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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

MPF defende que processo contra Cláudia Cruz permaneça em Curitiba


Cláudia Cruz (E), mulher do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (D), durante cerimônia na Câmara dos Deputados, em BrasíliaO Ministério Público Federal (MPF) defendeu que o processo contra a mulher de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Cláudia Cruz, permaneça sob a jurisdição da 13ª Vara Federal em Curitiba, presidida pelo juiz Sérgio Moro. A defesa dela alegou a “incompetência” de Curitiba para cuidar do caso e pediu que ele fosse transferido para o Rio de Janeiro.
Em petição, o MPF reafirmou que a mulher do parlamentar tem ligação com o “esquema criminoso” instalado na Petrobras e reforçou a conexão entre os crimes a ela atribuídos com os fatos apurados no escândalo de corrupção, cartel e propinas na estatal.
Cláudia Cruz é réu por lavagem de dinheiro e evasão de divisas em processo que apurou pagamento de propina de US$ 1,5 milhão a Eduardo Cunha no exterior, desviados de contrato de aquisição, pela Petrobras, de direito de exploração do campo de Benin, na África.
O dinheiro abasteceu contas em nome de off-shores e trusts usados para pagar faturas de cartões de crédito internacional utilizados por Cláudia Cruz. O dinheiro gasto com itens de luxo é incompatível com o patrimônio e os ganhos lícitos do deputado, de acordo com o MPF.
“Em se tratando do mesmo esquema criminoso, da mesma sociedade de economia mista vitimada, do mesmo diretor internacional corrompido, do mesmo operador de propinas, de um deputado federal pertencente a um dos partidos políticos beneficiados pelo esquema e dos mesmos valores provenientes da Petrobras que abasteceram a conta titularizada pela esposa do deputado, não é preciso muito esforço cognitivo e argumentativo para concluir que os casos são conexos e devem ser julgados pelo mesmo juízo”, escreveu o MPF na petição em que argumenta que o caso continue em Curitiba.
Além de Cláudia Cruz, são réus no mesmo processo o empresário português Idalécio de Castro Rodrigues de Oliveira, acusado de corrupção ativa e lavagem de dinheiro; o operador João Augusto Rezende Henriques, denunciado por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção passiva; e o ex-diretor a área internacional da estatal, Jorge Luiz Zelada, por corrupção passiva.

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