terça-feira, 21 de agosto de 2018

Samba de Cármen Lúcia com Alcione conquista até padre Fábio de Mello

A presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia, deixou a toga e o "vossa excelência" de lado para curtir um samba com a cantora Alcione nesta segunda-feira (20). O momento de descontração foi após o seminário "Elas por Elas, em Brasília.

"Não tem como medir o prazer de estar na companhia dessas mulheres incríveis! Obrigada, ministra Carmen Lúcia!", escreveu a sambista ao publicar o vídeo ao lado da cúpula feminina do Judiciário. Nas imagens, Alcione, Cármen Lúcia, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge e a advogada-geral da União, Grace Mendonça cantam a música "Não deixe o samba morrer".
cantam a música "Não deixe o samba morrer".
Nem o padre Fábio de Mello resistiu à publicação. "Tão bonito ver a desconstrução positiva dos que vivem sob a rigidez sisuda do poder. Em última instância, somos todos humanos, necessitados das mesmas alegrias, vítimas das mesmas agruras", comentou no vídeo.
O sambinha da dupla fez sucesso nas redes sociais.
Mas também foi alvo de críticas.
Carmem Lúcia e Rachel Dodge cantando com Alcione: "Não deixe o golpe morrer. Não deixe o golpe acabar. A elite foi feita de golpe. De golpe pro povo sangrar."
O Brasil em chamas com um presidiário incensado a disputar o seu cargo máximo. Roraima enfrentando seríssimos problemas e a nata ‘empoderada’ da justiça, literalmente, sambando na cara do brasileiro. Carmen Lúcia e Raquel Dodge expõem um fidedigno retrato da nossa decadência.

Mulheres no poder

No evento foram discutidas questões de desigualdade de gênero. "Se somos maioria da população, é estranho que não sejamos nós respeitadas naquilo que há de mais central no direito, que é o respeito à dignidade humana. O direito de sermos iguais na nossa dignidade e diferentes na nossa individualidade", afirmou Cármen Lúcia.
A presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça, ministra Laurita Vaz, lembrou da pouca participação feminina nos cargos de poder. "De 33 ministros no STJ, somos apenas seis. E de 11 ministros no STF, somos duas mulheres e até hoje nunca vimos uma mulher na presidência do Tribunal Superior do Trabalho", afirmou.
Já a presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral)Rosa Weber, chamou atenção para a diferença entre o eleitorado e o número de mulheres na política. "Façamos, mulheres, ao exercer todas nós esse direito essencial da cidadania, que é o voto, a diferença para o fortalecimento do Estado democrático de direito, conquista diária e permanente de todos nós, com a consciência de que em nossas mãos está o destino do País, na construção de uma sociedade igualitária, justa e inclusiva", pediu.
As mulheres são 52,5% do eleitorado brasileiro. São 73,3 milhões de brasileiras. Por outro lado, segundo o TSE, dos 27.835 pedidos de registro de candidaturas apresentados para 1.654 cargos eletivos em disputa nas eleições deste ano, 8.535 (30,70% do total) são de mulheres frente a 19.290 homens (69,30% do total). O percentual é o mínimo exigido por lei.
Ao encerrar o seminário, Alcione, por sua vez, lembrou da presença mulheres de várias classes sociais que são destaques na sociedade brasileira, entre as quais a vereadora Marielle Franco (Psol), executada em março, no Rio de Janeiro.

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