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sábado, 27 de agosto de 2016

“Escola sem partido” quer transformar estudante em dedo-duro

O movimento “escola sem partido” insere-se no conservadorismo que assola o mundo, cujo maior representante, atualmente, é Donald Trump, tendo como antípoda complementar o autodenominado Estado Islâmico. Não se engane: ambos querem a mesma coisa e um precisa do outro para sustentar sua política tacanha, repressiva e autoritária.
Não por acaso havia admiração recíproca entre o nazismo e o stalinismo, pois ambos buscavam a uniformização da sociedade: um em nome da “pureza da raça”; o outro idealizando um “igualitarismo” que pressupunha o assassinato da individualidade.
Esses caras acham que se pode chegar a um mundo asséptico, livre de “ideologias”, como se as pessoas vivessem fora da cultura, em um mundo absolutamente objetivo, em que todas as coisas tivessem valor único. O que não sabem – ou sabem muito bem – é que o conjunto de ideias defendidas por eles constitui-se ideologia, mesmo sem ousar dizer o nome, a qual querem vender pelo valor de face, sob a capa da objetividade e da “neutralidade”. Compre quem for ingênuo.
Esse tipo de gente odeia a diversidade, em qualquer forma que ela se apresente; acha “antinatural” fugir do papai-e-mamãe; entende que sexo é só para gerar filhos; condena o amor entre iguais, como se fosse algo aberrante; e vê uma conspiração dos devassos para dominar o coração e as mentes de crianças e jovens inocentes.
O que esses projetos de lei da “escola sem partido”, tramitando no Congresso e em Assembleias e Câmaras em todo o Brasil propõem, entre outras coisas, é que em toda sala de aula seja colado um cartaz com os “deveres do professor”, com seis itens genéricos; e a obrigação de todas as secretarias de educação criarem um dispositivo para receber denúncias anônimas contra professores que supostamente violarem direitos dos alunos.
Ou seja, querem emparedar o professor e transformar cada estudante em potencial dedo-duro, pronto a denunciar o mestre “doutrinador”. Ora, um estudante de esquerda pode sentir-se “doutrinado” quando o professor estiver falando sobre liberalismo; já um de direita pode pensar o mesmo quando a aula for a respeito do marxismo. O professor teria de caminhar sobre o fio da navalha e desenvolver mecanismos de autocensura para não ofender a sensibilidade de nenhum estudante, ou seja, uma educação castrada intelectualmente.
O tal cartaz, aparentemente razoável quando lido distraidamente, traz em seu item 5: “O professor respeitará o direito dos pais a que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções”.
Mas será que eles, os partidários da “escola sem partido”, pensam que todas as famílias pensam exatamente do mesmo jeito? Como o professor vai resolver esse dilema? E a escola não seria um lugar para o estudante ter contato com alguma coisa diferente, com ideias diversas e até opostas àquelas que vê na própria família, de modo a abrir-se para o mundo?
Claro que é equivocado o professor usar a sala de aula para “doutrinar” estudantes ou fazer proselitismo político ou religioso, de qualquer confissão. O bom professor é aquele que desafia a inteligência do aluno, levando-o a pensar de forma independente, apresentando os diversos aspectos de um problema, de um fato ou de uma situação histórica.
Mas não será com meia dúzia de regrinhas, aterrorizando professores, e transformando alunos em vigilantes dos bons costumes, que se alcançará o objetivo de melhorar a educação.
NOTAS
Escola de espiões
Vejam o que recomenda o portal Escola sem Partido ao estudante “que está sendo vítima de doutrinação política e ideológica” na sala de aula: “Na dúvida, não se precipitem. Planejem a sua denúncia. Anotem os episódios, os conteúdos e as falas mais representativas da militância política e ideológica do seu professor. Anotem tudo o que possa ser considerado um abuso da liberdade de ensinar em detrimento da sua liberdade de aprender”(…).

Senado
O projeto de lei da Escola sem Partido é de autoria do senador Magno Malta (PR-ES), pastor evangélico. Em consulta pública lançada pelo Senado, o projeto já recebeu comentários de mais de 330 mil pessoas.

Assembleias e Câmaras
Projetos semelhantes tramitam na Câmara dos Deputados, em sete Assembleias Legislativas (incluindo o Ceará) e em 12 Câmaras Municipais.

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