GACC - Grupo de Assistência à Criança com Câncer

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Desde o início de suas atividades, em 1996, o GACC - então Grupo de Apoio à Criança com Câncer - existe para aumentar a expectativa de vida e garantir a oferta e a qualidade global do tratamento oferecido integral e indistintamente a crianças e jovens com câncer, diagnosticados com idades entre 0 e 19 anos incompletos, independente de sexo, cor, religião ou posição socioeconômica.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Compartilhar Briga com Luizinho Drumond é principal linha de investigação da morte de Marcone


Ele morreu com mais de 20 tiros por volta das 22h45 de domingo, na esquina das ruas Uranos e Antonio Rêgo, em Olaria, Zona Norte. Ele tinha sido expulso da escola de samba há seis meses, após briga com o presidente.
Familiares durante o sepultamento de Marcone | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
Familiares durante o sepultamento de Marcone | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
Marcone estava sozinho no carro dele, o Honda Fit cinza, placa LUA-0015. No local do crime, foram encontradas cápsulas de calibre 9 mm e 380. Homens num veículo não identificado emparelharam com o Honda e fizeram os disparos.
A polícia está em busca de imagens de câmeras de segurança próximo ao local do crime que possam ter flagrado a ação dos bandidos e vai pedir quebra de sigilo telefônico da vítima. “Tomaremos todas as medidas necessárias para elucidar esse caso”, disse o titular da DH, Rivaldo Barbosa, que vai investigar também se o crime tem a ver ainda com suposta relação que a vítima teria com uma filha de Luizinho Drummond, embora Marcone vivesse com outra mulher.
De acordo com o delegado Alan Duarte, também da DH, a perícia constatou que os disparos foram feitos próximos ao vidro do carona do carro da vítima.
Denúncias de agressão
Acusado no fim do ano passado por Marcone de agressão, o presidente da Imperatriz Leopoldinense, Luizinho Drummond, afirmou que o mestre de bateria provocou quebra-quebra na quadra da escola de Ramos no dia 27 de novembro. O ritmista teria destruído a sala da presidência.
Mestre Marcone (D) comandou a bateria por cinco carnavais | Foto: Divulgação
Mestre Marcone (esq.) comandou a bateria da Imperatriz por cinco carnavais | Foto: Divulgação
Na ocasião, Mestre Marcone registrou queixa na 21ª DP (Bonsucesso). O ritmista afirmou que foi agredido com três tapas no rosto por Luizinho, por supostamente se recusar a dar entrevista a um repórter na quadra. Luizinho negou.
No dia seguinte, Luizinho esteve na mesma delegacia para acusar o ex-diretor de bateria também de agressão e por danos materiais. Os dois passaram por exame de corpo de delito no IML. Na noite do dia 16 de dezembro, um homem foi assassinado a poucos metros da quadra da Imperatriz Leopoldinense e outros três foram baleados.
O crime aconteceu perto do local onde Marcone morava, na Rua Professor Lacê, em Ramos. Dois homens com pistolas em um carro preto atiraram contra o grupo, que estava em um trailer.
Pai está com ‘coração despedaçado’
Marcone foi morto quando saía da casa dos pais, onde foi comemorar o Dia das Mães. “Não podemos acusar ninguém, mas no samba se faz amigos e inimigos. Saber que meu filho morreu com mais de 20 tiros me deixou com o coração despedaçado”, contou, emocionado, o pai de Marcone, Ivo Sacramento, 52.
Na chuva e diante de pelo menos 300 pessoas, o corpo de Marcone foi enterrado ontem no Cemitério do Caju. Sobre o caixão, uma coroa de flores da ala das baianas da Imperatriz Leopoldinense.

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