GACC - Grupo de Assistência à Criança com Câncer

GACC - Grupo de Assistência à Criança com Câncer
Desde o início de suas atividades, em 1996, o GACC - então Grupo de Apoio à Criança com Câncer - existe para aumentar a expectativa de vida e garantir a oferta e a qualidade global do tratamento oferecido integral e indistintamente a crianças e jovens com câncer, diagnosticados com idades entre 0 e 19 anos incompletos, independente de sexo, cor, religião ou posição socioeconômica.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Solteirice de Wesley e aparição de Nicole Bahls e Victor Ramos são destaques do primeiro dia do Carnaval

Na primeira noite de Carnaval, os famosos prestigiaram camarotes de São Paulo e Salvador e aproveitaram para cair na folia - com direito a muitas declarações e momentos quentes. Veja quem aproveitou os eventos.
Nicole Bahls e Victor Ramos
Semanas após vários boatos de separação, a ex-panicat e o zagueiro do Vitória apareceram juntos no camarote Planeta Band Othon, em Salvador. O casal não se demorou muito, pois o jogador tinha treino na manhã seguinte. “Não estou bebendo, vim somente acompanhá-la. Iremos dormir daqui a pouco, só viemos prestigiar”, contou Ramos.
Wesley
Em Salvador, o ex-BBB fez questão de avisar: “estou adorando, e aproveitando a solteirice”. Separado da também ex-BBB Maria Melilo desde agosto, o médico caiu na folia e aproveitou para tirar muitas fotos com as fãs. Sobre o futuro, disse que não vai seguir carreira artística. “Não penso em seguir a carreira de ator. A minha é ser médico, mesmo”, contou ele, que está se dividindo entre a residência em nefrologia e trabalhos como modelo e presenças vips em eventos.
Roberto Justus
O empresário Roberto Justus foi homenageado pela Rosas de Ouro, em São Paulo. Ele desfilou ao lado da mulher, Ticiane Pinheiro, e se irritou com questões dos jornalistas. Perguntado se havia sido a escola que o procurou para a homenagem, Justus foi categórico: “é obvio que foi a escola que me procurou”. Ele também se recusou a responder se usa algum produto para manter os cabelos intactos durante a folia.
Ariadna Thalia
Destaque da Vai-Vai, a ex-BBB teve a companhia do namorado, o italiano Gabriele Benedetti, durante a madrugada em São Paulo. Os dois estão namorando há dois meses, mas já se conhecem há dois anos. Em entrevista à revista “Quem”, Ariadna contou que já deu um importante passo com o namorado: "Ficamos noivos". O italiano não escondeu a felicidade: “Ariadna virou a minha melhor amiga durante um ano e meio. Nos encontramos e, agora, estamos morando juntos no Rio”.
Fernanda Souza e Bia Anthony
As duas aproveitaram a noite para curtir o Carnaval em Salvador sem os companheiros. A global marcou presença no camarote Skol sem a companhia do namorado, Thiaguinho Barbosa. Bia Anthony, esposa de Ronaldo, caiu na folia com a amiga Isabeli Fontana - elas foram clicadas enquanto se divertiam no camarote Expresso 222.
Daniela Mercury
Inspirada em “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, a apresentação da cantora no circuito Barra-Ondina (Dodô), de Salvador, rendeu momentos quentes. A cantora trocou beijos com os atores que a acompanhavam, Luís Miranda e Ricardo Bittencourt, e chegou a ser flagrada com a mão sobre o bumbum de Bittencourt.
Gilmelândia
À frente do bloco Trimix, que desfilou no circuito Barra-Ondina (Dodô) em Salvador, a cantora e apresentadora passou a noite com uma roupa que deixava um de seus seios à mostra. O motivo era conscientizar os foliões sobre a importância de prevenir o câncer de mama. “É uma campanha pela vida. Basta um toque”, disse a cantora.
Frank Aguiar
Cantor e vice prefeito de São Bernardo do Campo, Aguiar marcou presença no camarote Bar Brahma, em São Paulo. Em entrevista à revista “Contigo!”, ele adiantou que irá deixar a política de lado por um tempo para se dedicar à música. E ele pretende lançar um novo DVD: “Vou gravar um DVD na minha casa no dia 07 de março e vai ter vários convidados, entre eles, Michel Teló, Gian e Giovani e KLB”, afirmou.
Cléo Pires e Ana Furtado
No Rio de Janeiro, as famosas prestigiaram o desfile da Pimpolhos da Grande Rio. Ana, que é rainha de bateria da Grande Rio, também levou a filha Isabella, fruto de seu casamento com Boninho.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Câmara poderá manter camarote na Sapucaí

 A juíza Maria Paula Galhardo, da 4ª Vara de Fazenda Pública, indeferiu na quinta-feira o pedido de liminar em ação civil pública, proposta pelo Ministério Público estadual, que pretendia impedir o uso do camarote destinado à Câmara Municipal do Rio no Sambódromo. Diante da decisão, será mantido o camarote do Legislativo, como já acontece há 26 anos. No início do mês, a 5ª Promotoria da Defesa da Cidadania da Capital enviou recomendação à Câmara do Rio pedindo que os vereadores abrissem mão dos oito camarotes que recebiam, de graça, no Sambódromo.
Na mesma recomendação, o Ministério Público lembrou à Câmara — como órgão de controle e fiscalização das contas da prefeitura — que não deveria usar os camarotes "custeados, em parte, por recursos públicos, sob pena de violação dos princípios de legalidade, impessoalidade e moralidade administrativa". A cessão gratuita dos camarotes consta do contrato de cessão do Sambódromo, assinado entre a Riotur e a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa).

Ministério Público federal processa casal Garotinho

Garotinho poderá perder os direitos políticos
Garotinho poderá perder os direitos políticos 
O Ministério Público Federal propôs, no último dia 13, uma ação civil pública por improbidade administrativa contra os ex-governadores do Rio Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho, além de outras 17 pessoas. Os acusados são, segundo o MP, envolvidos num esquema que desviou verba pública federal em favor de campanhas eleitorais do casal Garotinho. Se condenados na Justiça Federal, entre outras penas, o casal Garotinho poderá perder os direitos políticos por até dez anos.
O procurador da República Edson Abdon sustenta que o “Esquema das ONG's”, supostamente montado na gestão da governadora Rosinha, envolvendo a contratação irregular de organizações não governamentais pela Fundação Escola do Serviço Público (Fesp) — órgão estadual — também desviou recursos de uma empresa pública federal: a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). O Ministério Público estadual já apontara o desvio de recursos públicos estaduais no “esquema”.
O MPF constatou que a CPRM contratou, em 2 de janeiro de 2004, a Fesp, num contrato emergencial e sem licitação, para prestar serviços técnicos de informática. O valor do contrato foi de R$ 780 mil. Um mês antes, no entanto, a Fesp, incapaz de prestar ela mesma o serviço, já tinha recebido três orçamentos de organizações para a subcontratação. O escolhido foi o Instituto Nacional de Aperfeiçoamento da Administração Pública (INAAP), que cobrou R$ 757 mil. O MPF constatou que o serviço nunca foi realizado.
“(...) a inevitável conclusão que se chega é a de que os recursos empregados pela empresa pública federal possuíam um único destino: o financiamento das campanhas eleitorais dos réus Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho”, diz o procurador na ação.
O procurador lembra que, num processo anterior, o Ministério Público estadual constatou também a remessa de dinheiro repassado a essas ONGs pelo governo Rosinha para as campanhas do casal Garotinho.
Procurado, o ex-governador Anthony Garotinho disse que não tinha conhecimento da ação movida pelo MPF. Disse ainda: “Não dá para acreditar que seja sério (a ação). Todo ano de eleição é assim. Ficam esquentando coisas antigas”.A ex-governadora Rosinha não foi encontrada.

Menina de 12 anos é estuprada em ônibus no Jardim Botânico

Uma menina de 12 anos denunciou que foi vítima de um estupro dentro de um ônibus da linha 162 (Glória-Leblon), da Viação São Silvestre, na tarde de quarta-feira, quando o veículo passava pela Rua Jardim Botânico. Ela contou na 15ª DP (Gávea) que estava sentada no meio do coletivo quando um homem armado exigiu que fosse com ele para a parte traseira do veículo, onde o crime teria sido cometido. Na hora, só havia mais quatro passageiros: três mulheres e um homem. Duas passageiras já prestaram depoimento e disseram não ter visto a garota ser atacada. O acusado fugiu embarcando em outro ônibus.
Conforme o depoimento de uma das passageiras, o homem pegou o ônibus por volta das 12h30m, na esquina da Avenida Bartolomeu Mitre com a Rua Conde de Bernadote, no Leblon. A menina, que mora na Zona Sul, usava uniforme de colégio. Uma das passageiras contou que o homem ainda se sentou ao lado de uma outra mulher e tentou passar a mão na perna dela, mas ela gritou. Nesse momento, o motorista parou o coletivo e, de acordo com o delegado Fábio Barucke, da 15ª DP, o acusado desceu correndo e entrou em outro ônibus, que seguia pela Jardim Botânico no sentido São Conrado.
Menina estava com marcas no pescoço, diz delegado
Dois passageiros, um homem e uma mulher, também abandonaram o veículo na hora em que o suspeito fugiu.
— Quando ele saiu correndo do ônibus, quase foi atropelado — contou o delegado. — A menina estava muito nervosa e em estado choque, não quis falar muito. Ela foi encaminhada para uma psicóloga do estado. Também estava com marcas no pescoço.
O motorista e a trocadora já prestaram depoimento na delegacia também. A menina foi encaminhada para um hospital, onde tomou o coquetel anti-Aids. Ela fez exame de corpo de delito, mas o resultado ainda não saiu.
Agora, a Polícia Civil tentará localizar o acusado com a ajuda de imagens gravadas por câmeras instaladas dentro do ônibus. Ele é mulato, tem cerca de 1,60 metro de altura, uma cicatriz no braço direito, usava blusa vermelha e calça e seu cabelo era raspado.
Imagens de ônibus foram entregues à polícia
Nas imagens fornecidas pela empresa de ônibus à Polícia Civil, é possível ver o momento em que o homem entra no ônibus, com um copo na mão. A trocadora, que estava sentada na primeira cadeira do veículo, nesse momento vai até a roleta com ele.
Por meio da assessoria de imprensa da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor), a Viação São Silvestre informou apenas que registou o caso na delegacia e entregou as imagens gravadas para ajudar nas investigações. O delegado pediu às pessoas que tenham informações sobre o suspeito que entrem em contato com a 15ª DP, pelo telefone 2332-2905, ou com o Disque-Denúncia (2253-1177). Caso o acusado seja preso e condenado, a pena pode chegar a dez anos de reclusão.

Nicole Bahls prova que sempre foi fã de biquínis minúsculos e com babadinhos

 
A paixão por biquínis minúsculos de Nicole Balhs não começou de hoje. A ex-Panicat mostrou no Twitter uma foto pequenina já com o mini-adereço. “Eu de biquine (sic) de babadinho desde pequena rs aguenta kkkk”, escreveu a bela.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Supremo aprova Lei da Ficha Limpa a partir das eleições de 2012

Por 7 votos a 4, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira (16) que a Lei da Ficha Limpa é constitucional e valerá a partir das eleições municipais deste ano. Com isso, não disputarão eleições por pelo menos oito anos vários políticos brasileiros que renunciaram ao cargo ou foram condenados por órgãos colegiados da Justiça.
A principal polêmica era se os condenados em segunda instância na Justiça poderiam disputar eleições. Os defensores da ideia advogaram que impossibilidade de candidatura não é pena, e sim pré-requisito. Nesse grupo ficaram o relator, Luiz Fux, Joaquim Barbosa, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio de Mello.

Os críticos afirmaram que a Ficha Limpa anularia a presunção da inocência até o julgamento final. Nesse grupo, ficaram Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Celso de Mello e o presidente da Corte, Cezar Peluso.

"A lei é um avanço. Nossas diferenças são contingenciais", disse Peluso ao fim da sessão.
Nesta quinta-feira (16), os ministros Marco Aurélio de Mello, Ricardo Lewandowski e Carlos Ayres Britto se somaram a Luiz Fux, Joaquim Barbosa, Rosa Weber e Cármen Lúcia na defesa do mecanismo que barra candidatos condenados por órgãos colegiados da Justiça. Celso de Mello e Gilmar Mendes divergiram do relator e se juntaram a Dias Toffoli, alegando que a presunção de inocência até o julgamento final é afetada pela lei.
Sergio Lima/Folhapress
Uma pessoa que desfila pela passarela quase inteira do Código Penal, ou da Lei de Improbidade Administrativa, pode se apresentar como candidato?
Ministro Ayres Britto
No voto decisivo, o ministro Ayres Britto afirmou que a Lei da Ficha Limpa "está em total compatibilidade" com preceitos constitucionais. Segundo ele, a Constituição brasileira deveria ser mais dura no combate à imoralidade e à improbidade. “Porque a nossa história não é boa. Muito pelo contrário, a nossa história é ruim”, disse. Para o vice-presidente da Corte, o mecanismo visa "mudar uma cultura perniciosa, deletéria, de maltrato, de malversação da coisa pública, para implantar no país o que se poderia chamar de qualidade de vida política, pela melhor seleção, pela melhor escolha dos candidatos, candidatos respeitáveis”.

Crítico da aplicação da lei nas eleições de 2010, o ministro Marco Aurélio mudou de ideia e acompanhou a maioria vencedora até o momento, mas não admitiu a aplicação da lei para candidatos que seriam barrados por fatos acontecidos antes da aprovação da lei. "Vamos consertar o Brasil de forma prospectiva, não de forma retroativa", disse.

O ministro Lewandowski, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), repetiu que a exigência de moralidade na vida pública deve se sobrepor ao direito individual de ser considerado inocente até palavra final da Justiça. “Nós estamos diante de uma ponderação de valores, temos dois valores de natureza constitucional de mesmo nivel”, disse.

Outros votos

No primeiro julgamento, por 6 a 5, o Supremo decidiu que a medida não era aplicável à votação de 2010 por ter sido sancionada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva menos de um ano antes do pleito –o que é vedado pela legislação eleitoral. Desta vez, ao contrário do que ocorreu no início de 2011, Fux votou a favor da aplicação. Weber, que substituiu outra defensora da lei no primeiro julgamento, a ex-ministra Ellen Gracie, também deu seu apoio.

O Supremo voltou a discutir o assunto após pedido de vista do ministro Dias Toffoli, feito em dezembro. Os três processos que colocaram a vigência da lei em dúvida começaram a ser debatidos em novembro de 2011. O primeiro de dois pedidos de vista foi feito por Barbosa, sob a justificativa de que a Corte ainda estava desfalcada de um ministro após a saída de Ellen. Weber só tomou posse neste ano.

Levada ao Congresso por iniciativa popular, a lei pesou sobre vários candidatos nas eleições de 2010. O mecanismo prevê inelegibilidade para políticos condenados na Justiça, mesmo sem decisão final, e para os que renunciaram ao cargo para escaparem de cassações. Foram os casos do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC) e dos senadores Jader Barbalho (PMDB-PA) e João Capiberibe (PSB-AP), entre outros.

Histórico

No voto mais esperado do julgamento, a ministra Rosa Weber afirmou que não há empecilho para que um candidato se torne inelegível antes de ser condenado de forma definitiva –exatamente conforme o mecanismo prevê. “A Lei da Ficha Limpa foi gestada no ventre moralizante da sociedade que está agora a exigir dos poderes instituídos um basta”, afirmou. “Inelegibilidade não é pena. E aqui o foco é a proteção da legitimidade das eleições e da soberania popular.”

Primeiro ministro a votar contra a iniciativa, Dias Toffoli afirmou que a lei da Ficha Limpa tem a “pior redação legislativa dos últimos tempos”. Foi acompanhado por comentários enfáticos de Gilmar Mendes. “A Corte pode decidir contra a opinião popular. Se não faríamos plebiscito toda hora e alteraríamos a Constituição. A pena de morte seria aprovada. O modelo contramajoritário serve para defender o indivíduo de si mesmo”, disse.

Em seu relatório, lido no ano passado, Fux considerou problemática a aplicação da lei para casos de renúncia com objetivo de evitar cassações, mas admitiu que condenações em órgãos colegiados servem para barrar candidaturas. Depois de pedir vistas, o ministro Joaquim Barbosa endossou o abandono de cargo como critério --esse voto e o do relator ainda dividem o apoio dos defensores da Lei da Ficha Limpa.

Tanto os defensores do mecanismo como Toffoli concordaram em um ponto: a lei não fere o princípio da irretroabilidade --que proíbe imputar crime a fatos ocorridos antes da confecção de uma determinada lei. Divergiu nesse ponto o ministro Marco Aurélio.

Ronaldinho se perde de seguranças em desembarque do Fla e não escapa de assédio

A cena já é comum: por onde passa com a delegação do Flamengo, Ronaldinho Gaúcho é cercado por seguranças particulares e do clube, que nem sequer permitem um rápido cumprimento do ídolo aos inúmeros fãs que o aguardam. Nesta quinta-feira, no entanto, durante o desembarque do time no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o craque se perdeu dos seus guarda-costas e não escapou do assédio no retorno do rubro-negro à capital carioca.

Ronaldinho é alvo de cusparada e isqueiro no empate do Fla na Libertadores; assista

  • AP Photo Ronaldinho Gaúcho foi eleito o inimigo número 1 da torcida do Lanús, rival do Flamengo no empate por 1 a 1, nesta quarta-feira, pela Copa Libertadores. Em um escanteio rubro-negro, um garoto, de camisa vermelha, localizado perto da bandeirinha de escanteio, tentou atingir o meia-atacante com cusparadas. Quando a câmera mostra a bola, é possível ver que um isqueiro jogado no craque
Em função de uma nova regulamentação da Infraero, que impede que carros de passeio fiquem aguardando passageiros na saída do aeroporto, os seguranças de Ronaldo tiveram que deixar o local previamente combinado para buscá-lo e não conseguiram avisar ao craque.
Sem saber o que fazer e preocupado com o assédio, Gaúcho saiu andando pelo aeroporto para despistar fãs e imprensa e evitar um tumulto ao seu redor, algo que não conseguiu. Em seguida, seus seguranças chegaram e Ronaldo embarcou rapidamente no carro particular para deixar o local.
Antes disso, o craque conversou rapidamente com alguns jornalistas e mudou o discurso adotado após o empate em 1 a 1 com o Lanús, na última quarta-feira, em Buenos Aires, na estreia da fase de grupos da Taça Libertadores.
Desta vez, Ronaldinho reconheceu que o resultado não foi bom para o rubro-negro. "Um empate nunca pode ser comemorado, independente das circunstâncias. Isso aqui é Flamengo, temos que entrar sempre para vencer", disse rapidamente o jogador.
Após a chegada ao Rio na tarde desta quinta, os atletas foram liberados e se reapresentarão na manhã desta sexta, às 10h. Após o treino no CT Ninho do Urubu, em Vargem Grande, zona oeste da cidade, os rubro-negros seguem para Volta Redonda. O Flamengo enfrenta o Resende no sábado, às 16h20, pela última e decisiva rodada da Taça Guanabara.

O julgamento dia a dia

O primeiro dia de julgamento durou pouco mais de nove horas e foi encerrado às 20h de segunda-feira (13). As quatro testemunhas que prestaram depoimento confirmaram que Lindemberg fazia ameaças de morte durante o cárcere privado. O testemunho mais esperado do dia era o da amiga de Eloá, Nayara Rodrigues, que foi feita refém junto com a jovem. Nayara pediu que Lindemberg fosse retirado da sala enquanto ela falasse.

Outros dois amigos de Eloá, que também foram mantidos reféns, afirmaram que Lindemberg os ameaçava de morte. "Ele dizia que ia fazer uma besteira", disse Victor Lopes de Campos respondendo às perguntas da promotora Daniela Hashimoto. Já Iago Oliveira afirmou que "ele ameaçava a Eloá a toda hora, e dizia que ela não ia sair viva de lá: ou ele ia matar todo mundo e se matar, ou matar a Eloá e se matar".
O sargento Atos Antonio Valeriano, policial militar que iniciou o trabalho de negociação com Lindemberg, disse que o jovem estava nervoso e dizia que “ia matar os quatro” e depois ameaçava também se matar.

Versão do réu

Lindemberg assumiu na quarta-feira (15) que atirou em Eloá, mas negou que tenha planejado a morte da vítima. Foi a primeira vez que ele falou sobre o caso. "Quando a polícia invadiu, a Eloá fez menção de levantar e eu, sem pensar, atirei [contra ela]. Foi tudo muito rápido. Pensei que ela fosse pegar minha arma", afirmou. A fala contrariou a versão dos policiais, que alegam ter invadido o local apenas quando ouviram um disparo.
O réu também negou que tenha disparado contra um policial que participava das negociações e que tenha feito os amigos de Eloá reféns --eles teriam ficado por opção, segundo Lindemberg.
Lindemberg disse ainda que não estava planejando atirar em Eloá. A versão, porém, foi contestada por muitas testemunhas: "Ele ameaçava a Eloá a toda hora, e dizia que ela não ia sair viva de lá”, afirmou Iago Oliveira; "Ele dizia que ia fazer uma besteira", relatou Victor Campos; "[Ele disse:] vou matar os quatro e depois vou me matar", citou o sargento Atos Antonio Valeriano; “Eloá dizia o tempo todo que sabia que ia morrer”, lembrou Nayara.
O réu, contudo, disse que as falas eram um “blefe”: "Muita coisa que eu disse foi blefe para manter a polícia longe do local", alegou. "Eu estava muito nervoso e tomei atitudes impensadas. Atirei para o chão para manter a polícia longe do apartamento."
Lindemberg afirmou que ficou com medo da chegada da polícia. "Quando a polícia chegou, fiquei apavorado. Não sabia o que fazer", relatou. "Só não saímos pois tínhamos medo da reação da polícia".
O réu reiterou que não confiava no trabalho da polícia. "Eu não tinha confiança na polícia, até pelo que aconteceu naquele ônibus do Rio de Janeiro [o sequestro do ônibus 174, em 2000, terminou com a morte de uma refém]. Então uma delas [Eloá ou Nayara] deu a ideia de que seria mais confiável falar com a imprensa do que com a polícia", afirmou, justificando o fato de ter dado entrevistas durante o cárcere.
Sobre os relatos das testemunhas de que Lindemberg teria batido em Eloá durante o cárcere, ele negou, dizendo que apenas a empurrou no sofá quando ela tentou pegar sua arma. Já sobre as manchas roxas vistas pelo corpo da vítima, ele minimizou: "Quando a Eloá ficava nervosa, apareciam manchas no corpo dela".
O réu disse ainda que chegou a encarar o cárcere como uma "brincadeira". "Infelizmente foi uma vida que se foi, mas em alguns momentos levamos aquela situação como se fosse uma brincadeira", disse. "Havia momentos em que eu, a Eloá e a Nayara não levávamos aquilo a sério. A Eloá chegou a fazer uma sobremesa para nós.”

Linha de defesa

A advogada de Lindemberg, Ana Lúcia Assad, pediu que seu cliente fosse condenado por homicídio culposo (sem intenção de matar) no caso de Eloá. "Não vou pedir a absolvição dele [Lindemberg]. Ele errou, tomou as decisões erradas e deve pagar por isso, mas na medida do que ele efetivamente fez", disse a advogada. "Peço que os senhores condenem Lindemberg por homicídio culposo. Ele pediu perdão e sofre com a morte de Eloá. Peço que reconheçam a confissão espontânea", disse.
Na quarta-feira (15), o réu deu seu depoimento e confessou que atirou em Eloá, mas negou que tenha planejado a morte da vítima --o tiro teria sido dado após ele tomar um susto com a invasão policial. Ele confessou que fez Eloá como refém.
Sobre Nayara, a advogada pediu a tese de lesão corporal culposa, e sobre o sargento, a defesa nega a tentativa de homicídio. O réu confessou os disparos dos tiros, mas negou que tenha feito os três amigos de Eloá como reféns.
A defensora tentou mostrar que Lindemberg não poderia ser culpado sozinho pelo fim trágico do cárcere: segundo ela, os policiais que participaram da ação e a imprensa tiveram sua parcela de culpa. “Ele não é bandido, não é marginal. Não pode pagar a conta sozinho pelo erro de alguns membros da imprensa, de alguns policiais. (...) Quanto mais Ibope se dava àquilo, mais a situação se inflamava. Eles 'curtiram' a repercussão (...).”
Em outro momento, Assad disse: "a Sonia Abrão e a Rede TV! sabem que têm responsabilidade". A apresentadora, que a certa altura do cerco policial, entrevistou Lindemberg por telefone por mais de 20 minutos, comentou o caso na terça-feira (14): “Em momento algum me portei como negociadora. Como apaziguadora, talvez.
A advogada também contradisse seu cliente durante sua fala: ela afirmou, por exemplo, que o tiro em Nayara Rodrigues foi dado após um susto. “Ele não desejou e não tentou matar Nayara. Ele se assustou e atirou. Peço que reconheçam um crime de lesão corporal culposa.” Lindemberg, contudo, disse ontem que não se lembrava de ter atirado na segunda refém: "Não posso dizer se atirei ou não na Nayara. Eu não me lembro".

Linha de acusação

A promotora Daniela Hashimoto defendeu que Lindemberg já sabia o que iria fazer quando foi à casa de Eloá, e que não há dúvida de que o tiro que a matou partiu da arma do réu. Segundo a promotora, "Eloá era apenas um objeto nas mãos de Lindemberg. Ele tinha ódio dela".
A promotora também afirmou que o réu mentiu ao falar que os demais reféns poderiam deixar a casa quando quisessem.
Hashimoto disse ainda que Lindemberg atirou contra Nayara. "A perícia comprovou que a Nayara foi atingida por um projétil de calibre 32. Só o Lindemberg tinha essa arma no dia dos fatos.”
Antes da exposição da tese da promotora, o advogado José Beraldo, assistente de acusação, afirmou que Lindemberg premeditou o crime. “Vamos mostrar que o passado dele não é bom e que ele sequer teve um momento de arrependimento.”
O advogado disse que a perícia mostrou que o tiro que matou Eloá foi de execução, de cima para baixo e a poucos centímetros de distância. “Foi um tiro na cabeça de Eloá e um na parte íntima [virilha] dela.”
Beraldo também disse não acreditar no pedido de desculpas feito por Lindemberg à mãe da vítima. “Aquele pedido de perdão foi uma ameaça, foi um recado [à família de Eloá]. Uma ameaça que fala: ‘Perdeu? Pode perder mais”, declarou.

Análise da pena

Na avaliação do advogado criminalista e juiz aposentado, Luiz Flávio Gomes, a condenação foi “bastante rigorosa”. “As penas foram bastante rigorosas, fora dos padrões. Não é a praxe do Judiciário”, afirmou Gomes, que também foi promotor e delegado de polícia.
De acordo com o advogado, a condenação não permitirá que Lindemberg progrida do regime fechado para o semiaberto. O Código Penal permite aos condenados progressão de regime após cumprir dois quintos da pena para crimes hediondos e um sexto para outros delitos. Lindemberg foi condenado a 12 crimes, que totalizaram uma pena de 98 anos e dez meses, além de 1.320 dias/multa.
“Pelos cálculos, ele ficará detido, no mínimo, 30 anos e meio antes de progredir para o semiaberto. Nesse caso, ele ficará preso 30 anos [pena máxima no Brasil] não terá progressão de regime”, afirma Gomes.

Sentença

Ao ler sua sentença, a juíza Milena Dias disse que o réu agiu com frieza e de forma premeditada, "com orgulho e egoísmo", citando que os crimes foram uma "barbárie" e causaram "angústia dos familiares". "Lindemberg teve uma bárbara e cruel intenção criminosa", alegou. "O réu agiu com frieza, premeditadamente, em razão de orgulho e egoísmo, [e por considerar que] Eloá não poderia terminar o relacionamento amoroso."
A magistrada também afirmou que Lindemberg causou transtornos a sociedade, além de causar grande comoção na população. "Ele teve uma conduta que extrapola o dolo normal", afirmou.
"Durante a barbárie, o réu deu-se ao trabalho de dar entrevista para emissoras, demonstrando seu comportamento audacioso e frieza assustadores. O réu chegou a pendurar uma camiseta de time de futebol na janela da residência invadida", completou. Ao fim da leitura da pena, a promotora do caso pediu que o réu responda ainda por porte ilegal de arma.
A juíza disse ainda que encaminhou ao Ministério Público uma denúncia contra a advogada de Lindemberg, Ana Lúcia Assad, por ela supostamente ter cometido um crime contra a honra ao afirmar, durante o júri, que a magistrada precisava voltar a estudar.

Lindemberg é condenado a pena de 98 anos e dez meses pela morte de Eloá e mais 11 crimes

Lindemberg Alves está sendo julgado desde a segunda-feira (13), três anos após a morte de Eloá
  • Lindemberg Alves está sendo julgado desde a segunda-feira (13), três anos após a morte de Eloá
Lindemberg Alves, 25, foi condenado nesta quinta-feira (16) pela morte de sua ex-namorada Eloá Pimentel, 15, após quatro dias de julgamento no fórum de Santo André (ABC paulista). A jovem foi feita refém por cerca de cem horas em outubro de 2008 em seu apartamento, localizado em um conjunto habitacional na periferia do município paulista. O crime considerado é o de homicídio doloso duplamente qualificado.
O réu também foi condenado por mais 11 crimes: duas tentativas de homicídio (contra a amiga de Eloá, Nayara Rodrigues, e contra o sargento Atos Valeriano, que participou das negociações), cinco cárceres privados (de Eloá, e três amigos:  Iago Oliveira e Victor Campos, e duas vezes por Nayara, que foi liberada e retornou ao cativeiro) e disparos de arma de fogo (foram feitos quatro).
A pena proferida pela juíza Milena Dias foi de 98 anos e dez meses de reclusão, em regime inicialmente fechado --ele não poderá recorrer em liberdade. O réu, entretanto, não pode ficar preso por mais de 30 anos, de acordo com a lei brasileira. Lindemberg ouviu a sentença de cabeça baixa. Além da prisão, foi decretada uma multa de 1.320 dias/multa.
A ação começou no dia 13 de outubro de 2008. Junto com Eloá, foram feitos reféns os amigos dela que estavam reunidos para fazer um trabalho de escola: Iago Oliveira e Victor Campos foram liberados no primeiro dia de cárcere; e Nayara Rodrigues foi liberada no segundo dia, mas retornou ao cativeiro.
A ação terminou no quinto dia, quando policiais militares do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais), que negociavam a liberação das reféns, invadiram o apartamento, afirmando ter ouvido um estampido do local. Em seguida, foram ouvidos mais tiros: dois deles atingiram Eloá, um na cabeça e outro na virilha, e outro atingiu o nariz de Nayara. Eloá morreu horas depois; Nayara foi levada para o hospital e sobreviveu. Lindemberg, sem ferimentos, está preso desde então.
O júri começou na última segunda-feira (13) e ouviu ao todo 13 testemunhas nos quatro dias de julgamento, entre familiares da vítima, os amigos que foram feitos reféns e policiais que participaram da ação.
A advogada de defesa, Ana Lúcia Assad, já afirmou que pediu a nulidade absoluta do julgamento.

Após festa, Yuri e Laisa transam no Quarto do Líder


Reprodução/ TV Globo

Nessa hora, edição cortou a câmera e focou nos participantes que se divertiam na pista dança na festa patrocinada por uma marca de refrigerante.
Quando as câmeras voltaram a focalizar o Quarto do Líder, parecia que a dupla já havia feito o serviço. Apenas parecia. De repente, o que se viu foi uma movimentação intensa embaixo do edredom, fortes gemidos e o barulho de corpos se batendo. Menos de 30 segundos depois, a edição cortou a imagem.
Quando os brothers voltaram a ser focalizados, ambos já estavam com a cabeça do lado de fora da coberta. “Estou pegando fogo”, disse Yuri.
A estudante de Medicina perguntou se o namorado achou que ia se sentir tão bem no programa. “Deveríamos fazer isso todo dia. Foi simplesmente um sonho", afirmou.
Preocupados se transa teria sido filmada, a dupla pensou em uma desculpa para dar ao apresentador Pedro Bial, caso seja questionada sobre o que teria rolado embaixo do edredom.
“A gente diz estava fingindo”, disse o lutador. Será que a cena irá ao ar na TV aberta?

Após festa, Yuri e Laisa transam no Quarto do Líder


FAMOSIDADES

RIO DE JANEIRO - Desde o suposto estupro envolvendo Monique e Daniel, a direção do “BBB 12” optou por esconder do público as cenas mais quentes desta edição.
No entanto, durante a madrugada desta quinta-feira (16), as câmeras mostraram uma cena de sexo entre Laisa e Yuri embaixo do edredom.
Tudo começou quando o casal resolveu ir dormir mais cedo para aproveitar a última noite de Laisa no Quarto do Líder. A temperatura começou a esquentar quando o lutador começou a fazer uma massagem nas costas da namorada.
O fortão tentou seduzir a morena, que parecia resistir às investidas do rapaz. “Você está pelado? Para com isso”, pediu.
Reprodução/ TV Globo

Passo a Passo do Julgamento da validade da Lei da Ficha Limpa


19h31 - Até o momento, cinco ministros do STF votaram: Barbosa, Fux, Toffoli, Rosa Weber e Carmen Lucia. O placar da decisão está 4×1, sendo de Dias Toffoli o único voto contrário até agora.
19h29 - Cármen Lúcia profere seu voto, afirmando que acompanha integralmente o voto do relator, favorável à Lei da Ficha Limpa em 2012. Ela destacou que teve muito tempo para analisar o caso. Em seguida, Peluso encerra a sessão. O julgamento deve continuar amanhã.
19h20 - Rosa Weber conclui o voto, julgando improcedente ação de inconstitucionalidade. Ela reafirma que acompanha na íntegra o voto do relator.
19h10 - Sobre a inelegibilidade por decisão externa á Justiça, como demissão por processo administrativo, Gilmar Mendes afirma é, “data venia, um absurdo!”. Ele diz que esses órgãos corporativos tem, em geral, características oligárquicas e poderiam usar tal poder para prejudicar adversários.
19h04 - Rosa Weber discorda da análise dos colegas e sugere que possível aplicação inconstitucional da Lei da Ficha Limpa seja avaliada pelo STF caso a caso. Sobre o tema, ela afirma acompanhar o voto de Joaquim Barbosa.
18h47 - Ministros discutem a questão do tempo de inelegibilidade. Para o ministro Gilmar Mendes, a redação da Lei da Ficha Limpa pode criar cassações vitalícias: “pode chegar a cinquenta anos!” O ministro Peluso considera que o texto como está pune quem recorre à decisão colegiada, por acrescentar uma pena após o julgamento definitivo.
18h28 - Weber compara a inelegibilidade à prisão preventiva de suspeito antes de julgamento definitivo. Ela destaca como a presunção de inocência é utilizada de maneiras diferentes em áreas da atividade da Justiça. “Após um julgamento, a presunção da inocência não poderia ter a mesma força do que antes”, com ou sem a decisão definitiva do processo, observa a ministra.
18h22 - Rosa Weber faz uma distinção entre a área penal, em que se deve manter a presunção de inocência para defender o cidadão, e a área eleitoral.
18h12 - Para Rosa Weber, a “inelegibilidade não é pena” e o “foco é a proteção da legitimidade das eleições e soberania popular”. Ela destaca a “repulsa” da sociedade, através da iniciativa popular, da regra vigente antes da Lei da Ficha Limpa.
17h57 - Rosa Weber declarou que vai acompanhar, na íntegra, o voto do relator, favorável à aplicação da Lei da Ficha Limpa nas eleições de 2012.
17h51 - Julgamento é retomado com a leitura do voto da ministra Rosa Weber. A nova ministra se pronuncia pela primeira vez sobre o tema da Lei da Ficha Limpa.
16h58 - Toffoli diz que mantém voto favorável à retroatividade, mas admite a possibilidade de mudar a decisão. Peluso pede suspensão da sessão por 20 minutos.
16h55 - Sobre a retroatividade da Lei da Ficha Limpa, Toffoli diz não ver inconstitucionalidade: “Se a lei pode inovar e criar hipóteses de inelegibilidade onde não existem, porque não pode ser aumentado o tempo de inelegibilidade?”
Gilmar Mendes contesta o argumento e volta a defender as decisões contra majoritárias. “Esta corte tem que defender as minorias.” Para o ministro, a decisão seria a adoção do “casuísmo”. O presidente do STF, Cezar Peluso, também se coloca contra a retroatividade.
16h31 - Toffoli aponta falta de rigor técnico em alínea da Lei da Ficha Limpa que fala sobre divórcio “simulado” para evitar incorrer em situação de inelegibilidade. Ele destaca que “legitimidade” do casamento não poder ser determinada pela Justiça a não ser no que se refere à legalidade do ato, e o mesmo vale para o divórcio.
16h17 - Sobre inelegibilidade de quem que perder cargo por processo administrativo ou judicial, Toffoli reitera crença na necessidade de exaustão dos recursos antes que possa ser aplicada a Ficha Limpa. No entanto, no caso de renúncias às vésperas de processo administrativo ou judicial, o ministro indica que o próprio réu está abdicando a presunção de inocência. Logo, segundo Toffoli, não incorre em inconstitucionalidade.
16h11 - Ele vê “inconstitucionalidade” nos trecho da Lei da Ficha Limpa sobre as decisões proferidas por órgãos colegiados, por “violação ao postulado de presunção de inocência”.
16h10: Toffoli vota contra a aplicação da Lei da Ficha Limpa a candidatos que não tiverem sido condenados em última instância em seus processos e cita necessidade de presunção de inocência.
16h04: Para Dias Toffoli, a própria Lei da Ficha Limpa admite a possibilidade de erros na aplicação da inelegibilidade ao permitir sua suspensão. “É injusta e inconstitucional a aplicação da inelegibilidade antes do trânsito em julgado da decisão judicial. A própria lei atesta a fragilidade da decisão colegiada que fundamentaria a exclusão daquele cidadão do pleito eleitoral.”
15h55: Ministro Celso de Mello lê voto de Ricardo Lewandowski em outra ação: “Um quarto dos impedidos de se candidatar seriam mais tarde reabilitados pelo STF, mas só depois de passadas eleições”.  Lewandowski disse que se manifestou dessa maneira em outro contexto, antes da edição da Lei da Ficha Limpa.
15h51: Gilmar Mendes: “A Lei da Ficha Limpa é um atalho em relação à demora do processo judicial. Sabemos que isso existe. Mas sabemos também que a reversibilidade das decisões é altíssima, inclusive em juízo criminal”.
15h37: Dias Toffoli: “Parece-me questionável o impedimento da candidatura antes do julgamento definitivo da questão”.
15h35: Luiz Fux afirma que STF deve respeitar os anseios populares e Gilmar Mendes reage: “Temos um papel didático-pedagógico, de fazer valer um direito às vezes contra a opinião popular. A população bate palmas para operações policiais abusivas porque em alguns casos diminui a criminalidade. Agora, isso é contra qualquer padrão civilizatório e uma Corte como essa não pode permitir que se avance sobre esses valores.”
15h28: Ricardo Lewandowski: “Nas eleições de 2010, o argumento de que a inelegibilidade se dá a partir da condenação por um órgão colegiado não nos impressionou porque essa lei traz um dispositivo que nos pareceu extraordinariamente razoável e que poderia em tempo hábil corrigir eventual injustiça: o artigo 25 diz que o órgão colegiado do tribunal ao qual couber a apreciação do recurso das decisões colegiadas poderá, em caráter cautelar, suspender a inelegibilidade.”
15h27: Ministros debatem se condenação por turma de desembargadores é suficiente para tornar inelegível um candidato ou se é necessário esgotar todas as possibilidades de recursos.
15h20: Celso de Mello diz que “é preciso banir as pessoas improbas da vida pública, mas há que se respeitar os princípios da Constituição”.
15h16: Gilmar Mendes lembra que texto original da Lei da Ficha Limpa, que depois foi alterado, previa que o candidato ficaria inelegível caso respondesse a processos – mesmo que ainda não tivessem sido julgados.
15h13: Ministro Dias Toffoli diz que Lei da Ficha Limpa é mal redigida: “A redação da lei é reveladora de profunda ausência de compromisso com a boa técnica legislativa. É uma das leis de pior redação legislativa que vi nos últimos tempos. Leis mal redigidas por vezes corrompem o propósito dos legisladores e o próprio direito”. Ele afirma que a inelegibilidade só pode ser aplicada aos candidatos que tiverem sido condenados em última instância, sem possibilidade de recurso.
14h59: Dias Toffoli ressalta que o STF deve levar em conta “o postulado da presunção de inocência”, segundo o qual ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da ação (quando não há mais possibilidade de recurso) e que, na dúvida, o acusado deve ser absolvido.
14h56: Ministro Dias Toffoli compara regulação de candidaturas a restrições econômicas e raciais ao voto observadas no passado no Brasil.
14h55: Para Dias Toffoli, proposta da Lei da Ficha Limpa “refletiu momento de relevante mobilização social” e afirma que STF tem “o desagradável papel de restringir a vontade popular”.
14h50: Dias Toffoli indica que diverge de Luiz Fux e Joaquim Barbosa, que defenderam a aplicação da íntegra da Lei da Ficha Limpa.
14h45: O primeiro a votar é o ministro Dias Toffoli, que discute com o relator, Luiz Fux, o âmbito da análise que deve ser feita pelo STF.
14h42: Ministro Cezar Peluso, presidente do STF, abre a sessão.

STF suspende novamente julgamento da Ficha Limpa

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu novamente nesta quarta-feira, 15, o julgamento que decidirá se a Lei da Ficha Limpa é constitucional e será aplicada nas eleições deste ano. Antes da nova interrupção, o placar da votação estava em 4 votos a favor e 1 contra. O ministro Dias Toffoli e as ministras Rosa Weber e Carmen Lucia apresentaram seus votos, sendo que o primeiro se posicionou contra a validade da Ficha Limpa na eleição deste ano. “É uma das leis de pior redação legislativa que vi nos últimos tempos. Leis mal redigidas por vezes corrompem o propósito dos legisladores e o próprio direito”, disse Toffoli ao anunciar  seu voto.
A ministra Rosa Weber, que subtitui Ellen Gracie na corte, expressou pela primeira vez suas posições sobre o tema da Ficha Limpa. Ela questionou a resistência de Toffoli sobre a aplicação da inelegibilidade, que para Weber “não é pena” e o “foco é a proteção da legitimidade das eleições e soberania popular”. Ao final, a ministra acompanhou o voto do relator, Joaquim Barbosa. Carmen Lucia, que falou em seguida, declarou rapidamente  seu voto, antes da suspensão da sessão, e também apoiou a posição do relator.
O julgamento deve ser retomado nesta quinta-feira, 16. Faltam ainda os votos do presidente do STF, ministro Cezar Peluso, e dos ministros Ricardo Lewandowski, Ayres Britto, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello. A expectativa é de que os ministros, por maioria apertada, decidam que a lei possa impedir a candidatura de políticos condenados pela justiça, mesmo sem o trânsito em julgado da ação, ou que renunciaram aos seus mandatos para fugir de processo de cassação por quebra de decoro.
Pausa. O julgamento já havia sido suspenso no fim do ano passado, quando o ministro Dias Toffoli pediu vista do processo. A sessão recomeça com a leitura do voto de Toffoli. Já votaram Luiz Fux e Joaquim Barbosa, ambos favoráveis à lei.
Nas redes sociais, desde a noite dessa terça-feira, 14, internautas postam milhares de mensagens com a intenção de pressionar o STF pela aprovação da lei.

A 8 meses da eleição, Mariana empossa 5º prefeito desde 2008 Roberto Rodrigues (PTB) assume cidade mineira que cassou Terezinha Ramos terça, a 211º punição nesta legislatura

A menos de oito meses das eleições, a cidade histórica de Mariana, na região central de Minas, assistiu ontem à posse do quinto prefeito desde o pleito de 2008. O vice-prefeito Roberto Rodrigues (PTB) assumiu a vaga da correligionária Terezinha Ramos, cassada pela Câmara Municipal na noite de terça-feira acusada de usar recursos públicos para pagar serviços particulares de um escritório de advocacia.
A comissão processante da Câmara apurou denúncia apresentada pelo engenheiro Marcius Costa Machado, segundo a qual a prefeita pagou R$ 98 mil para o escritório cujo proprietário era sócio de seu advogado particular e ex-procurador do município. O caso já havia sido apurado pelo Ministério Público Estadual, que pediu o afastamento judicial da prefeita, mas os vereadores foram mais rápidos.
O pagamento foi feito para o escritório justamente para defender Terezinha perante a Justiça Eleitoral, que em maio de 2010 cassou a prefeita e o vice por irregularidades na campanha. Em julho do ano passado, os advogados conseguiram liminar para que ela retornasse ao cargo, mas um mandado de segurança manteve como prefeito interino o então presidente da Câmara, Geraldo Sales de Souza (PDT), o Bambu. Um mês depois, porém, Terezinha conseguiu nova decisão favorável e reassumiu o cargo.
Vaivém. O imbróglio no Executivo de Mariana começou em 2009. Terezinha e Rodrigues ficaram em segundo lugar nas eleições. Porém, eles assumiram a prefeitura depois que o vencedor do pleito, Roque Camello (PSDB), e seu vice, José Antunes Vieira (PR), foram cassados pela Justiça Eleitoral em 2009 por compra de votos.
Com a cassação de Terezinha e Rodrigues em maio de 2010, o Executivo passou às mãos do então presidente da Câmara, Raimundo Horta (PMDB), substituído em janeiro de 2011 por Bambu após sua eleição para a presidência do Legislativo. E a confusão pode durar até as vésperas da eleição deste ano, porque a defesa de Terezinha já adiantou que pretende recorrer.
O Estado não conseguiu localizar Terezinha. A reportagem tentou falar com seu advogado, Arthur Magno e Silva Guerra, mas a informação é de que ele estava em reunião e até o fechamento desta edição não houve retorno.

Voto de Rosa Weber praticamente define placar de decisão sobre a Ficha Limpa Caso seja aprovada pelo STF, a nova norma eleitoral deverá ser aplicada na eleição deste ano

A casa esta caindo aos poucos, assim como alguns reinados... E agora Caraguá, o que temos para as proximas eleições?
 O voto da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber favorável à constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa praticamente definiu o placar do julgamento iniciado nesta quarta-feira, 15, e que deve ser retomado na quinta-feira, 18. Rosa Weber se junta a pelo menos cinco ministros que em julgamentos anteriores já haviam se manifestado pela constitucionalidade da lei que veda a candidatura de políticos condenados por órgãos colegiados e daqueles que renunciam para fugir de processos de cassação.
Com isso, a Lei da Ficha Limpa deverá ser aplicada nas eleições deste ano de forma integral, salvo alguma alteração pontual que pode ser feita até o final do julgamento. A votação foi interrompida ontem quando o placar estava 4 a 1, favorável a declarar a lei constitucional.
Recém empossada no STF, Rosa Weber afirmou em seu voto que a Lei da Ficha Limpa não viola o princípio da presunção de inocência ao tornar inelegíveis políticos condenados judicialmente por órgãos colegiados, como um tribunal de Justiça, mesmo que ainda caiba recurso dessa condenação. Em seu voto, a ministra afirmou que a presunção da inocência está vinculada ao direito penal. Impor restrições em caráter eleitoral a políticos condenados em segunda instância não configuraria violação ao princípio da inocência e garantiria a proteção da coletividade e do estado democrático de direito.
"A Lei da Ficha Limpa foi gestada no ventre moralizante da sociedade brasileira que está agora a exigir dos poderes instituídos um basta", afirmou a ministra em seu voto. O homem público, acrescentou, submete-se a regras mais severas do que o homem comum. "Entendo que esta Corte não deve ser insensível a essas aspirações populares", disse a ministra.
O voto de Rosa Weber vai ao encontro do que já manifestaram publicamente os ministros Luiz Fux, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto e Cármen Lúcia. O ministro Marco Aurélio, que votou em 2011 por adiar para as eleições deste ano a aplicação da Lei da Ficha, deve se juntar a esses ministros, conforme revelou a ministros da Corte.
O ministro Dias Toffoli, que havia pedido vista do julgamento no ano passado, julgou ser inconstitucional barrar a candidatura de políticos condenados em segunda instância, mesmo que ainda possam recorrer da condenação. No entanto, ele entendeu que é legítimo impedir a candidatura de políticos que renunciam para fugir de processos de cassação.

CNJ afasta desembargador do TJ-RJ Acusado de favorecer lobista, Roberto Wider foi punido com aposentadoria compulsória

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu hoje aposentar compulsoriamente o desembargador Roberto Wider, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). A aposentadoria compulsória é a pena máxima na esfera administrativa prevista para magistrados que cometem irregularidades.
Desembargador teria nomeado para cartórios advogados relacionados a lobista - Rafael Wallace/Alerj/Divulgação - 15.07.2008

Desembargador teria nomeado para cartórios advogados relacionados a lobista
Afastado do cargo desde 2010, Wider foi acusado de favorecer um lobista, que era seu amigo. Uma das suspeitas era de que, como corregedor, ele teria nomeado para o comando de cartórios dois advogados que tinham ligação com o lobista.
Autora do voto que prevaleceu no julgamento, a corregedora Eliana Calmon concluiu que houve tráfico de influência. Segundo ela, o desembargador feriu os princípios da legalidade, da impessoalidade e da imparcialidade, que têm de ser cumpridos pelos integrantes do Judiciário.

Quarteto da 'Liga da Justiça' é absolvido de crime contra fiscal de van no Rio Réus voltaram para presídio em MS após o julgamento, que durou mais de 20 horas

O ex-vereador Jerônimo Guimarães, o "Jerominho", o irmão dele, ex-deputado estadual Natalino Guimarães, o filho deste, Luciano Guinâncio Guimarães, e Leandro Paixão Viegas, o "Leandrinho Quebra-Ossos" foram absolvidos da acusação de tentativa de homicídios no julgamento, de mais de 20 horas, encerrado na madrugada desta quinta-feira, 16, no Tribunal de Júri do Rio. O júri popular, por quatro votos a três, entendeu que os réus são inocentes.
O quarteto, acusado de integrar a "Liga da Justiça", a principal milícia de atuação na zona oeste da capital fluminense, era apontado pela polícia como mandante da tentativa de homicídio, em junho de 2005, contra Marcelo Eduardo dos Santos, fiscal de vans, na zona oeste do Rio, durante disputa por linhas da região. Os quatro foram condenados a 10 anos e seis meses de prisão, em 2009, por formação de quadrilha e bando armado.
Após o julgamento, os quatro réus voltaram para o presídio de segurança máxima em Campo Grande (MS), de onde saíram apenas para serem julgados no Rio.

Evangélicos se organizam em Frente Política - Esta td comprado no meio evangelico....

Os evangélicos da cidade já têm representatividade quanto a discussões políticas no município. Mesmo sem a maioria ter conhecimento, esta sendo formada Associação da Frente Política Evangélica de São Sebastião (Asfrepess).
O presidente da associação, o pastor José Donizetti da Silva procurou a reportagem para revelar a formação da frente e justificou a necessidade da representação em razão do número de evangélicos sebastianenses. “Hoje somos 25 mil evangélicos. Isso corresponde a cerca de 30% da população”, afirma o presidente. Apesar da associação estar ainda se formalizando, Donizetti garante que já existem cerca de 300 interessados na proposta. Desses existem 17 pastores que dão aval a ação.
“Já temos problema para se reunir”, conta Donizetti ao se referir à falta de espaço em comércio local, frente ao número de interessados na associação, que dará entrada em cartório nesta semana. “Estaremos protocolando o estatuto em cartório e daqui uns 20 dias estará oficialmente formada a associação”, conta.
De acordo com a diretoria, que conta com o pastor Vladimir Carlos Silva Gouvêa como vice-presidente, a associação surge da necessidade de expressão da identidade do segmento nos aspectos políticos e administrativos da cidade. Além do fato de não haver nenhuma associação que represente politicamente os evangélicos, principalmente daqueles que se envolvem na corrida eleitoral. O foco do trabalho será o eleitor e a eleição de candidatos evangélicos. Donizetti cita ex-políticos que representaram o segmento, como o vereador por quatro vezes, Joel de Matos, além de Marcos Fully e Marcos Leopoldino. “Se a associação existisse na época deles, teriam ascensão política enorme”, garante o presidente da frente. “É um trabalho de conscientização da grandeza que nós somos”, avalia.
Ele revela que formar a associação em 2012 é estratégico. “Por ser ano eleitoral é uma oportunidade para chamar a atenção. Agora é o momento”. Além de revelar a pretensão em apoiar até quatro candidatos a vereança local. Para Donizetti a associação terá um futuro próspero. “Somos um volume grande. Podemos até fazer um prefeito em São Sebastião”, aspira.
Perguntado se não seria arriscada a ligação Igreja-Estado, Donizetti diz que não, por existir leis que protegem os limites tanto da Igreja quanto do Estado. “Não concordo com a política na igreja, mas sou a favor da igreja na política. Pois, chegou a hora e vez de termos a vez e a voz”, afirma.
O vice-presidente conta que a associação foi criada inspirada nos trabalhos da bancada evangélica no Senado Federal. E a recém associação política evangélica de São Sebastião já tem o primeiro compromisso marcado para representar o segmento. Hoje, a Asfrepess participará de um café da manhã em Caraguá, entre pastores, promovido pela Comissão Evangélica do PSDB.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Shei Atkins - Temptation

Pastor lamenta a morte de Whitney Houston e rapper pede oração pela cantora no Grammy

Pastor lamenta a morte de Whitney Houston e rapper pede oração pela cantora no Grammy A cantora Whitney Houston, que foi encontrada morta em seu apartamento no último dia 11, foi uma das artistas de maior sucesso em todo mundo. Houston começou a cantar quando criança no coral da Igreja New Hope, em Newark, no estado de New Jersey, EUA.
O pastor da igreja, Joe A. Carter, lamentou durante seu sermão no culto do último domingo a morte da ex-fiel. “Nossos corações estão partidos”, disse o religioso aos presentes, entre os quais, segundo a revista People, haviam muitos fãs da cantora. “Nunca vou esquecer-me dela, aqui em pé na igreja, de ouvi-la cantando os louvores de Jesus Cristo”, completou Carter.
Whitney foi considerada um dos maiores ícones da musica pop e emplacou inúmeros sucessos, como os hits românticos I Have Nothing e I Will Always Love You.
A cantora chegou a entrar no livro do recordes por causa dos diversos prêmios que ganhou. Foram dois Emmy Awards, seis Grammy, 30 Billboard Music Awards, 22 American Music Awards, entre outros prêmios. No total a cantora conquistou 415 troféus.
No domingo (12), dia seguinte ao falecimento da cantora, aconteceu também a cerimônia do 54º Grammy, onde Whitney Houston foi lembrada e homenageada diversas vezes. De acordo com o The Christian Post um dos momentos mais emocionantes da noite foi quando o rapper LL Coo pediu a todos os presentes na plateia que fizessem uma oração pela cantora.
Ela foi homenageada também por Jennifer Hudson, que fez uma emocionante interpretação de I Will Always Love You.

Casos de pedofilia envolvendo clérigos já custaram US$ 2 bilhões para a Igreja Católica

Casos de pedofilia envolvendo clérigos já custaram US$ 2 bilhões para a Igreja Católica
Durante o simpósio organizado pelo Vaticano para discutir os escândalos de clérigos pedófilos, realizado na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, dois especialistas falaram das consequências psicológicas e emocionais que os abusos causam a suas vítimas e comentaram também o enorme prejuízo financeiro que a igreja sofre por causa dos crimes de pedofilia cometidos pelos seus clérigos.
De acordo com Michael Bemi, do National Catholic Risk Retention Group, de Vermont, e Patricia Neal, diretora do programa de proteção de crianças VIRTUS, não é possível avaliar a enorme extensão dos danos psicológicos, emocionais e sexuais causados às vítimas desses casos de pedofilia. Mas afirmam que os escândalos causaram “profundas consequências negativas” à Igreja Católica.
Entre esses impactos negativos a dupla de especialistas mencionou os cerca de US$ 2 bilhões pagos nos acordos estabelecidos durante os processos das vítimas contra as dioceses, em julgamentos, assessorias legais, tratamentos para as vítimas e acompanhamento dos agressores, entre outros gastos.
Bemi e Neal frisaram que os escândalos sexuais, custaram uma enorme quantidade de dinheiro, que podia ser destinado à construção de hospitais, escolas, seminários e igrejas. Além disso, lembraram das doenças e transtornos causados às milhares de vítimas.
Segundo a agência Efe não existem estudos exatos sobre o número de pessoas que foram abusadas sexualmente por sacerdotes católicos em todo o mundo, mas que existem estimativas que apontam que, apenas nos Estados Unidos são mais de 100 mil vítimas.
O promotor do Vaticano, Charles Scicluna, ressaltou ainda a importância de a igreja não aplicar a “lei do silêncio” a esses casos. “É essencial essa cooperação. O abuso sexual a menores não é só um delito canônico, se trata também de um delito previsto no Direito Civil”, afirmou.

Suzana Pires é homenageada na Viradouro


FAMOSIDADES
Suzana Pires foi homenageada na quadra da Viradouro na noite de terça-feira (14). A atriz foi eleita Madrinha da Boneca G, concurso que elegeu a transformista de maior destaque na escola
Anderson Borde / AgNews

A morena recebeu a faixa das mãos da companheira de "Fina Estampa" Monique Alfradique, Rainha de Bateria da vermelho e branco de Niterói

Hugh Hefner e suas coelhinhas confirmam presença no Espaço Devassa

FAMOSIDADES

RIO DE JANEIRO – Depois de Paris Hilton e Sandy, a Devassa decidiu ousar e chamou um verdadeiro conhecedor das mulheres para escolher a próxima garota propaganda da marca.
Hugh Hefner, fundador da “Playboy”, virá para o Brasil dar sua opinião e, claro, aproveitar a viagem para cair no samba.
O nome do empresário foi revelado na manhã desta terça-feira (14), no Rio de Janeiro.

Prevenção da violência na primeira infância

A primeira infância (0 a 6 anos), é um período importante para ao desenvolvimento do individuo e lança as bases fundamentais para as aprendizagens posteriores. A definição para os alicerces da estrutura física e intelectual, base para da vida adulta, se define neste período, mas variam de acordo com as características individuais, de gênero, condições de vida, organização familiar, cuidados proporcionados e sistemas educacionais. Assim a primeira infância é uma fase de atenção constante no condizente a proteção e cuidados tais como a alimentação adequada, medidas de saúde e o amparo dos pais.

A UNESCO, em estudo recente, sobre serviços para a primeira infância no Brasil, mostra que estes são deficitários. Só para exemplificar: investimentos desiguais na educação da primeira infância ao redor do país, a falta de padrões de cuidado claramente definidos e estabelecidos, treinamento para professores e profissionais que atuam com a primeira infância inconsistente e desigual, entre outros. Assim, ao se apresentarem subdesenvolvidos, resultam em definições irreversíveis na vida adulta.

A Constituição Federal, no seu artigo 227, e o Estatuto da Criança e do adolescente, no seu artigo 4º, determinam que a criança e o adolescente devem ser prioridades absolutas.
Na primeira infância as crianças adquirem habilidades motoras, cognitivas e de linguagem. Até os quatro anos de idade a criança já alcançou grande parte do potencial mental que terá quando adulto. É nesse período que os cuidados e as influências afetivas e sócio-culturais ganham grande valor para que as crianças cresçam e se tornem pessoas também promotoras da paz.

No entanto as estatísticas brasileiras sobre a infância e adolescência, ainda mostram a urgência de ações sociais para garantia dos direitos da infância e da juventude, principalmente no tocante à criança de até 6 anos. De acordo com o relatório "Situação da Infância Brasileira”, lançado pelo UNICEF em dezembro de 2005, a principal causa da mortalidade infantil hoje no País é neonatal, ou seja, a
maior parte dos óbitos se concentra no primeiro mês de vida, o que evidencia a importância dos fatores ligados à gestação, ao parto e ao pós-parto.

Cerca de 11% da população do País é formada por meninos e meninas entre 0 e 6 anos. Segundo a Síntese dos Indicadores Sociais 2007- Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira - IBGE, eles são quase 21 milhões, que passam por uma das fases mais importantes do desenvolvimento humano: a primeira infância. Mostra também apenas 7,4% das crianças das famílias mais pobres freqüentavam creche. Se considerarmos as famílias com rendimento mensal per capita de mais de 3 salários mínimos, o acesso à creche e ao pré-escolar cresce para 40,7% das crianças. Embora ainda reduzido, o percentual de crianças nas creches dobrou em 10 anos já que em 1996 era de 7,4%. Quanto ao acesso das crianças de 4 a 6 anos das famílias mais pobres à pré-escola, o percentual era de 68,1%, enquanto nas famílias com mais de 3 salários mínimos mensais per capita, o acesso estava praticamente universalizado, ficando em torno de 95%, em todas as regiões.

É na primeira infância que os seres humanos estão mais dependentes dos relacionamentos com os demais. Disso depende a sua sobrevivência, estabilidade emocional e desenvolvimento cognitivo. A falta de nutrição adequada e cuidados apropriados podem ter conseqüências irreversíveis.


Os programas direcionados para a primeira infância constituem uma forma de garantir os direitos das crianças pequenas, devem proporcionar a melhoria do seu bem-estar e desenvolvimento em todos os aspectos. Os benefícios imediatos e de longo prazo fazem desses programas uma estratégia eficaz, em função de seus custos, para a redução da pobreza e compensação das desvantagens. Têm que integrar as atividades às necessidades das crianças pequenas provenientes de contextos diversos. Nos primeiros anos de vida da criança deve-se proporcionar apoio também à família. Não se pode uniformizar os modelos de programas em todos os lugares. Para começar, as práticas parentais diferem em todo o mundo. É importante que os programas para a primeira infância reconheçam essas diferenças e assegurem que sejam relevantes para o local onde a infância está inserida e os grupos para os quais estão destinados.

As crianças portadoras do HIV sofrem de doenças infantis comuns com mais freqüência do que outras crianças, com maior intensidade e normalmente com menos resposta a medicamentos. Enfermidades que são raramente fatais em crianças saudáveis causam alta mortalidade nas portadoras de HIV. Sem acesso à terapia anti-retroviral, o progresso da doença é rápido: 45% das crianças infectadas morrem antes dos dois anos. Para reduzir o impacto da infecção pelo HIV nas crianças, é necessário um diagnóstico precoce. Boa nutrição, imunizações apropriadas e terapia medicamentosa para as infecções comuns da infância são vitais.

No que toca a violência direcionada à infância, o Brasil já desenvolve políticas públicas para atacar o problema. Falta, porém, o cumprimento mais efetivo de metas estabelecidas. É salutar desenvolver ações voltadas principalmente para as famílias, escolas e outros profissionais que lidam com a infância, de maneira que a sociedade seja preparada para compreender amplamente o especial processo de desenvolvimento de crianças e adolescentes e os inúmeros fatores capazes de expô-los a qualquer tipo de violência.

No dia 18 de setembro foi sancionada pelo Presidente da República a Lei nº 11.523, que instituiu a Semana Nacional de Prevenção da Violência na Primeira Infância, a ser celebrada sempre entre os dias 12 e 18 de outubro. O objetivo é conscientizar a população brasileira sobre a importância do período entre 0 (zero) e 6 (seis) anos para a formação das pessoas.

É preciso conhecer o problema e trabalhar de forma articulada com outros atores sociais. Assim o Posto de Puericultura Suzanne Jacob, cumprindo sua missão institucional, elaborou o Seminário sobre Prevenção da Violência na Primeira Infância com o intuito de fomentar a discussão sobre a importância da idade entre 0 (zero) e 6 (seis) anos para a formação da criança, realizado no auditório da UESPI. Teve como objetivo, também, discutir o papel essencial que a qualidade afetiva dos cuidados oferecidos ao bebê e à criança na primeira infância têm no desenvolvimento futuro do indivíduo em relação à violência, à possibilidade de reagir adequadamente às frustrações, no desenvolvimento da cultura de paz e na resolução pacífica de conflitos.

No referido seminário o PPSJ chamou a atenção para a necessidade de melhorar a atenção ao pré-natal, ao parto e ao período imediatamente após o nascimento, os indicadores de maus tratos físicos nas crianças; os fatores que contribuem para manter o silêncio em torno da violência direcionada à infância, conhecimento das competências e ações da Justiça da Infância e da Juventude e o entendimento dos oito objetivos de desenvolvimento do milênio com relação à infância e a proteção a esta.

A importância dos grupos

Com o aumento da população idosa, estes passaram a conviver muito em grupos, para saírem do isolamento e assim afastarem as tristezas tão características desta fase, na qual nutrem muitas vezes sentimentos de desvalia, de abandono, pelo fato de não terem mais as obrigações de outrora, quando marido e filhos pequenos exigiam muita atenção e trabalho. A aposentadoria, perda do cônjuge também causam depressão assim como relacionamentos difíceis com os demais parentes.

O grupo é importante na inserção no convívio social, auxiliando na superação de problemas desta ordem.

É importante que aqueles que convivem nos grupos, o façam de modo a buscar alternativas saudáveis para viverem e conviverem. É um exercício de tolerância na medida em que é um espaço que tem que possibilitar a livre manifestação de todos os participantes independente das diferentes opiniões e convicções, de gosto pessoal.

Há pontos importantes que devem ser observados, como a flexibilidade, pois devem sempre prevalecer as decisões de consenso e não as opiniões individuais. Isto significa que não há lugar para rigidez de posicionamento, devendo cada participante ser cooperativo e não competitivo.

O importante não é vencer ninguém, muito menos adotar posturas que isolem, e sim proporcionar que todos ganhem e este ganho não é material, é interior visto que proporciona diversão, entrosamento, ensina a respeitar opiniões, a acolher o outro, conviver em harmonia, respeitando cada um individualmente.

Cada participante tem que saber a hora de dar espaço para o outro crescer. É saber ser discreto e aprender que todos têm que ser protagonistas.
É necessário que haja troca, intercâmbio de idéias, de sentimentos, conhecimentos, experiências.

Nestes ambientes há possibilidades infinitas de crescimento, de apoio, basta escolher aquele que mais se identifique com cada um, pelos participantes, pelos objetivos, ou pelas atividades desenvolvidas.

A intuição (não devemos ignorá-la), a experiência, as afinidades guiarão cada um para que a participação seja prazerosa para si e para o grupo.
Pode ser também espaço de manifestação de fé, confiança em si e no outro, em Deus e na vida.

É importante que proporcione sempre aprendizagem e crescimento, que podem ser traduzidas até pela melhor convivência que é resultante de disposição interior associada à uma boa dose de disciplina no sentido de cumprir os objetivos propostos.

O grupo será o resultado da soma das intenções individuais, que se entrelaçarão formando uma unidade maior cuja identidade deve abranger e valorizar cada um como parte integrante, importante e indispensável no fortalecimento do todo.

Há oportunidade para conviver, dialogar, interagir, desenvolver novas habilidades, divertir-se, auxiliar os que necessitam, mudar atitudes que prejudicam o participante, o grupo e até mesmo seus relacionamentos familiares visando restabelecer e/ou manter a saúde e oportunizar melhor qualidade de vida.

A galinha, o porco, o boi e nós.

Um certo dia o rato olha pelo buraco de seu esconderijo e vê o fazendeiro preparando uma ratoeira. Sai correndo pela fazenda gritando “cuidado há uma ratoeira na casa”
   A galinha deu um sorriso e comentou, ratoeiras só dizem respeito os ratos. Já o porco, manifestando solidariedade ao rato disse “cuide-se”. E o boi indiferente, fingindo não ver o desespero do rato, continuou ruminando.
   Na mesma noite, a ratoeira funcionou. Só que invés do rato, acabou fisgando o rabo de uma cobra venenosa.
   Que picou a mulher do fazendeiro, que foi levada imediatamente ao pronto-socorro.
   Devidamente medicada, a mulher passou duas semanas de cama, com muita febre. Só que para atenuar a febre nada melhor que uma canja e lá se foi à galinha. Amigos, vizinhos e parentes vieram visitar a mulher e o porco foi para o forno.
   Para comemorar a recuperação dela, nada melhor que um bom churrasco e desta vez, o “voluntário” foi o boi.
    Este conto é uma analogia sobre o que acontece nos dias atuais.
    Recentemente li uma reportagem onde revelava dados da favelação de Porto alegre o que na verdade acontece em todo o Brasil. Veja os números.
    Dados do Departamento Municipal de Porto Alegre apontam que em 1973 o percentual de favelados em POA era de 10,67%. Já o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), DE 2002. Apesar de antigo é o mais atual aponta um percentual de 21,31% de favelados em Porto Alegre.
    Fazendo um calculo aproximado da população teremos então 426,000 (quatrocentos e vinte e seis mil) pessoas morando em favelas.   
    Ninguém pode prever qual será o futuro da Humanidade com base nas condições sociais, econômicas, ambientais, políticas e espirituais do mundo atual.
    Mas, podemos imaginar com base nestes dados que não podemos esperar um mundo melhor,temos que fazer um mundo melhor.
   O relatório das Nações Unidas apresenta alguns dados das condições dos seres humanos em todo o planeta. Veja a seguir: ( DADOS DE 2001 )
Condição atual:
- 968 milhões não dispõem de água potável
- 2400 milhões não têm saneamento básico
- 34 milhões com AIDS
- 854 milhões de analfabetos
- 325 milhões de crianças sem escola
- 1200 milhões ganham menos de um dólar por dia
- 2800 milhões ganham menos de dois dólares por dia
- 163 milhões de crianças desnutridas menores de cinco anos
- 11 milhões de crianças morrem de doenças que já têm tratamento
      Vivemos como a galinha, o porco e o boi, estamos vendo a coisa acontecer, mas damos de ombro como se os interesses em jogo não fossem os nossos.
     Mas quero falar principalmente a quem é Espírita ou Espiritualista, pois estes sabem que amanhã estarão aqui para colher aquilo que semeamos hoje. 
     Devemos fazer alguma coisa e esta coisa não é ir a uma sociedade espírita e escutar uma palestra ou ficar meditando sob uma pirâmide escutando musicas New Age, e esperar que a coisa mude por si.
     Principalmente os Espíritas devem saber que a idéia comodista de que Deus faz e nós desfrutamos ou suportamos não tem lugar no Espiritismo. Pelo contrário, neste se sabe que o fazer de Deus no mundo humano se realiza através dos homens capazes de captar sua vontade e executa-la.       
     A verdade é que nós todos necessidades uns dos outros.  
     E Deus também tem necessidade de nosso trabalho, pois foi este nosso passaporte para o mundo humano. Cada espírito encarnado trás consigo sua tarefa e a sua responsabilidade individual e intransferível. Quem não cumpre fracassa. Por isso temos naufragado mil vezes por nossa própria incúria.
      Mas o que uma única pessoa pode fazer sempre é esta a duvida que nos assalta quando pensamos em fazer alguma coisa. Pois eu como trabalho com comunicação vou colocar em circulação um informativo chamado de “Sobre o Natural” onde vou esmiuçar a doutrina espírita para que um número maior de pessoas tenham conhecimento do espiritismo e para atingir aqueles que não tem acesso à internet.
      E me coloco a sua disposição para você fazer o mesmo em sua cidade, você pode fazer um blog, um website ou ter também nosso informativo circulando ai.
      Como afirmo Kardec no Livro dos espíritos “A desordem e a imprevidência são duas chagas que só uma educação bem entendida pode curar. (nota da questão 685)”.
     Assim, antes de dar com os ombros e dizer que os favelados que existem espalhados por todo o Brasil é problema do governo e de melhores políticas sociais, pense duas vezes e tome providências, porque mais cedo ou mais tarde isto vai acabar impactando sua vida.
     Estamos na hora da verdade, das proposições claras e precisas, da posição destemida de alerta e vigilância.
      Este texto não tem um final. A partir daqui a decisão é sua.

A política se justifica

Em casa, na rua, no clube, no bairro, no trabalho e no País, nós estamos mergulhados em ambientes que exigem práticas sociais intensas, específicas, diversificadas e também ocasionais, que chamamos de política. Viver em sociedade exige essa arte que os gregos chamaram politiké (política). Esse termo se referia aos cidadãos que se voltavam à administração da pólis (cidade) e ao longo da história ficou muito carregada, restrita aos “políticos profissionais” e aos partidos.

Hoje em dia, como a maioria da população mora na cidade ou tem negócios nelas, todos os cidadãos deveriam ser chamados de políticos. Porque nós somos responsáveis pela conservação e desenvolvimento da sociedade. Usamos sistemas de eleições para delegar certas tarefas administrativas, mas em última instância todos somos responsáveis pelo governo e progresso do nosso habitat social.

Desse modo, se há alguém que se declara apolítico, está equivocado, pois enquanto vivemos em sociedade nos é exigida uma forte consciência de relacionamentos, práticas e posições mediados pela nossa ação política. Podemos declarar não “ter partidos”, mas comungamos com idéias de alguns deles. Podemos não votar, mas delegamos às autoridades o serviço de administração pública. Então somos tutelados pelo Estado que será uma espécie de “grande irmão” a nos determinar ações mediante a coação ou à liberdade.

Além disso, a política é tão pertinente em nossas vidas que forma hábitos e costumes, pois tudo em nossa sociedade é intimamente relacionado com nossa posição política. Nossa posição exige até modos de vestir específicos. É difícil um cidadão ir ao clube de terno e gravata, e também é muito raro uma pessoa ir de biquíni ou bermuda para a Igreja. Esse pudor, que parece um simples ditame psicológico, é um jogo de relações que começa na forma de se vestir e vai até a mais complicada ação democrática. A política passa pelo “bom dia” que damos em casa, pelas eleições do síndico do prédio e vai até a escolha dos deputados e do presidente da república. Ou seja, a política começa no simples hábito e engloba as mais sofisticadas ações de manutenção do Estado.
Assim, esta questão é muito importante para nós, não foi por acaso que ao longo da história, muitos filósofos examinaram esse tema, questionando-se mutuamente e procurando uma resposta lógica, séria e permanente sobre política. A questão política sempre foi inquietante para quem se debruça em responder as interpelações da realidade de nossas vidas. Tudo isso também gerou uma ânsia de conceituar, uniformizar e substancializar a política, tentando compreender nossa humanidade e sua relação política.

E é bom que assim o seja. É bom que haja complicação e complexidade em nossa vida social. Uma política simplista é um determinismo, uma camisa de força para nossa criatividade. Por exemplo, nas famílias sem diálogo, são cartas marcadas, em que o mandante impõe sua vontade sobre quem obedece. Então se constrói relações frágeis e limitadas, infantis, quase um inferno. No Estado, uma política simplista e determinada não é política que valha a pena, é ditadura, golpismo, tirania. A complexidade da ação política está no fato de que ela é conflituosa, luta, antagonismo, enfrentamento. Em outras palavras é diálogo e dialética.

Por fim, não conseguimos até agora saber de uma natureza uniforme para a política, mas vivemos no presente que nos faz entender que a política faz parte da diversidade de nossa vida cotidiana. Política também é a coisa mais importante para a democracia e para a sociedade. Portanto, a política se justifica e faz do presente de cada pessoa a consciência de sua identidade como ser humano.

O amor é o conector de todas as religiões

Numa breve leitura sobre os conceitos fundamentais das principais religiões do mundo, como, por exemplo, o Cristianismo, o Judaísmo, o Islamismo e o Budismo, constata-se, que em todas o ideal do amor é a base doutrinária e a força capaz de unir e superar todas as outras diferenças.

Aliás, é sabido por todos, embora não compreendido ou praticado pela maioria, que é preciso deixar de lado as diferenças culturais, de fé, de cor para que se consiga viver em paz e alcançar a felicidade.

No que se refere às diferenças religiosas, é preciso raciocinar que o tempo da idade média está sepultado. Não há mais necessidade de essa ou aquela religião fortalecer-se e tentar dominar o terreno da outra. Os espaços já estão garantidos e cabe ao indivíduo, cidadão, escolher a que melhor se adapte à sua cultura ou ao seu estilo de vida. Basta divulgar o amor e esperar os fiéis, pois as falsas religiões que não têm o amor como base doutrinária, certamente, tiveram, têm ou terão vidas curtas.

Os líderes espirituais das principais religiões do mundo têm as mensagens de amor, em suas mais variadas facetas, como o carro chefe de suas pregações. O Dalai Lama diz sentir certa compaixão “até mesmo pelo torturador”, referindo-se aos comunistas chineses que torturaram os tibetanos. Também o Papa João Paulo II perdoou o Turco que tentou lhe tirar a vida. Ou seja, para ter compaixão e para poder perdoar, tem que haver um ingrediente especial: o amor.

Outro ponto comum das religiões é a condução de seus fiéis para o bem, ensinando-os a pautarem suas vidas nos caminhos da ética e da moral. Nesse sentido, pode-se constatar que todas elas pregam, por exemplo, que não se deve mentir, matar ou roubar.

Fica claro, portanto, com base nessa reflexão, que não se deve julgar qualquer religião pelos atos terroristas de alguns bandidos que tiram vidas humanas em nome de Deus, sejam eles intitulados de mulçumanos, cristãos ou judeus. Ou seja, diferentemente do ensinamento de Maquiavel, os fins não justificam os meios, e cada qual tem o direito de acreditar no que entende ser o melhor para o seu bem estar. Com a palavra o Dalai Lama:“Ora, por exemplo, como sou monge budista, considero o budismo o mais conveniente. Para mim, concluí que o budismo é o melhor para todo o mundo. Isto está claro. E é categórico. Se eu acreditasse que o budismo era o melho para todos, seria uma tolice, porque pessoas diferentes têm disposições dirferentes.” (Dalai Lama- A Arte da Felicidade- por Hward C. Cutler- Martin Fonte, 2008-p.333).
Enfim, no momento em que grandes líderes religiosos pregam a necessidade de todos se tratem com tolerância, amor e compreensão mútua, querem mostrar que, embora não ninguém tenha que abrir mão de suas crenças e tradições, pode-se caminhar lado a lado na luta pela tão sonhada paz mundial.

Nesse sentido, algumas igrejas cristãs no Brasil formaram, em 1982, O CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil), que segundo ensinamento do Pe. Flávio Ramos, de Andiroba-MG, define-se como uma associação fraterna de igrejas que confessam o Senhor Jesus Cristo como Deus e Salvador.“Atualmente fazem parte do CONIC: Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia.” (Pe. Flávio Ramos- Informativo O Conselho-Santa Ana- Andiroba/MG)
Ainda são poucas as igrejas associadas e até o momento não se tem notícias sobre quais foram as ações do CONIC desde a sua fundação..

Entretanto, neste ano a campanha da fraternidade da igreja católica terá a participação do CONIC, cujo lema e tema são respectivamente: “Vocês não podem servir a Deus e o dinheiro (Mt6,24)” e “Economia e vida”.“O objetivo geral da campanha é colaborar na promoção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal da cultura da paz, a partir do esforço conjunto das Igrejas Cristãs e de pessoas de boa vontade, para que todos contribuam na construção do bem comum em vista de uma sociedade sem exclusão.Os objetivos específicos: - sensibilizar a sociedade sobre a importância de valorizar todas as pessoas que a constituem; - buscar a superação do consumismo, que faz com que o ter seja mais importante do que as pessoas; - criar laços entre as pessoas de convivência mais próxima, em vista do conhecimento mútuo e da superação tanto do individualismo como das dificuldades pessoais; - reconhecer as responsabilidades individuais diante dos problemas decorrentes da vida econômica em vista da própria conversão.” (Pe. Flávio Ramos)
Outro ponto que é oportuno ressaltar antes de finalizar o presente artigo é a respeito da necessidade da religião nestes tempos de pós-modernidade, haja vista que há uma corrente muito forte no sentido de desmerecer os trabalhos dos religiosos e das religiões às quais lideram.

É inconteste que a palavra religião tenha recebido, ao longo dos séculos, um significado pejorativo pelos fatos negativos ocorrido em todas elas. Ou seja, é mais fácil lembrar-se da santa inquisição, dos homens bombas e dos sacos cheios de dinheiro no estádio de futebol(Mineirão), do que todos os ensinamentos bons passados a bilhões de pessoas e, certamente, responsáveis por este mundo ainda estar de “pé “. Os fatos negativos foram gerados por pessoas e não pelas doutrinas das religiões a que dizem estarem ligados.

É necessário, pois, que o homem pós-moderno, embora não tenha que ser um religioso nos moldes dos seus antepassados, tenha em mente que o objetivo das religiões é beneficiar as pessoas, indicando-lhe o caminho da felicidade. Um caminho bem mais curto e mais barato do que o do consumismo indicado pelas mídias. Ou, ainda, uma fonte em que todos podem beber sabedoria, prudência, ética, bons costumes, amor, compaixão, perdão e, enfim, paz de espírito.

Por fim, as divergências religiosas, embora remontem ao início da civilização, têm que dar lugar ao convívio fraterno entre os homens e para que isto ocorra todos têm que ceder, ser tolerantes e, principalmente, cultivar o amor: o conector de todos os credos, sem, contudo, repita-se, abrir mão de sua crença e tradição, visto que:" As tradições religiosas podem existir lado a lado. Elas não deveriam nem lutar umas contra as outras nem ter de se fundir numa única.” (DALAI LAMA)
Você sabia que de acordo com a Lei 11.635/07, o dia 21 de janeiro é, no Brasil, dedicado à reflexão sobre a tolerância religiosa? 

Por: Éder Ângelo Braga