No último final de semana, o Centro de Detenção Provisória (CDP) "Dr. José Eduardo Mariz de Oliveira", em Caraguatatuba, voltou a ser palco de um cenário alarmante, mas que infelizmente tem se tornado rotina: oito visitantes de detentos foram barradas ao tentarem entrar na unidade prisional. O motivo? Irregularidades apontadas pelo escâner corporal (bodyscan) durante os procedimentos de segurança.
Por Guilherme Araújo | Opinião & Investigação
A resposta da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) foi imediata: as mulheres tiveram o acesso negado e a direção da unidade instaurou um expediente administrativo interno para suspendê-las definitivamente do rol de visitas. Em alguns casos, diante da suspeita de porte de ilícitos, houve recusa de encaminhamento ao pronto-socorro para exames clínicos complementares — um direito de defesa, mas também um forte indício que acende o alerta vermelho da segurança pública.
Este não é um fato isolado. Semanas antes, registros semelhantes apontaram recordes sucessivos na mesma unidade e em presídios vizinhos do Vale do Paraíba, como Tremembé e Potim.
A recorrência desses episódios nos obriga a ir além da mera leitura da notícia oficial. É preciso puxar o fio dessa meada e propor uma reflexão profunda sobre o que está acontecendo por trás das muralhas do nosso sistema prisional.