A Beira Mar

A Beira Mar
Bar e Restaurante

quarta-feira, 2 de março de 2011

Marido de Verônica diz que ‘só pensava em viver’ e dá detalhes da suposta tortura

 

Márcio Costa acusa a mulher, Verônica Costa, de tortura


Após ter alta médica do Hospital Pasteur (Méier) Márcio Costa, marido da ex-vereadora e funkeira Verônica Costa, acusou a esposa de torturá-lo por mais de 20 horas junto com o irmão, a imã, o padrasto e o cunhado, além de desmentir as acusações de roubo e maus-tratos feitas pela funkeira.
- No momento em que eu estava amarrado eu jurava que ela ia me matar -, disse.
Segundo Márcio, ele e Verônica chegaram juntos de carro no condomínio onde moram em Vargem Grande depois de uma reunião. Antes de entrar ele chegou a pegar a correspondência com o porteiro.
- O porteiro me viu bem, sem ferimentos. Fomos para o quarto e ficamos vendo televisão, eu no computador e ela nos torpedos.
Pouco depois a família de Verônica chegou e foi logo o amarrando e acorrentando. Ao perguntar o que era aquilo só ouviu a funkeira mandá-lo calar a boca e então foi levado para o banheiro onde teve a boca e os olhos cobertos com fita adesiva.
- Ela começou a perguntar se eu tinha uma amante, eu dizia que não e eles me batiam e jogavam gasolina -, conta. - Depois ela começou a perguntar onde eu tinha colocado o dinheiro da campanha, eu dizia que não sabia do que ela estava falando e me batiam mais.
Márcio explica que Verônica intercalava agressões e beijos, dizendo que iria conseguir o melhor dermatologista para cuidar dele e que ficaria tudo bem. Em um determinado momento ela deu ordens para a família começar a afogá-lo no vaso sanitário enquanto alguém batia em suas costas.
- Na terceira vez que começaram a me afogar passei a dizer que sim e concordar com ela. Cada vez que eu concordava ela não me batia. Inventei uma história, eu só pensava em viver.
Após uma noite de tortura a irmã, o irmão e o cunhado de Verônica foram embora. Ao ver o estado das mãos dele, muito inchadas, o padrasto da ex-vereadora pediu para aliviar as amarras. Verônica resistiu, mas acabou concordando.
- Eles estavam com uma visão geral da porta e eu pedi para tomar água. Subi as escadas me arrastando até a cozinha e só pensando que queria viver, queria viver. Foi então que tive a ideia de ir para o quarto de hóspedes e pular para a casa do vizinho.
Segundo Márcio, haviam dois funcionários do vizinho no quintal que ficaram assustados ao vê-lo se jogar. Depois de explicar a história para eles, Márcio entrou na casa, chamou o pai e a polícia e se escondeu no sótão, de ondem viu Verônica e o padrasto o procurando.
- Meu pai demorou mais de 1h para chegar e fomos diretos para a Polícia. Só voltei depois, acompanhado de um policial para pegar o meu lap top, I-pod, câmera e roupas. Não roubei nada.
Questionado se sente raiva, márcio disse que não. Apenas muito desgosto. Ele irá depor amanhã à tarde na 42ª DP (Recreio) e pretende processar a esposa.

Nenhum comentário: