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domingo, 22 de junho de 2014

CAMPOS: PETISTA NO RIO, TUCANO EM SP. TEM LÓGICA?

Autodenominado candidato da terceira via, responsável pela instalação da "nova política" no país, o presidenciável Eduardo Campos (PSB) recorreu aos dois partidos cuja polarização diz querer romper para se firmar em coligações competitivas em São Paulo e no Rio de Janeiro.
No Estado mais importante do país, Campos indicará o candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Geraldo Alckmin, que se conseguir ser alçado à reeleição, dará ao tucanos 24 anos de poder ininterruptos em São Paulo. Já no Rio, Campos indicou o candidato ao Senado, numa chapa com o petista Lindbergh Farias.
As duas movimentações do ex-governador de Pernambuco se dão após a sua companheira de chapa, a candidata a vice, Marina Silva, não conseguir impor seus candidatos. Era desejo dela que o PSB lançasse candidatos próprios ou apoiasse candidaturas alinhadas a ela.
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Em São Paulo, o cenário ideal para ela era o lançamento da deputada federal Luiza Erundina, que descartou qualquer hipótese de candidatura. Outros nomes da preferência de Marina eram os do deputado Walter Feldman, seu aliado na criação do Rede Sustentabilidade, e do vereador Ricardo Young, do PPS. Mas o projeto não decolou. Campos preferiu ficar com Alckmin e indicar o candidato a vice, que tende a ser Márcio França, presidente da legenda em São Paulo.
Já no Rio, Marina queria que o PSB apoiasse Miro Teixeira, pré-candidato a governador do Pros. Mas ele desistiu ontem da disputa, alegando que foi ignorado por Campos. Assim, abriu-se caminho para o PSB indicar o deputado federal Romário para ser candidato a vice na chapa encabeçada pelo PT. 
Com as duas opções de Campos, esperava-se que Marina fosse chiar. Mas não. Ela apenas afirmou que "não há problemas nas escolhas" do aliado. Mas não deixou de fazer uma crítica sutil: "ele ficará responsável pela escolha". Soou como um "lavar as mãos". Se der errado, Marina não quer que tais decisões pesem no seu colo.
A pouco mais de uma semana para finalização das coligações, Campos sente a pressão de ter que fincar palanques em Estados do Sudeste. Foi pelo caminho mais fácil, o do pragmatismo, que parecia querer abandonar quando falou em "nova política". Para quem deseja se firmar como terceira via, as opções pelo PT e pelo PSDB em dois Estados muito importantes soam contraditórias. 

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