esse argumento, inclusive, foi o que convenceu os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2022, quando o ex-prefeito teve seu registro de candidatura validado para concorrer a deputado estadual pelo Republicanos. Na ocasião, o entendimento foi de que as irregularidades apontadas não configuravam ato doloso insanável de improbidade administrativa, o que afastava o impedimento da Lei da Ficha Limpa.

Hegemonia Familiar e Olhos em São Paulo

Mesmo longe do cargo de prefeito de forma direta, o poder político de Antônio Carlos da Silva em Caraguatatuba permanece incontestável. Com seu filho Mateus Silva na chefia do Executivo e o outro filho, Antônio Carlos Júnior, presidindo o Poder Legislativo municipal, o grupo político do ex-prefeito detém o controle absoluto das principais decisões da cidade.

Livre das amarras jurídicas imediatas e com o reduto eleitoral consolidado pelo sucesso administrativo de seu grupo, Antônio Carlos posiciona-se estrategicamente no PSD como uma das forças regionais para as eleições estaduais. Se as decisões judiciais continuarem a lhe soprar ventos favoráveis, o Litoral Norte verá o veterano tentar mais uma vez provar que, na política caiçara, os tribunais julgam, mas a palavra final ainda costuma vir das urnas.

Opinião e Fiscalização: O Seu Papel na Democracia

Para nós, que atuamos na imprensa livre e na análise de políticas públicas, o acompanhamento do patrimônio e da ficha jurídica dos candidatos é uma ferramenta essencial de controle social. A transparência assegura que você, cidadão, possa avaliar quem realmente o representa.

A pergunta que fica para os nossos leitores dos Bastidores News é simples: Você vai continuar calado assistindo ao xadrez político local ou vai soltar o míssil da cobrança e da participação popular?

Deixe sua opinião nos comentários, reflita sobre as informações e compartilhe com quem precisa saber a verdade por trás do cenário político de nossa região. Fiscalizar não é opção, é o nosso dever!

Por: Guilherme AAraújo - Jornalista Investigativo MTB 79157 | Escritor | Ativista Político | Gestor em Políticas Públicas | Palestrante | Negociador e Mediador de Conflitos | Membro da ABI/RJ nº E-002885


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