GACC - Grupo de Assistência à Criança com Câncer

GACC - Grupo de Assistência à Criança com Câncer
Desde o início de suas atividades, em 1996, o GACC - então Grupo de Apoio à Criança com Câncer - existe para aumentar a expectativa de vida e garantir a oferta e a qualidade global do tratamento oferecido integral e indistintamente a crianças e jovens com câncer, diagnosticados com idades entre 0 e 19 anos incompletos, independente de sexo, cor, religião ou posição socioeconômica.

sábado, 31 de agosto de 2013

Pela racionalidade na questão docente Em artigo, coordenador da Campanha Nacional Pelo Direito à Educação defende que professor precisa ser reconhecido e valorizado

Os dados obtidos pelo "O Estado de S. Paulo" dão concretude ao que já era sabido: é alto o número de docentes que deixam o magistério público. Em 2012, o Estado e o Município de São Paulo perderam, respectivamente, 2.969 e 828 professores concursados. A cada dia, cerca de 8 deles deixaram a rede estadual e 2 se desligaram da municipal.
Destaco a trajetória de três jovens professores das redes paulista e paulistana de ensino. Um é alfabetizador, outra leciona história nos anos finais do ensino fundamental e a última dá aulas de sociologia no ensino médio.
Os três já enfrentaram depressão e outras enfermidades. Permanecem comprometidos com o trabalho, mas não conseguem equacionar o magistério com as necessidades impostas pela vida.
O primeiro concilia a docência com animação de festas, mas deve assumir o táxi do pai. A segunda, mestre em sociologia pela USP, resiste a seguir carreira acadêmica. A última, esperançosa, crê ter encontrado uma escola privada com bom projeto pedagógico.
Perseverar no magistério público não é fácil. O salário é insuficiente e a estabilidade está distante de compensar as salas de aula superlotadas, além da falta de insumos pedagógicos mínimos. Muitos cursos de formação continuada são descontextualizados, assim como as reformas educacionais propostas por "especialistas" que desconhecem o cotidiano das escolas públicas. Para piorar o quadro, docentes são alçados à condição de heróis, martirizados por seus parcos contracheques.
O caminho racional aponta para outro rumo: professor precisa ser reconhecido e valorizado como profissional. Isso significa remunerar melhor, oferecer carreira estimulante e garantir boas condições de trabalho, o que exige investimento de mais recursos na educação pública. Nada mais óbvio, porém ainda tão inédito.
* DANIEL CARA É COORDENADOR GERAL DA CAMPANHA NACIONAL PELO DIREITO À EDUCAÇÃO

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