O Blog do Guilherme Araújo é um canal de jornalismo especializado em politicas publicas e sociais, negócios, turismo e empreendedorismo, educação, cultura. Guilherme Araújo, CEO jornalismo investigativo - (MTB nº 79157/SP), ativista politico, palestrante, consultor de negócios e politicas publicas, mediador de conflitos de médio e alto risco, membro titular da ABI - Associação Brasileira de Imprensa.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Vale a pena se casar... ou talvez não?
Tomás Melendo
A título de introdução: “Menino, o que é para você enamorar-se?” Por Marta Román:Vale a pena se casar? Se você se casa para amar e viver enamorado, certamente. Como não vai valer a pena triunfar na vida? Mas se você se casa por uma outra coisa ou por uma outra razão, não ..
Tomás Melendo é partidário do amor. E em seu artigo se permite o luxo de desenvolver deliciosamente sua argumentação de pensador e de homem vivido sobre a estreita relação entre enamorar-se e casar.
Mas o fato é que de amor e de se enamorar todo mundo sabe. Por isso fiz uma prova muito curiosa: perguntei a meus filhos, como quem não quer nada e a cada um separadamente, o que é se enamorar para você? A um enquanto estava no Facebook, a outro enquanto vestia o pijama, a outra, quando ia falar às escondidas no telefone, a outro, chamando-o como para pedir algo e soltando a pergunta à queima roupa... Assim, sem muita reflexão e sabendo onde eu queria chegar, não leram nenhum tratado sobre o amor, nem nada semelhante.
E, oh surpresa! Suas respostas parecem as conclusões do artigo de Tomás Melendo:
Minha filha de 16 anos: - Enamorar-se é gostar de uma pessoa com quem você se sente bem, sabe que ela está sempre aí, gosta de você e vê um futuro com ela.
Meu filho de 15: - Entregar a vida à pessoa que você ama.
Meu filho de 13:- É quando alguém não lhe sai da cabeça.
Meu filho de 10: - É sentir algo por alguém.
- Algo bom ou mau? - pergunto.
- O que pode ser? - claro que é bom!
Meu filho de 6 anos: - Enamorar-se é casar.
E minha conclusão: que se enamorar é uma questão que se tem muito clara antes que a televisão, a rua ou a má vida a turvem miseravelmente. Por isso, desde o princípio dos tempos, as pessoas têm procurado se casar com alguém com quem valha a pena viver.
Vale a pena casar-se?
Para quê? Muitos jovens afirmam hoje que não vêem razão alguma para contrair matrimônio. Amam-se, e nisto eles encontram uma justificação de sobra para viverem juntos. Considero que estão errados, mas os compreendo perfeitamente.
É que as leis e os hábitos sociais tiraram todo o sentido do matrimônio:
a) por um lado, a admissão do divórcio elimina a confiança de que se lutará para manter o vínculo;
b) por outro, a aceitação social de “namoros” extramatrimoniais, considerados quase como uma “necessidade”, para não dizer um “direito”... ou um “dever”, suprimem a exigência da fidelidade;
c) e, finalmente, a difusão massiva e indiscriminada de contraceptivos, unida à afirmação de sua total inocuidade – espiritual, psíquica e física –, desprovê, de relevância e valor, os filhos.
O que resta então, da grandeza da união
conjugal? O quê, da arriscada aventura que sempre tem sido? Com que
objetivo “passar pela igreja ou pelo juiz”?
Vistas assim as coisas, a quem afirma a absoluta primazia do
amor, teria que começar por lhes dar razão, para depois fazê-los ver
algo de capital importância, que outras vezes apontei: é impossível o
casal se amar, a sério, sem estar casados.
Fazer-se capaz de amar
O que acabo de afirmar é bem certo, embora possa suscitar certa
admiração. Em todos os âmbitos da vida humana, é preciso aprender e se
capacitar. Por que então não se faz isso no amor, que é a parte mais
gratificante, decisiva e difícil de nossas atividades? Jacinto Benavente
afirmava que “o amor tem que ir à escola”. E é verdade. Para poder amar
de verdade é preciso se exercitar, da mesma forma, por exemplo, que é
preciso treinar os músculos para ser um bom atleta. Pois bem, as bodas capacitam para amar de um modo real e efetivo.
Nossa cultura não entende o matrimônio:
contempla-o com uma simples cerimônia (quanto mais luxuosa e
extravagante, melhor), um contrato rescindível, um compromisso...
Algo que, sem ser falso, torna-se demasiado pobre.
Em sua essência mais íntima, as bodas constituem uma expressão refinada de liberdade e amor. É, sim, um ato profundíssimo, inigualável, pelo qual duas pessoas se entregam plenamente e decidem se amar por toda a vida. É o amor dos amores: amor sublime que, em primeiro lugar, “redime” meu passado; e, além disso, e, sobretudo, me permite “amar bem”, como diziam nossos clássicos: fortalece minha vontade e habilita-a para querer em outro nível: situa o amor recíproco numa atmosfera mais alta.
Por isso, se não me caso, se excluo este ato de doação total, estarei impossibilitado de amar realmente meu cônjuge; como aquele que não treina ou não aprende um idioma não é capaz de falá-lo.
À sua jovem esposa que lhe escreveu: “Você me
esquecerá, a mim que sou uma provinciana, entre suas princesas e
embaixatrizes?”, Bismarck respondeu: “Você se esquece de que eu a
esposei para amá-la?”
Estas palavras encerram uma intuição profunda: o “para amá-la”
não indica uma simples decisão de futuro, inclusive imutável; equivale,
no fim das contas, a “para poder amar” com um amor autêntico, supremo,
definitivo... impossível sem o mútuo entregar-se do matrimônio, sem se
casar.
Casar-se ou “conviver”
Não se trata de teorias. Tudo o que acabo de expor tem claras manifestações no âmbito psíquico.
O ser humano só é feliz quando se empenha em algo grande, que, efetivamente, compense o esforço. E o mais impressionante que um homem ou uma mulher podem fazer na terra é aprender a amar.
Vela a pena dedicar toda a vida a amar cada vez melhor e mais intensamente, porque só para isso viemos a este mundo.
E por nada mais! Acrescento eu: tudo o que em minha vida eu não transformar em amor, é inútil, vão e, inclusive, prejudicial.
Pois bem, quando me caso, estabeleço as condições para me consagrar sem reservas à tarefa de amar. Pelo contrário, se simplesmente vivemos juntos, e mesmo que não seja consciente, terei que dirigir todo o esforço “para defender as posições” alcançadas, para não perder o conquistado ou a conquistada, para outro ou outra.
Tudo, então, se torna inseguro: a relação pode se romper a qualquer momento. Não tenho certeza de que o outro vai se esforçar seriamente em me amar, em dividir as alegrias e superar os atritos e conflitos do trato quotidiano: por que haveria eu de fazê-lo? Não posso baixar a guarda, relaxar-me, mostrar-me de verdade como sou, porque minha mulher pode descobrir os meus defeitos “insuportáveis” e decida que “vamos parar por aqui”. Ante as dificuldades que com certeza surgirão, a tentação de abandonar a empresa se apresenta muito imediata, uma vez que nada impede esta deserção.
A simples convivência cria um clima psíquico que faz perigar o objetivo fundamental e entusiasmante do matrimônio: aumentar, intensificar e melhorar o amor e, com ele, a felicidade.
Amor ou “papéis”?
Tudo isso parece avalizar a afirmação de que “o importante” é querer-se. E é verdade!
O amor é efetivamente o
importante. Esta idéia não nos deve dar medo. Entretanto, já expliquei
que não pode haver amor de verdade sem doação mútua e exclusiva, sem se
casar.
Por quê?
Do ponto de vista social, porque meu casamento tem repercussões
civis claras, que aumentam mais ainda com a chegada dos filhos; a
família compõe ou deveria compor a chave do ordenamento jurídico e o
fundamento da saúde de uma sociedade; é indispensável, portanto, que
haja certeza de que outra pessoa e eu decidimos mudar de estado e criar
uma nova família. Mas, sobretudo, a dimensão pública do matrimônio, a cerimônia religiosa e civil, a festa com familiares e amigos, as participações do acontecimento, anúncios nos meios de comunicação – melhor se puder ser na televisão! – tudo deriva da enorme relevância que deve ter para os cônjuges, o que estão realizando. Se isto vai mudar radicalmente minha vida, fazê-la melhor, se vai me permitir algo que é uma autêntica e maravilhosa aventura, gostarei de que todos ou, ao menos, os autênticos amigos saibam, assim como apregôo com grande alarde as outras boas notícias.
Igual, não.
Muito mais, porque não há nada comparável a se casar:
coloca-me numa situação inigualável para crescer interiormente, para ser
uma pessoa melhor e tremendamente feliz (aquele que não
acreditar....que faça a prova com seriedade). Como não divulgar, então, a minha alegria?
Antecipar o futuro?
É verdade que, à vista do exposto, muitos se perguntam: como
posso eu me comprometer a algo para toda a vida, se não sei o que me
espera? Como posso ter certeza de que escolhi bem meu par?
Trata-se de uma pergunta típica dos
dois últimos séculos, nos quais o desejo de segurança transbordou além
do propriamente humano – às vezes com repercussões psíquicas inclusive
graves – e, apesar das declarações contrárias, de modo inverso ao apego
real pela liberdade, que sempre leva consigo algo de risco.
Ao que acrescento, antes que o auditório desapareça, que para isso aí está o namoro, um período muito bom, que oferece a oportunidade de conhecimento mútuo e de começar a entrever como será a vida em comum.
Depois, se sou como devo, já sei suficientemente o que acontecerá quando me casar: sei, na realidade, que vou colocar todo o esforço para amar a outra pessoa e procurar que ela seja muito feliz. E se tiver sido um propósito sério, se tivermos sido prudentes e nos conhecemos o bastante, isso será compartilhado pelo futuro cônjuge: o amor chama o amor. Podemos, portanto, ter certeza de que vamos tentar por todos os meios. E então, é muito difícil, quase impossível, que o matrimônio fracasse.
Observar e refletir
Certamente, esta decisão radical de entrega não basta para dar
um passo de tanta transcendência. É preciso considerar também alguns
traços do futuro cônjuge. Quais?
Em primeiro lugar, por pura honestidade, devo avisar que a viabilidade de um matrimônio nunca pode ser conhecida tendo-se relações íntimas antes ou em lugar das bodas; como em seguida veremos, por mais que se choque contra o costume e as pretensões gerais, a situação que aí se cria é tão artificial, tão profundamente diferente do que um matrimônio sustentará, que não existe modo pior de avaliar se devo ou não casar com aquela pessoa.
Os traços que deveriam ser levados em conta são sempre outros. Por exemplo, se “me vejo” vivendo durante o resto dos meus dias com aquela pessoa, inclusive quando estiver sem se arrumar, ronque ou lhe cresçam os “pneusinhos” na barriga; também e antes, como age em seu trabalho e com seus colegas, como trata sua família, seus amigos; se sabe controlar seus impulsos, incluindo os sexuais; porque, do contrário, ninguém me assegura que será capaz de fazê-lo quando estivermos casados e se apaixone por outro ou por outra; se gostaria que meus filhos se parecessem com ele ou com ela (que horror!)... porque de fato quer eu queira ou não, vão se parecer; se sabe estar mais atento ao meu bem ( e de seu bem real, por mais que lhe custe) que de seus simples e quase inacabáveis anseios...
Em resumo:
a) Não fazer o menor caso do que promete.
b) Escutar - com todo romantismo que deseje, mas como quem ouve chover – o que me diz.
c) Prestar muita atenção ao que parece que é.
d) Mas principalmente ao que efetivamente faz e como se comporta.
e) E conceder um peso absoluto à sua maneira de agir... justo quando não está comigo, uma vez que quando nos vemos, os dois nos encontramos dispostos naturalmente – sem a menor malícia – a agradar, uma vez que se trata do momento mais esperado do dia, no qual ambos podemos e queremos dar o melhor de nós mesmos.
Pelo contrário, se em sua casa, com seus
amigos, com seus colegas de trabalho, comporta-se como um ou uma
egoísta, ou como um ou uma déspota, se não leva em conta os desejos e o
bem real dos que a ou o rodeiam, quem pode me assegurar que não vai
acabar assim ... também na cama?
Relações antimatrimoniais
E aqui se deve considerar uma das questões mais
decisivas e sobre a qual impera maior confusão. A necessidade de se
conhecer, de saber se um e outra combinam, não aconselha viver juntos um
tempo, com tudo que isto implica? Trata-se de um assunto muito estudado e sobre o qual se vai lançando uma luz cada vez mais clara.
Um bom resumo do status quaestionis seria o seguinte: está estatisticamente comprovado que a convivência antes do matrimônio nunca produz efeitos benéficos: nunca!
Por exemplo:
a) os divórcios são muito mais frequentes – parece que o dobro – entre os que conviveram antes de contrair matrimônio; b) as atitudes dos jovens que começam a ter trato íntimo pioraram notavelmente e a olhos vistos, desde este momento; tornam-se mais possessivos, mais ciumentos e controladores, mais desconfiados e resmungões, inclusive mais desagradáveis.
Mas por quê?
A causa, ainda que profunda, não é difícil de intuir. O corpo humano é, no sentido mais profundo da palavra, pessoal;
e talvez muito especialmente em suas dimensões sexuais. Em
consequência, a sexualidade deve falar um único idioma: o da entrega
plena e definitiva. Mas, nas circunstâncias que estamos considerando, esta total disponibilidade se torna contraditória pelo coração e pela cabeça que, com maior ou menor consciência, a rejeitam, ao evitar um compromisso com a vida.
Surge assim uma ruptura interior em cada um dos namorados, manifestada psiquicamente por um obsessivo e angustioso afã de segurança, cortejado de receios, temores, rancores e suspeitas, que acabam por envenenar a vida em comum.
Por outro lado, como consequência do anterior, um e outra começam a sentir-se mal... e buscam de novo “estar juntos” como meio para evitá-lo; o mal estar se acalma momentaneamente, enquanto duram as relações, para logo crescer com mais força, “estar outra vez mais juntos”, aumentar o aborrecimento persistente, numa espécie de espiral fatídica que culmina, quase sempre, com a separação...que é pior se não é definitiva!
Daí que, ao contrário do uso habitual, a este tipo de relações eu prefira chamar “anti ou contra-matrimoniais”.
Para se conhecerem de verdade
Por outro lado, também é ingênua a
pretensão de decidir a viabilidade de um matrimônio pela “capacidade
sexual” de seus componentes: como se toda uma vida em comum dependesse
ou se pudesse sustentar em uns atos que, em condições normais, somam uns
poucos minutos por semana! Mas é que a melhor maneira de conhecer o nosso futuro cônjuge neste âmbito, consiste, como antes sugeri, em observá-lo nos outros aspectos de sua vida, e talvez, principalmente, nos que se relacionam diretamente conosco: refletir sobre o modo como se comporta em seu lar, trabalho ou estudo, com seus amigos ou conhecidos... e com os “inimigos”, pois em algum momento de nossa vida matrimonial seremos considerados como tais, etc.
Pois se nessas circunstâncias é generoso, afável, paciente, serviçal, terno, desprendido... pode estar certo, sem ter medo de se enganar, que certamente esta atitude será a mesma na vida cotidiana e nas relações íntimas.
Enquanto que a “comprovação direta” e inclusive a forma de nos tratarmos, por responder a uma situação claramente “excepcional” – o namoro um tanto “avançado” –, não só não proporciona dados confiáveis sobre seu futuro, mas que em muitos casos até os mascara.
Por isso, diante de uma opinião muito difundida, caberia afirmar que ”viver (e deitar-se) juntos” é a melhor maneira de não saber em absoluto como vai agir a outra pessoa durante o casamento.
Provar as pessoas?
Mas pode-se ir mais fundo: não é sério nem honrado “provar” as
pessoas, como se se tratassem de cavalos, de carros ou de computadores.
As pessoas são algo tão grandioso que, em sua presença, só cabe a
veneração e o amor; por elas arrisca-se a vida, “joga-se cara ou coroa” –
como dizia Marañón –, “o futuro do próprio coração”, a vida inteira.
Além do que, a desconfiança que implica o colocar a prova não só gera um permanente estado de tensão difícil de suportar, mas se opõe frontalmente ao amor incondicional –
incondicionado e incondicionável – que está na base de qualquer bom
casamento: e se não há base ou ponto de apoio, o casamento... cai.
Mas este é um tema de tanta transcendência que prometo voltar a ele muito em breve.
Descoberto o segredo do sorriso da Mona Lisa: era um sorriso de Mãe
Tecnologia ajuda a revelar por que a Mona Lisa sorria: de felicidade materna
É o que conta a reportagem de Antonio Ribeiro
Um mistério a menos
Mais de 7 milhões de pessoas formam, a cada ano, filas em torno da Pirâmide do Louvre, o acesso ao maior museu do mundo. Oito em cada dez visitantes enfrentam a espera atraídos, sobretudo, por uma florentina de 25 anos, magistralmente pintada num ícone renascentista do século XVI – a Mona Lisa. Muitos percebem na linha formada pelos lábios de Lisa Gherardini uma expressão enigmática, que há cinco séculos engendra uma mesma pergunta: qual o mistério por trás desse sorriso?
O Centro de Pesquisa e Restauração dos Museus da França (C2RMF), com a ajuda do Conselho Nacional de Pesquisas do Canadá (NRC), acha que matou a charada. Depois de submeterem o quadro a uma formidável bateria de exames, na semana passada os pesquisadores revelaram que, em 1503, quando a mulher do comerciante de seda Francesco del Giocondo se sentou diante de Leonardo da Vinci, ela acabara de dar à luz o segundo filho. O quadro celebraria o nascimento do menino Andrea, dois anos depois de Lisa ter perdido a filha Camilla num parto malsucedido. A serenidade da Gioconda traduziria, assim, o sentimento de plenitude maternal.
No outono europeu de 2004, o quadro de 79,4 por 53,4 centímetros foi levado para os porões do Louvre, onde, durante 72 horas, esteve sob os cuidados de grupos alternados de quatro pesquisadores e foi fotografado sob luz rasante, raios X, infravermelhos e ultravioleta. Os sensores a laser de um scanner tridimensional canadense, utilizado nas sondas espaciais para mapear a superfície dos planetas, fizeram varreduras na frente e no verso do quadro. O equipamento é capaz de registrar detalhes em linhas de 0,01 milímetro de espessura – oito vezes mais finas que um fio de cabelo. "As radiografias antigas evidenciavam apenas a ossatura do quadro", compara Michel Menu, chefe do departamento de pesquisa do C2RMF. "Mas sua epiderme está impregnada pela sujeira de cinco séculos, o que obstrui a visão total a olho nu. As novas análises revelaram detalhes nunca vistos antes", completou Menu em entrevista a VEJA. Um desses detalhes é um sexto dedo na mão direita da Gioconda. Leonardo pintou o indicador, inicialmente, numa posição de tensão, como se a modelo estivesse prestes a se levantar. Num segundo momento, o pintor fez a única correção da obra-prima, relaxando sua mão.
...
Cada vez mais os historiadores da arte se valem da tecnologia como ferramenta de trabalho. ... uma vez que se trata do quadro mais reproduzido da história, qualquer partícula de conhecimento que se acrescente a ele é útil, e de interesse geral.
Do ponto de vista físico, a Mona Lisa é uma tábua de álamo ligeiramente empenada e coberta por um mosaico de milhões de rachaduras de tinta e verniz ressecados – as "rugas", curiosamente, são mais numerosas no rosto e no colo da Gioconda. Até os novos exames, acreditava-se que ela estava prestes a se desmanchar. Engano. Os pesquisadores confirmam a fragilidade da obra, mas afirmam que o temor de uma deterioração acelerada é exagerado. A matéria pictural está muito bem colada ao suporte, e a fenda de 11 centímetros na madeira acima da cabeça da Mona Lisa não se moveu desde sua restauração. As maiores ameaças são a umidade e as mudanças de temperatura, razões pelas quais uma verdadeira UTI posicionada atrás do quadro o monitora continuamente na novíssima Salle de la Joconde.
A Gioconda guardava ainda outras surpresas. Bruno Mottin, conservador do patrimônio do C2RMF, disse ter sentido um frio na barriga ao examinar a imagem em infravermelho do decote da Mona Lisa. Ele descobriu um tecido finíssimo entre um motivo solto do bordado e o vestido escuro de Lisa Gherardini – um véu que era a vestimenta típica das aristocratas toscanas durante a gestação e nos meses seguintes ao parto.
"A descoberta nos permitiu datar o início da obra em torno do ano 1503 e também confirmar a condição social da Gioconda", diz Mottin. O véu joga por terra a conjectura de alguns historiadores de que a Mona Lisa seria uma mulher "liberada", já que na época os cabelos soltos eram mais comuns entre prostitutas do que entre mães de família. Há um segredo, porém, que exame nenhum conseguiu arrancar da Gioconda – o das técnicas imperceptíveis e dons intangíveis que Leonardo aplicou na criação da pintura mais famosa do mundo.
1 - A fotografia em infravermelho do quadro revela com muito mais clareza o véu da personagem, que estaria preso atrás da cabeça, em uma touca. Isso explica a linha sobre sua testa, para a qual não se tinha explicação convincente
Como essa vestimenta era típica de gestantes ou de mulheres que acabavam de dar à luz, imagina-se que a pintura tenha sido feita para comemorar o nascimento do segundo filho de Lisa Gherardini, mulher de um comerciante de seda de Florença, que, segundo se sabe, serviu de modelo a Leonardo da Vinci. Isso ajudaria ainda a precisar a data da obra: 1503
2 - As manchas esverdeadas no peito e nas mãos da Gioconda indicam o uso de pigmentos diferentes dos originais e, portanto, resultantes de restauros posteriores, de autoria de outros que não Leonardo
3 - Originalmente, também, Leonardo pintara os dedos médio e indicador da mão direita mais próximos do que na versão acabada
4 - Mediante uma outra técnica, os pesquisadores mapearam a teia de rachaduras infinitesimais que se espalha por toda a pintura. As manchas escuras no rosto e no colo da Mona Lisa indicam uma maior concentração de rachaduras nessas regiões. Elas provêm do recurso batizado por Leonardo de sfumato: o uso de sucessivas camadas de cor, com variações mínimas de tom, para suavizar as transições e conferir maior volume e profundidade
Ética e Cidadania na vida social, na familia, na politica e em tudo.......
O consultor de negocios e politicas Guilherme Araújo participou do seminario "Exercendo
a Cidadania I"oferecido pelo Centro
de Extensão Universitária (CEU - www.ceu.org.br)
realizado em março 2012, em São Paulo, o evento "Exercendo
a Cidadania I", cujo objetivo foi apresentar de forma panorâmica
e prática os diversos meios e canais disponíveis para
o pleno exercício da cidadania em temas de vital importância
para a sociedade
O evento reuniu cerca de 300 pessoas, de diversos
campos de atuação, que tiveram a oportunidade de participar
e ouvir diversas autoridades no assunto.
Coordenado pelo Dr. Ives Gandra da Silva Martins,
presidente do Centro de Extensão Universitária, os temas
abordados estimularam os participantes a ter uma presença mais
ativa nas diversas esferas da vida social, pautada por uma intensa defesa
dos valores éticos.
O exercício da cidadania
e os valores familiares e sociais
O ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Ives
Gandra Martins Filho abordou o tema "O
exercício da cidadania e os valores familiares e sociais"
(veja o artigo), explanando de forma brilhante sobre as raízes
históricas da crise atual e como a defesa dos valores familiares
e sociais constitui o cerne do exercício da cidadania que hoje
se exige de todos os integrantes da sociedade.
Exemplificou como as organizações não
governamentais possuem um enorme peso na vida pública e obrigam
à uma ação responsável por parte dos governantes.
Também falou sobre a importância do Ministério Público,
e de porque a Imprensa é considerada um Quarto Poder, orientando
inclusive a pauta de decisões do governo. Ressaltou a importância
da participação das pessoas na forma de artigos de opinião,
cartas e telefonemas aos meios de comunicação.
Concluiu a sua exposição dizendo que
"a participação na condução dos destinos
da sociedade, como manifestação de cidadania, não
se limita à atividade política profissional ou ao exercício
do direito de voto, mas revela-se fundamental para todo membro da sociedade,
que não deve ser apenas sujeito passivo das decisões governamentais,
mas sujeito ativo que influi positivamente no processo de tomada de decisão
sobre a implementação do bem-comum numa sociedade civilizada
e democrática".
Juntamente com o ministro, Margoth Giacomazzi Martins,
juíza do trabalho, Paula Nelly Dionigi, Procuradora do Estado de
São Paulo, e o Prof. Paulo Restiffe Neto, magistrado e diretor
do Centro de Extensão Universitária, responderam às
perguntas do público concernentes a esse tema.
Intrumentos para o exercício
da cidadania
O Prof. Carlos Alberto Di Franco, jornalista e Diretor
do Master
em Jornalismo para Editores, apresentou uma série de instrumentos
práticos para o exercício da cidadania, observando de início
que o Brasil enfrenta hoje, fundamentalmente, um problema de ordem moral.
O jornalista observou que, além da qualidade
técnica, é imprescindível uma qualidade ética
na Televisão, e que é preciso exigir que a mídia
ofereça produtos de qualidade tal como exigimos qualidade em outros
tipos de produtos. Temos para isso, inclusive, o código de defesa
do consumidor. Também destacou ações de parlamentares
e de entidades de classe que buscam promover a ética na televisão
e no mundo da publicidade, tal como a campanha "Quem
financia a baixaria é contra a cidadania" (www.eticanatv.org.br).
O Prof. Di Franco recordou ainda uma série
de estatutos e leis em defesa da cidadania que, infelizmente, não
têm sido respeitados, em muitos casos em virtude do próprio
comportamento passivo da sociedade.
As emissoras de televisão, por exemplo, são
concessões do Estado, e a Constituição
brasileira diz que a produção e a programação
das emissoras de rádio e televisão devem atender ao princípio
de respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.
Portanto, se uma emissora não cumprir com esse príncipio,
o Estado tem ao seu dispor o instrumento de cassar essa licença
de concessão. Da mesma forma, o Estatuto
da Criança e do Adolescente diz que as revistas e publicações
contendo material impróprio ou inadequado a crianças e adolescentes
deverão ser comercializadas em embalagem lacrada, com a advertência
de seu conteúdo. Mas o que se observa é que ninguém
respeita essas leis.
Falando sobre o importante papel dos meios de comunicação,
explicou como é possível utilizar os canais de comunicação
para que a sociedade manifeste, de modo mais consistente, os seus pontos
de vista. Os jornais, por exemplo, consideram que cada carta de leitor
recebida represente a opinião de outras 200 pessoas. Por isso,
cartas de leitores podem ter grande força quando endereçadas
às Editorias de opinião dos jornais, aos patrocinadores
dos programas exibidos na televisão, e mesmo aos departamento de
recursos humanos das empresas anunciantes. Citou diversos exemplos onde
a manifestação do público fez com que os anunciantes
tirassem propagandas impróprias do ar, pois nenhuma empresa quer
ter seu produto vinculado à uma repercussão negativa.
Portanto, basta que cada um participe. Recomendou,
entretanto, que as cartas devem apresentar críticas construtivas
e serem cordiais, não conterem xingamento, terem no máximo
10 linhas e tratar direto do tema, sem esgotar o assunto e sem ser moralista.
Para o Prof. Di Franco, algumas atitudes éticas
fundamentais são a guerra ao conformismo crônico e a guerra
aos pessimistas de plantão. E que, tão importante quanto
criticar, exercer a cidadania também significa elogiar as boas
iniciativas, mas que poucas vezes isso acontece. Citou o exemplo de um
colunista de um jornal que, após ter recebido inúmeras cartas
de críticas por causa de um texto, não recebeu nenhuma carta
de elogio quando tempos depois escreveu um artigo se redimindo do erro
cometido no texto anterior.
O Dr. Ângelo Patrício Stachini, Promotor
de Justiça em São Paulo, falou sobre "O
exercício da cidadania e o Ministério Público"
(veja artigo), explicando como o Ministério Público
(MP), que é desvinculado do Poder Judiciário e do Poder
Executivo, pode atuar em defesa da sociedade propiciando o efetivo exercício
da cidadania. O Dr. Ângelo considera que ocorre um sub-aproveitamento
do Ministério Público, e que um promotor que "deixa
de agir" é mais nocivo à sociedade do que um que comete
erros em sua ação. Citou que em casos onde se considera
que é necessária uma defesa da sociedade, o cidadão
pode e deve enviar um pedido de representação ao Ministério
Público para que este entre com uma ação judicial,
e apresentou inclusive uma carta
modelo que pode ser usada para esse pedido.
O Dr. Laudo Arthur, advogado em São Paulo,
continuou o evento falando sobre o Código de Defesa do Consumidor,
sobre órgãos de defesa tais como o IDEC
(Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), e como as ações
civis podem ajudar a corrigir imperfeições da lei. Também
comentou sobre iniciativas como o site Reaja.com (www.reaja.com),
que informa sobre fatos relevantes à sociedade e incentiva as pessoas
a participarem enviando comentários aos meios de comunicação
e/ou autoridades competentes.
A Dra. Soraya Marciano Silva, Procuradora Federal,
completou a mesa comentando como alguns órgãos público,
como por exemplo a Agência
Nacional de Vigilância Sanitaria (ANVISA), podem ajudar no exercício
da cidadania. Citou casos de produtos que foram interditados, tais como
a da apreensão recente de lote de preservativos defeituosos. E
outros, como o de remédios cuja bula não traz informações
corretas ou adequadas, como por exemplo, casos de pílulas anti-conceptivas
que não informam sobre sua potencialidade abortiva.
O evento foi muito elogiado por todo o público
presente, que lotou o auditório e também o espaço
de outra sala de onde se podia assistir ao evento através de um
telão.
O Prof. Jorge Pimentel Cintra, Livre-docente da Escola
Politécnica da USP e também diretor do Centro de Extensão
Universitária salientou a importância dessa iniciativa, e
informou que novos eventos desse tipo serão programados abordando
temas correlatos.
Óleos Santos
Na antiguidade os lutadores e guerreiros se untavam com óleos,
pois acreditavam que essas substâncias lhes davam forças.
Para nós cristãos, os óleos simbolizam o Espírito
Santo, aquele que nos dá força e energia para vivermos o
evangelho de Jesus Cristo.
Quaresma
Os 40 dias que precedem a Semana Santa são dedicados à preparação
para a celebração. Na tradição judaica, havia
40 dias de resguardo do corpo em relação aos excessos, para
rememorar os 40 anos passados no deserto.
SINO
Muitas igrejas possuem sinos que ficam suspensos em torres e tocam para
anunciar as celebrações.
O sino é um símbolo da páscoa. No domingo de páscoa, tocando festivo, os sinos anunciam com alegria a celebração da ressurreição de cristo.
O sino é um símbolo da páscoa. No domingo de páscoa, tocando festivo, os sinos anunciam com alegria a celebração da ressurreição de cristo.
Colomba Pascal
O bolo em forma de "pomba da paz" significa a vinda do Espírito
Santo. Diz a lenda que a tradição surgiu na vila de Pavia
(norte da Itália), onde um confeiteiro teria presenteado o rei
lombardo Albuíno com a guloseima. O soberano, por sua vez, teria
poupado a cidade de uma cruel invasão graças ao agrado.
PÃO E VINHO
O pão e o vinho, sobretudo na antiguidade, foram a comida e bebida
mais comum para muitos povos. Cristo ao instituir a Eucaristia se serviu
dos alimentos mais comuns para simbolizar sua presença constante
entre e nas pessoas de boa vontade. Assim, o pão e o vinho simbolizam
essa aliança eterna do Criador com a sua criatura e sua presença
no meio de nós.
Jesus já sabia que seria perseguido, preso e pregado numa cruz. Então, combinou com dois de seus amigos (discípulos), para prepararem a festa da páscoa num lugar seguro.
Quando tudo estava pronto, Jesus e os outros discípulos chegaram para juntos celebrarem a ceia da páscoa. Esta foi a Última Ceia de Jesus.
A instituição da Eucaristia foi feita por Jesus na Última Ceia, quando ofereceu o pão e o vinho aos seus discípulos dizendo: "Tomai e comei, este é o meu corpo... Este é o meu sangue...". O Senhor "instituiu o sacrifício eucarístico do seu Corpo e do seu Sangue para perpetuar assim o Sacrifício da Cruz ao longo dos séculos, até que volte, confiando deste modo à sua amada Esposa, a Igreja, o memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal, em que se come Cristo, em que a alma se cumula de graça e nos é dado um penhor da glória futura" [3].
A páscoa judaica lembra a passagem dos judeus pelo mar vermelho, em busca da liberdade.
Hoje, comemoramos a páscoa lembrando a jornada de Jesus: vida, morte e ressurreição.
Jesus já sabia que seria perseguido, preso e pregado numa cruz. Então, combinou com dois de seus amigos (discípulos), para prepararem a festa da páscoa num lugar seguro.
Quando tudo estava pronto, Jesus e os outros discípulos chegaram para juntos celebrarem a ceia da páscoa. Esta foi a Última Ceia de Jesus.
A instituição da Eucaristia foi feita por Jesus na Última Ceia, quando ofereceu o pão e o vinho aos seus discípulos dizendo: "Tomai e comei, este é o meu corpo... Este é o meu sangue...". O Senhor "instituiu o sacrifício eucarístico do seu Corpo e do seu Sangue para perpetuar assim o Sacrifício da Cruz ao longo dos séculos, até que volte, confiando deste modo à sua amada Esposa, a Igreja, o memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal, em que se come Cristo, em que a alma se cumula de graça e nos é dado um penhor da glória futura" [3].
A páscoa judaica lembra a passagem dos judeus pelo mar vermelho, em busca da liberdade.
Hoje, comemoramos a páscoa lembrando a jornada de Jesus: vida, morte e ressurreição.
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