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sábado, 30 de janeiro de 2016

Sítio em Atibaia recebeu entrega de barco em nome de mulher de Lula

O sítio em Atibaia (SP) frequentado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva serviu como endereço de entrega de um barco comprado por sua mulher, Marisa Letícia, em 2013. Neste sábado. Novo alvo de investigação da Operação Lava-Jato, o imóvel está registrado em nome de Fernando Bittar e Jonas Suassuna, ambos sócios de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho de Lula, na empresa Gamecorp. Na sexta-feira, o ex-presidente admitiu que frequenta o local desde que deixou a Presidência, em 2010.
A embarcação, modelo Squalus 600, da marca Levefort, foi adquirida em 27 de setembro daquele ano, por R$ 4.126, e entregue no sítio. A nota fiscal da compra leva o nome de Marisa Letícia Lusa da Silva. Segunda a "Folha de S. Paulo", a venda foi concretizada pela loja Miami Náutica, que fica no bairro do Ipiranga, em São Paulo.
LULA E MARISA SÃO INTIMADOS A DEPOR
Suspeito do crime de ocultação de patrimônio, o ex-presidente Lula foi intimado na sexta-feira a depor sobre o caso do tríplex no Guarujá. É a primeira vez em que ele será ouvido como investigado desde o início do escândalo da Lava-Jato, que agora avança sobre o sítio em Atibaia.
Promotor de Justiça de São Paulo, Cássio Conserino marcou o interrogatório do ex-presidente e da ex-primeira-dama Marisa Letícia para o próximo dia 17. Também serão ouvidos o empreiteiro Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, e o engenheiro Igor Pontes, que acompanhou o casal numa vistoria ao apartamento durante a reforma. O tríplex, que pertenceu à família do ex-presidente, recebeu uma reforma de cerca de R$ 800 mil paga pela construtora OAS, em 2010.
DOCUMENTO CONTESTA DEFESA DE LULA
Quando assinou contrato com a Bancoop para obter o tríplex no Guarujá, a mulher do ex-presidente Lula, Marisa Letícia, sabia que unidade estava comprando. Dois termos de adesão ao empreendimento obtidos pelo GLOBO, assinados por outros compradores do mesmo edifício, mostram que o número de cada apartamento constava dos registros iniciais de comercialização.
Nos últimos dias, a defesa do ex-presidente tem sustentado que a família de Lula não teria adquirido um apartamento, mas cota do empreendimento, que somente “ao final da obra” passaria “a equivaler a uma unidade”. Os documentos mostram que no caso do edifício do ex-presidente, quem aderia ao empreendimento já sabia a que apartamento teria direito.

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