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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Wanessa Camargo: ‘Sou bela, recatada e do bar’

TVEJA, com a cantora Wanessa CamargoPara além de um retorno ao sertanejo – que já nem é aquele sertanejo que ela fazia antes –, o que o novo CD de Wanessa Camargo revela de mais interessante é a própria cantora. Aos 33 anos e nove de casamento com o empresário Marcus Buaiz, a vida pessoal é matéria-prima para a cantora, que fala de tudo no disco que pode se chamar #W15 – Uma Nova Era: da relação com o marido (“A gente não é um casal perfeito”) às lembranças da vida de solteira (“Já fui chifrada mais de uma vez. E também o contrário”).
“Não tem problema nenhum dizer que você já caiu de cara no chão, já bebeu demais, porque faz parte da vivência”, conta, por exemplo, sobre as experiências que serviram de base à música Coração Embriagado, faixa do novo CD. Foi sobre tudo isso, e mais um pouco, que Wanessa falou ao site de VEJA.
Por que você voltou para o sertanejo? Por que não? Foi muito orgânico para mim esse CD. Eu comecei a trabalhar nele em maio do ano passado. Estava ouvindo as músicas que me mandavam e pedindo outras para editoras, muito insatisfeita, porque era tudo mais do mesmo, e decidi começar a escrever as minhas próprias. Então, vi outra pessoa surgir ali, com outra linguagem musical, muito romântica, basicamente por causa do piano, que usei para compor. Chamei minha prima, Dayane, que está se lançando na dupla Day e Lara, para criar comigo. Depois, conheci a Marcinha Araújo, o César Lemos. Foi tudo natural e logo nos primeiros movimentos eu percebi que o disco seria em português e que o romântico voltaria com força. Eu estou cantando músicas de fazer chorar o coração, o que a gente chama de sofrência. E descobri que sou uma cantora de sofrência há muito tempo, porque minhas músicas antigas são quase todas assim. Podem chamar meu novo disco de sertanejo porque gostam de colocar rótulo. Mas não é só sertanejo. Tem elementos latinos, do folk, do pop. Essa mistura, que faz parte da minha essência, está ali.
Uma das músicas do disco é Coração Embriagado. De onde veio o título? O coração está de certa maneira tonto, sem saber para onde ir. E, claro, quando a gente está na fossa, bebe um pouco mais. Muitas vezes, eu me utilizei desse artifício (risos). Mas agora não faz parte da minha vida. Eu até bebo de vez em quando, mais socialmente. Quando você faz uma música sobre algo, não quer dizer que você viva esse aquilo naquele momento. Eu resgato minha memória afetiva, memória de coisas que eu vivi. Eu já fui uma mulher louca em algum momento. Quem nunca?
A sensação que a gente tem é de que, com Marcus Buaiz, sua vida entrou mais nos eixos. É isso? A gente não é um casal perfeito. A gente tem brigas, também. A gente tem personalidade forte, e às vezes discorda, discute e tenta não dormir brigado. Mas o relacionamento tem várias cores, que eu posso explorar na música, de dor, de mágoa…. O disco tem a ver com essa minha fase mais madura, o que estou vivendo e já vivi. Um relacionamento que está desgastado, por exemplo. O que pega mais no casamento é justamente esse desgaste e o desafio de renovar a relação. O repertório tem também traição, que é um tema recorrente nesse estilo de música. Mas acho importante, mais do que dizer “Você me traiu, você me traiu” o CD inteiro, dizer “Você é o cara que eu escolhi”.
Você perdoaria? Ah, depende da traição. Na faixa Perseguição, eu falo disso: “Se fosse com outra, até tinha perdão / Mas me trair com ex eu não aceito, não”. Isso não quer dizer que aconteceu comigo, vamos deixar em aberto. Sabe o segredo para manter o casamento? É saber perdoar os pequenos errinhos de cada um. A gente se apega muito às pequenas coisas e aquilo vira uma bola de neve. Mãe tem isso de querer ser dona da razão. E não é assim, ele é pai tanto quanto eu, e é um pai muito participativo. É importante relevar aquilo que te incomoda para dar valor ao que ele faz de bom, que é muito maior.
Mas aconteceu ou não? Ai, gente… quem nunca? (risos) Já fui chifrada mais de uma vez. E também o contrário.
No seu relacionamento atual? Não, não. Até porque a letra fala que ela paga a roupa e a prestação do carro dele. Quem nunca? (risos) Compor é isso, você resgata coisas que você já viveu.
Você já sustentou namorado, é isso? Quem nunca?
É ótimo que você fale de tudo. Mas e por que não? É claro que você tem de ter um certo limite para falar porque às vezes o julgamento é muito pesado. Então, você filtra. Mas não tem problema nenhum dizer que você já caiu de cara no chão, já bebeu demais, porque faz parte da vivência. Quem nunca fez um barraco? (risos)
O que você faz para manter o casamento depois de nove anos e dois filhos? Sabe o segredo? É saber perdoar os pequenos errinhos de cada um. A gente se apega muito às pequenas coisas e aquilo vira uma bola de neve. Mãe tem isso de querer ser dona da razão. E não é assim, ele é pai tanto quanto eu, e é um pai muito participativo. É importante relevar aquilo que te incomoda para dar valor ao que ele faz de bom, que é muito maior. Lógico que meu pai gostou de eu voltar ao sertanejo, porque ele tem uma identificação maior. Quando fui para o pop, ele me apoiou, mas mal sabia cantar. Ele fala espanhol, mas inglês não. Fazia ‘Shine it on, shine it on’ e não ia além disso
Ainda sobre o teor autobiográfico das músicas do disco, você é ciumenta? A música Fora de Mim é minha, e fala de uma mulher desesperada, porque o homem não atende ao celular. Ela fez uma besteira, ficou cega, deu um escândalo e sufocou o cara, que passou vergonha e agora não atende o telefone. Ela promete mudar pelo cara, o que é uma ilusão – ninguém muda por ninguém, mas por si mesmo. Ela é tipo… louca. Eu já fui uma mulher louca em algum momento. Quem nunca? Esse CD precisa se chamar ‘Quem nunca?’ (risos)
E hoje? Hoje eu sou tranquila com ciúme. Eu fiz Agora Eu Sei para esse amor calmo. Ela achou que já tinha se apaixonado, que já tinha amado, mas ela agora sabe que esta é a primeira vez. “Era para ser mais um dia normal / Mas acordei mais cedo que você / Na correria, nem te disse tchau”. Então, ela pensa como seria a vida se não tivesse o “Bom dia” dele todos os dias e percebe que o ama. “Se esse amor um dia acabar / Eu não suportaria.”
E a mulher poderosa, onde aparece? Em Boquinha de Açúcar, que é provocativa. “Porque eu sou pimenta / na sua boca / boquinha de açúcar / diz que a minha boca é afrodisíaca / tá querendo, tá”. É uma brincadeira da mulher poderosa. Mas eu sempre trabalhei com o empoderamento feminino. Tenho músicas de oito anos atrás que falam dessa mulher forte, como Culpada, que eu gravei há uns nove anos, sobre uma mulher que traiu um cara. “Eu também te traí / Eu também te enganei / O sabor do pecado / Eu também já provei / Fui pior que você / Porque eu soube esconder / Então, já não se culpe, meu bem / Eu sou culpada também”.
Sou apaixonada pelo ser humano e as suas maluquices. Poderia ser psicóloga fácil
Você não faz a linha bela, recatada e do lar, né? (Risos) Não, mesmo. Como diz uma amiga, sou bela, recatada e do bar. Eu mesma só bebo socialmente. Mas quando tinha meus 20 anos… (risos) Eu fui uma adolescente como qualquer outra, que sentiu ciúme, chorou pelo namorado, e que foi amadurecendo a sua relação com o outro. E eu espero falar com você daqui a dois anos e estar mais madura do que hoje, mais tolerante, sabendo respeitar o outro. Sou apaixonada pelo ser humano e as suas maluquices. Poderia ser psicóloga fácil. O que eu quero é ter amigos e construir uma vida linda, para no final me orgulhar.
Você se tornou musa gay. Não tem medo de perder esse público? Engraçado que uma boa parte desses fãs já estava comigo desde o começo. Acho que vamos continuar juntos. Além disso, é natural, na música, ter like e dislike. Faz parte.
Não tem medo de crítica? Qualquer coisa que eu fizesse seria criticada. Não ligo.
Quem é seu maior conselheiro profissional? O meu marido. Eu adoro a opinião da minha mãe e do meu pai, que, lógico, entende muito de música tecnicamente. Ele me ajudou a dar vazão a essa minha mudança. Fui compondo e ele sugerindo caminhos. “A gente precisa chamar um produtor assim, assado para essa música.”
Mas seu pai gostou do seu “retorno” ao sertanejo? Lógico, porque ele tem uma identificação maior. Quando eu fui para o pop, ele me apoiou, mas mal sabia cantar. Ele fala espanhol, mas inglês não. Fazia “Shine it on, shine it on” e não ia além disso (risos).

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