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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Candidatos à Prefeitura fazem debate na TV; acompanhe


Os principais candidatos a prefeito de São Paulo participam nesta segunda-feira, 24, do quinto debate eleitoral transmitido ao vivo pela televisão. O evento ocorre em meio a uma mudança de postura por parte do candidato do PT, Fernando Haddad, que pela primeira vez passou a criticar diretamente o líder nas pesquisas, Celso Russomanno (PRB). Por sua vez, o tucano José Serra mantém a estratégia de atacar o petista associando-o ao escândalo do mensalão.
O debate, que é transmitido pela TV Gazeta à partir das 22h30, acontece no Auditório Gazeta, na sede emissora. Participam do encontro os candidatos Carlos Giannazi (PSOL), Celso Russomanno (PRB), Fernando Haddad (PT), Gabriel Chalita (PMDB), Levy Fidelix (PRTB), José Serra (PSDB), Paulinho da Força (PDT) e Soninha (PPS).
Acompanhe:
23h55 - Serra faz uma pergunta para Levy Fidelix e questiona qual a proposta do candidato para melhorar a oferta de empregos através do turismo. Fidelix diz que é preciso tirar os "grandes gargalos" da cidade. O candidato defende mudar a localização do Anhembi, de aeroportos e rodoviárias. Na réplica, Serra defende a expansão centro de convenções do Anhembi e a criação de um novo centro de convenções em Pirituba. "Isso vai gerar muitos empregos", diz o tucano. Na tréplica, Levy afirma que São Paulo precisa se potencializar, mas é preciso "fazer o dever de casa na matéria de mobilidade".
22h51 - Levy Fidelix faz uma pergunta para Chalita sobre dívida pública. Ele quer saber qual a proposta do candidato do PMDB para reduzir a dívida. Chalita diz que deve usar a força da cidade de São Paulo para renegociar a dívida com o governo federal. Ele defende trocar a dívida por uma "dívida social", com ajuda dos recursos federais. Na réplica, Levy diz que "povo de São Paulo está preocupado com seu cofre". Ele diz que o único jeito de resolver esse problema é criando um banco. Levy diz que o governo federal "não pode dar dinheiro para nós". Na tréplica, Chalita diz que a Prefeitura de São Paulo não é sequer capaz de usar recursos que já tem destinação estabelecida.
23h47 - Paulinho faz uma pergunta para Soninha sobre saúde. Ele pergunta qual o plano dela para a área em São Paulo. Soninha diz faltam profissionais de saúde em São Paulo, mas destaca que é preciso fiscalização. Ela defende um programa de concessão de bolsas para garantir que médicos com perfil "em falta" no serviço público sejam formados com ajuda da Prefeitura. Na réplica, Paulinho diz que São Paulo tem poucos leitos. Ele diz que vai contratar até 3 mil leitos da rede particular para garantir que todos os doentes da rede pública tenham acesso à internação.
23h42 - Giannazi faz uma pergunta para Serra sobre funcionalismo público. "Você fez coisas monstruosas contra os servidores", afirma Giannazi, que pede que o tucano "explique isso". Serra diz que os candidatos de PSOL e PT querem "acabar" com as parcerias público-privadas na área da saúde. Ele afirma que isso traria o caos na cidade. Na réplica, Giannazi lembra que Serra manteve "vale refeição de R$ 4,00 para servidores, o chamado 'vale coxinha'". Ele acusa o tucano de retirar direitos dos funcionários públicos e usar a polícia para reprimir os protestos. Na tréplica, Serra diz que Giannazi tem "visão pessoal, ofensiva até" sobre funcionalismo. O tucano diz que o deputado "precisa apelar".
23h38 - Russomanno faz uma pergunta para Giannazi sobre Saúde. Ele destaca as filas de espera para exames e pergunta qual o plano do PSOL para a área. Giannazi fala em "desprivatizar" a rede de Saúde e "acabar com a fragmentação deste sistema". Ele destaca a necessidade de criar um plano de carreira para os médicos e para todos os servidores do sistema público de Saúde. "Temos que respeitar a Constituição Federal. O Sistema Único de Saúde é uma conquista que está sendo destruída pelo tucanato." Na réplica, Russomanno promete aumentar salários dos profissionais de saúde. Na tréplica, Giannazi afirma que o discurso de Russomanno não é coerente com as votações de seu partido na Câmara dos Vereadores de São Paulo.
23h33 - Chalita pergunta para Paulinho qual sua proposta para moradia. Paulinho afirma que visitou bairros da cidade e constatou que é preciso "fazer um grande programa de moradia" em São Paulo. Ele diz que é preciso regularizar as moradias. Na réplica, Chalita concorda com as propostas de Paulinho e diz que, ao ver a propaganda de Serra, ficou com vontade de morar na favela de Paraisópolis. Ele diz que a gestão atual fez, em 8 anos, menos do que a ex-prefeita Luiza Erundina fez em 4 anos. Na tréplica, Paulinho diz que, após a regularização das moradias, precisa ser feito um programa de crédito para melhorar as moradias.
23h30 - Soninha faz uma pergunta para Haddad sobre a nota de desagravo da base do governo em apoio ao ex-presidente Lula. Haddad diz que a oposição foi irresponsável ao atacar o governo acusando sem fundamento. "São Paulo está em descompasso com o que está acontecendo no País", diz o petista. Na réplica, Soninha volta a falar sobre a nota de desagravo e diz que o teor da carta é "agressivo" e deixou até políticos que apoiaram o texto constrangidos. Na tréplica, Haddad diz que Soninha "fala como se não tivesse participado da Prefeitura de Kassab, da qual foi subprefeita". Ele diz que vai acabar com a taxa de inspeção veicular. Lembra o caso Aref e diz que o ex-secretário envolvido em diversos casos de propina foi apontado por José Serra.
23h25 - Haddad faz uma pergunta para Russomanno. Ele cita a proposta de Russomanno sobre tornar a tarifa proporcional ao trajeto. Ele questiona a validade da proposta, uma vez que a mesma levaria os moradores da periferia a pagar mais pelo transporte público. Russomanno afirma que sua proposta é fixar um valor único para a passagem e diz que "quem anda mais vai pagar mais". Na réplica, Haddad afirma que Russomanno quer subsidiar o transporte público "para quem mora perto" e diz que a proposta pode "acabar com o bilhete único". Na tréplica, Russomanno afirma que a proposta de Haddad de fazer um bilhete único mensal vai aumentar os custos do transporte público e diz que ele "não sabe exatamente o que está falando".
23h20 - Começa o segundo bloco do debate.
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23h16 - Chalita faz uma pergunta para Levy Fidelix. Ele pergunta qual a política do candidato do PRTB para os idosos. Levy diz que "gostaria que a sociedade tivesse respeito com os idosos". Ele destaca que apoio aos idosos não pode se resumir a criação de asilos e defende medidas visando garantir seu atendimento na rede pública e privada. Na réplica, Chalita afirma que a responsabilidade de manter as calçadas deve ser da Prefeitura, e não dos proprietários, para garantir acessibilidade. Na tréplica, Levy fala sobre sua proposta de atender os idosos com "os moto-médicos e os moto-remédios".
23h11 - Levy Fidelix faz uma pergunta para Russomanno sobre transportes. Ele quer saber como o candidato do PRB pretende resolver o caos no trânsito de São Paulo. Russomanno afirma que, com a geração de emprego, é possível diminuir o trânsito. Ele destaca também a necessidade de mais corredores de ônibus. O candidato diz que modelos dos ônibus deve ser renovado para garantir melhor qualidade. Na réplica, Levy afirma que a população é tratada "como sardinha na lata". Na tréplica, Russomanno afirma que é preciso "uma série de ações em conjunto" para garantir velocidade nos transportes coletivos.
23h06 - Russomanno faz uma pergunta para a Soninha. Ele quer saber o plano da candidata para melhorar os serviços públicos. Ela diz que é preciso reduzir a burocracia para não sujeitar o cidadão à "boa ou má vontade" dos funcionários. Ela defende uma revisão de "todos os processos", mas destaca o papel das ouvidorias para garantir a qualidade da gestão. Na réplica, Russomanno diz que a Prefeitura "é uma empresa totalmente abandonada". Ele destaca a falta de informatização dos prontuários médicos. Ao final, mostra um calhamaço de papel. "Para quem disse que eu não tenho plano de governo, este é o meu plano de governo." Na tréplica, Soninha volta a destacar a participação dos cidadãos para garantir a qualidade dos serviços públicos.
23h02 - Soninha Francine faz uma pergunta para Giannazi sobre a cessão de um terreno na região da Nova Luz pela Prefeitura de São Paulo para o Instituto Lula. Giannazi afirma que Kassab "nada mais é do que um grande corretor de imóveis" e transformou a Prefeitura em um balcão de negócios. Ele acusa o prefeito de permitir a "especulação imobiliária". Na réplica, Soninha afirma que a proposta do seu partido é de "revitalização" do centro de São Paulo. Ela destaca a importância da criação de moradias e diz que a cessão do terreno ao Instituto Lula é "uma injustiça". Na tréplica, Giannazi diz que "empreiteiras mandam neste governo" e, por isso, "São está um verdadeiro caos".
22h57 - Na réplica, Haddad diz que a prefeitura de São Paulo deixou de investir no metrô após Serra ter sido derrotado na disputa pela Presidência em 2010. Na tréplica, Chalita destaca o superávit da Prefeitura e diz que a gestão "é muito ruim" e "trata mal a população".
22h55 - Haddad faz uma pergunta para Chalita sobre transporte público. Ele diz que, ao contrário do que Serra afirma, o transporte em São Paulo vai muito mal. Ele pergunta qual a proposta do peemedebista para a área. Chalita, ao responder, volta à pergunta anterior e pede que seu histórico como deputado seja comparado ao de Serra quando ele ocupou o mesmo cargo. Sobre a pergunta de Haddad, Chalita afirma que pretende entregar novas linhas de metrô.
22h53 - Na réplica, Giannazi afirma que o PT produziu um "rebaixamento" da política no Brasil. Ele afirma que o modelo do governo petista "reduziu os cidadãos ao consumo" e atribui a eles o surgimento do Russomanno como defensor do consumidor. Na tréplica, Haddad afirma que tem muitas objeções a como o PSOL faz política. Ele lembra a própria gestão à frente do Ministério da Educação e afirma que "acumulou experiência administrativa e de gestão".
22h50 - Carlos Giannazi faz uma pergunta para Fernando Haddad. Ele pergunta porque o PT passou a criticar o Russomanno se ele faz parte da base de sustentação do governo federal. Haddad afirma que sua campanha não faz "ataques pessoais". Ele afirma que foi alertado pela presidente Dilma sobre como seria a disputa em São Paulo. Haddad afirma que Russomanno deveria ter apresentado um plano de governo: "É o mínimo." Ele pergunta quais são os compromissos do candidato, uma vez que ele não apresentou nada.
22h48 - Na réplica, Chalita afirma que Serra deu "quase 200% de aumento" para subprefeitos e cargos de confiança e diz que, para o resto dos servidores, o aumento foi de "0,01%". O candidato diz que "isso é lamentável nesta gestão Serra e Kassab". Na tréplica, Serra diz que Chalita é bem remunerado como deputado, com salário mais alto do que o dos subprefeitos, e não comparece às votações importantes. "Os dados estão aí. Os jornalistas podem checar."
22h46 - Chalita faz uma pergunta para José Serra sobre funcionalismo público. O candidato do PMDB pergunta qual a proposta do tucano para valorizar os servidores de São Paulo. Serra diz que pretende valorizar de acordo com o mérito. Ele cita o caso dos salários dos professores como exemplo da aplicação desse tipo de administração.
22h44 - Na réplica, Paulinho relembra que Russomanno votou a favor do fator previdenciário e, anos depois, foi contra sua eliminação. Ele cita outras propostas que oneram sobre as aposentadorias e que foram apoiadas por Russomanno. Na tréplica, Russomanno afirma que quer falar sobre São Paulo. "É muito fácil falar aqui. Agora, trabalhar para garantir o direito de todos é o que eu sempre fiz."
22h42 - Paulinho faz uma pergunta para Celso Russomanno sobre a atuação na Câmara dos Deputados. Ele acusa o candidato do PRB de "votar contra os trabalhadores" no Congresso. "Nunca votei contra os trabalhadores", diz Russomanno. "Votei pela governabilidade deste País", ele complementa. O candidato afirma que sempre andou na rua para ver os problemas das pessoas e insinua que os outros candidatos não tem contato com o povo.
22h39 - Na réplica, Serra diz que a construção de monotrilho que vai até a Cidade Tiradentes vai "ser uma coisa extraordinária" para os moradores da Zona Leste. Ele destaca as vantagens para toda a região. Na tréplica, Paulinho complementa seu argumento defendendo uma revisão dos contratos com as empresas de ônibus para reduzir o preço da passagem.
22h37 - O primeiro a perguntar é José Serra, que faz uma pergunta para Paulinha da Força sobre transportes. "Eu sempre enfatizei muito metrô. Quais são suas propostas para o setor?" Na resposta, Paulinho destaca o número de trabalhadores com carteira assinada em São Paulo e diz que 75% desses empregos estão no centro de SP. Ele defende a descentralização das empresas através de incentivos tributários, como redução do IPTU.
22h35 - A jornalista Maria Lydia Flandoli, mediadora do debate, apresenta os candidatos e as regras do encontro.
22h30 - Começa a transmissão do debate entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo; acompanhe.

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