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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

PF prende Carlinhos Cachoeira em operação contra caça-níqueis


Operação ‘Monte Carlo’ em Ramos, no Rio de Janeiro
Foto: Gustavo Stephan / O Globo
Operação ‘Monte Carlo’ em Ramos, no Rio de Janeiro 
RIO - A Polícia Federal (PF), em conjunto com o Ministério Público Federal em Goiás e com apoio do Escritório de Inteligência da Receita Federal, realiza nesta quarta-feira a “Operação Monte Carlo”, que tem por objetivo desarticular uma máfia que explorava máquinas de caça-níqueis em Goiás. A ação, entretanto, procura supostos criminosos em cinco estados, entre eles o Rio de Janeiro. Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, acusado de ser um dos maiores operadores de bingo em Goiás, foi um dos presos na operação. Ele ficou conhecido ao divulgar um vídeo no escândalo Waldomiro Diniz. Na fita, o homem de confiança do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu aparece praticando extorsão.
Cachoeira será transferido de Goiânia (GO) para Brasília (DF) e deve ser levado para um presídio federal, que não foi informado pela PF.
Ao todo, 82 mandados judiciais foram expedidos, sendo 37 mandados de busca e apreensão, além de 35 mandados de prisão e 10 ordens de condução coercitiva, para prestar depoimento. Inúmeros servidores públicos estão envolvidos no esquema criminoso. A investigação, iniciada há 15 meses, segundo a PF, verificou uma forma de “franquia” do crime. O chefe da quadrilha concedia a “licença” de exploração dos pontos a donos de galpões clandestinos, localizados nas cidades goianas.
Na divisão de tarefas, cabia a policiais civis e militares o fechamento de locais que não contassem com a autorização do chefe da quadrilha. Entre os servidores públicos envolvidos, constam também dois policiais federais, um policial rodoviário federal e um servidor da Justiça Estadual goiana. Todos recebiam propina mensal ou semanal para trabalhar em prol da organização.
Entre os acusados de receber suborno da organização do bicheiro estão dois delegados da PF, seis delegados da Polícia Civil e 29 polícias militares, todos de Goiás. A PF e o MP suspeitam também do envolvimento de políticos com a organização.
- Há uma possibilidade de contatos políticos. Se é crime ou não, quem vai dizer são outras instâncias - disse o procurador da República de Goiás, Daniel de Resende Salgado.
Os presos e indiciados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, evasão de divisas e violação de sigilo profissional, além da contravenção penal de exploração de jogo de azar.
No Rio de Janeiro, às 6h, o dono da escola técnica privada Eteps foi preso em casa, na Iha do Governador. A instituição fica na Rua Aimara, em Ramos. A PF ainda não divulgou a identidade dele.

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