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sexta-feira, 29 de março de 2013

Para Anistia Internacional, escolha de Feliciano é inaceitável


Entidade diz que permanência do deputado do PSC na presidência da Comissão de Direitos Humanos é “preocupante”. Em nota, pede que parlamentares “reconheçam o erro” e escolham outro para assumir o cargo.
Anistia Internacional, em nota divulgada nesta segunda-feira (25), considerou a escolha do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara (CDH) como inaceitável. Para os integrantes da entidade, que tem mais de 3 milhões de voluntários em todo o mundo, os parlamentares precisam rever a indicação e encontrar um substituto para Feliciano.
“As posições claramente discriminatórias em relação à população negra, LGBT e mulheres, expressas em diferentes ocasiões pelo deputado Marco Feliciano, o tornam uma escolha inaceitável para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Proteção de Minorias. É grave que tenha sido alçado ao posto a despeito de intensa mobilização da sociedade em repúdio a seu nome”, diz a nota.
Na visão da entidade, após a manifestação de vários setores da sociedade, Feliciano deveria ter saído do cargo. Pelo regimento interno da Câmara, a única forma é ele renunciando ao cargo, já que foi eleito pelos integrantes da CDH. “A Anistia Internacional espera que os(as) parlamentares brasileiros(as) reconheçam o grave equívoco cometido com a indicação do deputado Feliciano e tomem imediatamente as medidas necessárias à sua substituição.”
No Twitter, em 2011, ele chamou negros de “descendentes amaldiçoados de Noé”. Contra homossexuais, chegou a dizer que “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam (sic) ao ódio, ao crime, à rejeição. Amamos os homossexuais, mas abominamos suas práticas promíscuas”.
Em discurso na Câmara, ele defendeu a limitação de divórcios a um por pessoa, pois, na avaliação dele, “uma família destruída hoje projeta sequelas por toda uma geração”. O deputado diz que a resistência ao seu nome é fruto de perseguição religiosa e de “cristofobia“. Além disso, o deputado é réu por estelionato em uma ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele rejeita a acusação de ser racista e homofóbico.


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